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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

BEM FORMADOS,CRUÉIS E RAPAZOLAS

Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis.
Há pessoas que tiveram uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas.
E há pessoas que tiveram a felicidade de viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. São rapazolas.
Daniel Oliveira (jornalista)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

MAIS UMA BATALHA GANHA

No mês passado, perante uma proposta vantajosa, decidi trocar de carro depois de já ter pago o seguro em Dezembro. Obviamente tratei de requerer o estorno do montante já pago. Depois da troca de papelada com que as companhias de seguros são peritas para atrasar a indemnização aos segurados, lá recebi o aviso de pagamento mas teria que me deslocar à companhia de seguros para assinar a papelada… Como me pareceu mais lógico tirei a senha para o balcão da tesouraria. Devo dizer que fui prontamente atendido só que a senhora, por trás do balcão afivelou aquele semblante de quem espera uma reclamação perante a quantia solicitada pela seguradora. Nem o meu sorriso a acompanhar os votos de uma boa tarde a fez mudar de semblante. Claro que se apercebeu que eu estava ali não para pagar mas para receber o bendito estorno do seguro… Finalmente, à despedida perante o meu sorriso e agradecimento pelo serviço prestado, lá consegui arrancar um sorriso à dita senhora. Mais uma batalha ganha no campo da simpatia…
Pode parecer utópico por desnecessária esta minha pretensão de ser atendido com um mínimo de simpatia já que me dirijo sempre com simpatia ao atendente seja em que circunstância for. A forma de atendimento pode fazer toda a diferença para uma empresa, estabelecimento comercial ou repartição pública mas aí… valha-nos Deus!
Se por um lado, os consumidores estão cada vez mais exigentes quer na procura dos preços mais competitivos, quer na qualidade dos bens, por outro lado e em tempo de crise, a qualidade do atendimento pode fazer toda a diferença na escolha do espaço comercial a que se dá preferência.
Na minha opinião, atender bem não significa estampar um sorriso no no rosto, esse é apenas um pormenor. Atender bem é estabelecer com quem se lhe dirige uma certa empatia que permita ir ao encontro das solicitações do cliente. No nosso país há ainda um longo caminho a percorrer no que concerne ao atendimento ao cliente pois este é um dos principais factores para o crescimento das vendas e consequente viabilização das empresas. A maneira como uma empresa atende o seu cliente pode fazer a diferença entre o seu sucesso ou fracasso.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

É NA CAMA QUE ELAS ACONTECEM...

Já não é a primeira vez que isto me acontece. Estou eu na cama descansadinho sem qualquer outra intenção que não seja ler ou ver TV para chamar o sono, quando elas surgem não sei de onde e de tal forma se insinuam que não consigo mais concentrar-me quer na leitura, quer no programa de TV. Deixam-me de tal maneira excitado que passo a dedicar-lhes a minha inteira atenção…
São ideias quase sempre muito interessantes que dariam um bom texto para postar no meu blog. Consigo construir mentalmente todo o texto, chegando até a fazer a sua revisão mental compondo frases e alterando a pontuação. O mais lógico seria levantar-me e passar essas ideias a escrito no computador mas, com o frio que tem estado, não me atrevo a levantar, esperar uma eternidade que o computador arranque e escrever todo o texto que tenho em mente… Decido então adormecer com a intenção de, no dia seguinte, passar todo texto a escrito. E não é que, no dia seguinte, não consigo lembrar-me da porra do texto…?! Nem sequer me consigo lembrar do tema que o inspirou…!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #11

SÊ SIMPÁTICO COM AQUELES ESTUDANTES QUE OS OUTROS JULGAM QUE SÃO UNS PATETAS. HÁ UMA GRANDE PROBABILIDADE DE VIRES A TRABALHAR PARA UM DELES.
Conferência de Bill Gates numa escola secundária.

O CAFÉ DA ESQUINA

Podia ser um café como tantos outros, mas não é. E não é porque é o café da esquina da minha rua. O café em si é apenas um salão com uma decoração moderna de aspecto agradável todo envidraçado e fortemente iluminado pelo sol (quando ele resolve aparecer) que atravessa as vidraças.
É lá que, quase todos os dias me sento para beber um café pela manhã, umas vezes só outras, acompanhado. É também lá que vou à tarde para lanchar um fino e uma tosta mista, o que é quase nunca.
O dono que também serve às mesas, comporta-se mais como um amigo dos clientes que faz questão de cumprimentar com um aperto de mão. É uma espécie de café de bairro onde todos se conhecem (pelo menos de vista) e onde o dono conhece quase todos os clientes…
Mal me sento de manhã, quer esteja só ou acompanhado, não preciso pedir nada. Pouco depois o dono-empregado se aproxima trazendo na bandeja os habituais cafés e o pão com manteiga. Lá virá o dia em que mudaremos de “menu” e ele terá que retroceder para trás do balcão com os ditos cafés e o pão com manteiga… Mas até à data, temo-nos mantido fiéis ao pequeno-almoço habitual.
O café da esquina é onde gosto de ir e de estar porque lá, não preciso pedir nada, quase toda a gente me conhece, é onde encontro amigos, vizinhos e conhecidos… É assim o café da esquina.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #10

A TELEVISÃO NÃO É A VIDA REAL. NA VIDA REAL, AS PESSOAS TÊM QUE DEIXAR DE IR AO BAR OU À DISCOTECA PARA IREM TRABALHAR.
Conferência de Bill Gates numa escola secundária.

A VIDA NÃO ESTÁ PARA CANTIGAS...

Tão depressa chegou o dia da partida como demorou em chegar o dia do regresso. O nosso imigrante (neste país) emigrou de novo para o país de acolhimento.
Na mão, levava apenas uma mala e na mala, além de algumas peças de vestuário, ia a saudade e a vontade de ficar… A viola, que por acaso também tem, ficou em casa que a vida não está para cantigas. Por isso, não faz falta nem cá nem lá…
No aeroporto, às cinco da madrugada a despedir-se, apenas nós, os dois velhotes. A notícia não será dada em qualquer telejornal nem irá ser publicada qualquer fotografia nos jornais. Apenas fica aqui o testemunho de mais um emigrante que partiu em busca de melhor sorte…

domingo, 23 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #9

A VIDA NÃO SE DIVIDE EM SEMESTRES. NÃO TERÁS SEMPRE OS VERÕES LIVRES E É POUCO PROVÁVEL QUE OS OUTROS EMPREGADOS TE AJUDEM A FAZER AS TUAS TAREFAS NO FIM DE CADA PERÍODO.

Conferência de Bill Gates numa escola secundária.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #8

A TUA ESCOLA PODE TER ELIMINADO A DISTINÇÃO ENTRE VENCEDORES E PERDEDORES, MAS A VIDA NÃO É ASSIM. NALGUMAS ESCOLAS, JÁ NEM REPETES O ANO E DÃO-TE TODAS AS OPORTUNIDADES QUE FOREM PRECISAS PARA ACERTARES. BOM, ISTO NÃO SE PARECE EM NADA COM A VIDA REAL… NELA, SE PISARES O RISCO, ESTÁS DESPEDIDO. RUA !!! POR ISSO, FAZ TUDO COMO DEVE SER LOGO À PRIMEIRA.
Conferência de Bill Gates numa escola secundária.

CARTA AO FILHO

Ontem, quando me deitei, senti-me feliz. E, ao mesmo tempo, senti-me triste. Feliz, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais (mas talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar essa tendência). Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez num país que quase desconhece (e onde ninguém o conhece), partindo animado pelas coisas novas que irá encontrar.
(Adapção da carta de João Tordo)
Se há coisa que me deixa completamente fora de mim (como pessoa inteligente que sou) é a tentativa de manipulação por parte dos média e mais ainda de simples mortais… Todo este aproveitamento político (ou não) da “emigração” de Fernando Tordo para o Brasil me enoja principalmente por ter tido conhecimento que o dito senhor é sócio-gerente de uma empresa (a Stardust) que facturou desde 2008 (por um período de 4 anos) a módica quantia de 207,100.00€… Ou o senhor é muito perdulário ou, o que é mais grave, o artista Fernando Tordo foi explorado pelo senhor Fernando Tordo… Só não fazendo os descontos correspondentes a 0,125% de 207,100.00€ se compreende (e quem sou eu para duvidar?) que o artista receba apenas 259.40€ de pensão!
Por este (e por outros motivos não confessáveis) decidi escrever esta carta ao meu filho emigrado em França que não encontrou como arquitecto neste país, emprego compatível com as suas habilitações.
Já agora, em abono da verdade (que não gosto de ver manipulada), confesso que o objectivo desta carta é que os média venham a dar o mesmo empolamento à notícia do emigrante (que é meu filho) que ontem veio a Portugal celebrar o seu aniversário, quando de novo partir para o país de emigração…

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SE HÁ COISA QUE DETESTO...

... e que me deixa com os nervos em franja, é ter de esperar.
Bem sei que tive de esperar nove meses para nascer… Mas até disso duvido. Nunca ninguém me disse se nasci de nove meses ou se fui prematuro. Inclino-me mais para a segunda hipótese. Em muitos aspectos da minha vida tenho sido prematuro…
Geralmente sou paciente mas isso não invalida que me canse de esperar. Detesto que me recordem o velho cliché quem espera sempre alcança. Nesses momentos sempre me recordo dos versos de Chico Buarque,

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Se calhar, precisamente porque não gosto de esperar, passo a vida à espera seja lá do que for. Deste modo, acabo por contabilizar mais tempo de espera do que qualquer outra pessoa. A minha impaciência aumenta proporcionalmente ao período de espera. Sinto-me sempre ridículo principalmente quando espero num local público, mas não só. Detesto esperar, seja onde ou por quem for. Nas repartições públicas, nos serviços nacionais de saúde, na fila do supermercado, nas filas de trânsito, pelos familiares, pelos amigos e, em certas ocasiões, que as horas passem…
Como chego sempre a qualquer encontro ou evento antes da hora combinada, acabo por prolongar ainda mais o período de espera já que são raras as pessoas que cumprem horários…

Às vezes penso, será que também os outros detestam esperar e por isso chegam atrasados? 

CONSELHOS DE BILL GATES #7

ANTES DE NASCERES, OS TEUS PAIS NÃO ERAM TÃO CRÍTICOS COMO SÃO HOJE. SÓ FICARAM ASSIM POR TEREM DE PAGAR AS TUAS CONTAS, LAVAR AS TUAS ROUPAS E AINDA POR CIMA, OUVIR-TE DIZER QUE SÃO “RIDÍCULOS”. POR ISSO, ANTES DE “SALVARES O PLANETA” PARA A PRÓXIMA GERAÇÃO, AO QUERERES CORRIGIR OS ERROS DA GERAÇÃO DOS TESU PAIS, TENTA É LIMPAR O TEU PRÓPRIO QUARTO !...
Conferência de Bill Gates numa escola secundária.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #6

SE FRACASSARES, NÃO É POR CULPA DOS TEUS PAIS. POR ISSO, NÃO LAMENTES OS TEUS ERROS, MAS SIM APRENDE COM ELES.

DIZER PALAVRÕES ALIVIA

Até nem sou pessoa de dizer muitos palavrões mas isso não significa que não tenha aquele prazer genuíno de soltar um bom foda-se saído mesmo cá de dentro em situações de stress. Plagiando alguém que escreveu e muitos já copiaram, permito-me afirmar que “não há nada mais libertador que um foda-se”.
Não é por acaso que os palavrões existem em todas as línguas do planeta. São uma prática que já existe há séculos assumindo-se como um fenómeno linguístico universal. 
Os palavrões são vistos geralmente como expressões grosseiras que transgridem os códigos morais e cívicos. Mas, segundo estudos levados a cabo por uma equipa de investigadores da Universidade de Keele, no Reino Unido, dizer palavrões ajuda a aliviar a dor. Mas atenção! Isto só funciona em pessoas que não os dizem frequentemente. Talvez por essa razão resulte na perfeição soltar um ou vários foda-se seguidos em situações de frustração quando algo me corre mal…
Está então provado (ou quase) que dizer palavrões produz não apenas uma resposta emocional, mas também física contribuindo para aliviar o stress e também a dor…

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #5

VENDER JORNAIS VELHOS OU TRABALHAR DURANTE AS FÉRIAS, NÃO TE DIMINUI SOCIALMENTE. OS TEUS AVÓS TÊM OUTRA PALAVRA PARA ISSO: CHAMAM-LHE OPORTUNIDADES...
Conferência de Bill Gates numa escola secundária.

INSENSIBILIDADE

Quando se gosta, mas gostar mesmo de verdade, é inevitável que um dia, mais ou menos longínquo, vir a sofrer. Entenda-se que me refiro ao gostar de uma maneira abrangente o que significa falar de amor, paixão, amizade, simpatia,… A única maneira de fugir à inevitabilidade do sofrimento, é não se dar aos outros, revestir-se de uma couraça que possibilite a diminuição das demonstrações de afeto ou o seu embotamento, isto é, tornar-se insensível. Só quem não sente, quem não ama, quem não tem amizades, está salvaguardado da dor. Quem não tem sentimentos não pode ser ferido.
Mas a insensibilidade emocional tem um inconveniente. Do mesmo modo que evita o a possibilidade de vir a sofrer também impede a partilha dos afetos e emoções que contribuem para a nossa felicidade…

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #4

SE ACHAS QUE O TEU PROFESSOR É EXIGENTE E RUDE, ESPERA ATÉ TERES UM CHEFE. ESTE, NÃO TERÁ PENA DE TI !...
Conferência de Bill Gates numa escola secundária

OS MÁRTIRES DA PÁTRIA

Já todos os partidos políticos se agitam na perspectiva de elegerem um deputado ao Parlamento Europeu nas próximas eleições agendadas para 25 de maio. Os deputados eleitos pelo povo português (não lhe invejo a sorte) irão sacrificar-se a bem do país e deste seu povo ingrato e mal-agradecido. Os mártires eleitos pelos diversos partidos, além de serem obrigados a deixar o país, abandonam também as respectivas famílias por um período de 5 anos. Por lá terão de andar em inúmeras reuniões e sessões de trabalho fazendo um esforço inglório para se manterem acordados durante as mesmas. Mas isso, ninguém agradece. Dá até dó! Se for preciso, este povo ingrato, ainda é capaz de criticar os subsídios e subvenções a que os desgraçados têm direito. Para que conste e não restem dúvidas, transcrevo a seguir a bagatela dos subsídios e subvenções atribuídos (publicados pela revista Visão) a estes verdadeiros mártires:
Subsídio mensal: o vencimento bruto de um eurodeputado são €7 956,87; após imposto comunitário e contribuição para seguro, desce para €6 200,72, sobre os quais os Estados-membros podem aplicar impostos nacionais;
Subsídio "de estadia": são €304 para cobrir despesas (de alojamento e despesas conexas) por cada dia que os deputados compareçam em reuniões oficiais, desde que assinem um registo de presença. Pela comparência em reuniões fora da UE, recebem €152 (mais reembolso das despesas de alojamento).
Despesas de viagem: os deputados têm direito ao reembolso do custo das viagens para participar nas reuniões plenárias (em Bruxelas ou Estrasburgo) ou outras, decorrentes do exercício do cargo, mediante apresentação dos recibos ou a €0,50 por km (a que acrescem outras despesas de viagem), se a viagem for efetuada em automóvel privado.
Subsídio para despesas gerais: são €4 299 mensais, para "cobrir despesas no Estado-membro de eleição", como, por exemplo, os custos de gestão de um gabinete, telefone,  correio ou material informático;
Despesas com pessoal: os deputados podem escolher o seu staff e, para tal, têm disponível um máximo de €21 209 mensais, pagos diretamente aos colaboradores. Um quarto deste orçamento (no máximo) pode ser usado para pagar serviços, como a realização de estudos técnicos.
Escola Europeia: os filhos dos deputados têm acesso à Escola Europeia, que podem frequentar gratuitamente, com total equivalência ao sistema de ensino português.

Pensão: os antigos deputados têm direito a uma pensão de aposentação, ao atingirem 63 anos. A pensão ascende a 3,5% do subsídio por cada ano de mandato, até ao limite máximo de 70% do vencimento.
Ler mais:Visão
Digam lá se estes pequenos benefícios compensam os grandes sacrifícios que lhes irão ser exigidos…! Muito me admira que ainda existam candidatos a estas eleições!!!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #3

NÃO GANHARÁS €6.000 POR MÊS, MAL SAIAS DA ESCOLA.
NÃO SERÁS VICE-PRESIDENTE DE UMA EMPRESA, COM CARRO E TELEFONE AO TEU DISPOR, SEM ANTES TERES CONSEGUIDO COMPRAR OS TEUS PRÓPRIOS CARRO E TELEFONE.
Conferência de Bill Gates numa escola secundária.

ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS - O LIVRO

Como prometi, cá estou a dar a minha opinião sobre o livro agora que terminei a sua leitura. Já tinha visto o filme A Estrada baseado também num romance de Cormac McCarthy, por isso não estranhei o estilo nem a temática deste romance. Mal iniciei a leitura tive a sensação de estar a ler o guião para um filme. Não é de estranhar a adaptação do romance ao cinema. Isto fica a dever-se à técnica narrativa repetitiva com um abuso intencional da conjugação “e”, total ausência de travessões, vírgulas e outros elementos de pontuação. Os diálogos entre personagens parecem-nos de certo modo desconexos mas, se atentarmos bem, é essa a realidade dos diálogos na vida real… Contudo, Os diálogos e monólogos finais pareceram-me palha para “encher” o livro. A sensação com que fiquei ao acabar a leitura deste livro é a de ter lido o guião para um bom filme policial acrescido de alguns diálogos supérfluos…

Em resumo, pela primeira vez aconselho o visionamento do filme e só posteriormente a leitura do livro como complemento da história…

domingo, 16 de fevereiro de 2014

PEQUENAS COISAS QUE MARCAM A VIDA DA GENTE

Às vezes, as pequenas coisas, têm um valor incomensurável. Pequenas coisas como um gesto, uma palavra, desencadeiam brigas, ódios e as mais negativas reacções que podem até, em casos extremos, culminar em mortes… Na vertente oposta, outras coisas há que, despertam em nós os mais nobres sentimentos gerando emoções que podem mudar o rumo da vida da gente. Uma simples flor pode ter um tal impacto que a torna responsável por essa mudança de rumo…
Era dia de São Valentim. Porque estamos em tempo de contenção de despesas, depois das trocas de presentes pela manhã, eu e minha mulher fomos almoçar à Pizza Hut em pleno shopping. Ao dirigir-me para a pizzaria chamou-se a atenção um rapaz com um aspecto vulgaríssimo, com idade compreendida entre os 25 e os 35 anos. Encontrava-se parado no meio da corrente de gente que por ali circulava com uma rosa vermelha na mão. No mesmo instante em que passava por ele, uma rapariga sensivelmente da mesma idade dirigiu-se para ele sorrindo. Não pude deixar de reparar no olhar dela de pura estupefacção quando se apercebeu da rosa vermelha que ele lhe oferecia. Aquele olhar, a boca entreaberta de surpresa, toda a expressão do rosto mostravam que não estava minimamente à espera de coisa nenhuma e muito menos daquela rosa vermelha. Talvez nem sequer estivesse à espera que ele se lembrasse… talvez tenha sido até um pedido de namoro… A reacção dela não se fez esperar e foi um abraço contornando o pescoço do rapaz seguido de um beijo na face…
E era apenas uma simples rosa vermelha, que faria se fosse um bouquet…! Às vezes não são precisas grandes coisas nem grandes gestos. Uma simples rosa vermelha pode ser o bastante para desencadear emoções, estabelecer laços, mudar o rumo da vida da gente…

sábado, 15 de fevereiro de 2014

LEVANTOU-SE (UM POUCO) O VÉU DA MENTIRA

Gosto de ver o programa “Sexta às 9” na RTP1 e tenho pena que as audiências deste programa não sejam maiores ainda. Trata-se seguramente de um ótimo exemplo de jornalismo de investigação, com coordenação de Rosário Salgueiro e trabalhos de Sandra Felgueiras que também o apresenta. Aqui se levanta um pouco do véu da mentira deixando vislumbrar um pouco da verdade dos factos… Neste último programa foram revelados mais alguns factos sobre a tragédia (para os familiares das vítimas) do Meco. Ficou a impressão de que jamais será esclarecida toda a verdade como nunca foi no caso Camarate e outros tantos mais. Ninguém tem a coragem necessária para confrontar altos valores…
Num país governado por interesses económicos é de admirar a coragem desta equipa que põe no ar o programa Sexta às 9. Aproveitem para assistir a estes programas por que não lhe auguro uma vida longa! Se as audiências igualassem as das telenovelas e dos jogos de futebol, o povo estaria mais esclarecido não se deixando manipular pelos interesses económicos que subjugam as classes com responsabilidades políticas deste país à beira mar… enterrado!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #2

O MUNDO NÃO SE PREOCUPA COM A TUA AUTO-ESTIMA.
O MUNDO ESPERA QUE FAÇAS ALGUMA COISA ÚTIL POR ELE, ANTES DE TE SENTIRES BEM CONTIGO PRÓPRIO.
Conferência de Bill Gates numa escola secundária

UMA CERVEJA POR DIA...

Sou um apreciador de cerveja assumido desde muito novo. Não comecem já a pensar que sou um alcoólico inveterado. Gosto da minha bejeca às refeições, ao lanche ou ao fim de tarde mas nunca mais de duas por dia. Comecei a gostar e apreciar a cerveja ainda no tempo de estudante do ISEP, na antiga C.U.F. sita à praça da Galiza no Porto na época em pleno auge. A antiga fábrica situava-se então onde hoje se encontram os edifícios Mota Galiza. Ali passei tardes e às vezes noites de “estudo” com um “fino” à frente e um prato de tremoços e amendoins que acompanhavam gratuitamente cada copo de cerveja. Bons tempos!
Não raras vezes, pensava que devia abdicar deste meu vício devidos aos meus motivos de saúde até que, estudos recentes, elevaram a cerveja ao status do vinho no que diz respeito aos benefícios para a saúde. Um desses estudos levados a cabo pelo médico Luís Serra especialista em Nutrição, Medicina Preventiva e Saúde Pública, defende que o consumo moderado de cerveja traz benefícios para a saúde, sobretudo para o sistema cardiovascular. Imagine-se! Este especialista defende que uma cerveja por dia e isso aplica-se tanto a homens como a mulheres, ajuda a prevenir problemas cardiovasculares, retarda o envelhecimento, favorece o sistema imunitário e a saúde dos ossos. Além de todos estes benefícios, as propriedades altamente hidratantes da cerveja também a tornam aconselhada a desportistas… Será por isso que adoro beber a minha bejeca quando volto do ginásio?
Como homem do norte, a minha preferência às refeições vai para a super Bock mas ao fim da tarde, quando se proporciona, aprecio mesmo é uma Dominus em taça…
Afinal sempre existem vícios saudáveis…!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CONSELHOS DE BILL GATES #1

A VIDA NÃO É FÁCIL. ACOSTUMA-TE A ISSO.
(Conferência de Bill Gates numa escola secundária)

A GAJA NO POSTO DE COMBUSTÍVEL

Há dias que a luzinha com o símbolo de uma bomba de combustível se tinha ligado no tablier do carro. Como habitualmente, olhei nas não lhe prestei especial atenção para não se habituar a beber logo que lhe dá a sede. Acho um descaramento que depois de percorrer uns míseros quatrocentos e tal quilómetros com 40€, estar a pedir outra vez mais combustível… Mas o meu carro é mesmo assim, e não desiste apesar da minha tentativa de lhe ignorar o pedido. Como ainda são uns quilómetros de casa até ao ginásio, lá fiz a vontade ao “bicho” e passei pelo posto de abastecimento mais próximo de casa. Dei-lhe a beber mais 40€ de gasóleo e dirigi-me à caixa para pagar. Há quem não o faça mas ainda mantenho esse velho hábito de pagar. Quando ia mesmo a chegar à porta de entrada no posto, a senhora que estava a abastecer no carro atrás da minha viatura dá uma corridinha e consegue entrar à minha frente. É aqui que decido trocar o termo “senhora” por “gaja”. Ainda se ela estivesse com pressa para ir trabalhar até podia desculpar a falta de civismo mas não. Ainda se permitiu, nas calmas, comprar uma revista e encetar uma longa conversa com a operadora de caixa do posto. E eu atrás dela a bufar e a passar o peso do corpo de uma perna para a outra. A “cabra”, aqui volto a trocar de termo, não se apercebeu (ou fez de conta) da minha impaciência e por fim, lá se foi embora. Paguei apressadamente a tempo de entrar no carro primeiro que a dita criatura. Quando já estava a arrancar para finalmente me dirigir ao ginásio, não é que a gaja arranca com toda a velocidade e me ultrapassa… Só me ocorreu o comentário PQP.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA (POSSÍVEL) A SÃO PEDRO

Ando farto de chuva, granizo, vento forte e ondas alterosas além do frio intenso que me faz tremer mesmo em casa com o aquecimento ligado. Não há dia nem hora que não reclame do péssimo tempo que faz até que alguém me sugeriu, porque não fala com o São Pedro?
Não é tarde nem é cedo, pensei.
Tomei o primeiro transporte e lá fui eu directo às portas do céu.
Lá estava o tal velhinho que, segundo o Evangelho de Mateus, foi nomeado por Jesus quando lhe disse: "Eu te darei as chaves do reino dos céus e o que ligares na Terra será ligado nos céus". De facto, pendiam-lhe à cinta as chaves com as quais abre e fecha as portas celestiais…
Dirigi-me a ele que mal me olhou de tão atarefado a rodar manípulos de todos os tamanhos e feitios das torneiras.
Olá São Pedro, sou eu o Jorge.
Sim eu sei, conheço-te de ginjeira e, na minha opinião, não conheço grande coisa.
Fiquei calado. Não estava nada à espera de tal “elogio”… Mas o homem estava de tal modo atarefado que acabei por compreender e desculpar a má disposição do velhote.
Comecei um pouco a medo da reacção que as minhas palavras poderiam provocar.
Sabe, vim aqui por causa do tempo que faz lá em baixo…
E pensas que não sei o que se passa? Isto está um caos. E continuava a rodar as torneiras na tentativa falhada de estancar o fluxo de água que se escapava por todos os lados. Não tenho mãos a medir.
Porque não pede ajuda aos anjos?
Não estão para se matar, não querem sujar as asas. Andam para aí a fingirem-se muito ocupados e fazem uma ventania com o bater das asas…
Ah, agora compreendo o motivo daquelas rajadas fortes de vento que se fazem sentir há vários dias…
Sim mas agora deixa-me, não tenho tempo para entrevistas.
Mas afinal o que se passa, não consegue fechar as torneiras?
Não amigo, estou há dias a tentar. Não sei mas calculo que sejam as “bábulas”. Estão moídas e precisavam de ser substituídas mas não me dão verba. A crise também já chegou aos céus.
Muito bem. Estou esclarecido mas também não posso ajudá-lo. Não entendo nada de válvulas e torneiras.
Vai, vai, ainda não tens visto para atravessar estes portões, nem sei se algum dia terás…
Além disso, só me estás aqui a atrapalhar.
Sem mais palavras de parte a parte, acenei-lhe um adeus e regressei a este país tão castigado por causa das “bábulas” gastas e da ausência de verba para as substituir.
E foi esta a entrevista possível com o São Pedro.
Lamento informar que tão cedo não teremos melhoria de tempo a não ser que alguém se lembre de fazer uma coleta para ajudar a substituir as torneiras celestiais…

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

HAJA DEUS MARIANA...

Não venceste rapariga, mas chegaste à final e com todo o mérito! Haja Deus! Ainda há justiça na Terra… Venceu o Berg. Uma excelente voz que jé deu provas de grandes interpretações. Parabéns aos dois.
É verdade que outras magníficas vozes ficaram pelo caminho como a do José Freitas… Mas no teu caso Mariana, foi justo, merecido, um verdadeiro tributo à voz que Deus te deu e de que tão sabiamente soubeste tirar partido. O mesmo se pode dizer de Berg.

Tenho acompanhado o programa, mais gala menos gala e, pelo que foi dito, num programa deste cariz em que se elegem vozes, na minha opinião não tinha cabimento o miúdo D8, chegar à final quanto mais sair vencedor. Mais uma confirmação do velho ditado “mais vale cair em graça do que ser engraçado”. Chegar onde chegou deve-se apenas á “peninha” dos jurados que o salvaram em diversas galas contra a vontade do público. Considero o Rap, tal como diz a definição, um discurso rítmico com mais ou menos rimas… Diga-se em abono da verdade que o puto escreve e diz mesmo poesia o que nem sempre acontece com outros intérpretes de Rap. Tem esse mérito. Provou ser um bom compositor de canções…

domingo, 9 de fevereiro de 2014

I D'ONT WANNA LOVE SOMEBODY ELSE

Isto é assim, quanto mais se ouve um determinado álbum mais se gosta e com este aconteceu assim. Cada faixa, cada letra agradam-me em crescendo…
Não será a melhor canção para o dia dos namorados… iknow!!!!
Mas que é linda… a canção. Basta suprimir o último verso e está tudo bem.
Tudo acaba bem, se não está bem é porque ainda não acabou…






Oh, I built a world around you
Oh, you had me in a dream,
 
I lived in every word you said
The stars had aligned
I thought that I found you
And I don't wanna love somebody else

Oh, we left it all unspoken
Oh, we buried it alive
 
and now it's screaming in my head
Oh, I shouldn't go on hoping
Oh, that you will change your mind
 
and one day we could start again
Well I don't care if loneliness kills me
I don't wanna love somebody else

Oh, I thought that I could change you
Oh, I thought that we would be the greatest story that I tell
I know that it's time to tell you it's over
But I don't wanna love somebody else


Aqui fica o link para ouvir a canção…

SAY SOMETHING

Why not?
A propósito das músicas que não nos saem da cabeça, cá está a que actualmente me martela o pensamento desde que a ouvi na rádio. Trata-se de uma faixa do excelente álbum da dupla norte-americana Great Big World formada por Ian Axel e Chad Vaccarino. Esta dupla lançou em Novembro de 2013 o álbum “Is there anybody out there” onde se encontra a faixa “Say something” que me agrada quer pela melodia quer pelo poema…

Say something, I'm giving up on you
I'm sorry that I couldn't get to you
Anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you

And I will swallow my pride
You're the one that I love
And I'm saying goodbye

Música de excelente qualidade que pode ouvir aquiSay something

sábado, 8 de fevereiro de 2014

NÃO DIGAS NADA...

Há dias em que, perante textos como este, só me apetece desistir e não voltar a escrever nada que não sejam as listas de compras do supermercado… Não é raiva ou inveja o que me despertam textos como este. O que realmente sinto é apenas tristeza. Tristeza perante a minha pequenez…
Para quem tiver curiosidade de ler o texto completo, deixo aqui o link:
Esta crónica é de uma beleza que para mim, tem apenas um defeito. Comove-me até às lágrimas…
Há dias em que, por qualquer razão estranha à nossa própria razão, certas palavras nos tocam, nos enchem a boca e se recusam a sair… Nesses dias bendizemos aqueles cujas palavras são mesmo as nossas mas escritas por outra mão…
Há dias assim…

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS

Depois da ressaca decorrente da leitura do livro “Pássaros feridos” e do tempo necessário ao “desencarnar” dos personagens como na altura lhe chamei, eis-me de volta ao vício da leitura. Fiel ao lema de primeiro ler a obra e depois ver o filme, acabei por não fazer uma coisa nem outra… Refiro-me à obra de Cormac McCarthy, “Este país não é para velhos”. Estando ainda na leitura dos primeiros capítulos, é obvio que não tenha ainda uma opinião formada sobre a qualidade da obra. Quando terminar a leitura prometo postar aqui a minha opinião como já vem sendo hábito no intuito de sugerir a leitura de alguns livros que considero bons.
De momento, o título do livro sugere-me algumas considerações por ser bastante adequado ao momento presente do nosso país. Se alguma vez o foi, Portugal não é atualmente um país de todo favorável à sobrevivência dos mais velhos. Nunca como agora os mais velhos e refiro-me principalmente aos reformados, foram tão espoliados dos seus meios de subsistência (poupanças e reformas). Já nem comento a atitude da sociedade em que vivemos! Uma sociedade que não respeita nem estima os mais velhos e, o que é mais grave, não cuida dos seus velhos. É garantidamente uma sociedade desumana, egoísta e egocêntrica onde o que predomina são os valores materiais…

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

MOMENTOS

O dia tinha amanhecido chuvoso e frio mas nada que fizesse prever a tempestade que chegaria pela tarde. Era dia de consulta da pequenita ainda abrigada na barriga da mãe, consulta essa agendada para as 12 horas de terça-feira. Para não variar, almocei na praça da alimentação do shopping e, pelo mesmo motivo, escolhi o bacalhau com natas que já havia saboreado em outras ocasiões. Era o mesmo bacalhau com natas mas o paladar é que não… Não sei se o meu ou o do bacalhau. O certo é que não me soube nada bem. Com a minha idade já devia saber que nada se repete por isso cada momento é único e não volta a acontecer da mesma maneira, nem com a mesma intensidade… Daí a necessidade de se viver intensamente cada momento especial na nossa vida.

De regresso a casa cheguei a tempo de receber a minha filha que regressara da consulta. Confirma-se agora, sem margem de dúvida, que se trata de uma menina. Nada que surpreenda o avô ou o irmão. Nós sabíamos (não nos perguntem como) que ela estava mortinha por ingressar na família… a espertalhona!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

DIAS DE SILÊNCIO

Há dias em que se acorda com a sensação de ter sido desligado da corrente.
Qual corrente?
Que importa o tipo de corrente?
O que pretendo referir é aquela sensação que vai para além da falta de energia.
Não me ocorre outra analogia senão a de qualquer aparelho eléctrico em standby… É isso mesmo, fica-se à espera de ser ligado e entretanto aguarda-se sabe-se lá o quê ou quem… Não é certamente a melhor atitude. A vida exige acção, cada vez mais é preciso agir, tomar iniciativa, tomar decisões mesmo correndo o risco de optar pelas erradas, tropeçar, cair para depois levantar e prosseguir caminho…
Mas enquanto não chega o momento de viragem, é natural e desculpável permanecer nessa espécie de marasmo na condição de não se prolongar indefinidamente. Neste estádio de catarse mental, o pensamento não se encontra inactivo. Múltiplos pensamentos se cruzam e entrelaçam no cérebro mesmo sem se dar por isso e sem que haja fixação em qualquer um deles. São momentos de descompressão mental e física em que nada há para falar ou escrever. A folha fica em branco apenas com a função de reflectir a luz tão necessária à iluminação interior. Nada se escreve nela a não ser o silêncio…
Há dias em que um silêncio diz mais que mil palavras.
Há dias assim

domingo, 2 de fevereiro de 2014

SEMPRE DE PARTIDA

O perigo ou a vantagem (depende do ponto de vista) está precisamente aí, na hipótese de não voltar… Pelo contrário, como prezo acima de tudo a minha independência, nada faço para reter coisas ou pessoas que, por algum motivo, entraram na minha vida. Como dizia John Lennon, “Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem, é porque nunca as possuí.”
Aprendi de muito novo a estar sempre preparado para partir. A aprendizagem começou no momento da separação dos meus pais o que implicou deixar (sem grande saudade, diga-se) a casa onde literalmente nasci. Para trás ficaram os amigos de infância, a escola, o largo onde brincava… Mais tarde percorri o país de norte a sul na minha profissão de professor. No final de cada ano lá regressava a casa para de novo partir para outra escola, outra localidade. Habituei-me a não me prender às coisas nem às terras, sempre de MALAS FEITAS, pronto a partir...
O tempo passou mas todas estas vivências ajudaram a construir a pessoa que hoje sou… sempre de partida… Por isso não coleciono nada, não guardo papeis nem mágoas… Só em segredo, muito em segredo, guardo saudades que nunca conto a ninguém…
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