Etiquetas

sexta-feira, 14 de julho de 2017

POR QUEM NÃO MORRO DE AMORES

Já deu para entender que não morro de amores pelo Salvador. Eu sei que “morrer de amores” é apenas uma força de expressão e não se pode interpretar literalmente. A minha postura relativamente a este assunto nada tem a ver com o Festival Eurovisão da Canção. Nada disso, simplesmente não gosto da forma de cantar e principalmente, de estar do cantar. Mas não foi ele que originou a escrita destas linhas.
O mesmo já não digo da irmã, autora da letra e música da canção vencedora. Reconheço-lhe valor como compositora e também, porque não, como intérprete.
Há quem queira ver algumas semelhanças entre esta e a música brasileira…. Cada um vê o que quer. Também há quem queira ver na canção, a “síndrome do coração partido”. Este nome foi atribuído por pesquisadores alemães ao trauma da perda de um ente querido. Posso dizer, com toda a propriedade que sofro deste síndroma… Quanto à canção, basta “olhar” com atenção a respectiva letra:

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Talvez, devagarinho… quem sabe? Seja como for, aprecio a poesia de Luísa Sobral. Já quanto ao irmão, mantenho o que escrevi, não morro de amores pelo cantor, o que quer dizer que não gosto lá muito de Sobral. Mas se pensa que a expressão morrer de amores é o mesmo que morrer de amor, desengane-se. São expressões completamente diferentes. Pode mesmo, dizem os especialistas, morrer-se de amor. Segundo eles o organismo produz demasiadas hormonas (adrenalina e cortisol) que obstruindo as artérias, podem induzir a morte. Eles lá sabem, para isso são especialistas…
Contudo, fique tranquilo, trata-se apenas de um mecanismo de defesa do nosso organismo e nada mais.
Ah, e continue a ouvir “Amar Pelos Dois”
Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar


Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois.
Parte superior do formulário

quarta-feira, 12 de julho de 2017

UM MOMENTO INESQUECÍVEL - O LIVRO

É já incontornável dizer que a vida é feita de momentos. Uns mais alegres do que outros, mas todos somados, configuram a nossa história.
Por que estamos no princípio de verão ou por que o tempo está assim, assim, recorri ao livro, “Um Momento Inesquecível”. Uma leitura mais aligeirada, para quem pretende descansar na borda da piscina ou na praia à beira mar. Esta obra marca o regresso do conceituado autor dos bestsellers “O Diário da Nossa Paixão” e das “As Palavras que Nunca te Direi”.
Trata-se indubitavelmente de um romance ternurento, de uma leitura até certo ponto, mais a gosto, não envolvendo muitos personagens e não andar para trás e para a frente como no livro anterior. Não se pede mais a este livro muito longe de outros do mesmo autor. Ao longo de 166 das 206 páginas do livro, mais precisamente 12 capítulos, o autor preocupa-se em retratar psicologicamente Landon (o narrador) e Jamie, a namorada. A narrativa arrasta-se ao longo destas páginas tornando, por vezes, difícil a leitura.
A obra, inspirada na vida e sobretudo na coragem da irmã de Nocholas Sparks foi, segundo a opinião de várias editoras, o único que fez chorar o autor. Na minha opinião, por isso vale o que vale, só chora quem tem algo por trás que o faz chorar… A mim fez-me chorar, mas por outros motivos que não o livro.
Um grande elogio vai para o tradutor, Mário Correia, que transcreveu do inglês este romance.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A PACIÊNCIA DE QUEM NÃO A TEM

Se há dias em que a paciência transborda, inundando tudo que nos cerca, outros há em que ela escasseia, não sobejando para coisa nenhuma. Hoje foi um desses dias.
Não é fácil gerir emoções, eu sei, sobretudo perante uma vida que não nos contempla com meras pausas tão necessárias para retemperar forças. A paciência é necessária porque só ela transmite a calma e paciência necessárias para ver as coisas tal como elas são.
Depois de muito vasculhar, lá se vai arranjando um pouco de paciência para fazer o que tem de ser feito o que não significa que haja pachorra para consultas, sessões, ou seja lá o que for. Por mais que se procure, não existe a tal característica que nos permite manter a calma (aparente) e o controle emocional tão necessário nesses momentos.
Mais tarde, quando pensávamos não existir mais paciência para as pequenas coisas do dia-a-dia, eis que chega uma nova remessa, vinda não se sabe bem donde. Haja paciência!
Há dias assim.

sábado, 8 de julho de 2017

O SEGREDO

Homem de parcas palavras, fui “fadado” mais para ouvir do que para falar. Este sou eu, tal como consigo definir-me.
Deixem-me ir avisando que não se nasce assim, é a vida que nos faz. Confesso que com uma pequena ajuda da genética.
Não sei se já era, mas acho que me tonei, com o tempo, num bom ouvinte. Para divulgar as minhas ideias, basta-me um papel e lápis.
Bem, isto é maneira de falar…
Como disse Epiteto, possuímos dois ouvidos e uma só boca para que possamos ouvir mais do que falámos por isso nada faço que contrarie a minha apetência de escutar. Ensinou-me a vida que não basta ter a capacidade de compreensão para ser um bom ouvinte. É preciso ser capaz de ver o mundo através dos olhos do nosso interlocutor. Gostar de ouvir e colocar-se no lugar do outro, o que permite ver com mais atenção o problema dos outros. Ao mesmo tempo, consegue-se uma maior tolerância ao ambiente que nos cerca.
Pode dizer-se que é este o segredo, se é que existe algum segredo, para se ser um bom ouvinte.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

EM CADA CURVA A DOR ESPREITA

O tempo tem destas coisas, passado, presente e futuro. Eu sei que há quem defenda que o passado, o presente e o futuro podem coexistir num só espaço, eu sei, mas não concordo. Segundo essa mesma teoria, nunca sairíamos do presente.
Para mim, o passado é passado onde, por mais que se tente, é impossível voltar. Por um lado, seria bom, mas por outro, nem por isso. O passado já lá vai e o presente é o que se vê. O futuro? Quem sou eu, quem somos nós para nos pormos a adivinhar?
Estupidamente continuámos a percorrer o mesmo caminho que imaginámos rectilíneo, mas que, na realidade, está cheio de curvas. Em cada curva há uma dor espreita e somos assaltados pela angústia… E lá vamos, qual fénix renascida, perseguindo no caminho, recolhendo os despojos e as armas que usámos na luta com o passado.
Caminhemos, pois sempre em frente, já que é impossível regressar ao passado.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

A RAPOSA E A CEGONHA

Cada vez que me sento à mesa para mais uma refeição, não consigo deixar de pensar na fábula de Esopo “A raposa e a cegonha”. Não é que me identifique com alguma das personagens da história, recordo apenas a história em si e nada mais. Para quem, mesmo assim, pretenda ver uma certa semelhança com a cegonha, devo dizer que me identifico mais com a (velha) raposa. Também não é que me sirvam as refeições em pratos rasos. Contudo, por uma razão que me parece estranha, não consigo deixar de pensar nesta fábula. Principalmente quando da refeição consta o arroz, batata frita e cenoura, bem cortadinha, etc. …
A fábula “A raposa e a Cegonha” estava bordada num lençol bem como a história do João Ratão. Lembro-me perfeitamente do João Ratão a cair no caldeirão assim como da cegonha a tentar comer num prato raso. Penso que os lençóis foram bordados aquando da demonstração grátis da máquina de costura recém-adquirida. Sem querer ser maldizente, direi apenas que a mãe não era muito dada a essas lamechices de pegar ao colo ou contar histórias para adormecer. Não tinha tempo nem paciência para isso. Hoje compreendo-a, nessa altura, não.
E lá estava a cegonha bordada a tentar comer a deliciosa sopa preparada pela raposa.
Para ambos os lados dos lençóis, a história continuava, só que não recordo as outras figuras.
Hoje pergunto-me porque recordo amiúde estas cenas, mas não perco muito tempo a aprofundar qual o motivo. Dizem que, com a idade, a memória alcança mais o tempo passado do que do presente… Pode ser que seja verdade mas, como disse, não perco muito tempo a pensar no que origina tais memórias.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

VOLTAR ONDE SE FOI MUITO FELIZ

Não sei onde li ou se realmente li que “nunca se deve voltar ao sítio onde já fomos muito felizes.” Depois de muito pensar e de algum tempo de permeio, permito-me discordar. Devemos voltar, sim. Imensas vezes, tantas quanto nos der na gana.
Voltar aos lugares onde já fomos felizes é um risco, mas é um risco calculado. Lá encontrámos emoções, momentos que ficam guardados para sempre no nosso coração, todo um passado.
Voltar, é a palavra de ordem. Mas voltar não é garante de sofrer a mesma ausência, de encontrar expectativas geradas no tempo em que já fomos felizes. Por muito que se tente, não é possível ir à espera de sentir o mesmo que já foi sentido antes. Enfim, voltar onde já fomos felizes, acaba por ser muito relativo. Depende das circunstâncias em que ocorre o tal regresso e graças a elas, tornei-me naquilo que hoje sou.
Voltar é a palavra de ordem sem esquecer que regressar nunca é verdadeiramente um regresso. É antes um voltar com outra disposição, outros sentidos…
Desengane-se quem vai aos mesmos sítios em busca de um passado que não volta.
Pode-se regressar para recordar, mas nunca para voltar a sentir o que se sentiu.

domingo, 2 de julho de 2017

VOLTA A FALAR-SE NA TAP

Pelas melhores razões (esperemos), volta a falar-se na TAP. Não por motivos familiares como é lógico pensar-se, mas por uma notícia que ouvi na TV. Já o disse e não me canso de repetir, agora vejo e escuto com muita atenção as notícias que passam pelo menos nas TV´s.
Voltando ao que foi noticiado, o Estado passa a ser o principal accionista da TAP, detendo 50% do capital social da Companhia Aérea Portuguesa. Não posso esconder o meu contentamento, mesmo que isso englobe alguns custos suplementares para os contribuintes. A ver vamos. Aquando do Programa Eleitoral deste Governo foi-nos prometida a posse desta importante Companhia para a soberania portuguesa. Quer se goste muito, pouco ou nada deste Governo, é mais uma promessa que foi cumprida.
Resumindo, enquanto a Atlantic Gateway detém 45% do capital social da TAP, o Estado Português detém 50% desse mesmo capital. Não esquecendo que os restantes 5% são detidos pelos trabalhadores desta Empresa.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...