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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"SÊ FELIZ E VAI À MERDA"

Quem nunca leu o livro, poderá estranhar este tipo de linguagem no meu blog. Seguramente, ninguém tem dúvidas de que, em certas situações, o título deste livro é a expressão que melhor traduz o que nos vai na alma.
Resumidamente, o livro retrata uma relação mal sucedida até ao momento em que a personagem da história consegue finalmente ganhar coragem e admitir que esta relação apenas lhe traz sofrimento e é nesse preciso momento de reflexão que a frase "sê feliz e vai à merda" se torna oportuna.
Quantas mulheres e homens teimam em não assumir que a relação em que se encontram não lhes traz felicidade e que é mesmo fonte de inquietação e angústia! É óbvio que não me refiro apenas a relações amorosas mas a todo o tipo de relações. A quem vive qualquer tipo de relação mal sucedida, recomendo a leitura deste livro. Espero que os momentos de reflexão que se seguirão à sua leitura, lhes sejam úteis e clarificadores.
Às vezes é preciso dar um passo atrás, para depois seguir em frente!

*Sê Feliz e Vai à Merda” de Vera Martins
Editor: Oficina do Livro

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DO YOU REMEMBER ABU DHABI?

Do you remember Abu Dhabi? Alguém me questionava no sonho.
Como podia lembrar-me de Abu Dhabi se nunca lá tinha estado?!
Sim, conheço a sua localização geográfica e admiro a arquitetura vanguardista e monumental da cidade. Admito até o secreto desejo de conhecer esta cidade e a sua cultura mas não conheço nem nunca estive em Abu Dhabi!
Ao acordar e relembrando o sonho, percepcionei uma estranha e agradável sensação de calor, eu que passo 330 dias por ano tremendo de frio..!
Do you remember Abu Dhabi?
Estranho alguém me questionar num sonho ainda mais estranho!
Ignoro quem me questionava bem como a razão porque me invade uma doce e nostalgica saudade ao recordar o sonho. Durante todo o dia não consegui afastar do pensamento a questão: Do you remember Abu Dhabi?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PESSOAS DEPRIMENTES

São pessoas para quem nada está bem, põem defeitos em tudo e em todos Têm um discurso negativo de descrença relativamente à vida em geral. Com este tipo de comportamento, acabam por ficar isoladas o que agrava o seu baixo astral.
Todos nós conhecemos uma ou mais pessoas assim, quer no nosso ambiente de trabalho, no nosso círculo de amigos ou até mesmo dentro da nossa própria casa… Conviver com este tipo de pessoas diariamente ou mesmo esporadicamente é um autentico suplício visto que estas pessoas tendem a arrastar consigo todos quantos o rodeiam para um estado profundo de depressão. O seu baixo astral é contagiante e retiram toda a alegria dos nossos dias. Está provado que o pessimismo dos outros pode afetar-nos tanto emocional como até fisicamente. Com efeito, o pessimista não tem capacidade para emitir energia positiva e acaba por absorver a das pessoas que lhe estão próximas.
Há dias assim em que o pessimismo dos outros nos contagia e acaba por nos deprimir…
Há dias assim…

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O TRÍPTICO MILLENNIUM

Acabei a leitura do 2.º volume da trilogia Millennium. Como eu suspeitava e previa, a morte de Stieg Larsson está envolta numa certa suspeição… Não deixa de ser estranho a sua morte ocorrer por enfarte após subir 7 lanços de escada (o elevador estava avariado) até ao seu escritório… Não sou o único a suspeitar que a sua morte foi induzida. A esse respeito, opina Nuno Rogeiro/ Sociedade das Nações/SIC Notícias:
“Stieg Larsson escreveu a série Millennium, uma espécia de investigação pseudojornalística de ficção que tem um grande mistério pelo meio e que se calhar explica também a morte do autor. Mas o melhor é ler.”
Com efeito, depois da leitura desta trilogia, aquele conceito de sociedade perfeita que temos da Suécia, desmorona-se completamente. À frente da revista Expo, Stieg Larsson denunciou organizações neofascistas e racistas. Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

EMPATIA

Este domingo, tínhamos combinado almoçar com minha filha, genro e Miguelito mas antes passámos pelo Mar Shopping para trocar uns brincos que minha mulher tinha comprado. Íamos já em direção ao estacionamento para ir almoçar quando demos de caras com o simpático casal R+E que conhecemos aquando da viagem a Itália. Não me podia o destino ter dado maior alegria …
Há pessoas por quem, logo à primeira vista, se estabelece uma forte empatia que não esmorece apesar do tempo e da distância e que se concretiza numa forte amizade. Lembro-me perfeitamente do nosso encontro no aeroporto Sá Carneiro com destino a Itália. Logo ali, em pleno check-in, sentimos a tal empatia que nos levou a estabelecer diálogo e nunca mais nos largámos ao longo de toda a viagem por Itália e regresso. Mais tarde voltámos a encontrar-nos duas ou três vezes para almoçar mas passaram-se anos sem nos voltarmos a ver.
O abraço que trocamos quando nos encontrámos disse tudo o que nos levaria horas a dizer. Aquele abraço expressava toda a imensa alegria de nos voltarmos a encontrar, a desculpa pela longa ausência, a vontade de combinar um novo encontro… e foi o que fizemos.
Há dias assim em que um abraço diz mais sobre uma profunda amizade do que mil palavras que se pudessem dizer.
Há dias assim…

sábado, 24 de novembro de 2012

FIM DE SEMANA

Pois... compreendo, é fim de semana e não há pachorra para andar pelos blogues a lêr o que os amigos postaram. São dias dedicados ao convívio com a família.
Já é habitual ter poucos leitores ao fim de semana por isso não me vou alargar aqui em conversas a não ser desejar a todos um ótimo fim de semana onde quer que estejam e para onde quer que vão.
Um grande abraço a todo(a)s!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

HORÓSCOPOS E SIGNOS

Aqui está um assunto bastante controverso. Acreditar ou não no horóscopo e nos signos do Zodíaco. Durante muitos anos recusava-me a ler os horóscopos publicados nos jornais e revistas e ridicularizava quem tinha por hábito fazê-lo. Os Signos do Zodíaco? Considerava-os uma balela que nada dizia sobre a personalidade de uma pessoa.
Não é esta a minha posição atual no que se refere aos Signos do Zodíaco. Há que distinguir horóscopos de signos do Zodíaco.
Horóscopo do grego ¨horus¨= hora e ¨skopos¨= observação, é a posição dos planetas e da Lua no céu, num dado instante de tempo, em relação as casas do zodíaco.
O signo solar é calculado pela posição que o Sol ocupa no mapa celeste no momento de nascimento de uma pessoa, instituição ou evento.
Desde sempre têm sido observadas algumas relações entre os movimentos terrestres e celestes, nomeadamente a influência da Lua nas marés, o crescimento das plantas ou mesmo a fertilização e nascimento de bebês, a menstruação feminina,… Mais recentemente foi descoberta a estranhíssima paridade entre o tempo das conjunções planetárias e o de certas reações químicas com metais em estado coloidal (gelatinoso), observada por Rudolf Steiner e mais tarde confirmada pelo químico dinamarquês Nicholas Kollerstrom.
Atualmente não me custa acreditar que o momento do nascimento pode influenciar a personalidade de uma pessoa. Como explicar então as diferentes personalidades de pessoas nascidas sob o mesmo signo? Bem, aí entra o ascendente de cada um, o nível cultural, o meio socioeconómico em que se desenvolveu,…
Hoje acredito que o signo de uma pessoa define, em linhas gerais, as caraterísticas da sua personalidade. Já não tanto em horóscopos publicados em jornais ou revistas...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O MAIOR TESOURO

Para um grande número de pessoas, o maior tesouro seria possuir uma fortuna incalculável. Para muitos, seria possuir imensas joias preciosas. Para alguns, muitos poucos, seria ter nas suas vidas um ser muito especial. Esse ser pode ser um amigo(a), um companheiro(a) ou até mesmo um animal de estimação…
Vem isto a propósito da forma como minha filha se refere ao Miguelito. Geralmente, chama-lhe “o meu tesourinho”. Estou em crer que para ela, o Miguel é o seu maior tesouro.
Eu encontro-me naquele pequeno grupo que considera o seu maior tesouro aqueles seres especiais que entram, sem sabermos muito bem como, na nossa vida. Mas independentemente desses seres, cada dia que passa, é em si mesmo um verdadeiro tesouro.
Não consigo resistir à tentação de transcrever aqui uma lenda que melhor que eu, enaltece a bênção de cada dia que vivemos e de tudo que nos cerca e possuímos e que, por vezes, não valorizámos.
Diz a lenda que, certa vez, um homem caminhava pela praia numa noite de lua cheia. Pensava desta forma:
"Se tivesse uma casa grande, seria feliz".
"Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz”.
“Se tivesse uma companheira perfeita, seria feliz".
Nesse momento, tropeçou numa sacola cheia de pedras e começou a jogá-las, uma a uma, no mar, enquanto dizia: "seria feliz se tivesse..." até que a sacola ficou com uma só pedrinha, que decidiu guardar.
Ao chegar em casa, percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante.
Quantos de nós passamos a vida a atirar fora os nossos tesouros desejando o que não temos, sem dar qualquer valor ao que está ao alcance das nossas mãos?
Cada um de nossos dias é um diamante precioso e insubstituível. Depende de nós aproveitá-lo ou lançá-lo ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-lo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

QUEM PAGA A CRISE

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault:
Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço...
Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado... é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: - Criando outros.
Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: - Sim, é impossível.
Colbert: - E sobre os ricos?
Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: - Então como faremos?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer, e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!
Digam lá se este diálogo não está atualíssimo…

terça-feira, 20 de novembro de 2012

BENDITO BLOG

Durante muito tempo minimizei a importância dos blogues e por mais tempo ainda hesitei em “criar” um blogue pessoal. Finalmente, por influência de um amigo, decidi-me a criar o meu próprio blog com o objetivo de publicar os meus poemas já que não o tinha conseguido através de uma editora por razões monetárias.
Até hoje ainda não me arrependi apesar dos poucos seguidores do blog mas, em compensação, agrada-me constatar dia após dia, um número crescente de leitores.
Sendo possuidor de uma mente hiperativa, sinto cada vez mais os efeitos benéficos da escrita. Escrever sobre os meus pensamentos, ajuda-me a organizar o meu discurso interno pois a escrita é, muitas vezes, um veículo para expressar sentimentos garantindo a saúde mental.
Existem imensos estudos que evidenciam o benefício da escrita na saúde mental e física. Ao escrever sobre nós permite-nos um melhor conhecimento de nós próprios.
Além de tudo o que foi dito, a escrita é uma forma de imortalizar o ser humano, através das suas ideias e pensamentos… E isso também me agrada :).

FAZER O LUTO

A forma como se lida com a perda de um ente querido e o consequente processo de adaptação à sua ausência é o que vulgarmente se chama “fazer o luto”. Não há um padrão uniforme para a forma de o fazer pois cada um passa pelas diferentes fases do processo de luto com maior ou menor intensidade de acordo com a sua própria personalidade, a natureza da relação com a pessoa que perdemos, a causa de morte (morte natural, acidente, suicídio, homicídio,…).
Segundo Kübler-Ross, no processo de luto passamos por uma fase inicial de negação em que de algum modo continuamos a aguardar um telefonema e cuidamos dos seus bens… Muitas vezes passamos por um período de raiva e revolta. Segue-se a fase da negociação, em que prometemos que nos tornamos melhores se tivermos de volta a pessoa (ou situação) perdida. Finalmente passamos para a fase de depressão.
Um "luto normal" que pode levar cerca de 1 ou 2 anos, acaba na fase da aceitação.
Para mim foi um processo difícil e moroso aceitar a morte do meu irmão até pela causa da morte… Foi longa, de anos, a fase de negação e quase passei por cima de todas as outras fases até alcançar a fase de aceitação.
Há dias em que nos despedimos pela última vez de alguém de quem gostamos.
Há dias assim…

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

TAP - O VOO TP425

A 19 de Novembro de 1977, precisamente às 21h35, faz 35 anos que o boing B727-200-TBR se despenhou ao aterrar no aeroporto de Santa Catarina no Funchal.
Foi num dia de forte temporal que se deu essa grande tragédia de que ainda hoje existem feridas por cicatrizar em muitas famílias.
Não importa agora procurar a quem imputar a responsabilidade desta tragédia. Muito se disse e se escreveu no relatório de inquérito mas também muito ficou por dizer…
A tripulação do voo TP425 realizava o 5.º voo nesse fatídico dia por isso obviamente devia estar cansada. O acidente ocorreu à terceira tentativa de aterragem o que geralmente nunca nenhum piloto insiste em fazer...
Que me perdoem as famílias enlutadas voltar a mexer na ferida. A minha também ainda não cicatrizou. A raiva foi-se diluindo com os anos. Pretendo apenas homenagear a tripulação do voo TP425 bem como os 125 passageiros que pereceram neste acidente e principalmente o meu irmão copiloto neste voo.
Capitão: João Mimo da Costa Lontrão
Copiloto: Miguel Ângelo Guimarães Leal
Tec. de Voo: Encarnação
Assistente de Bordo: Gilda Varela Cid
Comissário de Bordo: José Paiva - retomou a linha de voo até à reforma
Assistente de Bordo: Alice Neiva Vieira – sobrevivente, nunca mais voou como tripulante.
Chefe de Cabine: José António de Quental Paveia – Faleceu no acidente.

Foi preciso dar-se este trágico acidente para que a fatídica pista fosse aumentada como aqui se pode ver.
A pista original terminava aqui. Os acesos eram péssimos o que dificultou o trabalho dos bombeiros e socorristas. A circulação foi ainda dificultada pela presença dos mirones que acorreram ao local para verem  o "espectáculo" e entupiram a única entrada de acesso. Esta via foi mais tarde interdita aos particulares mas mesmo assim dificultou a ajuda aos sobreviventes.
Foram precisos muitos anos para que eu conseguisse visitar o local fatídico...
Que descansem em paz todos quantos pereceram neste acidente.
Para mais informação, ver o vídeo:

domingo, 18 de novembro de 2012

POR UM AMIGO QUE NÃO VOLTA

Quantas palavras ficaram por dizer!
Quanta mágoa abafada,
quanta revolta,
por um abraço
que ficou por dar.
 
Quanta saudade,
quanta lágrima à solta,
por um amigo que não volta.

                                                  Jorge Leal




(Em memória do amigo e colega de curso Narciso Neves)

sábado, 17 de novembro de 2012

ENCONTROS

Há dias em que, sem que nada o faça prever,  conhecidos e amigos parecem sair do nada fazendo questão de se materializarem à nossa frente. Hoje foi um desses dias. Fomos almoçar ao Mar shopping e lá estava a minha filha com o marido e o Miguelito, o casal Cardoso nosso amigo de longa data e logo a seguir a Daniela, filha da minha grande (literalmente) amiga, Cândida. A última vez que a vi era uma adolescente por isso já não a conhecia agora mulher adulta e mãe de dois filhos. Surpresa agradável este reencontro. Falámos da Cândida, da Odete, nossa amiga comum desde os tempos do Instituto Industrial… Mentalmente, recordei outro colega e grande amigo, o Narciso Neves, que mais tarde casou com a Odete. Já cá não está.
Há dias em que os vivos se materializam e com eles trazem os seus fantasmas…
Há dias assim…

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

AS MULHERES SÃO DE VÉNUS

Os homens esperam, equivocadamente, que as mulheres pensem, comuniquem e reajam da maneira que os homens o fazem; as mulheres erroneamente esperam que os homens sintam, comuniquem e respondam da maneira que as mulheres o fazem. Esquecemo-nos de que homens e mulheres devem ser diferentes.
Dr. John Gray

Ontem houve jantar de raparigas. Minha mulher foi jantar fora com algumas colegas de trabalho para homenagear uma outra que se reformou recentemente. Tudo bem. Não vi no evento qualquer problema ou impedimento que me levasse a discordar da participação dela no jantar.
Vim do Gym cerca das 20:30, aqueci o meu jantarinho no micro-ondas (restos do jantar do dia anterior) e dei por mim a pensar: e se fosse eu que combinasse um jantarinho de rapazes? E não estou a pensar num daqueles jantarinhos que terminam em desbunda… Falo de um jantarinho normal, apenas jantar e conversa de rapazes.
Qual seria a reação? Quase posso adivinhar… uma semana ou mais de ressentimento e má cara ou algo ainda pior. E se há coisa que me irrita profundamente é a má cara sem qualquer argumentação…
Não há dúvida. Homens e mulheres são intrinsecamente diferentes. Lembrei-me então do livro que li quando fui operado em 2001 – Os homens são de Marte, as mulheres são de Vénus.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A CRISE A BATER À PORTA

A crise toca a todos (menos aos principais responsáveis pelo estado em que está o país) e desta vez tocou à nossa porta. Os despedimentos sucedem-se e estou em crer que vai calhar a vez ao meu genro. Com a casa para pagar e a escolinha do Miguel não será possível fazer face à despesa só com o vencimento de minha filha. Já para não falar no meu filho, arquitecto de profissão, que se encontra em Paris, desempregado e à procura de trabalho...
Perante esta situação comum a uma grande maioria dos portugueses, cada vez me revolta mais o despesismo dos políticos com as suas mordomias inconfessadas… Ninguém lhes fale (esquerda, centro e direita) em reduzir o número de deputados e os respetivos vencimentos e reformas, a frota automóvel de luxo e nem falar em reduzir o número de juntas de freguesia…
Não há problema, a classe média paga isso tudo. A crise toca a todos mas mais a uns do que a outros...
Mas não é com greves gerais e muito menos com atos criminosos como assisti durante cerca de uma hora que este país vai para a frente. Uma greve que prejudica o direito à saúde (muitos doentes ficaram por atender nos hospitais), o direito à circulação (falta de transportes) e que diminui a produtividade numa altura de crise, na minha opinião, não leva a nada. Alternativa? Manifestações (ordeiras) ao fim de semana que não prejudica ninguém nem o país. Nem vou comentar a atuação daqueles criminosos no final do dia. Não merecem que se gaste tempo a escrever sobre a seu comportamento. Quero só esclarecer a razão de os considerar criminosos. Gente (será que são?) que agride à pedrada, com garrafas de cerveja e petardos seres humanos que estão no desempenho das suas funções, não merecem outro nome.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

MARIQUINHAS

Amanhã tenho que voltar ao dentista para tratar uma cárie descoberta na última consulta. Com a aproximação da data, cresce em mim aquela sensação estranha de medo. Pronto, assumo que não me sinto confortável com a ideia de ir ao dentista seja qual for o motivo que me leva lá. Confesso o meu medo e desconforto. Chamem-me o que quiserem: medricas, mariquinhas, imaturo,… Pois, seja qual for o epíteto isso não me incomoda. Tenho mesmo medo. Tomara não precisar de lá ir…!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A MAGIA DAS VELAS

As velas têm sido utilizadas desde tempos imemoriais mas foi principalmente durante a Idade Média que o seu uso se vulgarizou como fontes luminosas. Contudo, a par desta aplicação prática, não podemos ignorar o seu uso com a finalidade de práticas de magia e espirituais. Quer se acredite ou não nestas práticas, não se pode negar um certo poder hipnótico da chama da vela e consequente iluminação. Confesso que sou tocado por esse poder hipnótico e que adoro acender velas em casa. As velas perfumadas reforçam esse poder, daí a importância de escolher muito bem, não só as cores, mas também o aroma.
O ato de acender de uma vela já é um momento mágico que nos transporta para um ambiente místico, romântico e espiritual.
Assumo que, quase sempre, quando acendo uma vela, faço-o com uma determinada intenção. Outras vezes, ao acender velas perfumadas, pretendo apenas criar aquele tal ambiente mágico e repousante.
De acordo com a informação que recolhi na Internet, cada cor tem uma finalidade bem definida. Até agora, não prestava grande atenção à cor da vela que ia acender. Prometo que a partir de agora vou ficar mais atento à cor da vela de acordo com a intenção com que a acendo. Assim, de acordo com a intenção com que acendem uma vela, escolham a cor:
Lilás  - combate o “stress” e acalma.
Rosa – forttalece os relacionamentos afetivos e para realizar os desejos do campo emocional e afetivo.
Branca- favorece os contactos com espíritos de Luz por isso é usada em liturgias a Deus ou anjos, assim como em processos de magia branca. Serve para invocar fins nobres, assim como para obtenção de curas, paz, harmonia, milagres, evolução espiritual, limpezas espirituais. Usam-se assim em exorcismos, rituais de cura, processos proféticos, etc.
Verde – favorecem a fertilidade, prosperidade, abundância. Atraem a boa sorte. Também são usadas para combater situações nocivas com ciúmes, inveja, cobiça.
Castanha – destinam a encontrar coisas perdidas, bem como em assuntos de proteção familiar ou de posses que estão ameaçadas.
Azul – favorecem os processos de elevação espiritual, busca de sabedoria, desenvolvimento de actos proféticos, apuramento de intuiçoes. Tambem podem ser usadas para fins de harmonia e paz familiar.
Laranja – é empregue em processos místicos que visam melhorar o nível físico de uma pessoa, ou ampliar o se grau de atração e magnetismo, bem como para o sucesso de projetos e vitoria de empreendimentos
Vermelha -  é usada em rituais relacionados com amor, sexo, erotismo. Também é aplicável a trabalhos dedicados á conquista seja do que for: amor, negócios, propriedades, projetos e empreendimentos, etc.
Dourada – é usada em processos místicos visando vitorias e sucessos em assuntos financeiros e para atrair o favorecimento das mais poderosas forças celestes.
Preta – é tradicionalmente usada em processos de magia negra. No entanto, a mesma vela negra tem a capacidade de cortar e afastar os efeitos de trabalhos de magia negra.
Índigo – são poderosíssimas, pois possuem um poder altamente repelente do mal, sendo que assim desbloqueiam com poder situações que se encontram estagnadas ou desfavorecidas. As velas índigo são por isso usadas para quebrar trabalhos negativos, invejas, quebrantos, malefícios, maldições, pragas, infestações.
Amarela- é usada quando se deseja acelerar um certo processo que se encontra a decorrer de forma demasiadamente lenta. Também é usada em processos de curas espirituais, assim como para trazer rápidos resultados nos desejos. Também se usam em processos místicos relacionados com o favorecimento de estudos e empreendimentos intelectuais ou espirituais.
Cinzentas – são usadas essencialmente em rituais com a finalidade de afastar a confusão, o desengano, a duvida e a incerteza. Ajudam por isso a clarificar situações, e a favorecer a meditação.
Prateada- usam-se em rituais para atrair a vitoria e o sucesso.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DIA DE SÃO MARTINHO

O Dia de São Martinho comemora-se a 11 de Novembro . Neste dia, é da tradição assar castanhas e provar o vinho novo ou beber água-pé. Em algumas aldeias do nosso País, ainda se cumpre a tradição de saltar a fogueira. Seja qual for tradição, o importante é que prevalece o bom convívio quer seja ao redor da fogueira, quer do assador de castanhas. Na minha perspectiva é precisamente esse convívio o que faz toda a diferença neste dia. Ninguém está só no Universo e não foi para o isolamento que fomos criados… Estamos aqui para interagir com os outros num espírito de entreajuda. É sempre mais agradável comemorar este dia com os amigos mas mesmo na falta de convites não deixe de comemorar. Pessoalmente, prefiro as castanhas assadas num assador de rua mas, se o mau tempo impedir uma saída ao assador mais próximo, podem ser assadas no forno lá de casa. Uma dica, para ficarem bem assadas, ligue o grill por alguns minutos. Ficam mais queimadinhas e fáceis de descascar...
Há dias assim em que nos sentimos dispostos a festejar...

domingo, 11 de novembro de 2012

BRUXELAS

Em Bruxelas é visita obrigatória o Atomium e jardins adjacentes.
Parlamento Europeu; Palácio Real
Sede da ONU em Bruxelas
Gajerias Reais St Hubert

sábado, 10 de novembro de 2012

A RAPARIGA QUE SONHAVA COM UMA LATA DE GASOLINA...

Ontem à noite, cheguei à página 301 deste livro de Stieg Larsson que é precisamente a metade das 602 páginas de boa leitura que tem este livro. Confesso que me custou “despegar” da leitura porque agora o enredo começa a tornar-se cada vez mais expectante e nos sentimos mais ansiosos por descobrir a verdade… Mas como a mulher queria dormir lá fechei o livro e mais uma vez li a frase da heroína – Lisbeth Salander - que se encontra na capa:

Não há inocentes.
Há apenas diferentes graus de responsabilidade”

Não sei bem a razão que me fez recordar toda a polémica em volta das declarações de Isabel Jonet. Quando ela diz que vivemos todos acima das nossas possibilidades, por muito que nos custe, teremos que admitir que a senhora tem alguma razão. Todos os dias constato isso ao pequeno almoço no café (eu tomo o meu em casa), ao almoço no shopping onde cada um come a sua pratada com 2 bifes e imenso arroz e batas… eu racho o prato com a filha ou a minha mulher e ficámos bem. E tanta indignação quando a senhora diz que não podemos comer bife todos os dias!!! Será que não entenderam que ela falou em sentido lato?!
Nunca esta frase teve mais sentido do que agora em plena crise. Todos somos um pouco responsáveis pelo estado em que se encontra o país. “Não há inocentes. Há apenas diferentes graus de responsabilidade.” E onde param agora os maiores responsáveis???

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

FRIO

Por natureza e constituição física, sou friorento. Até certo ponto é normal que sinta frio já que a temperatura baixou e a chuva marca presença constante neste tempo outonal. Contudo, não se fique a pensar que quero mal ao Outono. É a minha estação do ano preferida quer pelo seu colorido de tons quentes, quer pelas temperaturas amenas. Principalmente por aquela calmaria que se respira nas ruas e mais ainda nos jardins da cidade… Mas neste outono a chuva teima em cair. Até o Sol se esconde só para não ver a natureza chorar…
Tenho frio, mas o meu frio não vem da temperatura exterior. O meu frio vem de dentro. É um frio de quem já cá não mora, um frio que não é meu mas que em mim se abriga… Daí que sinta frio e nem sempre consiga encontrar aquela luz que nos permite aquecer a alma…

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

OUTONO

Mais uma porta aberta.
Antes fechada.

Quem veio abrir?
Sem rosto, a madrugada,
que em nós desponta já ao entardecer.
 
Levava em cada mão
(ambas vazias),
um sonho intacto para te oferecer.
 
Outono, abriste a porta.
Tu sabias
que o vento leva as folhas onde quer…

                                                                     Jorge Leal

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

NINGUÉM VIU


E não é que ninguém viu…! Ninguém reparou nos meus óculos novos… nem mesmo o meu menino…!
Se repararam, não disseram nada, nem bem nem mal.
E eu todo orgulhoso, ou direi melhor, todo vaidoso, ostentando o meu melhor sorriso e nada…
Dizer que isso não me afetou estaria a mentir por isso vou começar a dizer a toda a gente que encontrar pela rua que tenho uns óculos novos que me custaram “os olhos da cara” J
Há dias em que nos sentimos pequeninos, minúsculos, pó…
Há dias assim…

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ALZHEIMER

Desde muito cedo que me preocupa esta minha dificuldade de orientação espacial e temporal como já descrevi aqui num dos meus pensamentos “Noção do tempo”. Nunca sei para onde estou virado, perco-me com facilidade e faço uma grande confusão ao tentar situar no tempo algumas das minhas atividades. Costumava brincar com esta característica atribuindo-a ao Alzheimer. Não voltarei a fazer piada com um assunto tão grave principalmente depois de ter lido o artigo escrito pelo Dr. Américo Marques Canhoto (médico especialista, nasceu em Castelo de Mação, Santarém, Portugal. Atualmente, dá consultas em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto - Estado de São Paulo – Brasil).
Segundo este médico, é incalculável o número de pessoas de todas as idades que já apresentam os primeiros sinais de alerta, tais como: alteração de memória recente e de deficit de atenção (primeira fase da doença de Alzheimer).
Este médico aponta como motivos o estilo de vida atual, stresse crónico, distúrbios do sono, medicamentos, estimulantes como a cafeína e outros etc.
Indica ainda como traços de personalidade dos portadores de Alzheimer, pessoas geralmente muito focadas em si mesmas e que vivem em função das suas necessidades e das pessoas com as quais criam um processo de co dependência e até de simbiose. A partir do momento em que esta dependência ou simbiose lhe é retirada, o portador da doença, começa a manifestar dificuldade de orientação espacial e temporal.
Atualmente, a parcela da população que corre mais risco, são os que se aposentam - especialmente os que se aposentam cedo e não criam objetivos de vida de troca interativa.
A doença de Alzheimer, acima de tudo, é uma doença que reflete o isolamento do espírito que se torna solitário por opção. O interesse pelo convívio com o  amigos é uma boa terapia.
Descansa-me o facto de não conhecer nenhum caso de Alzheimer na minha família e não me reconhecer na maioria dos “traços de personalidade” apontados como sintomas de Alzheimer. Apesar de aposentado tento manter uma vida muito ativa fazendo exercício físico e ocupando a mente com o saudável hábito da leitura. Além disso, adoro o convívio com os meus amigos e não tenho tendência ao isolamento prolongado.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

DESCOBERTA

Agora sei.
E porque sei, compreendo aqueles que não sabem tudo quanto eu sei.
Tudo que sei, eu aprendi:
nos bancos da escola,
com as lições de vida,
com os sonhos…
Aqueles sonhos, sonhados meio acordado, meio a dormir…
Muito do que sei não foi nem cão nem gato que me ensinou,
foi-me revelado durante o sono…
Mas nem sempre é bom sonhar,
já para não falar de quem com quem sonhámos…
Há dias assim em que adiámos a hora de ir para a cama…
e acabámos por adormecer no sofá
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