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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

MAIS UM FIM-DE-SEMANA

Pois é, mais um fim-de-semana se aproxima o que significa que mais uma semana se passou… Mais um fim-de-semana e com ele traz aquela estranha e injustificada sensação de perda… Por mais que procure uma causa, um motivo, não consigo descobrir ao certo o que perdi. Analisando os últimos dias que passaram verifico que nada de anormal aconteceu, nenhum familiar ou amigo partiu desta vida ou para longe, ninguém dos que nos são próximos adoeceu,… apenas o tempo passou… Talvez seja isso o que perdi. Talvez na rotina dos meus dias tenha perdido oportunidades não propostas, iniciativas, vontades… Talvez que seja simplesmente um sofrer por antecipação de tudo que um dia venha de facto a perder…
Seja o que for, a cada semana que passa (e elas agora passam tão rápido!), continuo olhando o tempo que passa com a mesma sensação de perda que sempre me acompanha…

"Toda a sensação de perda vem da falsa sensação de posse." Luiz Gasparetto

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

AINDA NA RESSACA DA VIAGEM

Não sei o que se passa com outras pessoas, até porque nunca comentei isto, mas a mim acontece-me ficar de ressaca após uma viagem por pequena que seja… Parece que esta sensação é comum a quem viaja e até tem um nome: depressão pós férias! De regresso a casa e se a viagem foi agradável a ressaca é ainda maior. Ter que voltar à rotina diária faz-me sentir uma espécie de letargia... como se o corpo tivesse regressado mas a alma ainda andasse a pairar por terras longínquas… A sensação que fica é que a vida por cá tivesse parado para a vivermos por lá… Por isso, voltar à rotina diária deixa aquela sensação desconfortante de angústia e desmotivação…
A melhor maneira que conheço para curar esta ressaca ou depressão pós férias é pesquisar outros destinos e começar a planear a próxima viagem!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

POUSADA DA SERRA DA ESTRELA

Feito o check in assistido por uma simpática recepcionista que nos prestou as necessárias informações de funcionamento da Pousada, subimos ao quarto acompanhados por um bagageiro que nos prestou todos os esclarecimentos sobre as condições de habitabilidade do quarto.
O quarto que nos foi destinado situava-se no 3.º andar ao qual acedemos numa réplica do elevador original do tempo em que o edifício era um sanatório. O Miguel adorou “viajar” nele…
Para manter a traça original da fachada, os quartos não são muito espaçosos mas confortáveis e actuais apesar de todo o mobiliário ser uma réplica do original conforme o atesta a foto.
 
Até as louças da casa de banho são uma imitação das primitivas…
A vista da janela do quarto e da janela da casa de banho é magnífica! O olhar espraia-se até à linha do horizonte já por terras de Espanha…
Depois de convenientemente instalados foi a vez de explorar as áreas sociais. O Bar é enorme e, nesta altura do ano, quase vazio…
Também o restaurante que é também a sala do pequeno-almoço ocupa uma área equivalente à do Bar do lado oposto do amplo hall.
O Spa encontra-se no piso 0 onde se situa a piscina interior, banho turco, sauna e ginásio. Apenas a temperatura da água da piscina nos merece um reparo pela negativa. Demasiado fria ao ponto de o pequenito ao fim de alguns minutos ficar com os lábios roxos devido ao frio…
Em todas as alas existem amplos terraços com espreguiçadeiras que convidam a uma boa leitura ou simplesmente a um banho de Sol…
No computo geral este estabelecimento merece a nossa aprovação. Recomenda-se a quem pretenda passar um fim-de-semana calmo ou então como um excelente ponto de partida para visitar Covilhã, Manteigas, Sabugal, a Torre… E, por que não, para a prática do ski durante todo o ano…

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A CAMINHO DA SERRA DA ESTRELA

 Já a manhã ia a meio quando saímos do Porto rumo à Serra da Estrela. Apanhámos a A1 com a bagagem e o Miguel a bordo. Tomámos a A25 em direcção a Viseu e perto de Mangualde, saímos da autoestrada rumo a Gouveia. Não aconselho este percurso a quem tiver pressa de chegar. Além do mau piso, as estradas serpenteiam pela Serra e são parcas em sinalização rodoviária pelo que é fácil perder-se. Meio perdidos e com o Miguel no banco de trás constantemente a perguntar: Ainda falta muito para chegar ao hotel? Eu lá ia pisando o pedal do acelerador na medida em que as curvas o permitiam. Por fim arribámos ao Sabugueiro. Breve aparagem para almoçar no "Abrigo da Montanha". Recomendo este restaurante. Comida bem confeccionada, doses bem servidas e preço acessível.
Depois de visitar algum do comércio local para esticar as pernas, prosseguimos viagem em direcção à Torre. Breve paragem para a foto da praxe para o Miguel poder dizer que já esteve no ponto mais alto de Portugal Continental.
Nesta altura já o Miguel dormia cansado da viagem e nem viu o “velho” à beira da estrada… 
Continuámos em direcção à Covilhã mas antes de chegar, a Pousada apareceu-nos logo ali à direita…
O melhor percurso para quem parte do Porto será seguir pela A25 até à Guarda e daí seguir para a Covilhã. A Pousada fica a uns escassos 4 km da Covilhã perfeitamente visível da estrada que serpenteia a serra como uma cobra…

Feito o check in e arrumadas as malas ainda deu para o tão ansiado mergulho na piscina interior...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

MAGUSTO É QUANDO O HOMEM QUISER

Afinal, como é sabido por quem me segue nas “aventuras” deste blog, não sou muito (nem pouco) dado a celebrar dias que assinalam efemérides, mas lá vou aderindo a uns quantos eventos que, para mim, têm algum significado mais ou menos relevante… Veja-se o caso das bodas de casamento…
Com as castanhas apanhadas do chão pelo Miguel e pela avó no espeço envolvente à Pousada da Serra da Estrela, antecipámos o Magusto para a noite de hoje… Eu sei que estamos no tempo das castanhas porque tenho visto, através da nuvem de fumo, o senhor das castanhas assadas, na rua, por todo o lado. Eu sei, porque o calendário assim o diz, que o Magusto se celebra a 11 de Novembro no Dia de São Martinho…

O senhor das castanhas assadas também deve saber mas, para ele, para nós, para toda a gente, Magusto é quando o Homem quiser! Haja castanhas... e jeropiga!


domingo, 26 de outubro de 2014

ESCAPADINHA NA SERRA DA ESTRELA

Porque este ano celebrámos o nosso aniversário de casamento (bodas de aventurina) a uma quarta-feira, adiamos a nossa habitual escapadinha para o fim-de-semana seguinte. O destino escolhido, desta vez, foi a Pousada da Serra da Estrela. Andávamos com o bichinho da curiosidade em observar o resultado da recuperação deste imponente edifício projectado pelo arquitecto Cottinelli Telmo, construído para ser um Sanatório dos funcionários da CP. O advento da quimioterapia contra a tuberculose, fez com que este, como muitos outros sanatórios, acabasse por ser encerrado em 1970 e assim ficou ao abandono durante 45 longos anos tendo entretanto servido para acolher alguns dos “retornados” do ultramar… Mas isso é outra história…
Depois de totalmente recuperado pelo arquitecto Souto Moura, o antigo sanatório converteu-se nesta magnífica Pousada, inaugurada e a funcionar já desde o dia 1 de Abril deste ano.
Um justo e merecido louvor seja feito ao excelente trabalho do arquitecto Souto Moura que tão inteligentemente soube manter e respeitar a grandiosa fachada fazendo-a readquirir a cor original (o ocre), além de uma recuperação funcional dos espaços interiores respeitando mobiliário e decoração ao estilo da época.

sábado, 25 de outubro de 2014

LIDAMOS MAL COM A ESPERA

Chegou finalmente o tão ansiado dia, o dia em que todos os caminhos levam à Pousada da Serra da Estrela. Se para nós, adultos, não é mais do que uma escapadinha de fim-de-semana, para o Miguel é o culminar de uma longa espera ainda mais tratando-se de um "hotel de 5 estrelas", como ele gosta e exige... Nesse, como em muitos outros pontos de vista, estamos completamente de acordo. Para ficar mal instalado prefiro ficar em casa. Mas há excepções obviamente quando se trata de conhecer novos países ou então porque o programa promete, lá se faz o sacrifício a pensar que são só algumas noites... Mas o Miguel, não!
Chegou finalmente o tão ansiado dia da partida, não tanto por nós mas pelo pequenito. É certo que todos (pelo menos, eu!) lidámos mal com a espera. O que estará na origem desta impaciência que nos leva a não gostar de esperar? Será porque fomos habituados à satisfação imediata dos desejos? A exigir da vida e de todos o tudo e agora?
Talvez por isso lidámos tão mal com a espera…

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

OLHAR COM OLHOS DE VER

Há dias em que até nós estranhámos algumas das nossas reacções e comportamentos… Pelo menos ainda acontece surpreender-me embora não com muita frequência… mas acontece. Há dias dei por mim a “ver” alguns dos livros que herdei do meu padrasto um autodidacta com uma cultura acima da média. Uma das suas grandes paixões eram os livros que mandava encadernar cuidadosa e luxuosamente. Por essa vasta e rica biblioteca deambulei durante a minha juventude, “devorando” livro após livro. Hoje convivo diariamente com alguns desses livros que herdei sem contudo os “ver”. Sim porque olhar, nem sempre significa ver. Eles existem ali na estante como se fossem meros bibelôs nas suas luxuosas encadernações. Isto acontece não por desprezo ou falta de gosto pela leitura mas por já terem sido lidos em tempos idos. Entre esses livros, os que despertaram a minha atenção foi a obra completa de Hall Caine* que li ainda muito novo. Talvez na altura não tenha alcançado totalmente a “mensagem” que cada uma das suas obras encerra. Para tudo há um tempo certo e penso que naquela data o não seria. Decidi-me então reler “O filho pródigo” por ser uma das obras mais emblemáticas deste escritor.
Há dias em que olhamos com olhos de ver o que sempre esteve ao nosso lado e que por hábito deixámos de dar valor... É então que nos surpreendemos a descobrir algo de novo no que pensávamos já não ter novidade nenhuma…
Há dias assim

*Sir. Thomas Henry Hall Caine (1853-1931), foi dramaturgo e novelista, tendo alguns do seus livros sido adaptados para cinema. Os seus textos usualmente apresentam um trángulo amoroso, ainda que também não tenha excluído temáticas de natureza social.

A partir doa anos 60 os livros traduzidos para português começaram a rarear sendo apenas possível encontrá-los em alfarrabistas por não terem sido feitas novas edições.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

BODAS DE AVENTURINA

Celebramos hoje 37 anos de casados, bodas de aventurina. Confesso que não sabia. Calculava que aventurina fosse uma pedra preciosa ou semipreciosa mas não fazia a mínima ideia da cor ou textura. Cá em casa não sou eu o entendido em Geologia por isso é admissível e desculpável a minha ignorância.
Através da minha pesquisa na NET, fiquei a saber que a aventurina não é mais que uma variedade de quartzo verde com inclusões de fuchsita ou de hematita. A aventurina favorece a recuperação e a resistência imunológica. É a pedra da cura. A presença de dióxido de silício na composição da aventurina confere-lhe uma acção rejuvenescedora. Não se admirem por isso se depois deste aniversário nos encontrarem com um aspecto muito mais jovem… A culpa será da aventurina.
Mas o mais importante é que também aprendi que a palavra “boda” deriva do latim Votum, o que significa promessa. Comemorar as bodas de casamento não é mais do que renovar, em cada ano, a “promessa” da tolerância, do perdão, da compreensão e do respeito mútuo, sem os quais não é possível construir uma duradoura vida a dois.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O USO CORRECTO DOS BOTÕES DO ELEVADOR

Porque tinha uma consulta marcada na minha oftalmologista no Instituto Cuf, dirigi-me ao elevador, carreguei no botão para subir e assim que o elevador parou fui informado pelos ocupantes de que estavam a descer. Ressalvo aqui que não fui o autor desta paragem forçada de quem se dirigia ao piso de estacionamento. Se o elevador parou no piso 0 isso só pode significar que antes de mim alguém carregou indiscriminadamente nos botões de subir e de descer em simultâneo. Esta “técnica” (carregar em simultâneo no botão de subir e no de descer) é bastante frequente. Contudo, de nada adianta a esperteza pois só servirá, por exemplo, para fazer parar um elevador que vai a descer quando o “esperto” o quer é subir… Obviamente o elevador vai descer e só depois subirá até ao piso pretendido.
Este assunto já por demais debatido e explicado em vários blogues, continua a ser do desconhecimento da maioria dos utentes de elevadores. Continuo a verificar que as pessoas manifestam uma completa ignorância quanto à função daqueles botõezinhos de chamada dos elevadores…Se a ignorância desta função dos ditos botões até pode não acarretar em prejuízo de maior num centro comercial em que habitualmente não há pressa de chegar seja onde for, já o mesmo não acontece num hospital como no caso concreto.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PRIORIDADE NO ATENDIMENTO

Ainda não me habituei, nem sei se algum dia me irei habituar à triste ideia de ser considerado “idoso”. Depois de uma longa espera para ser atendido na Worten, descobri que neste estabelecimento os “idosos” têm prioridade no atendimento. Não tenho por hábito fazer-me valer deste privilégio mas porque a espera era muita, tirei a senha respectiva e fui prontamente atendido… Que me perdoem as pessoas com a mesma pressa que aminha e que ultrapassei apenas por ser idoso… Segundo a OMS, idosas são todas as pessoas com mais de 65 anos de idade em países desenvolvidos e com mais de 60 anos de idade em países em desenvolvimento. Ainda bem que nasci num país dito desenvolvido senão já seria idoso há mais tempo…! Mesmo assim, lá caio eu (sem para-quedas) no grupo etário dos idosos. Caio mas seja-me permitido discordar do termo “idoso” que, além de me soar a coitadinho, não passa de uma reles plástica da palavra “velho”. Não vejo por que recear a palavra “velho”. Assim como passámos, desde que nascemos, pela infância, adolescência e idade adulta,… e também, para quem tiver a sorte de lá chegar, à velhice. A idade cronológica é um estereótipo que de modo algum serve para compartimentar um indivíduo em cada uma dessas fases. Assim como há quem se demore a sair da infância tal como há gente quem permaneça na juventude além da idade prevista, também há quem se demore a entrar na velhice. Com efeito, o prolongamento da expectativa de vida aliada às mudanças que se têm vindo a verificar no mundo do trabalho, vieram alterar o conceito de “idoso”… Cada vez mais se verifica que pessoas com 65 ou mais anos de idade ainda se mantêm ativas (em todos os sentidos), quer no mundo laboral ou fora dele. Nesse sentido, ainda não me considero “idoso” apesar da minha idade cronológica. Quando tal acontecer, por favor chamem-me velho, poupem-me à palavra “idoso.

sábado, 18 de outubro de 2014

NEM TUDO É TÃO FÁCIL ASSIM...

Porque vislumbrei um pouco de sol por entre os aguaceiros, enchi-me de coragem e dirigi-me à Unidade de Saúde Familiar da minha área no intuito de ser vacinado contra a gripe. Pensava eu que era só chegar, aguardar a minha vez e pronto, picadela no braço e já está… Pensava eu mas estava enganado. Nem tudo é tão fácil assim. Informaram-me que não, não podia ser já vacinado, teria de fazer marcação. Já que estava ali decidido a ser vacinado, pedi para fazerem a marcação. Depois de alguns minutos de espera, fui informado que ficaria agendada para o próximo dia 21 pelas 8h55. Após os primeiros minutos de estupefação, acabei por compreender a necessidade da marcação visto que imensa gente recorre aos serviços de enfermagem desta Unidade de Saúde. Uns por necessidade real e premente, outros, nem por isso… Enquanto esperava a minha vez de ser atendido, reparei que a cara de muitos dos utentes não me era estranha… Devo dizer que sou obrigado a dirigir-me a esta Unidade de Saúde trimestralmente com a finalidade de requisitar e levantar receitas e requisições para análise do INR e só por esse motivo acabo por reconhecer alguns dos utentes mais habitues. Alguns até bem conflituosos que já vi agredir verbalmente outros utentes com quem entabulam conversa.
Por incrível que pareça, há pessoas, sobretudo idosos, que fazem do Centro de Saúde um ponto de convívio a pretexto de uma simples “dor de cabeça”…

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

AS ETERNAS VÍTIMAS

Parece que ultimamente tenho andado a escrever alguns textos de cariz um tanto lamechas. Pode até ser verdade e se o for, considerem isso como sendo apenas uma fase porque, se há coisa que detesto e mexe mesmo comigo, são as pessoas que se fazem de vítimas, que passam o seu (precioso) tempo a lamentar-se de tudo e de todos. Motivos, toda a gente os tem… uns mais do que outros, é certo, mas toca a todos pelo menos um probleminha na vida… Há gente que, mesmo não os tendo, se fazem de vítimas, sempre a lamentar-se fazendo-se dependentes de familiares, amigos e até de estranhos... Há gente assim e todos os conhecemos na família, no círculo de amigos, vizinhos e conhecidos…
Ainda tenho fresca na memória a mágoa que sentia por depender de ajuda para o simples gesto de me calçar, em consequência da queda que dei. Toda a dependência acaba por provocar a autodestruição física e emocional de quem se coloca nessa posição e, o que é mais grave, essas pessoas também não permitem que os outros se tornem independentes nem que para isso, e frequentemente o fazem, recorram à chantagem emocional…
Garantidamente, não é o meu caso. Prezo muito a minha independência e tudo faço, mesmo quando preciso, por não escravizar ninguém às minhas limitações.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

HÁ DIAS EM QUE A GENTE CANSA...

A toda a hora somos bombardeados com as vantagens e (mais) desvantagens do OE que a ser aprovado, vai ser uma maravilha (dizem eles) para os casais com filhos, para os pensionistas, para o País em geral… E não se cansam de noticiar todas estas alterações, jornais e canais de TV. Mas antes dos noticiários, somos massacrados com os comentários (eruditos) sobre as vitórias e desaires da Selecção que não se cansam de enaltecer durante horas a fio… E não se cansam de comentar tudo que é jogo (de futebol, é claro) neste e nos outros países. Eles não se cansam, mas lá vem o dia em que a gente cansa.
Há dias em que a gente cansa… Cansa de ser enganado pelos políticos, cansa de ser bombardeado com notícias sensacionalistas, cansa de desculpar quem nos magoa, cansa de se preocupar com os outros, cansa de ser ignorado, cansa da inconstância de quem se gosta, cansa de ser bonzinho, cansa de sorrir quando o que se tem é vontade de chorar…
Com a enorme capacidade de sofrimento que o ser humano tem, vai-se aguentando mas chega sempre um dia, uma hora em que tudo cansa… cansa de trabalhar, cansa de esperar melhores dias, cansa de ser acusado injustamente, cansa da rotina, …
Há dias assim. São dias assim em que mesmo o Sol se cansa de brilhar também cansado de tanta poluição…
Há dias assim

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ABRI A PORTA À TRISTEZA

(Pintura de Guzman Capel)
E foi só vê-la entrar, sem a mínima cerimónia, instalar-se confortavelmente no meu sofá, a ouvir a minha música preferida, a ver os programas de TV que é meu costume ver,… Enfim, a apropriar-se de tudo o que me poderia dar um mínimo de prazer num dia tão chuvoso e triste como o de hoje. Há dias assim em que nos bate à porta a tristeza e o mal, está em deixá-la entrar. Não fora estar ainda mal refeito da queda e de noites mal dormidas por causa das dores e não lhe teria aberto a porta...
A chuva, o frio e a humidade do ar acabou por me tirar a coragem de sair, fazer compras no shopping, ir ao supermercado fazer aquelas compras diárias de coisas que falham o que também acabou por contribuir para que a tristeza se instalasse… Também ela vinha procurar abrigo da invernia que se faz sentir lá fora. Foi por puro acto de piedade que não lhe fechei a porta na cara (se é que a tristeza tem alguma…).
Pois é, hoje abri a porta à tristeza mas tudo farei para que ela parta amanhã de manhãzinha.
Há dias em que por cansaço, falta de coragem ou simples caridade, abrimos a porta à tristeza…
Há dias assim.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

OS SENTIMENTOS NÃO SE EXPLICAM

Passaram-se vários dias sem ver o Miguel. Com a mudança de escola deixou de haver necessidade de o ir buscar ao fim da tarde, necessidade essa que nos permitia uma cumplicidade e um convívio quase diário. Passaram-se apenas alguns dias, mas por vezes alguns dias são muitos dias, dias demais… A amizade é assim, não esmorece e consegue ser maior que a distância que nos separa. Eu sei que existem imensas definições científicas ou psicanalíticas para explicar o que nos faz gostar ou não de uma pessoa que às vezes, mal conhecemos mas todas essas definições não passam de palavras e a amizade não se define por palavras mas por gestos, silêncios, sorrisos, abraços e, por vezes, até das lágrimas…Não vejo o mínimo interesse em procurar uma razão que explique a amizade que nos une a mim e ao Miguel. Podia tentar explicá-la através da capacidade de pensar e ver as coisas através dos olhos de um puto de 5 anos, mas de facto, a amizade acontece sem qualquer razão aparente… A amizade é assim… um sentimento. E os sentimentos não se explicam… sentem-se.

domingo, 12 de outubro de 2014

FAZ HOJE ANOS QUE PARTISTE

Faz hoje 19 anos que partiste e no céu brilhou mais uma estrela… Pois é, o tempo passa, o relógio não para mas as lembranças ficam… A tua partida foi apenas física pois a cada instante, a cada momento, ainda sinto a tua presença. És tu quem me levanta a cada queda que dou… És tu quem alivia as minhas dores com os teus remédios caseiros que ainda hoje encontro nas farmácias com nomes mais sofisticados… És tu que ainda hoje me contas aquelas histórias já mil vezes repetidas de que recordo palavra por palavra…
Faz hoje anos que partiste e, nesse dia, nada parou, o trânsito fluía normalmente, não se fez silêncio, o vento agitava as árvores onde os pássaros cantavam alegremente. Digamos que o mundo não sentiu a tua falta, mas nós sentimos, nós os que de algum modo te amávamos… Também hoje o mundo não parou de girar, o trânsito lá fora continua intenso, as pessoas riem ou correm sisudas para os seus empregos, o vento continua a agitar os ramos das árvores onde os pássaros não pararam de chilrear… nada mudou. Cá dentro também não. A mesma saudade, o mesmo receio de não ter feito o que devia, a mesma dor de não ter podido estar presente…
Faz hoje 19 anos que partiste e para trás ficaram os almoços na mesa da cozinha, os jantares de Natal com a mesa cheia que só agora se começa a animar com a presença dos netos…
Faz hoje anos que partiste e ainda muitas vezes me “engano” e ponho o teu prato na mesa… apenas porque te sinto presente a cada instante, a cada momento, a cada um dos meus trambolhões…

sábado, 11 de outubro de 2014

A TERRA VAI TREMER NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA

Segundo proposta da ANPC (Autoridade Nacional de Protecção Civil), vai realizar-se segunda-feira dia 13, um simulacro de tremor de terra. Este exercício, tem por finalidade o alerta e a sensibilização da população em geral para o procedimento a adoptar antes e durante a ocorrência de um sismo. Ler aqui
A intenção é boa mas, segundo o Conselho Português de Proteção Civil (COPPROCIV), a atitude de se proteger debaixo de uma mesa, conforme a foto sugere, não é de todo recomendável. Uma mesa pode não resistir e esmagar quem se protegeu debaixo dela. Está provado que é mais seguro colocar-se ao lado de móveis do que debaixo deles tal como demonstra o seguinte vídeo: Ver aqui
É natural a preocupação da COPPROCIV quanto aos conselhos transmitidos pela ANPC para o próximo dia 13. Segundo este Conselho, com esta exercício, podem estar a preparar-se pessoas para a morte em detrimento da sua proteção, e que em situação real o número de vítimas pode aumentar se forem seguidas as recomendações até aqui difundidas.
Mais uma vez se verifica o mau hábito de preparar acções desta gravidade em cima do joelho sem a devida preparação e informação, sem que haja um consciente planeamento da mesma colocando em perigo, não intencionalmente é certo, a vida das pessoas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A FACTURA DA SORTE E O ELEFANTE BRANCO

Porque hoje é quinta-feira, dia de sorteio da factura da sorte, vou ter aquela sensação estranha que oscila entre a esperança e angústia. Toda a gente que participa num concurso o faz com a secreta esperança de vir a ser premiado. Não nego que tenho a esperança de um dia vir a ser premiado já que me habituei a exigir o número de contribuinte em quase todas as facturas. Aquela sensação de angústia tem origem no receio de ser presenteado com aquilo que chamo de elefante branco (não tem nada a ver com a moda dos automóveis brancos). Este prémio, para a maioria dos portugueses, não é mais do que um elefante branco, expressão idiomática com origem no antigo Sião. Consta que o Rei oferecia um elefante branco, animal sagrado, quando queria presentear alguém da sua corte. Esta oferta que pretendia ser um privilégio e uma recompensa por serviços prestados, acabava por ser um transtorno devido ao elevado custo que consistia em manter o animal devidamente alimentado e cuidado. A expressão adequa-se perfeitamente ao prémio atribuído pela “factura da sorte”. A maioria de portugueses, pensionistas e viúvas,... não têm condições para manter e tratar deste verdadeiro “elefante branco”…

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

VIAJAR DE AVIÃO

Gosto tanto de viajar de avião como detesto a partida e a chegada… Na partida, não gosto da espera para o check-in, a espera para o embarque. Depois não gosto do desconforto ao levantar voo devido à variação da pressão nos ouvidos e ao medo de que um monstro daqueles não consiga elevar-se no ar contra todas as leis da gravidade… Detesto a aterragem porque revejo as imagens de aviões que se despenharam nesta fase do voo e tenho razões de sobra para sentir esse medo (Ver)… Depois do desembarque, vem aquela espera pela bagagem… Por todos estes motivos, podia pensar-se que não gosto de viajar de avião, mas não, adoro mesmo aviões e sobretudo viajar… de avião!
A incongruência parece ser uma das minhas principais características. Entre o querer e o não querer, o gostar e o odiar, o ter fé e o não ter, … toda a minha vida vacilei entre uma e outra opção, entre o ser e o seu oposto. Se me perguntam se gosto do amarelo (note-se que é a minha cor preferida), apetece-me sempre dizer: tem dias…
Mas voltando às viagens de avião. Não é só o desconforto dos trâmites da chegada e da partida, já admiti que também não me sinto muito confortável na descolagem e na aterragem. Depois, durante o voo, tudo tranquilo, não se passa nada até ao momento em que eventualmente surge alguma turbulência… aí, o desconforto, chama-se medo.
Apesar do medo, não sou daquelas pessoas que suam frio (como já vi em companheiros de viagem). Consigo mesmo relaxar e desfrutar da paisagem que se pode observar através da janela do avião; o casario lá em baixo, os rios, as montanhas como se de um Google mapa se tratasse…
Apesar dos atrasos nos voos, alteração das portas de embarque comunicadas através dos alto-falantes num tom de voz que ninguém consegue entender, do medo da descolagem e da aterragem, tudo isso é sublimado pelo gosto que tenho em conhecer outros países, outras cidades, outros povos com novos hábitos de vida,…
Embora escape ao plano do racional, atrevo-me a dizer que adoro viajar de avião.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A MADONA SISTINA

Há quadros que nos transmitem sensações, despoletam emoções muitas vezes indescritíveis. Aliás, tem sido esse o objectivo perseguido pela maioria dos pintores desde a antiguidade até aos tempos modernos. Na verdade todos os quadros originam reacções e nos levam a sentenciar com um “gosto” ou “não gosto”. Esta “sentença” não é mais do que a exteriorização das emoções/sensações que a pintura nos desperta.
Não recordo quando nem onde comprei o “quadro” (se assim lhe posso chamar) e que actualmente se encontra numa das paredes do meu quarto. Obviamente eu sabia que não tinha ali um original e que se tratava apenas da reprodução de um qualquer quadro célebre, mas até à data nunca tinha tido a mínima curiosidade em descobrir quem seria o autor. Desde que o comprei, e por isso mesmo, sempre me provocou uma sensação de proximidade o aspecto profundamente humano em oposição à maioria das representações da Virgem demasiado divinas, demasiado distantes…. Talvez por esse motivo, pela tristeza que perpassa no olhar da virgem sempre me seduziu a observação deste “quadro” e, não sendo um homem de sólida fé, consigo ter com esta imagem uma relação de proximidade.
Ter tempo de sobra e ficar “preso” em casa por motivos de saúde, tem destas coisas, deu-me para descobrir quem teria pintado o original desta obra de uma simplicidade tão tocante. Confesso a minha decepção ao constatar que o “meu quadro” é apenas um fragmento do verdadeiro, A Madona Sistina.
O quadro foi pintado por Rafael (Raffaello Sanzio) em 1512 por encomenda do Papa Júlio II para homenagear o seu falecido tio, o Papa Sisto IV. Como se pode ver, a Virgem com o Menino ao colo, conversa com Santa Bárbara e São Sisto.

domingo, 5 de outubro de 2014

DEU-ME A LOUCA

Pois foi, este sábado deu-me a louca e decidi cortar o cabelo com máquina 1. Até o barbeiro ficou um pouco surpreendido mas como já não era a primeira vez, mudou o pente e fez deslizar a máquina pela minha cabeça em várias direcções. Fiquei ali a ver o meu cabelo, mais comprido do que o habitual, cair em tufos brancos quais flocos de neve… Enquanto a máquina deslizava ia pensando, será que me vou arrepender? E foi mesmo isso que aconteceu. Já por várias vezes tinha cortado o cabelo com máquina 1 em tempo de férias mas, desta vez, não gostei de me ver.
O cabelo muito curto ou mesmo rapado, não fica bem a toda a gente (indiscriminadamente de ser homem ou mulher). Depende muito do tipo de rosto. No meu caso, descobri há alguns anos que o cabelo curto me favorece, basta olhar as fotos em que, sendo mais novo, pareço mais velho...
Actualmente é vulgar, quase uma moda, ver muitos homens com a cabeça totalmente rapada que lhes dá um ar mais jovem. Muito melhor do que o aspecto ridículo de deixar crescer o cabelo em outras zonas da cabeça para encobrir uma calvície já avançada…
Enfim, como o cabelo cresce, em média, 1 cm por mês, antes do Natal já terei um aspecto mais normalzinho…

sábado, 4 de outubro de 2014

TIRA-TEIMAS

Podia ter sido coincidência, podia ter sido da boa disposição originada pela boa companhia, podia ter sido qualquer outro factor e nada ter a ver com a boa cozinha. Por isso, o melhor a fazer era voltar ao “local do crime” e escolher um outro prato para tirar teimas. Por esse motivo mas também por ter ficado bem impressionado da primeira vez, voltei hoje ao restaurante City Top para almoçar. Habitualmente, para conseguir mesa, convém fazer uma reserva ou aparecer cedo, cerca do meio-dia, mais tarde arrisca-se a ter que esperar por uma mesa vaga.
Durante a semana é costume o restaurante estar cheio o que já diz muito sobre a qualidade do serviço e da comida… Hoje, por ser sábado, fiquei surpreendido ao ver que havia várias mesas disponíveis embora muitas fossem sendo ocupando depois das 13 horas.
Almoçámos numa mesa com vista para o campo de golf em boa companhia (a mesma) o que pode ter contribuído para dar um melhor sabor à degustação do almoço. O prato escolhido desta vez e para variar, foi filetes de polvo enquanto os nossos amigos foram reincidentes no prato de bacalhau. Tudo muito bem confecionado e em quantidade bastante generosa.
Mais uma vez se confirmou a simpatia dos funcionários, e o bom atendimento.
Tiradas as dúvidas, há que voltar… sempre!

Aqui fica o elogio, merecido.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

HÁ GENTE QUE NÃO GOSTA DE NÓS

Há e sempre haverá gente que não gosta de nós. E porque não gostam de nós, nada do que fazemos lhes agrada e sempre lhes merecerá duras críticas… Aceitemos a realidade, há gente que não gosta de nós. E não vale a pena procurar uma razão, simplesmente não gostam de nós tal como podem não gostar do amarelo… Não gostam e pronto!
Quando se é novo, não é fácil aceitar esta realidade mas, com o passar dos anos, a gente habitua-se. O mais estranho afinal é habituarmo-nos à ideia de que a gente se habitua a tudo…
Se formos autênticos sem fingimentos, necessariamente vamos desagradar a algumas pessoas. Já lá diz o ditado, “não se pode agradar a toda a gente”. É normal, na juventude, tentar agradar à maioria por medo de ser excluído do “grupo” e, quando tal acontece, ficar profundamente triste e mesmo indignado perante a inutilidade do nosso esforço para agradar… Ao longo do tempo aprendemos que nada nem ninguém merece esse esforço com a agravante de acabarmos por não reconhecer o pessoa em que nos tornámos.
Há e haverá sempre quem não goste de nós tal como há gente de quem não gostámos. É um direito que nos assiste, a nós e aos outros.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A CRIANÇA QUE HÁ EM NÓS

Para quem nos estiver a observar, quando estou em companhia do meu neto Miguel, vai seguramente tomar-me por um perfeito atrasado mental. É assim quando estou com o Miguel. Nós fazemos corridas na galeria de acesso ao prédio, saltámos os “buracos” do passeio na minha rua, inventámos nomes (feios) para pessoas que se atravessam nas nossas brincadeiras, conversámos com o automóvel como se ele tivesse vida própria, jogamos on-line tudo que é jogo,… Enfim, este comportamento é a prova de que mantenho bem viva a criança que há em cada um de nós. Se é verdade que toda a gente tem dentro de si essa criança, não é menos verdade que todos aprendemos a reprimi-la ao atingir o estado adulto. É suposto que um adulto tenha um determinado comportamento estereotipado, que seja “sério”. Perante uma atitude mais descontraída e brincalhona, lá vem a repreensão; “deixa de ser criança”. Frequentemente sou surpreendido pela “reprensão” da minha própria filha quando as minhas brincadeiras com o Miguel ultrapassam os limites sonoros aceitáveis…
Cedo me foi exigido um comportamento muito próximo dos adultos, quando ainda usava calções. Mais tarde, quando a vida nos começou a sorrir, já não era mais criança… Por tudo isso, jamais devíamos esquecer a criança que há em nós. Mais do que todas as crianças que temos vindo a conhecer ao longo da vida, é a criança que há em nós que mais precisa da nossa atenção e do nosso carinho…

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

AS BONECAS NÃO FALAM...

Todo a gente sabe que as bonecas não falam. Mas algumas têm uma história de vida para contar. Uma história que ninguém ouve, que ninguém lê, que ninguém vê…
Lá do escuro do mais fundo de um armário onde ficaram esquecidas por alguns anos, as bonecas que foram companheiras de infância da minha filha, voltaram à luz do dia. Depois de um banho completo e vestidas com roupinha lavada, aguardam o crescimento da Rita para serem embaladas por ela tal como já foram pela mãe dela. Estas bonecas testemunharam a nossa angústia quando, manhã cedo, esperávamos a abertura do supermercado para as comprar com medo que esgotassem e não pudéssemos satisfazer o pedido da filhota ao Pai Natal... Elas poderiam contar as mil e umas brincadeiras a que se submeteram enquanto os meus filhos aguardavam que os pais chegassem do trabalho, as viagens entre a nossa e a casa da avó no Porto, as birras e as lutas entre irmãos, enfim, toda uma história de vida, da nossa vida… Minha filha cresceu, tornou-se mulher e mais tarde mãe e as bonecas acabaram esquecidas no fundo de um armário enquanto aguardavam melhores dias que teimavam em não chegar. Nasce o primeiro neto, sendo um rapaz, tudo indicava que as bonecas não mais sairiam do esquecimento a que foram votadas. Até que, um belo dia, nasceu a Rita. Aleluia, gritaram as bonecas em uníssimo.
Depois do banho e aperaltadas com a roupa lavada, quase tenho a certeza de ter escutado o “Nenuco” sussurrar para o bebé chorão; Espero que a menina goste de nós
Quem disse que as bonecas não falam?!

O NOME DOS MESES #10

OUTUBRO
O nome deste mês deriva do latim october" e tem este nome apenas por ser o oitavo (em latim octo) mês no antigo calendário romano. Parece que os Romanos perderam de todo a inspiração e começaram a partir de agosto a batizar o nome dos meses de acordo com o número de ordem…
Outubro, mês das vindimas, prenuncio de inverno, dias frios e chuvosos...
Por alguma razão, diz o ditado:
"Logo que Outubro venha, procura lenha"
É exactamente o que vou fazer, principalmente para a casa da praia mas, com estes dias de calor e ensolarados... acho que não há pressa, será?
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