Etiquetas

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

BALANÇO DE FIM DE ANO

Com a chegada do fim do ano é costume fazer o balanço do que fizemos ou deixamos de fazer. Por isso, é provável que surja o arrependimento relativamente a algumas das nossas atitudes. É já um lugar comum dizer que a vida é feita de escolhas, umas certas, outras erradas o que implica que o arrependimento seja uma constante que acompanha algumas das nossas acções e comportamentos. Nada mais natural do que sentir algum arrependido por qualquer coisa, seja ela uma palavra, um gesto, uma acção ou mesmo até da ausência de todas elas…
Não nego que por vezes me arrependa de algo que tenha dito ou feito, mas curiosamente a mais das vezes me arrependo do que não fiz…

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FELIZ 2016

Para todos os meus amigos. Que o Novo Ano vos traga montes de felicidade e muita saúde para a desfrutarem.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O GIN ESTÁ NA MODA

Não há dúvida de que o Gin está na moda de tal forma que até goza de um Dia Nacional do Gin que este ano se celebrou a 27 de Junho. Basta fazer a ronda por alguns dos bares do Porto, Lisboa e outras cidades do país para confirmar esta moda.
Num mundo altamente influenciável pelos media, não é de estranhar que se propaguem rapidamente modas e gostos que parecem surgir do nada como esta do Gin tónico. Ora isso não é verdade, sempre me lembro de, nas nossas viagens a Lisboa, a minha irmã pedir um gin tónico no bar do hotel onde ficávamos hospedados, isto há cerca de 50 anos…! Mais tarde, tendo eu e meu irmão atingido a idade adulta, era-nos permitido beber um whisky com gelo, permanecendo a minha irmã fiel ao seu Gin tónico. Passaram-se os anos e, de repente, sou surpreendido pelo ressurgimento da moda do Gin tónico à qual aderi mais por saudosismo, mas também porque gosto, há que assumir.
A moda (re)surgiu assim tão de repente que, em muitos supermercados onde era habitual encontrar apenas uma marca de Gin, este chegou mesmo a esgotar. Hoje é possível encontrar uma grande variedade de marcas… e de preços. Só por curiosidade, reproduzi a imagem de algumas marcas de bom Gin que oscilam entre os 30 e os 45€ nos supermercados. Qualquer uma destas garrafas daria uma linda base para candeeiro de mesa…
A preparação de um Gin tónico basicamente consiste em adicionar uma parte de gin para quatro partes de água tónica. Não esquecer que a moda agora é ser servido num copo grande de balão com cubos de gelo e ao qual se pode juntar um pau de canela, casca de limão ou laranja e outras frutas...
Embora esteja na moda, não é em toda a parte que se pode beber um bom Gin tónico. Como referência, deixo aqui uma pequena lista de bares onde poderá degustar um Gin bem preparado:
Gin signature – no mercado do bom sucesso no Porto
The Gin club – Rua cândido dos reis, 60 Porto
Porto tónico – Rua cândido dos reis, 96 Porto
Moules & Gin – Rua Nova da Alfarrobeira 14, Cascais
Honorato – Rua de Santa Marta, 35 Lisboa
Lisbonita – Rua dos bacalhoeiros em Lisboa
Gin Club – Sushi café avenida, Lisboa

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

UM DIA BEM PASSADO

Um dia bem passado é um dia que já passou no tempo,
mas que ficou presente cá dentro.
É um dia passado com gente que se quer bem,
bem longe de quem nos quer mal…
Não importa onde se passa porque esse dia não passa…
ele fica sempre cá dentro.
Um dia bem passado pode não ser mesmo um dia…
pode ser somente uma tarde, uma hora,
ou apenas um momento que dura a vida inteira…
Um dia bem passado é um dia que não passa,
é um dia passado com gente que se quer bem.

sábado, 26 de dezembro de 2015

FORÇA JERÓNIMO

De acordo com os princípios que o norteiam, o partido de Jerónimo de Sousa (acompanhado pelo BE, PEV, PAN e CDS) votou contra o Orçamento Retificativo manifestando assim a discordância pela forma como foi decidida a venda do banco Banif. Quem diria, até há bem pouco tempo atrás, que iria estar de acordo com Jerónimo de Sousa quando diz que já chega de “salvar” bancos particulares à custa dos contribuintes, bancos que, quando conseguem lucros os dividem pelos entre os accionistas mas quando têm prejuízos recorrem aos empréstimos estatais!
No fundo, isso só veio confirmar a forma esclarecida e isenta de partidarismos como me posiciono perante a vida.
Desde 2008 até aos dias de hoje, ainda nenhum Governo, PS ou PSD, deixou cair um banco pela simples razão de que, deixar ir à falência um banco (com garantia dos depósitos), tem um custo mais elevado do que mantê-lo em funcionamento à custa do dinheiro dos contribuintes. De acordo com o BCE, as ajudas ao BPN, o BPP, o BCP, o BPI e o Banif orçam em cerca de 19,5 mil milhões de euros…
Há muito que os bancos se aperceberam que os sucessivos governos não têm coragem para os deixar “cair”. Já é tempo de mostrar a estes senhores que o crime não compensa. Já é tempo, camarada Jerónimo, de mostrar que os tem no sítio e exigir uma alteração das políticas que protegem a banca permitindo a falência dos bancos com problemas de solvência. Sei que isso implica perda de postos de trabalho e também acarreta o aumento do défice, mas também acredito que nunca mais um banco abriria falência na contingência da prisão e penhora dos bens pessoais dos “donos” do banco. Força Jerónimo!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

É DIA DE NATAL

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor! — o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.

Glória a Deus nas Alturas.
(António Gedeão)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL

Desejo a todos os meus amigos e aos que não são, aos que comungam das mesmas ideias e aos que discordam, um

FALTA DE MEMÓRIA

Em dia de pagar promessas, saí de casa pela manhã com destino a Fátima. Como detesto perder tempo à procura de estacionamento, costumo recorrer aos parques existentes atrás do Santuário. Sempre que estaciono num desses parques, vem-me à memória a estranha sensação que um dia senti ao não encontrar o carro no local onde pensava ter estacionado. Nesse dia percorri, eu e a mulher, vezes sem conta as várias filas de carros estacionados sem conseguir localizar o nosso e, à medida que o tempo passava, ia crescendo a angústia e a convicção de que havia sido furtado. Felizmente não se veio a confirmar essa suspeita porque finalmente encontrámos o carro estacionado precisamente onde o havíamos deixado. Desde aí que me acompanha esse trauma ao ponto de algumas vezes sonhar que não me lembro onde estacionei o carro.
Contudo, esquecer a chave de casa (mais do que uma vez), não se lembrar se desligou o computador, a luz da cozinha ou onde estacionou o carro não deve ser motivo de preocupação. É perfeitamente normal, a partir de certa idade, a perda de memória devido à diminuição do número de células cerebrais. Além disso, esquecer coisas banais como o nome de pessoas ou acontecimentos corriqueiros do dia a dia tem a vantagem de deixar a memória livre para os acontecimentos realmente importantes.
Mas o que dizer se estes esquecimentos acontecem quando se é ainda novo? Essas falhas de memória podem ser causadas pelo stresse do quotidiano que leva à automatização das tarefas mais banais privilegiando o que é de facto prioritário.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

HIPOCRISIA NATALÍCIA

Vivemos tempos de pura hipocrisia não só por culpa do despudorado aproveitamento comercial que se faz da época natalícia, mas principalmente pelo momento de crispação política que se vive actualmente. Basta assistir pela TV a um dos debates no Parlamento para ver o degradante espectáculo da crispação que reina entre deputados que defendem os seus pontos de vista agredindo-se verbalmente… E como o exemplo vem de cima (neste caso mais diria, vem de baixo tal é o nível da discussão) não admira que se gere a mesma crispação entre o comum dos cidadãos.
Por isso, para muito boa gente, este será um Natal de hipocrisia. Os desejos de “Feliz Natal” entre pessoas que não se respeitam no dia a dia soam-me a falso.
Esta hipocrisia não é mais do que um reflexo da sociedade que hoje temos. É um natal, cheio de falsas intenções, em que muita gente tenta dissimular ódios e invejas.
Que o Natal não seja apenas, como diz a velha frase, “sempre que o Homem quiser”, mas que seja mesmo quando o Homem não quiser…

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A ESPERA DE QUEM ESPERA

O que se espera quando se está à espera? Claro que isso depende muito do que se espera e de quem se está à espera… Confuso? Pois a língua portuguesa presta-se a estas confusões. Pressupondo que a palavra “espera” pode assumir diferentes significados conforme o contexto é natural ficar confuso.
O que se faz enquanto se espera?
Pode ler-se um livro, jogar o candy crash, observar o que e quem nos rodeia, roer as unhas, passar em revista os últimos acontecimentos que nos preocupam ou causaram prazer…
O que se espera quando se está à espera?
Espera-se que alguém chegue à hora combinada, que traga boas notícias, que faça aquele elogio que pode alterar o curso de uma vida (ao menos por um dia), que as horas passem, que a vida melhore…
Na verdade, esperar não é necessariamente ficar à espera, sem mexer uma palha para que algo aconteça. Não fazer nada enquanto se espera é uma perda de tempo inútil e sem sentido como quem espera por Godot…

domingo, 20 de dezembro de 2015

EU SABIA...

Eu sabia, mas alimentava ainda uma réstia de esperança de poder estar enganado… Mas não, as minhas suspeitas vieram a concretizar-se.
Com a tomada de posse de um governo PS apoiado pelo BE e pelo PC era de esperar que fossem aprovadas medidas consentâneas com uma política social, de combate às assimetrias e de irradicação da pobreza. Finalmente estas medidas foram aprovadas no Conselho de Ministros na passada quinta-feira. Podem rejubilar-se a partir de agora os pensionistas porque as pensões vão sofrer um aumento de 2,5 euros por mês já no próximo ano… mas só para quem recebe pensões até aos 628,8 euros. A partir deste valor… não haverá aumentos. Os ricos, com pensões de mil e poucos euros não precisam de medidas protecionistas…
Honestamente, também não vejo motivo para grandes festejos por parte dos pensionistas com este aumento de 2,5 euros por mês. De facto, trata-se de um aumento miserável para pensões de miséria, mas convém não esquecer que, embora irrisório, vai abranger milhões de pensionistas e beneficiários o que implica num aumento da despesa do Estado em cerca de 173 milhões de euros por ano…! Pois é. Lá vem a velha cantiga do “não há dinheiro” cantada por outros governos.
Talvez que, através desta medida, muita gente compreenda finalmente que não é possível aumentar as pensões, sem aumentar o défice… A alternativa seria ir buscar dinheiro onde ele existe (aos bancos, ao grande capital, aos ricos, …) e não aos mesmos de sempre: a tão explorada classe média…

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

CARTA DE UMA DESCONHECIDA

Porque estava no mesmo livro, porque me deu prazer revisitar o Amok (Deus me livre e guarde…! Ler aqui), porque de momento não tinha outro livro para ler ou porque sim… decidi ler a “Carta de uma desconhecida” do mesmo autor do Amok. Embora sobejamente editada e até adaptada ao cinema, não me lembro de alguma vez a ter lido. Foi desta vez, nunca é tarde para ler. Ler é um dos melhores exercícios que se pode praticar e não é exagero chamar-lhe exercício. Dizem os especialistas que o hábito de leitura exercita diferentes funções cerebrais que contribuem para manter saudável a nossa mente além de contribuir para aumentar a nossa “cultura” abrindo novas perspetivas de pensamento. Talvez se o hábito da leitura estivesse mais enraizado na população portuguesa não haveria tantos preconceitos e até crispação quer no campo do desporto como da política… Mas não é este o momento para abordar estes temas…
Voltando ao livro, Stefan Zweig, o autor faz um retrato psicológico profundo de uma mulher que amou sem ser amada. Não tenho dúvidas de que há amores assim…
“Carta de uma Desconhecida” é um dos livros mais aclamados de Stefan Zweig, uma autentica relíquia literária a não perder, dizem os especialistas. Na minha opinião, a narrativa torna-se por vezes monótona e demasiado arrastada.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

GIRA, GIRA, GIRASSOL

Não sei se a Terra é que gira
se quem gira é o Sol.
Não é nenhuma mentira,
gira, gira o girassol!
Andei o dia a girar
ainda não vi o Sol.
Se o Sol não acordar
já não gira o girassol!
Gira a sorte, gira o vento,
gira, gira o girassol.
Gira a vida, num momento
as nuvens cobrem o Sol…
Andei a vida a girar
sempre à procura do sol…
Gira, não podes parar…
Gira, gira, girassol!
                            Jorge Leal

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

PRIVATIZAR OU NÃO PRIVATIZAR...!

Privatizar as Empresas do Estado? Nem pensar! E depois?
Sim, e depois onde arranjar emprego para ex-ministros, ex-assessores, chefes de gabinete depois de saírem do governo além dos amigos e familiares? Veja-se o caso mais recente do ex-secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro. O coitado (no bom sentido, claro) foi chamado a desempenhar a árdua tarefa de vender o Novo Banco sendo-lhe atribuído para isso, o justo e módico salário de 30 mil euros por mês!
Não que a tarefa em si não é pera doce…
Note-se que este não é um caso isolado. Ao longo da alternância entre governos PS e CDS, ex-ministros ou secretários de estado, são “chamados” para administradores de empresas como CGD, PT, EDP, Galp entre outras e que, curiosamente, só dão prejuízo. Exemplos não faltam quer num partido (PS), quer noutro (PSD) com a agravante que agora há mais dois partidos por quem distribuir os mesmos tachos.
Vejamos, pois, alguns exemplos dos que foram “chamados” a desempenhar cargos:
Na CGD:
Almerindo Marques (PS), António de Sousa (PSD), António Vitorino (PS), Carlos Tavares (PSD), Celeste Cardona (CDS-PP), Daniel Proença de Carvalho (PS?), Faria de Oliveira (PSD), Murteira Nabo (PS), Mário Cristina Sousa (PS), Luís Mira Amaral (PSD), Armando Vara (PS), Mário Lino (PS), …
Na EDP:
António Mexia (PSD), António Nogueira Leite (PSD), Eduardo Catroga (PSD), Fernando Faria de Oliveira (PSD), Jorge Oliveira Godinho (PSD), José Silva Lopes (PS), Rui Pena (PS), Mário Cristina de Sousa (PS), …
Aqui ganha o PSD…
Na PT:
Almerindo Marques (PS), António Vitorino (PS), António Couto dos Santos (PSD), Eduardo Correia de Matos (MMS), Luís Todo Bom (PSD), Miguel Horta e Costa (), Francisco Murteira Nabo (PS), Medina Carreira (…), Armando Vara (PS), …
Na GALP:
António Mexia (PSD), Daniel Bessa (PS), Daniel Proença de Carvalho (PS), Eduardo Oliveira Fernandes (PS), Fernando Gomes (PS), Joaquim Ferreira do Amaral (PSD), José Penedos (PS), João Morais Leitão (CDS), Francisco Murteira Nabo (PS), Joaquim Pina Moura (PCP), João de Deus Pinheiro (PSD), Rui Machete (PSD), …
Nos 40 anos de vida democrática que já levamos, mais de 40 ministros e secretários de estado saíram da vida política directamente para o exercício de importantes cargos nas Empresas do Estado com ordenados chorudos pagos por todos nós.
Perante isto, compreende-se, a luta desbragada entre partidos para ganhar eleições…!
Privatizar…? Isso é que era bom.
E depois onde se ia arranjar emprego para amigos, familiares e elementos do governo (seja ele qual for)?
Não, decididamente não sou a favor das privatizações.

A VIDA SEGUE EM FRENTE

A vida segue em frente,
nem sempre pelo caminho mais directo.
Por vezes, segue por caminhos tortuosos, mas não para…
e com ela nos arrasta muitas vezes sem sabermos para onde,
nem por que estranhos caminhos…
Às vezes parece retroceder, mas segue em frente
e com ela nos arrasta até ao fim da estrada…
Por isso, não tenhas pressa,
percorre devagar o teu caminho parando de quando em vez
para e colher uma flor e aspirar o seu perfume.
Detém-te a contemplar o mar, as montanhas e toda a natureza…
mas não pares a olhar para trás porque a vida segue em frente.
Vai devagar, não tenhas pressa.
O fim pode esperar…

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

DEU-LHE O AMOK

É por demais conhecida a minha mania ou faceta de devorador de livros, por isso, de vez em quando, lembro-me de revisitar um daqueles “amigos” que descansam nas prateleiras da biblioteca. Desta vez, o livro escolhido, foi o “Amok” do autor Stefan Zweig. Não foi de todo inocente a minha escolha. Baseou-se seguramente na palavra que lhe serve de título. Imediatamente me reportou a cenas da minha adolescência em que, uma familiar se referia ao marido dizendo – hoje está com o amok. Para mim isso era o mesmo que dizer, hoje está com o tau. Confesso a ignorância que me fez confundir dois estados de espírito totalmente diferentes. Na gíria popular, estar com o tau significa estar de mau humor o que pode acontecer a qualquer um. Estar com o amok é muito mais do que isso, como magistralmente descreve Stefan Zweig: O amok… eis o que é: um malaio, seja embora o melhor homem, mais cheio de doçura, absorve a sua bebida… está para ali praticamente sentado, indiferente e sem energia… De súbito, levanta-se, pega num punhal e sai para a rua… corre sempre em frente, sem saber para onde… e quem passa no seu caminho, ele abate-o, e o cheiro do sangue torna-o ainda mais violento… Enquanto corre, urra como um possesso… mas corre… corre sempre… sem ver nada do que lhe fica à direita ou à esquerda… As pessoas da aldeia sabem que nenhum poder no mundo poderá fazer parar esse homem assaltado por uma crise de loucura sanguinária… e quando o veem gritam o mais longe que podem: “Amok! Amok!”. Mas ele, sem nada ouvir, prossegue na sua correria, sem ver ninguém e continuando a matar quem encontra… até que o abatem também,…
De súbito, lembrei-me que esta poderia ser uma explicação para o comportamento desses elementos do autoproclamado estado islâmico. Como eu supunha, tal comportamento sanguinário nada tem a ver com religião ou outra ideologia, é afinal o efeito de uma qualquer droga, um amok… Trata-se apenas de um bando de indivíduos que actua sob o efeito de alguma droga previamente sujeitos a uma lavagem ao cérebro. Só pode.

domingo, 13 de dezembro de 2015

A PRIMEIRA PEDRA

Dia 12 de Novembro ficou para mim marcado como tendo sido o lançamento da primeira pedra. Devo esclarecer que não tenciono construir qualquer edifício de interesse público que mereça tal honra e muito menos tenho a certeza de que tenha sido a primeira…. Refiro-me à pedra que me foi extraída do ureter esquerdo. Hoje estou duplamente mais leve, primeiro porque me livrei da pedra e também do cateter, duplo jota (nada de confusões com um certo treinados de futebol)... Enfim, prodígios da medicina moderna.
Só quem já passou por um episódio de cólica renal sabe as dores que uma pedrinha destas pode causar … O problema maior é quando ficam “presas” no próprio rim ou, como no meu caso, no ureter o que obriga a uma cirurgia bastante dolorosa.
Beber água faz toda a diferença na prevenção da formação destas pedrinhas nos rins.
Confesso que já bebi mais água nestes dias do que aquela que bebi até à data… sem exagero.

sábado, 12 de dezembro de 2015

O QUE A HISTÓRIA NÃO CONTA #2

Foto da Internet
Apesar de estarmos à distância de apenas 12 dias do Natal, por ser oportuno à luz dos ainda muito recentes acontecimentos políticos no nosso país, volto ao tema dos Reis Magos e da sua viagem (ou devia dizer, corrida?) a Belém. Se é verdade que a própria História se repete, nem sempre corrobora acontecimentos passados. Neste caso, o que a História não conta é que os Reis Magos, uma vez chegados a Belém, debruçaram-se sobre a manjedoura para adorar o menino. Aqui também há discrepâncias entre o que foi dito e a presente realidade. O que os Rei Magos encontraram, não foi apenas um, mas também outros dois meninos a querer trepar para a manjedoura… Ainda não se sabe o nome do “menino” instalado nas palhinhas, só lá para Janeiro se desvendará o mistério…
A História é também omissa na questão dos presentes. Ainda se desconhece quem deu ou quem recebeu e muito menos quais os presentes. O futuro o dirá.
Por agora, mais uma vez, havia que repor a verdade sobre esta estória tão singular.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SURPRESAS

Quantas vezes preparamos ao pormenor uma surpresa antegozando o prazer que nos vai dar a reacção de quem a recebe e, quantas vezes, afinal somos nós os surpreendidos pelo visado?
É a vida. É isso que me agrada, a vida é cheia de surpresas inesperadas, umas boas, outras más, mas é nisso que constitui a própria vida.
Por duas vezes a vida me surpreendeu pela negativa largando-me da mão e das mesmas duas a surpreendi agarrando-me a ela…
É a vida, por isso me agarro a ela mesmo que às vezes (mas só às vezes) pense que não merece.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

CARAPAU OU TUBARÃO

Navegar em águas mornas nunca foi muito do gosto deste “peixinho” que sou por signo de nascimento. E ninguém me peça para ficar no meio termo porque para mim é o tudo ou nada, o 8 ou 80, (já que falamos em peixe), carapau ou tubarão.
Um dia lindo, de sol morno de outono, quando o meu estado de saúde me aprisiona entre quatro paredes, faz-me desejar um dia de tempestade que me faça feliz por estar em casa… Mas não, o sol insiste em convidar para longos passeios à beira mar… O problema, é que não estou tão mal que me retenha no leito nem tão bom que me permita sair, será?  Nada como experimentar.
Este meio termo é que me mata.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

CUIDADO COM AS RESERVAS DE VOOS ONLINE

Fazer a reserva de voos online pode vir a tornar-se um bicho de sete cabeças quando muito, um verdadeiro drama.
Para me deslocar à Madeira aquando da inauguração do Monumento de Homenagem às vítimas do voo TP 425, fiz a reserva dos voos, ida e volta, através da LOGITRAVEL. Não sei qual o grau de eficiência desta agência em outras áreas de actividade, não sei nem virei a saber já que seguramente não voltarei a reservar um voo através desta ou qualquer outra agência online. Quando algo corre mal, posso assegurar por experiência própria, fica-se metido numa grande embrulhada sem qualquer apoio. Uma vez pedido o cancelamento da viagem, no meu caso por motivos de saúde, e por ter subscrito o respectivo seguro, a LOGITRAVEL remeteu-nos para a seguradora, concretamente a ALLIANZ. O que é como quem diz, daqui lavo as minhas mãos…
A seguradora solicita o comprovativo de que não foi feito qualquer reembolso pela LOGITRAVEL, da data de cancelamento e do motivo que impossibilitou realizar a viagem (no meu caso por estar em convalescença devido a uma cirurgia para extracção de um cálculo renal). A partir deste momento começa o jogo do empurra.
Para complicar mais a situação, a LOGITRAVEL, através de e-mail normalizado, indica uma data de cancelamento que é afinal a data de emissão do e-mail, referencia o valor pago em vez de atestar que nada reembolsou aos clientes…. Enfim, uma grande trapalhada. A resposta com a rectificação destes erros fez-se esperar alguns dias.
Quanto à seguradora ALLIANZ, fez o jogo comum à maioria das seguradoras protelando por semanas o reembolso recorrendo à exigência de documentos e mais documentos que muitas vezes já lhe tinham sido enviados. Depois de satisfeitas todas as exigências de comprovativos, até hoje ainda não recebi, não digo o reembolso mas ao menos uma resposta... Penso ser uma elementar regra de boa educação ou será que já não se usa?!
Aqui deixo o meu conselho: se querem comprar bilhetes de avião sem complicações, dirijam-se ao balcão da companhia de aviação que pretendem, mas não se metam com intermediários. Pelo que consegui apurar no PortaldaQueixa através do site:
parece que o meu não é caso único de descontentamento com o serviço prestado por esta agência. Já da companhia de seguros Allianz... nem comento!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

PORTUGAL É UMA MONARQUIA

Se dúvidas ainda houvesse, depois de tão embandeirada e badalada quer pelos membros do actual quer do governo cessante, acredito que neste momento já todos saibam  que vivemos em democracia. Se bem que nem toda a gente saiba o que isso é.
O que muitos não sabem também é que, na realidade, desde sempre temos vivido e continuaremos a viver numa monarquia. Desde a fundação do reino de Portugal várias dinastias se sucederam, vários reis governaram, vários governos vieram depois da implantação da república. Contudo, não podemos ignorar que até hoje continua a reinar uma rainha coroada por D. João IV e que hoje se comemora o seu dia. Venham os governos que vierem, digam e repitam que vivemos em democracia mas é incontornável que temos uma rainha que ainda ninguém se atreveu a depor. Se há uma rainha, é lícito pensar que Portugal é uma monarquia.

domingo, 6 de dezembro de 2015

RUÍDO DA VIZINHANÇA

Pelo que me é dado aperceber através da reacção de familiares, devo pertencer ao reduzido número de pessoas a quem o ruído produzido pela vizinhança incomoda e irrita solenemente. Não sou intolerante ao ponto de reclamar do ruído produzido acidentalmente no período diurno, isto é, entre as 7h e as 23h. Compreendo perfeitamente que haja um acréscimo de ruído em dias de festa desde que não ultrapassem em muito o tal período diurno estabelecido por lei. Mesmo assim irrita-me, durante o dia, ouvir o bater constante de portas, a queda (acidental ou não) de objectos pesados no chão, o arrastar constante de cadeiras ou móveis, …
Não que seja muito frequente mas quando se prolonga pela noite dentro deixa-me de tal modo irritado e completamente sem sono. Não quero crer que se trate de um propósito mas revela o completo desconhecimento da existência do Regulamento Geral do Ruído que estabelece a possibilidade de, a qualquer hora do dia ou da noite, recorrer às autoridades policiais. Haja, portanto, bom senso e compreensão de modo a ter em atenção além do tipo de ruído, o período em que é produzido. Entende-se por período diurno o que medeia entre as 7h e as 23h. O período noturno vai das 23h às 7h.
Sem entrar em exageros, haja civismo, bom senso e sobretudo, boa educação.

sábado, 5 de dezembro de 2015

OBRIGADO

A todos aqueles que, por este ou por outros meios, manifestaram preocupação pelo meu estado de saúde e me desejaram rápidas melhoras, agradeço do fundo do meu coração toda a força que me deram.
OBRIGADO a todos pela vossa “presença”, do fundo do meu coração.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

HERE I GO AGAIN

Há dias assim em que a gente vai…, mas vai contrariado. Claro que esse estado de espírito depende em muito de para onde se vai. Há destinos que nos agradam e para onde se caminha com prazer enquanto outros, a gente vai porque tem de ir…, mas vai contrariado.
Nesses momentos, há sempre uma alma caridosa que, em jeito de consolo, nos diz que tem de ser. É o que a gente diz quando a criança não quer ir à escola e o que dizemos mais tarde quando não nos apetece ir trabalhar…
Pois, a gente sabe que “tem de ser”, há coisas que não se podem evitar e das quais ninguém pode fugir tal como a morte. Eu sei, como toda a gente sabe, que um dia vou morrer, mas uma coisa posso desde já garantir, morrerei, mas muito contrariado.
Há dias assim em que a gente vai porque tem de ir,
mas vai contrariado…
Há dias assim.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

QUE QUANTIDADE DE ÁGUA SE DEVE BEBER POR DIA?

Quem já viveu um episódio de cólica renal e subsequente extracção do cálculo, compreende a preocupação que tive em informar-me sobre a quantidade necessária de água a ingerir por dia. É sobejamente conhecida a influência que tem a falta da ingestão de água na formação dos cálculos renais.
Estima-se que o nosso corpo perde o equivalente a 10 a 12 copos de água por dia através da pele, pulmões, urina e fezes daí a necessidade de repor a água perdida.
Qual deve ser então a quantidade certa de água a ser ingerida diariamente?
Depois de muito pesquisar, verifiquei que não há consenso a este respeito por parte dos nutricionistas . Há os que recomendam beber entre 2 a 3 litros de água por dia enquanto outros consideram esta quantidade um mito já a quantidade de água depende de vários factores como tipo de alimentação e o peso de cada um.
Sendo o peso corporal um dos factores a considerar, há quem chegue ao preciosismo de calcular matematicamente essa quantidade, partindo do princípio que são necessários 35 ml de água para cada kg de peso corporal. Multiplicando o peso (neste caso, o meu) por 35 obtém-se um valor de cerca de 2 litros de água por dia:
60 kg X 35 = 2.100 ml ou 2 litros e 100 ml.
Seja como for, o cálculo da quantidade de água a ingerir diariamente deve ser personalizado de forma a não cair em exageros prejudiciais à saúde.
Com efeito, beber água em excesso pode levar a estados de confusão mental devido à baixa concentração de sódio no sangue além de outras complicações. Em certas doenças como a insuficiência cardíaca e a insuficiência renal, pode ser necessário reduzir a quantidade de água para não sobrecarregar o coração e os rins.
Subsiste a dúvida: como saber a quantidade de água necessária ao bom funcionamento do organismo?
Uma maneira prática é ingerir no mínimo 2 copos logo pela manhã distribuindo os restantes ao longo do dia. Assim, terá de beber 2 copos a meio da manhã, 2 a meio da tarde e 2 antes do jantar.
Espero com esta minha pesquisa ter contribuído para esclarecer algumas dúvidas e desfazer muitos dos mitos que circulam sobre o assunto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O PODER DA MÚSICA

Há musicas que nos comovem até às lágrimas. Umas pela mensagem que a letra encerra, outras pela melodia, outras ainda pelas pessoas, lugares e acontecimentos que evocam ou mesmo um filme a que para sempre ficam vinculadas….
Quem não se lembra da música "As time goes by" do filme Casablanca? Embora admire esse filme, pessoalmente toca-me especialmente o tema "One day i'll fly away" do filme Moulin Rouge.
Seja qual for o motivo, a música tem essa magia de despertar e alimentar emoções fazendo emergir o que de melhor existe em cada um de nós. Por outras palavras, consegue humanizar o mais o empedernido. Com efeito, há sempre algo de bom no pior do ser humano.
Está provado que a música através da sua vertente emocional, activa determinadas áreas do cérebro que favorecem o bem-estar geral. É inquestionável o contributo da música no tratamento de doenças do foro neurológico tais como o Alzheimer. Existem escritos com mais de 4000 anos que testemunham o uso da música para fins terapêuticos tanto na China como India e Egipto.
Por alguma razão a música desde tempos imemoriais era considerada um fenómeno de origem divina… Recorde-se a palavra “música” deriva do grego “Mousikê” que significa “A Arte das Musas”. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...