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segunda-feira, 30 de junho de 2014

A DOR DE PERDER UM FILHO

Seja em que circunstância for, a morte de um ente querido nunca se aceita. Há mortes caridosas como é o caso de doentes terminais em grande sofrimento ou de idosos cuja existência se torna extremamente penosa e degradante, mas há outras que nunca ou dificilmente se aceitam porque não se compreendem nem nada as fazia prever. É aquele tipo de morte traiçoeira, que nos apanha de surpresa sem nos ter dado qualquer hipótese de preparação e que ataca pessoas cheias de saúde que em nada contribuíram com um ato irreflectido que pusesse em risco a própria vida…
Por mais solidários que sejamos com a dor dos outros, ninguém consegue imaginar a imensidão da dor e a revolta que se sente quando se perde um filho… Só quem já passou por essa experiência consegue avaliar a amplitude dessa dor. Felizmente nunca passei por essa experiência mas vivi de perto a dor de minha mãe aquando da morte de meu irmão. Penso que não pode haver dor maior do que a que atinge a mãe que perde um filho, carne da sua carne, sangue do seu sangue… Parte de si própria morre com o filho e jamais ficará completa. Foi isso que constatei…
Nunca conheci Judite de Sousa pessoalmente e nem sempre apreciei a sua conduta quer ao nível pessoal quer profissional, o que não invalida que esteja “presente” e solidário neste momento de imensa dor.

domingo, 29 de junho de 2014

"MEMÓRIAS DO ÍNDICO"

Exposição «Memórias do Índico», de Manuel Sarmento
Pintura e Tapeçaria
Galeria Porto Oriental
Inauguração: 4 de Julho de 2014, sexta-feira, às 21:30h
Nesta exposição, «Memórias do Índico», a decorrer na Galeria Porto Oriental* de 4 a 31 de Julho de 2014, Manuel Sarmento, nascido em Moçambique e licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto,  mostra obras recentes.
Acerca destes trabalhos, o artista revela: “vou misturando as cores, submerso num espaço índico, onde as formas ganham vida e me surpreendem”.

Victor MANUEL de SARMENTO Almeida e Silva nasceu na Beira, Moçambique, em 1952. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian durante dois anos, licenciou-se na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Foi professor de Artes Visuais, de 1975 a 2011. Participou em cinco exposições individuais, inúmeras exposições colectivas e fez diversas "Performances". Foi 1.º prémio ex-aequo de Pintura e 1.º prémio de Escultura, na exposição anual do Musart/TDM97, em Moçambique. Trabalhou como cenógrafo/figurinista em cerca de vinte espectáculos e para um grupo de canto e dança de Maputo-Moçambique, para quem criou um bailado contemporâneo. Vive actualmente no Porto.

*Galeria Porto Oriental, Rua Barros Lima, 851

JÁ ME LEMBREI DE ESQUECER...


sábado, 28 de junho de 2014

SÃO PEDRO

Hoje é dia de festa. Comemora-se mais um Santo Popular.
O São Pedro comemora-se a 29 de Junho, dia feriado no Seixal, Sintra, Póvoa do Varzim e Évora entre outras. Sendo o santo dos pescadores, celebra-se em várias localidades piscatórias como a Afurada na cidade de Gaia. Celebra-se com as mesmas particularidades das festividades de São João.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

AS PESSOAS SÃO COMO O PERFUME

Olhe a pessoa que,está do seu lado
e você vai descobrir, olhando fundo,
que há um perfume suave de uma presença amiga
e um brilho em seu olhar.
(Filosofia Hindu)
O perfume é assim, um pouco como as pessoas. Há os que se dão bem com a nossa pele, outros nem por isso e há ainda os que são completamente incompatíveis. É tudo uma questão de química. No que se refere ao perfume, a fragrância varia de acordo com o PH, a oleosidade da pele e até do próprio suor… Por isso há que escolher criteriosamente o tipo de perfume que mais se coaduna com a nossa personalidade e principalmente com a nossa pele. O mesmo cuidado deve ser posto na escolha dos amigos de modo a que sejam compatíveis…
Não é aconselhável escolher um perfume através do cheiro do papelinho sobre o qual foi aplicado. A fragrância de um perfume através do ar, não é a mesma como quando aplicado directamente sobre a pele. Fazer a escolha de um perfume desta maneira é como escolher uma amizade baseado nas primeiras impressões…
Pessoalmente faço a escolha colocando o perfume sobre a parte interior dos pulsos. Porém, só recorro a esta técnica quando experimento um perfume que acabou de sair e que obviamente não conheço. De resto, sou fiel às minhas fragrâncias… Durante muitos anos usei Aramis e só muito mais tarde o Acqua di Parma. Hoje em dia uso preferencialmente Kokoryco de Jean Paul Gaultier e o Antaeus da Chanel. Há ainda um outro perfume que se dá muito bem comigo, o Comme des Garçons. Só não uso… por ser caro!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A CHINA FICA AO LADO

O que começou por ser apenas o título de um livro de contos escrito por Maria Ondina Braga “A China fica ao lado” em 1968, acabou por se tornar uma realidade em Portugal. Na altura do lançamento do livro, a autora vivia em Macau, território “vizinho” da China. A China de tão distante que era do nosso país, acabou por ficar ali mesmo ao lado… da nossa porta, do virar da esquina, do fundo da rua… Na realidade, há sempre uma loja chinesa não muito longe de onde quer que a gente se encontre.
A comunidade chinesa residente no nosso país não para de crescer. Segundo números do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), há mais de 20 mil chineses a viver em Portugal. Por outro lado, são também os chineses que lideram a lista de vistos “gold” que lhes permite residirem em Portugal em condições muito vantajosas no que diz respeito a impostos sendo que, para isso, fiquem obrigados a investir mais de um milhão de euros além de criar 10 postos de trabalho.
Além dos residentes em território português, não é de desprezar o número de turistas chineses. Em apenas quatro anos, o número de chineses hospedados em unidades hoteleiras em Portugal aumentou 232% entre 2009 e 2013.
No início, os chineses dedicavam-se apenas ao comércio retalhista (as célebres “lojas dos 300”) e mais tarde, ao comércio de roupas e calçado. Com a crise actual, este tipo de negócio já não estava a dar pelo que os chineses se viraram para o comércio de frutas e legumes. Até em Paris tive oportunidade de verificar o mesmo fenómeno.
Esta atitude, revela a sua característica de trabalhadores flexíveis e versáteis o que lhes tem permitido uma boa adaptação à crise. É esta a principal diferença entre o comerciante chinês e o comerciante português que teimosamente mantem aberto um estabelecimento que há muito deixou de ser rentável…
De tão distante que a China era, acabou por ficar cada vez mais perto…!
Na realidade, a China fica mesmo ao lado.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

CALENDÁRIO DO ADVENTO (DA RITA)

O Miguel parece ansioso pelo nascimento da “mana”, tão ansioso que constantemente pergunta quantos dias ainda faltam para ela nascer. E claro, a avó foi logo fazer-lhe um calendário tipo calendário do advento para ele ir riscando os dias que passam e contar os que faltam para o nascimento. Não sei bem se é mesmo a ânsia de ver a irmã se a ânsia de receber a prenda que lhe foi prometida… Cá estou eu com a minha dificuldade de acreditar nas boas intenções da humanidade…
Claro que ele quer mesmo é ver a mana! O pior vai ser quando ela desatar a chorar sem parar e constatar que afinal não sabe brincar…
Para que apreciem a paciência e a arte da avozinha, aqui fica o calendário do Miguel… feito pela avó.
Toca a contar os dias que faltam!
CALENDÁRIO DO MIGUEL

terça-feira, 24 de junho de 2014

NOITE DE SÃO JOÃO

Nada de alho-porro e muito menos martelinhos de plástico que abomino… Nada de rusgas pelas ruas da baixa nem dos bairros populares… Mas havia o manjerico à janela e também houve largada do balão como já vem sendo tradição familiar. E foram assim os festejos de São João, calmamente em casa da filhota, em família.
Se eu quereria antes deambular pelas ruas da cidade?
Não. Já foi tempo em que desfilei munido do alho-porro e do ramo de cidreira. Hoje, mais velho e mais calmo, prefiro assim, em casa com a família. Só se compreende festejar o São João nas ruas, num grupo de amigos e/ou familiares, de outra forma a coisa fica sem graça.
E foi um jantar simpático com sardinha assada com pimentos, fêveras e broa, tudo regado com uma boa sangria.
E porque o Miguel já dava mostras de sono e cansaço, ainda antes da meia-noite fomos até à praia lançar o nosso balão. Com a minha preciosa ajuda o lançamento foi perfeito e o balão voou bem alto até se perder de vista na imensidão do céu nocturno
De volta a casa fui brindado com um céu pejado de balões como há muitos anos não tinha oportunidade de ver…
Em anos de crise quase me atrevo a dizer sobre os balões o que disse, e muito bem, o poeta Manuel Alegre (não o político) sobre os rios deste país:
“Levam sonhos deixam mágoas”

segunda-feira, 23 de junho de 2014

SÃO JOÃO NO PORTO

As festas Juninas ou Sanjoaninas têm grande representatividade na cidade do Porto mas também um pouco por todo o País em várias localidades. No Porto, dia 24 é feriado municipal mas os festejos têm início na véspera tendo maior representatividade nos bairros mais tradicionais como Miragaia, Fontainhas, Ribeira, Massarelos,...
Já lá vai o tempo em que os foliões desfilavam pelas ruas da baixa munidos do alho-porro para bater na cabeça de quem também desfilava. Actualmente o alho-porro deu lugar aos martelinhos de plástico para o mesmo efeito. Por todo o lado espalha-se o cheiro da sardinha assada com pimentos e caldo verde.
É da tradição assistir à meia-noite a um feérico fogo-de-artifício nas margens do Rio Douro. Outra tradição São os balões de ar quente que pontuam o céu de luz e cor. E claro, não faltam os manjericos acompanhados das tradicionais quadras.
Para muitos, sobretudo os mais jovens, a noite acaba junto à praia como manda a tradição, para ver nascer o sol ou para um banho matinal.

domingo, 22 de junho de 2014

HOJE JOGA A SELECÇÃO

Já deu para entender que não sou um grande adepto de futebol embora siga com alguma atenção o Mundial. Seja por essa ou por outra qualquer razão, até hoje, quase nada tenho escrito sobre futebol. Uma das raras vezes que o fiz foi para comparar o clubismo*, que abomino, comparando-o ao FUNDAMENTALISMO… Na minha opinião, clubismo é o fundamentalismo desportivo.
Hoje joga Portugal com a Selecção dos Estados Unidos. Não vou ficar acordado a ver o jogo, apenas por uma questão de auto-estima, mas vou partilhar da alegria ou a da tristeza, conforme o resultado,… mas sem exageros clubistas!

*O clubismo é a expressão da negação da razão por intermédio da alienação face a uma entidade que visa alcançar objectivos na área do desporto.

sábado, 21 de junho de 2014

CHEGOU O VERÃO

Aleluia… Thanks God!
E porque hoje, dia 21 de Junho, começa o Verão em Portugal, precisamente às 10:51 horas, não podia deixar de fazer referência ao facto. Esta data não foi escolhida por acaso, coincide com o Solstício de Verão. Em astronomia, solstício de Verão é o momento em que o Sol atinge a maior declinação em latitude relativamente ao Equador.
Cientificamente, tudo muito correcto. Oficialmente começa hoje o Verão… Mas será que vai mesmo começar? Não é o que dizem as previsões meteorológicas. Anuncia-se chuva e temperaturas baixas para os próximos dias…
E não é só o tempo que anda baralhado também as gentes deste país desde o povo mais anónimo até aos governantes… Num dia ameaçam não repor os cortes salariais, no dia seguinte, vêm à praça declarar que afinal sempre vão repor…
Será isto consequência do (mau) tempo ou o tempo é que se anda a ressentir do desnorte dos governantes de todo este planeta, quase todo ele em crise…?!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

OUTRA VEZ SEXTA-FEIRA

Hoje é sexta-feira e não é dia 13…! Mas também se fosse, nada mudaria… Continuo a tomar o mesmo pequeno-almoço frugal, o mesmo café matinal no mesmo café da esquina… Continuo a fazer compras no mesmo super perto de casa e. para cúmulo, continuei a encontrar a mesma “senhora” atrás de mim na caixa e que pensa que empurrando-me chega mais depressa a vez dela… As malditas “lombas” continuam a desgastar as viaturas no acesso à garagem do prédio… as sapateiras que comprei há tempos no Ikea continuam a aguardar que sejam montadas… o tempo continua a ameaçar chuva e as célebres orvalhadas de São João já se fizeram ontem presentes… Logo, mais logo, continuam os jogos para o Mundial de Futebol que continua a ser motivo de conversa no Gym… O banho turco continua meio avariado e a ser também motivo de conversa….
Enfim, hoje é sexta-feira… e não é dia 13…!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

GHOST SRORIES

Passados que são três anos sobre o lançamento do álbum Mylo Xyloto, grande sucesso de vendas, o Coldplay lançou em Maio deste ano o álbum Ghost Stories. Trata-se de um álbum conceitual que narra a história de um homem que vive momentos de crise emocional até finalmente aceitar a realidade. A história parece baseada na relação do vocalista Chris Martin com a actriz Gwyneth Paltrow de quem se divorciou recentemente…
Em Ghost Stories Coldplay oferece-nos uma sonoridade completamente diferente daquela que nos tem vindo a habituar em álbuns anteriores. Pessoalmente, comecei por não apreciar as várias faixas do álbum excepto “Magic” aquela em que a banda mantém as características anteriores. É preciso ser mesmo fã deste quarteto e ouvir várias vezes as faixas deste álbum até acabar por gostar desta nova sonoridade. Chamo a atenção para a excecional qualidade acústica da faixa “O”



quarta-feira, 18 de junho de 2014

SOMOS TODOS MENTIROSOS

Toda a gente odeia a mentira até mesmo, por incrível que pareça, os mentirosos mais inveterados… No fundo, não é a mentira que nos desagrada, mas sim o sentimento de ser enganado já que, sem querer ofender ninguém, mais ou menos todos somos mentirosos… Segundo um estudo realizado por Robert Feldman (psicólogo da Universidade de Massachusetts), 60% das pessoas mentem em conversas do dia-a-dia.
É corrente relacionar a mentira com pessoas sem carácter possuidoras de mentes perversas. Mas isso não corresponde inteiramente à verdade. Nem toda a mentira revela falta de carácter ou alguma forma de perversidade. Quem nunca “pregou” uma mentira nem que tenha sido a chamada mentira piedosa que visa poupar alguém ao desconforto ou ao sofrimento de uma verdade demasiado desagradável?
Além deste, existem muitos outros motivos para se mentir sem que, com essa atitude, se tenha em vista causar prejuízo a alguém. Muitas vezes, por trás de uma mentira está a incapacidade de aceitar uma realidade triste e desinteressante. Com a mentira pretende-se idealizar as reais condições de vida. O grande problema é que ao persistir na mentira, o mentiroso acaba muitas vezes por acreditar na própria mentira…
Seja em que circunstância for a verdade é mil vezes preferível, por mais dolorosa que seja, a uma qualquer mentira, mas há circunstâncias… e circunstâncias. Já se imaginou a responder a um familiar gravemente doente que lhe pergunta se está melhor:
- Não, não está nada melhor. Segundo me disse o médico é pouco provável que passe o dia de amanhã.
Ou então, responder a uma velha amiga que nos diz ufana a sua idade:
Só 53 anos!!! Mas está muito acabada para a idade…!

terça-feira, 17 de junho de 2014

SEJA FELIZ (você merece)

É já um lugar-comum dizer-se que a felicidade é um estado de alma, mas não resta a mínima dúvida de que é isso mesmo! Ao contrário do que muita gente pensa, é inútil procurar a felicidade à nossa volta simplesmente porque ela está dentro de nós. Depender de outra pessoa para ser feliz é um erro crasso já que ninguém tem a obrigação de fazer feliz seja quem for. Ser feliz não depende dos outros mas sim de cada um de nós. Cada um é que deve procurar entender se a companhia de alguém o faz feliz sem esperar que seja o outro a faze-lo feliz… É de uma enorme crueldade atribuir a responsabilidade da nossa felicidade a outra pessoa.
Seja feliz você mesmo, quer chova ou faça sol, quer tenha muito ou pouco dinheiro, mesmo até que o tenham magoado ou decepcionado,… 
"Há três importantes condições que entram no cômputo da Felicidade: Saúde, Paz e Prosperidade". Luiz de Souza, A Felicidade Existe
Seja feliz, você merece.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O BOM E O MAU

Se interrogasse várias pessoas sobre o que consideram que seria bom ou mau suceder nas suas vidas, seguramente obteria algumas respostas parecidas com estas: sair o euro milhões, ter saúde, encontrar emprego, … como sendo coisas boas.
Por outro lado, responderiam que uma coisa má seria: perder o emprego, ter uma doença grave, sofrer um acidente, perder um ente querido, …
Contudo, algumas coisas que à partida nos parecem boas podem acabar por se revelar terrivelmente más. Tomemos como exemplo o ser contemplado com o euro milhões. Se isso vier a tornar-se o pomo de discórdia numa relação levando-a à rotura, o que era uma coisa boa tornou-se uma coisa má.
Contrariamente, coisas que à partida nos pareciam más, mais tarde podem vir a revelar-se como boas. Neste caso tomo como exemplo ser rejeitado na entrevista para um emprego. Se mais tarde surgir outra oportunidade melhor remunerada e com mais futuro profissional, a rejeição acabou por se revelar uma coisa boa…
Muitos outros exemplos poderiam ilustrar a subjetividade do julgamento do que é bom ou mau na nossa vida. Não existe um critério devidamente fundamentado para decidir o que é bom ou mau. Aquilo que hoje se considera bom acaba por se alterar ao longo do tempo de acordo com as circunstâncias.
Do mesmo modo, há que ser extremamente cauteloso no julgamento que fazemos dos outros. Aqueles que à partida nos pareciam maus, podem vir a revelar-se boas pessoas e vice-versa…

domingo, 15 de junho de 2014

UMA SINGELA HOMENAGEM

Em pouco tempo me tornei naquilo que se pode designar de “escritor” compulsivo. Escrevo principalmente ao fim do dia ou pela manhã cedo. Tornou-se uma necessidade, senão um vício, escrever, passar à escrita os pensamentos que constantemente cruzam a minha mente. Daí que considere a escrita como uma forma de terapia. Escrever ajuda-me na procura de soluções e a compreender emoções e comportamentos nas interações com os outros no dia-a-dia. Este gosto pela escrita não surgiu agora assim de repente. Se bem me lembro, vem dos meus tempos do secundário e muito se deve a uma professora de Português que lia as minhas composições à turma e por vezes se emocionava durante a leitura. Era uma professora nova na escola e na idade. Devia ser recém-formada, de baixa estatura, cabelo muito encaracolado e que demonstrava alguma insegurança perante a turma mas sobretudo, uma óptima professora de Língua Portuguesa. Incentivava à leitura e à escrita mandando como trabalho para casa geralmente composições sobre variadíssimos temas. Fosse qual fosse o tema eu sempre conseguia fugir para o campo pessoal na época, bastante fértil em acontecimentos…
Nesse ano e graças a essa professora, fui surpreendido com uma subida ao palco na festa de final de ano sendo distinguido pelo bom comportamento e aproveitamento escolar. Ninguém teria tido conhecimento não fora o meu irmão frequentar a mesma escola e ter relatado o facto em casa. Ninguém me deu os parabéns ou qualquer outro elogio. Limitaram-se a ouvir sem comentar. Afinal era essa a minha obrigação…
Rendo aqui a minha sincera homenagem a todos os professores de Português e em especial a essa grande Profissional do Ensino que tão bem soube cultivar em mim e nos outros alunos o gosto pela leitura e sobretudo pela escrita.

sábado, 14 de junho de 2014

MEA CULPA

Assumo que esqueci o aniversário desse grande poeta e símbolo Nacional que foi e é Fernando Pessoa. Bem sei que actualmente o símbolo Nacional é a selecção portuguesa de futebol… Essa, está presente em todos os jornais e noticiários de rádio e da TV. No entanto, nenhuma referência foi feita ao nascimento de Fernando Pessoa e ainda por cima, em Lisboa…
“Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta, filósofo e escritor português.”
É assim, desta maneira singela que, na Wikipedia, se define o grande poeta Fernando Pessoa. Mas também, por muito que se possa dizer, não há palavras para descrever a enormidade de espírito deste grande poeta…
Aqui fica uma singela homenagem àquele que considero o meu mentor, o maior poeta de todos os tempos.

"TUDO ESTÁ BEM QUANDO ACABA BEM"

É uma das peças de teatro menos conhecida de William Shakespeare, (All's Well That Ends Well) precisamente por ser uma das menos encenadas. Esta peça, inicialmente classificada como uma comédia, foi mais tarde classificada por alguns estudiosos como sendo uma tragédia. Polémicas à parte, qualquer uma das classificações está correcta… na vida, muitas vezes a tragédia descamba em comédia e muita comédia acaba em tragédia.
A fim de evitar que a vida se converta numa tragédia, é preciso ter o discernimento suficiente para desfazer enganos, aceitar os factos procurando o entendimento mesmo daquelas situações que nos parecem mais difíceis de entender… Essencialmente, é preciso reconhecer que o importante é o que se sente! E se valer a pena, há que dobrar o orgulho e esquecer o que nos dita a razão…

sexta-feira, 13 de junho de 2014

SANTO ANTÓNIO

Por tradição e devoção, Junho é o mês dos Santos Populares. Durante o mês homenageia-se Santo António, São João e São Pedro. Os pátios e as zonas históricas das cidades, enchem-se de balões de papel numa profusão de cores alucinante e no ar, por todo o lado, paira o cheiro a sardinha assada, caldo verde e outras iguarias gastronómicas que aos poucos foram sendo introduzidas.
Dia 13, dia de Santo António é feriado municipal em Lisboa em homenagem a Santo António (o santo casamenteiro). Os festejos iniciam-se de véspera com as tradicionais marchas populares. Estes festejos não se restringem à cidade de Lisboa, também se estendem a outras zonas do País como Aljustrel, Cascais, Vila Real,…

quinta-feira, 12 de junho de 2014

DILUIR A MÁGOA

Por mais que se diga estar imune a agressões verbais ou comportamentais o que acontece na realidade é que provocam mágoas cuja dor emocional varia em intensidade conforme a sensibilidade de cada um. Quando uma “agressão” é feita de forma deliberada, com o firme propósito de magoar, aí seguramente a dor é máxima. Na maioria das vezes quem magoa fá-lo de forma perfeitamente involuntária por distracção ou falta de sensibilidade. E o pior é que nem se apercebe da mágoa que provoca… Se porventura lhe fosse chamada a atenção para a mágoa provocada pelo seu acto impensado, certamente nos seria dado observar, estampada no seu semblante, a maior surpresa e incredibilidade. Iria julgar-nos insanos ou “frasquinhos de cheiro”.
Depois do mal estar feito, seja voluntária ou involuntariamente, há que passar à fase seguinte – diluir a mágoa. Esta fase é geralmente um processo lento que envolve o perdão e o esquecimento. Se é provável que o perdão ocorra de forma natural e rápida, já o esquecimento requer tempo, o tempo necessário para diluir a mágoa que a dor emocional da ofensa provocou.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

UM DIA DE SOL

Não vou falar do filme, velhinho de 1973, por ser demasiado triste para um dia de sol como o de hoje…
E porque um dia de sol pode fazer toda a diferença a vários níveis, e porque hoje está um lindo dia, e porque tal como o tempo, há que aceitar que a vida está em constante mudança em que nada permanece para sempre e… porque sim.
Não resisto a deixar um verdadeiro hino ao sol para todos o meus leitores.
Que o sol brilhe intenso em vossas vidas.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O DIA QUE JÁ FOI...

Hoje celebra-se o Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, dia que já foi Dia da Raça (mas que raça era essa…?). Para quem for mais religioso, poderá ser apenas o Dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal. Prefiro celebrá-lo como o Dia de Camões por ser o dia que se supõe assinalar a morte deste grande poeta em 1580 na verdade imortal. Dói ver assim politizado um dia que já foi de poesia e agora comemorado com longos e fastidiosos discursos e muita querela política…
Aqui fica como singela homenagem ao maior poeta de todos os tempos, Luís Vaz de Camões este seu poema:

Erros meus, má fortuna, amor ardente

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.


Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.


Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.


De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

                        Luís de Camões

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A TUDO A GENTE SE HABITUA...

Lembro-me perfeitamente do medo horroroso que tinha de agulhas em criança. Face a uma otite mais persistente, foi-me receitada penicilina injectável. Na hora em que a enfermeira chegava para me dar as ditas injecções, todos os cantos da casa serviam para me esconder. Lembro-me até de uma vez me ter escondido debaixo da cama da minha tia em cuja casa passava longas temporadas. Como era de prever, sempre me descobriam e acabava por me ser aplicada a bendita injecção.
Há alguns anos atrás, após uma cirurgia a que fui submetido, informaram-me da necessidade de tomar diariamente um anticoagulante tendo por isso de realizar controlos de anti coagulação, pelo menos uma vez por mês. Sabendo que a recolha de sangue para análise é feita por via intravenosa, esta informação constituiu um autêntico drama tal era a minha fobia de agulhas. Senti-me a pessoa mais infeliz do mundo.
Actualmente, continuo a ser submetido à recolha de sangue mas agora encaro o acto em si como algo normal, sem dramas. Poderá dizer-se que me habituei se é que o ser humano se habitua a coisas desagradáveis… Obviamente que sinto a dor da picada da agulha e ainda não consigo ver o sangue fluir para o tubinho de análise sem me sentir desconfortável. Faço-me de forte, olho para o lado, sorrio, converso e já não fico tão deprimido. Contudo sinto que, lá no fundo, habita em mim uma certa revolta por depender desta análise. Reconheço que, de certo modo e em certas ocasiões, essa é uma causa de mau humor…

domingo, 8 de junho de 2014

PRINCESINHA IMPACIENTE

A nossa princesinha está a dar mostras de alguma impaciência para conhecer os papás e a restante família. Paciência princesa, ainda é muito cedo para enfrentar este mundo… e digo-te eu com a experiência de quem por cá anda há já algum tempo, não sei se vale a pena tanta pressa atendendo à crise económica a nível mundial e a todas as alterações climáticas…
Digo-te eu que já por lá passei, não vão ser fáceis os primeiros passos, as primeiras quedas, o primeiro choro, os primeiros medos,… Lamento dizer-te, lamento sinceramente mas acho ser a minha obrigação na qualidade de avô, avisar-te que tudo isso, as primeiras quedas, o primeiro choro, os primeiros medos,… irão repetir-se ao longo da vida. É esse o preço a pagar pela dádiva da vida…
Por isso, não estejas tão impaciente por vir a este mundo. Deixa-te ficar mais algum tempo no aconchego do ventre que te acolhe, nesse escuro onde só chega algum ruído deste mundo onde mais tarde irás entrar.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

OU JÁ PASSOU, OU AINDA ESTÁ PARA VIR

Há dias em que cada uma das vinte e quatro horas tropeça em confusões, indefinições, desencontros e outras mortificações (esta foi só para rimar…).
Se há dias assim, ontem foi um deles. Nada do que havia planeado bateu certo. Umas vezes por culpa minha, outras por força das circunstâncias. O mal está em fazer-se planos que muitas vezes não se concretizam. Faz parte da minha natureza planear o dia-a-dia e confesso ter uma certa dificuldade em sair da minha zona de conforto quando me vejo obrigado a alterar os meus planos. Essa circunstância torna-se ainda mais grave quando são os outros que alteram os meus planos. Acabo sempre por sair magoado devido à minha extrema sensibilidade.
Eu sei e quem é que não sabe, que devemos estar preparados para as reviravoltas que a vida dá mas, como disse, continuo ainda com alguma dificuldade em me adaptar. É uma aprendizagem ainda em curso. Viver um dia de cada vez, às vezes já é demais… chega viver hora a hora porque o resto, ou já passou, ou ainda está para vir…
Há dias em que me dá para fazer uma análise retrospectiva das minhas emoções…
Há dias assim.

QUALQUER UM PODE FICAR ZANGADO

Há dias em que a gente já se levanta (ou deita) zangado com a vida simplesmente porque algo não correu de acordo com o que havíamos previsto. Outras vezes, a nossa zanga é dirigida contra alguém em concreto simplesmente porque não correspondeu às nossas expectativas ou porque ultrapassou determinados limites por nós estabelecidos mas que o desgraçado desconhece… Na origem de uma zanga podem estar motivos muito válidos e pertinentes mas também podem ser perfeitamente fúteis e que em nada a justificavam nem que alguém seja o alvo contra a qual a dirigimos… Tal como dizia Aristóteles, “Qualquer um pode ficar zangado - isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na intensidade correta, no momento adequado, pelos motivos justos e da maneira mais apropriada - isso não é fácil.”
Não sou de opinião que se interiorize a zanga, isso faz com que se acumule um sentimento de frustração que mais tarde ou mais cedo acaba por ter consequências a nível do sistema nervoso. Por outro lado, a sua exteriorização descontrolada conduz a situações de exagero a nível verbal e em casos extremos, mesmo a nível físico. Para evitar tais situações, é preciso tentar perceber qual o motivo da zanga, analisar cuidadosamente se de facto houve algo que nos irritou ou se é apenas fruto das nossas emoções.
Mas se há dias em que se consegue distinguir o verdadeiro motivo de uma zanga e reagir da forma mais racional, outros, nem por isso…
Há dias assim. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

EM DEFESA DAS "TIAS"

Estava mesmo ao meu lado embora numa outra mesa da esplanada onde me sentei para tomar um café. Chamou-me a tenção o tom da conversa que mantinha com uma amiga sentada na mesma mesa em frente dela. Dizia com aquele sotaque tão característico:
O pai hoje tá péssimo. Tá com uma enxaqueca do piorio.
Ontem os piquenos teimaram para os levar a Serralves. Aquilo tava medonho de povo!
Tava lá a Kika. Uma lontra. E o Bernardo? Um rustico. Uma camisa medonha, salvaram-se as jens Jean Paul Gautier.
Era sem sombra de dúvida uma tia e não o afirmo por ela ter uma mala Louis Vuitton pousada no regaço mas pelo sotaque, forma de estar e de se exprimir.
Por definição, tia é uma de relação de parentesco, nome que se dá às irmãs do pai ou da mãe. Contudo o termo é usado em muitos outros e diferentes contextos. Pode ser o tratamento dado no campo às pessoas de certa idade ou o tratamento dado por alguns jovens a adultos amigos da família. (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)
Mas ser “tia” num contexto social, não é apenas uma simples questão semântica, é viver de facto de acordo com determinados padrões de vida assumindo uma postura consentânea com as suas origens… Ainda assim, o termo pode assumir um tom irónico e depreciativo. Tudo depende se nos referimos a verdadeiras ou falsas “tias”. As verdadeiras destacam-se pela simpatia além de outras características como aquele sotaque muito próprio e uma postura irrepreensível. São sempre simpáticas em qualquer situação pois não conseguem mesmo ser de outra maneira. Está-lhes na massa do sangue, fruto de uma educação esmerada. As falsas traem-se apesar do sotaque, pela sua postura pedante e “cabeças ocas”. Simpatizo particularmente com as “tias” verdadeiras.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

VENHA UM RAIO QUE ME PARTA

Raios me partam se volto a cair numa dessas! Acabo sempre a fazer esta jura e depois… volto a cair. É do senso comum que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas comigo cai. Na próxima lá estou eu a dizer, raios me partam… Longe de mim desejar que venha o tal raio que me parta. Nem pensar! Trata-se apenas de uma expressão idiomática de quem está convencido de ter a força suficiente para numa próxima ocasião dizer NÃO. Aquele não, redundante, assertivo como o raio que o parta (salvo seja…). Mas não, da próxima vez lá estou de novo a fazer de parvo sorrindo a fingir que acredito… no raio que me parta.
Esta atitude tem muito a ver com o signo de peixes. Por ser o último signo do zodíaco tem como consequência eliminar de uma só vez todo o carma que ainda lhe resta e por isso, acredita em toda a gente (ou faz que acredita) e mostra-se sempre disponível para ajudar os outros. É assim este signo… porque não tem outra maneira de ser.

terça-feira, 3 de junho de 2014

QUEM QUER COMPRA UM LIVRO

Quem quer compra um livro. É óbvio. Mas, escreve um livro quem quer? Bem, isso já não é tão linear. Escrever um livro é o sonho de muitos autores neste país de poetas. Se é facto que qualquer um pode ser escritor o que não lhe garanto é que encontre uma editora interessada em lhe editar o “escrito” a menos que o faça numa edição de autor arcando com as despesas inerentes á sua edição. Mas atenção escrever um livro muito provavelmente não lhe trará fama e sucesso por isso, há que reconsiderar antes de tomar essa decisão. Uma excepção, é ser-se uma figura pública de preferência ligada ao desporto rei deste país. Veja-se os exemplos que por aí proliferam… E nem é preciso saber escrever (nem falar). Há sempre uma alma caridosa disposta a fazê-lo para que o dito personagem não queime os seus preciosos neurónios.
Por isso, mãos à obra. Bora lá a escrever. Ninguém precisa ser Eça de Queirós… para ter sucesso como escritor.

AGORA É ESTA QUE NÃO ME SAI DA CABEÇA

É esta que não me sai da cabeça nem do leitor de CD’s do carro. Esta é a “Love me until the end of time” dos Secret Lie. E quem são os Secret Lie? Pois… poucos saberão e isso porque não são devidamente divulgados através das estações de rádio nacionais. Os Secret Lie são uma banda musical de rock gótico, formada em 2011 por Pedro Teixeira da Silva, Nuno Correia, Tiago Ramos, Adelino Duarte, Cláudio Nunes (também dos Corvos) e Sara Madeira. A artista ficou conhecida por ter sido finalista do programa da TVI “Uma Canção Para Ti”, quando tinha 14 anos, possuidora de uma voz extraordinária.
O álbum Behind The Truth que lançaram em 2012 é já um grande sucesso internacional estando a banda em digressão pelo Reino Unido. Esta música já foi o tema de um filme… alguém me sabe dizer qual?
Aqui fica uma amostra da GRANDE qualidade musical.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

ESTE É UM BLOG DE PENSAMENTOS

E eu que aqui até digo (quase) tudo o que penso...
Basta ler os comentários...


APRENDER A ESTAR SÓ

Começa já a ser recorrente passar o fim-de-semana na minha exclusiva companhia. Não digo que fiquei só e muito menos triste e abandonado. Quase me atreveria até a dizer que fiquei em liberdade se não temesse ofender familiares e amigos...
À medida que a auto-estima cresce, vou gostando cada vez mais de mim o que tem por consequência valorizar os momentos que a vida me proporciona a sós. É óbvio que não defendo longos períodos de tempo ou mesmo uma vida a sós. A isso chama-se solidão.
Todos nós, de uma maneira ou doutra, em algum dia, já nos sentimos sós. Esse sentimento seria evitável se conseguíssemos apreciar a própria companhia, mas isso não é fácil. Estar só, requer uma aprendizagem que se faz ao longo dos anos. Ao invés de lamentar a solidão devíamos encará-la como um momento de crescimento interior e de reflexão sobre o nosso percurso de vida. É necessário aprender a ouvir a nossa voz interior, conhecer-se e a gostar de si próprio.

domingo, 1 de junho de 2014

FELIZ DIA DA CRIANÇA

Nas raras ocasiões em que me permito observar ao espelho, sou surpreendido com o meu aspecto envelhecido. É como se encontrasse alguém que há muito tempo não via e de quem havia guardado a imagem de há alguns anos atrás… Mas, nesses momentos, não me assalta o pavor da velhice. É que no fundo, bem lá no fundo, eu sei que continuo a ser uma criança…
Parabéns a todas as crianças... pequenas e grandes!
Um beijo especial para o Miguel

O NOME DOS MESES #6

JUNHO
Este mês, o sexto do calendário gregoriano, deve o seu nome à deusa romana Juno (do latim Junius), esposa de Júpiter, deusa do lar e protectora da mulher.
A 21 de Junho ocorre o solstício de Verão, isto é, o sol atinge o seu ponto mais ao norte na sua trajectória o que assinala o início do Verão no Hemisfério Norte. Esta data é muito do meu agrado por motivos óbvios e já muito explorados neste blog… Mas não é só o solstício de Verão que torna este mês tão especial, ele é também o mês dos Santos Populares que se celebram por todo o país tendo início com os festejos de Santo António que se celebram a 13 de Junho principalmente na cidade de Lisboa. Logo depois, a 23 de Junho, celebra-se o São João festa característica da cidade do Porto mas também muito celebrado em várias regiões do norte. Sendo o último dos Santos Populares a ser celebrado, São Pedro não é menos festejado em várias regiões do país. A sua festa tem lugar a 29 de Junho.
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