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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

E SE FOSSE COMIGO?

Gosto de ver E Se Fosse Consigo?, não perco um programa a não ser por motivos de força maior. Gosto de ver, não por simpatia para com a jornalista que nem conheço, mas pelos temas que aborda. Este programa, na opinião de quem gosta de desafios, merece ser visto pelos motivos já apontados.
Da autoria da jornalista Conceição Lino, o programa permite por à prova a nossa capacidade de intervenção em defesa do próximo. As situações retratadas são ficcionadas evidentemente mas, mesmo assim põe-se a pergunta: e se fosse comigo? Como seria a sua reacção perante tais situações?
Embora ficcionadas, estas situações são o bastante para que se tome consciência daquele grau de intolerância, preconceito e mesmo violência que existe em cada um de nós.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SUPERSTICIOSO, EU?

Se dia 13 já é mau, calhar a uma sexta-feira, ainda é pior. Nem me teria apercebido que o dia 13 calhava a uma sexta-feira, não fora a fisioterapeuta referir-se ao facto. Dá azar, diz a crença popular.
Há imensas teorias que justificam o azar relacionado com o número 13. Estas teorias têm por base o número de pessoas presentes na última ceia ou porque (dizem) Jesus Cristo foi crucificado a uma sexta-feira. Reunindo estas datas num só dia pode imaginar-se o mal que daí pode advir.
Seja qual for o motivo e porque não sou supersticioso, gosto das sextas-feiras. É o último dia de fisioterapia e o primeiro da minha breve liberdade.  Às vezes a sexta-feira é melhor do que o sábado e com o domingo nem se compara porque, à medida que o domingo morre, a segunda fica mais perto e à espreita…
Como ponto de partida de uma nova semana de trabalho, não pode ser considerado um dia simpático. Atendendo à sua situação, logo a seguir a um fim de semana, a eterna segunda-feira espera pacientemente por nós onde quer que vá e onde quer que se encontre. E há sempre uma segunda-feira que espera por si.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A PARTE MELHOR

É sempre difícil tomar uma posição e muito discutível qualquer opção que se tome a esse respeito. Não sei qual das partes é a melhor, tudo depende do sexo, da idade, da cor, etc. e o que pode parecer verdade, às vezes não é. E não me refiro apenas à parte do corpo que se opõe à parte ventral, vulgarmente designada por nádegas ou traseiro…
É sempre muito subjectivo optar pela parte melhor, cada um sabe de si. Se é difícil falar do ser humano o que gera confusões, é ainda mais difícil falar das “coisas” pelo seu abstractismo. As coisas devem ser observadas de diferentes ângulos mas, qualquer que seja o ângulo, todas apresentam invariavelmente uma parte da frente e uma parte de trás. O modo de ver a vida é que varia e tudo depende da forma como a vivemos. Neste momento lembro-me sempre da história do macaco…
Passo a contar em breves palavras visto que nem todos receberam o respectivo e-mail.
Uma vez um macaco vendo um peixe no seu mundo debaixo de água, pensando que ele se estava a afogar, retirou-o. Fora da água, o peixe morreu.
Moral da história: É preciso entender o mundo do outro.
Aqui se expõem diferentes concepções da mesma realidade. Insistir em ver só a parte da frente de qualquer coisa é um erro que muitos de nós cometemos.
Acredite-se ou não, a lei do livre arbítrio permite-nos fazer da vida o que quisermos desde que se assumam as consequências das nossas escolhas.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

NADA - O LIVRO

Logo que nascemos estamos condenados a morrer, é esta uma verdade insofismável que Janne Teller explora ao longo de todo o livro.
Enervado com o livro anterior, iniciei uma leitura mais amena e sobretudo mais rápida. Não admira pois que esteja aqui a fazer uma crítica a um novo livro. Até à data nunca tinha lido NADA desta autora mas, como estava em sétimo lugar no Top de Vendas, veio comigo para casa.
A história é curta, conta-se em poucas palavras, contudo não é isso que interessa nem o que o leitor pretende saber. Aliás, uma das características da autora é escrever histórias curtas como esta. Por outro lado, o facto de anunciar cobrir uma variedade enorme de questões filosóficas, o livro acabou por me atrair.
Quanto à obra, o personagem principal (Pierre Anthon), sentado sobre uma ameixeira, declara a quem o quer ouvir que vai dar um (novo) sentido à vida enquanto atira ameixas a quem segue o caminho das aulas. Aqui entram os seus colegas da turma do 7A decididos a trazer o rapaz para baixo para o que fazem uma monte de “coisas” que realmente importam a cada um e à sociedade em geral. A certa altura a escolha recai sobre o que de mais tétrico se pode considerar. Dá que pensar!
Não é tanto a história em si que interessa mas os problemas existenciais que ela levanta.
Confesso que, através da leitura da sinopse, estava à espera de mais. Talvez não tenha gostado tanto por se destinar, como todas as suas obras, a jovens adultos…?
O sétimo lugar no top de vendas, quanto a mim, acaba por ser merecido.
Assaz premiada, terei que lhe dar lugar na minha pequena biblioteca já que adquiri o livro…

terça-feira, 10 de outubro de 2017

OBRIGADO A TODOS

Só agora me apercebi que ultrapassamos as 100 000 visitas a este blog... Obrigado a todos que contribuíram para que tal fosse possível.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

SEGUNDA-FEIRA... OUTRA VEZ

Podia dizer que não lhe sinto a falta mas isso seria pura e incomensurável mentira. Admito que me fazem falta quer a família, quer amigos, conhecidos… tudo e todos. Uns mais que outros, evidentemente. Mas fazem-me falta.
Contudo, apesar de bem acompanhado, sigo milimetricamente o caminho por mim traçado embora sabendo que não me conduz a parte nenhuma. Não é tanto por teimosia mas pela impossibilidade de acreditar a cem por cento no que me dizem as  vozes que me cercam. Por vezes os familiares mentem ou então omitem a realidade. O mesmo sucede com os amigos, pese embora com menos frequência. Os amigos, geralmente não mentem. É-lhes difícil mentir e, se uma mentira piedosa lhes aflora aos lábios, fazem aquela “carinha” que revela tudo o que as palavras não dizem. Por outro lado, os familiares dispõem de muito mais tempo, logo adquirem um traquejo que lhes permite mentir com um sorriso nos lábios.
Em princípio exijo que me digam a verdade, médicos, amigos, familiares… tudo e todos. Acho que já ultrapassei aquela fase, quer pela doença, quer pela idade, em que é permitido dizer sem rodeios aquilo que se pensa e também ouvir o que deve ser ouvido. Digamos que já ultrapassei a fase que Freud designaria de frustração sexual tendo-me fixado na frustração existencial, no puro vazio. Deste modo, desperdiço os meus dias entre consultas e sessões terapêuticas contentando-me a pensar (cada vez mais) nos “velhos” amigos que se eclipsaram um a um.
Termino com uma frase que não é minha mas que traduz tudo o que penso:
Um dia era igual ao outro. E, se bem que pensássemos todos os dias no fim de semana, o fim de semana era sempre uma desilusão, e depois vinha novamente segunda-feira e tudo recomeçava, e a vida era aquilo, não havia mais nada. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

NÃO SOU LOIRO...

“Não é para me gabar, mas sempre tive motivos de sobra para me considerar um ídolo das meninas”… lá do Instituto. Isto apesar de não ser forte, loiro nem jogar basquetebol, embora continuasse a ser alto. Ainda hoje não sei a que atribuir tal atracção mas era um facto que não se pode negar. Nessa altura já me branqueavam as têmporas a exemplo do que acontecia na minha família, mas continuava escorreito… e alto.
Por algum ou todos esses predicados, era um ídolo e, diga-se à luz dos dias atuais, muito parvo, também.
Tudo isso morreu na dura prática da vida que se lhe seguiu de tal modo que esqueci a existência dessa fase dourada da minha (outra) vida. Por quantas vidas passei? Já lhe perdi a conta… Só sei que hoje, apesar de tudo, sou muito diferente do que já fui.
Há pouco tempo ainda, preso numa cadeira de rodas, “disparava” em todas as direcções a amargura que me ia na alma. Logo a mim que sempre tive uma vida activa e a quem o tempo negou a habituação necessária a uma nova realidade!
Os dias passaram, um outro outono voltou e eu continuo a tentar (Deus sabe como estou a tentar) retomar a vida no ponto em que a deixei aceitando as limitações que a realidade presente me impõe…

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A MÃO PREGUIÇOSA

De repente apercebi-me da impossibilidade de voltar a pintar. Aconteceu quando observava esta mão, que por ser a direita, estava destinada às tarefas mais ousadas do dia-a-dia. Agora que declarou independência só faz o que lhe apetece.
Evidentemente que me recordo dos artistas que pintam com o pé ou com a boca o que considero difícil e para quem vai toda a minha admiração. Mas não é caso, não penso vir a pintar com o pé e muito menos com a boca. Contudo, uma coisa a vida me ensinou, nunca digas desta água não beberei
Tenho que agradecer conservar a mão que muitos gostariam de conservar, mesmo sendo independente da vontade. De momento, tenho uma mão preguiçosa, diria sem exageros que é uma mão do contra. Quando digo que vá para a direita, ela vai para a esquerda , independentemente da política, convém esclarecer. Em abono da verdade tenho que reconhecer que já ajuda muito embora de vez em quando faça aquilo que lhe apetece fazer, principalmente no que diz respeito a bater em mim… É uma mão que não comando mas quem sou eu para comandar seja o que for?
De momento, não estou a pensar dar-lhe um pincel para a mão, ainda por cima a mão direita! Mas quem sabe, a obra prima que daí resultaria?
Seja como for, não me arrependo de ter iniciado já a oferta de duas jarras que pintei para o quarto dos netos. Agora só falta oferecer aos amigos alguma obra-prima. Não é que não tenha já andado a procurar pela casa.. O que resta está tão danificado (pelos dentinhos afiados dos filhos) que me falta a coragem para oferecer.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

BOFETADA SEM MÃO

Durante muito tempo andei convencido de que “bofetada sem mão” era o mesmo que “bofetada de luva branca ou de pelica” só que a segunda expressão era mais sofisticada. Cheguei mesmo a corrigir, na linguagem falada, uma frase por outra, já que ambas tinham o mesmo significado. Não sei se é assim mas vou continuar a usar a expressão “bofetada sem mão” por ser a mais ouvida lá em casa. Muitas vezes ouvi esta expressão a propósito dos falsos amigos que deambulavam pela nossa sala e se tornou por isso, na minha preferida.
Uma bofetada sem mão, no momento presente, era aparecer limpo de bactérias, enjoos e vertigens perante a família em particular. Continuo à espera dessa célebre bofetada…
Com o andar dos anos, senão esclareci a minha dúvida, estou de acordo com a definição: Bofetada sem mão é quando se quer insultar alguém duma forma educada, não deixando de ser um  enxovalho ainda que de forma metafórica, bem à maneira da minha mãe. Muitas vezes, e ainda bem que isso acontece, a pessoa visada nem sempre se apercebe de que está a ser atingida mas o enxovalho, o insulto, está lá.
E agora a pergunta que se impõe: Quanta vezes foi atingido pela célebre bofetada sem mão?

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

DE ANIVERSÁRIO EM ANIVERSÁRIO

Ultimamente, a coisa repete-se muitas vezes. Quando digo ultimamente, quero dizer há largos anos… no tempo em que os animais falavam o que significa, o tempo em que era feliz, se alguma vez o fui, e não sabia.
Naquele tempo, não havia jantar que não terminasse em poesia, fosse de quem fosse, mas sempre declamada magistralmente pela tua voz.
Nestes momentos, assalta-me a memória a casa de Gaia, a mobília da sala de jantar da qual já guardo saudades, a tua face de olhos cansados, a inocência perdida ao longo dos anos… .Agito a cabeça (muito devagar conforme me foi recomendado) na vã tentativa de que tudo volte atrás mas o que já foi, não volta a ser.
Não me guio por estudos e muito menos por estatísticas mas desta vez, é  a Universidade de Harvard quem nos diz que o mês de Setembro (até 1999) regista um número recorde de nascimentos. Este estudo, publicado no New York Times, só vem comprovar o que já sabíamos através da prática. Não há cão e gato (sem ofensa) que não faça anos neste mês. E o orçamento familiar que o diga!
Desta vez, foi a vez do meu genro. Pensando um pouco, não é de admirar que assim seja. Dezembro, pleno inverno, é um mês adequado para “fazer” bebés. Há quem explique este boom através do grande consumo de álcool que se verifica no Natal e Passagem de Ano, mas não é por aí que pretendo entrar.
Celebrava-se, com toda a família reunida, mais um aniversário. Então, por uma estranha magia, ouço outra vez a tua voz, o poema já muito gasto e quase esquecido que dizias por altura do meu aniversário: Ainda se os desfizesse…mas fazê-los não parece de quem tem muito miolo!

Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois que se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!

                                                  João de Deus

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

OS FILHOS, OS NETOS E EU

Um simples acento, grave, agudo ou esdrúxulo, parece não ter grande importância mas faz toda a diferença. Podia mesmo aproveitar-se como sendo um bom exemplo da importância que têm os acentos.
A confusão situa-se entre as palavras avos e avós (pondo de fora a palavra avôs) sem esquecer que todas as formas existem e coexistem nos dicionários de bom português. Nos meus tempos de adolescente acontecia-me, muitas vezes, confundir a palavra avos com a palavra avós. Nesse tempo, o que me deixava confuso, era estar convicto de que essa confusão só acontecia comigo. Hoje apercebo-me que a confusão se estende a muito boa gente.
Evidentemente, escreve o velho professor de Matemática, a palavra avos muito usada e Matemática, dificilmente se confunde com avós. Nesse tempo, recorria ao velho e estafado exemplo da pizza que se pretende dividir, dando-lhe um cariz mais moderno através de outros meios mais modernos como sejam os PowerPoint´s. Resumidamente, direi que sempre que o denominador de uma fracção é maior do que dez, usámos a velha palavra avos.
Quando nos referimos aos pais dos progenitores, então deve usar-se a palavra avós.
Nesta altura, após uma exaustiva reflexão, tenho que admitir a minha falta de jeito para ser avô e pouco para ser pai. Com o tempo lá fui “aprendendo” o duro ofício de ser pai. Mas avô, acho que nunca cheguei ou não quis apreender. Parafraseando Teresa Morais (como sempre acontece quando termino um livro), sei que que sou o menos pedagógico dos avós – o deixá-los comer sem lavar as mãos, a permitir-lhes recusar a sopa e o peixe cozido, a enchê-los  de guloseimas, o autorizá-los remexer nos móveis da cozinha, a brincar e a partir os bibelots da sala, a encantar-me com os rabiscos feitos nas paredes, e a sorrir ao vê-los comer terra dos vasos. Ainda hoje é assim com os netos, principalmente com a mais pequenina que não chegou a conhecer o avô com as limitações que tem hoje. Muitas vezes embarcámos os dois num mundo que é só nosso.
Com os avós ficam aquelas tarefas que ninguém quer como sejam recolher os meninos no colégio, ficar com eles em casa enquanto os pais estão ausentes por motivos profissionais, entretê-los no terreno contíguo a casa, levá-los de férias, etc. enfim,  substituir os pais na ausência destes.
Se por um lado gosto de ser avô, há outro lado em que recusa a inexorável lei da vida
No entanto, ser avô, tem imensas vantagens ou deveria escrever  compensações?
É através deles que é possível voltar a ser criança outra vez.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

NOS NOVELOS DA MEMÓRIA - O LIVRO

Só a Teresa me fazia sair de casa num fim de tarde e num dia de despedida mas ainda bem que o fez! O lançamento do livro foi um sucesso e congratulo-me pela minha presença.
Nesta obra, Teresa Morais mais que sugere, obriga o leitor a revisitar, antigos odores, velhos móveis, outros caminhos da memória que pensávamos perdidos mas que teimam em regressar cada vez mais vivos.
Quanto à obra, Marta, alter ego de Teresa (e não sou eu quem o diz), refugia-se num hospital psiquiátrico de uma sociedade cada vez mais doente.
Neste livro (o primeiro), a autora guia-nos com mão, firme mas nunca redutora, através de vários capítulos, momentos de um passado que teimosamente se torna presente.
Depois de entrar no hospital psiquiátrico, à Marta só restam duas saídas: ou continuar no mesmo percurso acabando por enlouquecer ou sair e diluir-se na sociedade que a conduziu até lá. É a segunda opção que prevalece e aí, colocam-se ao leitor várias questões:
Será esse o caminho que pretendemos seguir?
É esse o destino dos nossos passos?
Será esse o fim que pretendemos para as nossas vidas?
Trata-se de um livro para ser mais que lido, assimilado, devagar, capítulo a capítulo.
Após uma leitura demorada e atenta, recomendo.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ZANGAM-SE AS COMADRES...

Admira-me que alguém se surpreenda que os dois partidos ditos de esquerda se zanguem com o Governo e ainda mais uns com os outros. Não esqueçamos que os ditos partidos apenas “deram as mãos” para viabilizar o presente Governo, isto é, realizaram o que se pode chamar um casamento de conveniência. Por definição, este tipo de casamento realiza-se com a  intenção de obter algum benefício, não sendo necessário envolver outro tipo de sentimento… Atendendo à definição, é de admitir que este tipo de união falhe, não mais que os outros é certo.
Com as devidas reservas, é possível estabelecer um paralelismo entre o actual governo e o conhecido provérbio. Admitindo a existência de algumas facadinhas na união, que por vezes é confundida com a menage à trois. (Deus nos livre de maus pensamentos…!) tudo isto é normal e expectável.
Seja casamento, união de facto ou menage, por que não aceitar a alternativa que se nos oferece assumindo a sua real existência?
Entretanto, as obras de fachada prosseguem ao ritmo das autárquicas com prejuízo de automobilistas e peões.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

TERRA ADOPTIVA

Poucos se podem gabar de ter uma terra adoptiva contudo eu posso. Tudo começou em 2001 quando fui operado em Coimbra. Nessa altura declarei, se escapasse com vida, que fecharia negócio com a imobiliária. Estava comprador de um apartamento dúplex no centro de Esposende.
Como escapei com vida e por que sou um homem de palavra, assim fiz,. Para isso, muito contribuiu a Senhora da Saúde que me levou até esta terra. Quer se acredite ou não, há muito de milagroso quer na intervenção como na lenta recuperação que se seguiu.
Contudo, esta terra que parecia um paraíso de tão plana e sossegada, adoece todos os anos. Carros e camionetas apinhados de gente, despejam na praia toda essa gente sequiosa de mar. Acaba-se o silêncio e o bulício cresce junto ao mar prolongando-se através das ruas da pacatas duma cidade já acordada do longo sono de inverno. Os comerciantes agradecem e aos outros só resta aguardar que tudo volte ao mesmo…
Passada então que é a época de verão, a paz regressa e volta às ruas, avenidas, cafés e pastelarias da cidade. Os comerciantes, atrás do balcão, voltam a esperar num novo verão.
É o tempo de colher as pêras e maçãs das poucas árvores plantadas no terreno que circunda a casa. As ameixas, nem as chego a ver levadas no bico dos pássaros.
E os dias vão passando calmamente junto ao mar, na mesma casa onde guardo gratas recordações juntamente com a roupa da estação anterior.
Ruas com poucos carros...
Fortaleza junto ao mar...
fortaleza ao longe... por que não pousada?
e o rio.. e o mar... sempre presente
Não esquecer a piscina de ondas

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

OS PILARES DA TERRA - O LIVRO

Conforme vem sendo hábito, por cada livro que leio, cá estou a dar a minha opinião sobre a obra. Trata-se apenas de uma opinião e muito pessoal, por isso deve ser encarada como tal. Existe um tempo para tudo e este, dediquei-o a (re) ler alguns dos livros que fazem parte da minha estante. O termo ganha sentido visto que quase todos já foram lidos, mas há pormenores ou, com os conhecimentos actuais, atribuo-lhe outro valor.
Neste caso, a editora presenteou-nos com dois volumes da mesma obra numa elegante embalagem. A obra de Ken Follett continua a mexer com quem a lê. Convém não esquecer que o enredo decorre em plena guerra civil Inglesa em pleno século XII.
A figura central Tom, sonha em construir uma catedral, e tudo se passa à volta das pessoas que com ele se cruzam no duro caminho em busca do seu sonho. Nesta obra o autor revela-se demasiado realista descendo ao pormenor das várias cenas revelando assim uma criteriosa pesquisa do ambiente da época.
A descrição irritantemente pormenorizada em geral e de que são exemplos a batalha entre reis (2.º vol.), e a maneira como estavam vestidos determinados personagens ou de outras coisas, não interessaria muito à leitura de um possível leitor. Na minha opinião, não descendo tanto ao pormenor, os dois volumes podiam resumir.se num só, mas não foi essa a vontade do autor…
O segundo volume, com igual pano de fundo, sofre do mesmo mal do primeiro, demasiado pormenor desenrolando-se neste a acção…
Enfim, uma leitura que acaba por prender o leitor, mas que só recomendo a quem gosta mesmo e tiver muito tempo para ler.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

CELEBRANDO MAIS UM ANIVERSÁRIO

Há aniversários que se festejam, exigem aquele copo de espumoso, a velha e estafada canção que surge do nada nestas ocasiões, vinda não se sabe bem donde. Sabe-se apenas que é assim todos os anos e ainda bem que comemorámos um ano de vida que nos foi dado para festejar com aqueles que nos são queridos.
Nem todos os aniversários são para festejar. Muitos são até para esquecer, mais os passados que os vindouros, mas hoje é dia de esquecer esses aniversários, hoje é dia de festa, portanto vamos celebrar.
Celebremos mais um ano de vida pleno de saúde e a possibilidade de desfrutar a companhia daqueles que nos seguem mais de perto. Essa é a maior bênção.
Há dias em que, ergendo bem alto os nossos copos, podemos dizer: Feliz aniversário.
Há dias assim.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

VONTADE DE CHORAR

Há dias em que não apetece fazer nada por inútil que pareça fazer coisa alguma, olhando nos dois sentidos. São dias em que apetece uma só coisa, chorar. Tudo serve de pretexto para o choro, certos programas e até filmes da TV. Eles provocam a mesma reacção, diria até emoção. Talvez sejam apenas energias negativas que se acumulam no organismo (e têm que sair por algum lado), dirão os mais místicos, eu acho que é desta altura do ano que atravessamos… Seja o que for, nada pára esta vontade de chorar e, por vezes, de bater com a porta…
Hoje, mais que ontem ou em outros dias, apetece chorar, chorar aquelas lágrimas sentidas, dolorosas, que dificilmente resultam noutra coisa que não seja… o pranto. Aquelas lágrimas que resultam de um choro calado que ninguém percebe a não ser quem chora. Chorar aquelas lágrimas que transportam saudade, remorso, desilusão…
Por vezes, raras vezes infelizmente, pode chorar-se de alegria. Por que não?
Geralmente choro de tristeza, de tédio, de saudade, jamais de alegria.
Já disse, que agora ando mais chorão? Então escorrem-me na face aquelas lágrimas porque sim e nem sequer me detenho para encontrar uma resposta plausível para aquelas lágrimas.
Se lhe apetece chorar, então chore… por que não chorar?
Hoje apetece-me chorar e não me perguntem (nem eu sei) porquê, para quê nem por quê. Só sei que me apetece chorar e, lá no fundo, há sempre uma razão para chorar.
Chorar, só por chorar… Por que não?
Há dias em que só nos apetece chorar…
Há dias assim.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

PALERMAS... HÁ MUITOS

Destinado a proteger a cabeça do frio ou do calor intenso, o chapéu era indispensável qualquer que fosse a indumentária masculina. Porém, com o correr do tempo, acabou esquecido durante muitos anos, numa qualquer prateleira do roupeiro.
Usado apenas por homens de uma certa idade, com a emancipação da mulher tornou-se um importante acessório de moda e, de velho aliado, reconquistou o seu legítimo portador, o homem, destinando-se a um público cada vez mais jovem.
Nesta altura, em que os chapéus eram usados por Homens, entro em cena com um certo estilo e muita personalidade, a usar sem preconceitos o meu velho Panamá, palhinhas e chapéus de feltro. A partir daí, o chapéu regressa em força inundando o mercado de muitos e variados modelos, cores e texturas sendo usado em qualquer ocasião. Diga-se de passagem que à mulher sempre foi permitido usar chapéu em ambientes completamente interditos ao homem… Mas isso é outra conversa.
Como diria Vasco Santana no filme (A Canção de Lisboa), Chapéus há muitos…há que saber escolhe-los. O mau uso do chapéu pode destruir a imagem de qualquer um caso não se coadune perfeitamente com o ambiente que o rodeia. Assim, deve evitar  usar-se, por exemplo, nos locais de estudo ou de trabalho e, sobretudo, quando se está à mesa… São conceitos muito antigos bem sei, mas que ainda hoje fazem toda a diferença.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O MAR E EU

Observando mais de perto, desde as mais antigas às mais recentes, constato que o mar serve de pano de fundo à quase totalidade das minhas fotografias.
Admito o estranho fascínio que o mar exerce sobre mim. Não vou tentar sequer escamoteá-lo, logo nesta altura do campeonato. A verdade é que me deixo ir, que adianta resistir-lhe? Como alguém já disse, não sei se é o mar que me leva, ou se o levo dentro de mim.
Por mais que me ponha a olhar, o mar nunca se revela da mesma maneira. A qualquer hora do dia mostra novos encantos dependendo muito do local onde se observa. Há sempre algo de diferente, um Mar dentro do próprio mar.
E a cor, que dizer da cor? Ora azul turquesa, se concorda com os nossos pensamentos, ora verde claro ou escuro, se de todo não concorda…
Contemplando a imensidão do mar, olhos nos olhos, fico por ali a pensar. Ao que me consta, ainda ninguém descobriu onde começa ou acaba.
Às vezes, de vez em quando, o mar mostra outras facetas imprevisíveis, outras marés.
É esta a sua natureza. É assim o mar. Mas quer acorde sereno, ou fora de si,  o mar é sempre o mar. Nós é que não somos…
Ali sentado, junto ao mar, passei o dia ouvindo o que o mar dizia.
Sim por que o mar também fala….
«Chorámos, rimos, cantámos.
Falou-me do seu destino,
Do seu fado...
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Ele afastou-se calado;
Eu afastei-me mais triste,
Mais doente, mais cansado...
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Da minha grande Saudade!
Voz amarga de quem fica,
Trémula voz de quem parte...» 

E os poetas a cantar
São ecos da voz do mar!
                                       António Boto, in 'Canções' 

domingo, 10 de setembro de 2017

O ESTRANHO SOM QUE FAZ O VENTO

De repente, fez-se silêncio e, nesse momento apercebi-me que havia alguma coisa que faltava na paisagem. A música de súbito tocou mais alto e os ruídos da casa fizeram-se ouvir. Tudo à minha volta ficou na expectativa de recomeçar mal o vento se fizesse sentir.
Logo eu que detesto o vento (penso mas não digo) vim morar para uma zona conhecida pela sua ventania…!
E cá me encontro ainda hoje, pelo microclima ou talvez por imposições familiares, não sei. Agora isso já não interessa. O certo, qualquer que fosse o motivo, cá fiquei. Essas coisas, só acontecem a mim, ouço-me dizer.
Fico a olhar através da vidraça os ulmeiros mandados plantar por mão caridosa. Perdoai-lhe Senhor, que não sabem o que fazem.
Detesto estas árvores na medida em que detesto o vento. São elas que roubam o pouco sol que ilumina a minha sala e, em certas alturas do ano, cobrem de “neve” o parco terreno envolvente do condomínio.
Fico ali parado olhando através da vidraça os ulmeiros, a sentir a ausência daquele estranho som que o vento faz ao esgueirar-se por entre a folhagem. Para ser mais correto devia dizer: o som produzido pela agitação da folhagem fustigada pelo vento.
Detesto o vento ao qual atribuo todos os males que me acontecem. Detesto que me empurre contra os muros quando pretendo deixar a imagem de um ser normal que se dirige para casa, detesto que me arranque o chapéu e me atrase a marcha….
Por tudo isso, detesto o vento… e ele sabe-o.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

QUALIDADE OU DEFEITO?

Sei que sou, assumo-o sem qualquer reserva. Tudo que faço, seja o que for, tem de ficar bem feito ou então, não se faz. Talvez, por isso, haja tanta coisa por fazer….
Enfim, procuro a perfeição o que não acarreta grande mal, antes pelo contrário.
Ainda hoje não sei se “perfecionista” é qualidade ou defeito. Com a facilidade que agora há já tentei esclarecer a minha dúvida através da Internet e fiquei a saber que há quem a considere uma qualidade, mas também há quem a inclua nos defeitos classificando-a como um distúrbio da personalidade. Vá a gente entender isto…!
Inclino-me mais para o assim, assim. Sou de opinião que, ser perfecionista é uma qualidade característica dos que procuram alcançar a perfeição, de quem é organizado e sincero no que diz. É claro que prefiro esta definição!
Contudo não esqueço nem escondo, aqueles que o consideram um defeito. O mal está, como em tudo, no exagero. Ser um pouco perfeccionismo nunca fez mal a ninguém.
Presentemente, o termo tem sido usado indiscriminadamente no mercado de trabalho o que o torna um lugar comum, pelo menos a nível profissional, não conduzindo a lugar nenhum.
Seja como for, o perfecionista não é feliz, “ao tentar alcançar as estrelas, os perfecionistas acabam a correr atrás do vento” é o que diz o célebre psicólogo David Burns. E vê-se, pelas próprias folhas mortas, que o vento leva consigo a lado nenhum.
Resumindo: ser perfecionista, não significa necessariamente qualidade ou defeito. Tudo depende do contexto… e de quem o usa.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

COMÉDIA E AUTARQUIA

Há dias em que se tenciona escrever sobre um tema e acaba-se noutro. Foi o que aconteceu. Por incrível que pareça, comecei por escrever sobre a comédia e acabei nas próximas eleições. Afinal, os temas confundem-se! Os noticiários bem como os jornais e revistas não deixam esquecer que elas estão à porta.
Pois bem, sem que seja um político, pelo menos assim o creio, falemos em autarquias e, inevitavelmente em autárquicas. Nos dias que correm, verifico uma certa confusão entre os termos, o que não é bem a mesma coisa.
Por definição, autarquia é afinal o poder absoluto exercido por um grupo de pessoas que exercem o poder local. Por experiência própria, sabemos que não é isso que se passa. Basta observar certas ruas da cidade para chegar a essa conclusão.
Autarquia é simplesmente o “local” onde se senta o chamado autarca. O termo, de origem grega (autárkeia), encontra-se hoje bastante divulgado sobretudo nesta altura do ano.
Pessoalmente, confesso-me farto de ouvir falar em autárquicas e respectivas autarquias. E não é só nos noticiários que o termo se desgasta, é nos cartazes afixados por todo lado. Vejamos quem os vai retirar depois…
Não ignoro que compete ao Estado disponibilizar as verbas destinadas ás próximas eleições autárquicas. É, na minha opinião, o tipo de autonomia financeira que se destina à total independência dos partidos candidatos.
Muito boa gente ficou indignada ao ouvir falar nos cerca de 4,8 milhões de euros destinados a brindes distribuídos pelos vários partidos candidatos às eleições. Podem argumentar que já “lá” estiveram vários governos o que é verdade. É também verdade que até hoje nada foi feito para que se mudem as leis que regem este ato.
Estou em crer que passado o mês de Outubro tudo voltará a ser o mesmo, isto é, tudo ficará (mais ou menos) como dantes. Exceptuando-se algumas obras (de pouca monta) que, entretanto, foram realizadas no intuito de “comprar” mais alguns votos.
O mesmo se passa em relação à comédia que, actualmente, se confunde muito com tragédia. A principal característica que as distingue é que, na comédia, o engano com que se ilude o espectador mais atento está em si próprio. À medida que a peça se desenrola, o riso vai aumentado até atingir um certo limite. Creio ter atingido o tal limite.
As autárquicas servem como distractivo dos reais problemas do país já nem me dão vontade de rir. Como diria Beethoven, aplaudam, meus amigos, a comédia acabou.
Há dias assim.

domingo, 3 de setembro de 2017

DETALHES DE UMA VIDA

Há dias em que me ponho a pensar e, nos dias que correm, isso acontece com alguma frequência. É no passado que busco a força tão precisa no presente. Porém, só me ocorrem pequenos nadas, coisas sem importância a que não dei importância nos dias felizes.
A vida é feita de pequenos nadas, já alguém disse, pequenos nadas a que não se dá nenhuma importância. São esses pequenos nadas, meros detalhes, que ficam retidos e mais tarde emergem da memória….
Na verdade, é isso que recordo quando me ponho a pensar. Lembro-me de frases soltas, sabores, passeios, ruas, avenidas. São esses detalhes que fazem parte de um todo a que não se dei a devida importância. Está provado que do “quadro” apenas ficam retidos os detalhes.
Há dias em que me ponho a pensar nos pequenos nadas do dia a dia e busco em vão a paz que neles se encerra.
Há dias assim.
PS - Escrita e gravada em 1971 é dela que me lembro sempre que se fala em detalhes...

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

EM TOM DE DESPEDIDA

Agora que Agosto se retira com vento e chuva dando um arzinho da sua graça, despeço-me de Agosto. Despeço-me por que o mês está de saída, por ser o oitavo mês do ano e… por ser Agosto. Na sua agonia final ainda estrebucha de dor ou saudade dos dias de sol e canícula que nos proporcionou. Contudo, deixá-lo ir.
Já toda a gente sabe (não escondo) que não gosto de Agosto. É com alívio que vejo o mês chegar ao fim. Por tudo que ficou dito, despeço-me do “silêncio”, o mesmo silêncio que me amordaçou a voz quando precisei de chamar alguém em meu auxílio. Despeço-me da desculpa esfarrapada, da falta de tempo e principalmente da falta de coragem…
Despeço-me do meu pequeno mundo onde lutei pela linha recta e só encontrei o medo de correr. Despeço-me do tempo que fez e, sobretudo, de Agosto.
Bem-vindo Setembro...

terça-feira, 29 de agosto de 2017

ANDAR SEM NORTE

Andar desnorteado nem sempre significa andar sem Norte. Pode-se andar desnorteado sem deixar de ter um Norte, perdido no caminho, na direção a tomar. É nisto que reside a minha discordância com o significado atribuído ao termo.
Concordar ou não com a definição a dar é assunto secundário. O principal, e isso nada tem a ver com a definição, é andar desnorteado. E é assim que me sinto neste momento.
Sempre ouvi dizer que andar desnorteado significa estar confuso ou, o que dá no mesmo, que não se tem a certeza do que se afirma… Sem pretender fazer concorrência ao livro (à venda desde maio), “Qui a tué Lady Di?”, atrevo-me a optar pela hipótese de estar perante um atentado e não de um acidente.
Já lá vão (quase) vinte anos e ainda pouco se sabe sobre o acidente que vitimou a princesa e o seu namorado Dodi Al-Fayed. Passaram-se vinte anos que morreu a “princesa do povo” e ainda se fala em dor e consternação de quem ficou e a admirava. Há mortes assim.
Há pouco, foi muito badalado o motorista de serviço, Colin Tebbutt, que prometia declarações esclarecedoras sobre o que não tem explicação. A morte de Lady Di deve-se a um conjunto de factores sem explicação.
Não esqueço que, nessa noite, Colin Tebbutt foi substituído por Henri Paul que apresentava 1,81 g de álcool no sangue.
A Colin resta apenas o sentimento de culpa por não estar ao volante daquela viatura... a mesma que embateu num dos pilares do túnel D'Alma.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

UMA GUINADA NA VIDA

Dar guinadas nem sempre significa mudar de rumo, digo eu que sou literalmente especialista em guinadas. Não se trata aqui de dar guinadas em sentido literal, mas às outras, as chamadas guinadas que nunca deveriam ser dadas ou que há muito era preciso dar…
Guinar, isto é, mudar subitamente o rumo normal da própria vida é algo que se impõe e quase sempre dá sinais. O pior é não estar receptivo a esses sinais, dando preferência à chamada zona de conforto.
Toda a gente conhece pessoas assim. Pessoas insatisfeitas com a vida e que, talvez por isso, reclamam por tudo e por nada.
Do mesmo modo, existem muitos livros e inúmeros autores que se debruçam sobre o assunto. Uma preciosa ajuda (para quem gosta pouco de ler) está na Internet onde se encontra resposta para tudo embora nem sempre a mais adequada. Permito-me sugerir o saudável hábito de ler. Por meio dos livros, é possível contactar com outras mentes e adquirir novos conhecimentos que, de outro modo, não teríamos acesso. Claro que é preciso compreendê-los. Não chega apenas “ler”. Mas isso é outra “guerra” que deixo para outros escritos.
Voltando ao mesmo, está sempre na hora de mudar…. É um virar de página ou, em casos extremos, por que não mudar de livro…

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

PARTILHO SÓ OS MEUS

Quem me vir a criticar sem dó nem piedade amigos e conhecidos, até pode pensar que não tenho defeitos. Mas tenho e não são poucos.
Perfilho como meus os defeitos que são meus. Os outros, que procurem outro “pai” que é como quem diz, vão chamar pai a outro.
Agradeço comovidamente a quem ainda acredita que não tenho defeitos. Penso que chegam os dedos da mão para os contar. Mas, claro, sou eu a pensar.
Tenho defeitos e carrego com eles sem complexos. Quem tem defeitos e os assume, tem cem anos de perdão, dizem…
Já dei por mim a criticar defeitos que eu próprio possuo, mas como não são bonitos, o melhor é não os concretizar. Afinal, ninguém é perfeito. Já é uma qualidade saber e reconhecer que se tem defeitos. Assumo que os tenho (desde que não prejudiquem ninguém).
Toda a gente carrega consigo algum defeito na medida em que possui imensas qualidades. A questão é procurar. Ninguém é destituído de defeitos e qualidades.
Quem pensa não ter não defeitos não tem mais nada ou então, o que é mais grave, simplesmente não existe.
É dessa mistura de sentimentos, qualidades e defeitos, que se faz a personalidade de cada um.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

MALDITO AGOSTO

Quem me conhece minimamente, não se admira ao ouvir-me dizer que não gosto do mês de Agosto. Não me perguntem porquê, mas não gosto.
Certamente que já me debrucei sobre esta repulsa e não encontrei um só motivo que o justifique. Se ainda estivesse no activo, talvez pensasse melhor, contudo lembro-me que mesmo nesse tempo não gostava do mês de Agosto. Talvez por não gostar de ventania e Agosto, por natureza, ser o mês das nortadas, por não existir este mês até César Augusto se lembrar de o inventar ou então, porque detesto multidões…. Seja qual for o motivo, não gosto deste mês.
Bem diz o povo, que tem sempre razão…, Agosto é mês de desgosto. Basta recordar que, durante este mês foram lançadas sobre Hiroxima e Nagasaki as bombas tristemente célebres que destruíram cidades e muitas vidas humanas. Foi também durante Agosto que tiveram início as duas guerras mundiais cada qual na sua data. Lembro-me, entre outros motivos, que foi durante o mês de Agosto que se deu a construção do muro de Berlim bem como a morte da princesa Diana…. Já nem menciono o comércio e as repartições encerrados durante o mês…. Motivos mais do que suficientes para não gostar de Agosto.
Desde os romanos até aos nossos dias o mês de Agosto foi temido por muito boa gente. Ainda hoje algumas mulheres não casam no oitavo mês do ano já que, durante este mês, partiam as naus em busca de novas terras…. O que justifica o ditado casar em Agosto sinal de desgosto.
Motivos não faltam para não gostar do mês de Agosto… 

sábado, 19 de agosto de 2017

NÃO SEI MAIS NADA

Houve um tempo em que pensava saber tudo sobre o que se encontrava sob o Céu. Pensava eu que já não existiam mais segredos a desvendar, que tudo sabia. Estava enganado.
Numa época em que se descobrem novos sistemas e, no mínimo, novos planetas, não sei mais o que existe sobre mim e ainda menos sob os meus pés. Confesso-me bastante baralhado quanto a isso. Há bem pouco tempo descobriram mais um sistema composto por sete planetas em tudo semelhantes à Terra… E já não falo a nível do Universo…!
Que hei de então dizer do que se passa debaixo dos meus pés? Aí a coisa complica-se. Tsunamis, os recentes incêndios e todos os movimentos da Crusta Terrestre, deixam-me completamente baratinado.
Não sei mais para onde ir, em quem confiar, que caminho seguir…. Há um aproveitamento das condições adversas da própria natureza e que nada têm a ver com a política (ou terão?) nem com outra coisa que não seja a própria política. É preciso “eliminar” na origem o próprio mal e continuar a luta contra os fogos.
Hoje, correndo o risco de imitar o poeta, direi só sei que nada sei.
Há dias assim.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

AFINAL, PARA QUE FOI FEITO O HOMEM?

Os ventos (fortes) que assolaram a Madeira durante vários dias deixaram muita gente pendurada no aeroporto hoje chamado CR7. É claro que lamento os que fazem regularmente a viagem de ida e volta, sobretudo em trabalho, e também quem vê umas férias estragadas à data de deixar a ilha. Não haja dúvida que me fazem pena.
Por motivos óbvios não gosto da Madeira…. Ao ver, através da TV, aquela gente que dorme no chão e as pessoas que passam horas a pé por falta de lugares sentados, só posso concluir: o Homem não foi feito para voar.
Seguramente, o Homem não foi feito para voar mesmo entendendo o voo com ajuda mecânica, como é o caso das aeronaves. Não me atrevo a explorar sequer o voo biológico que deixo aos animais ditos irracionais. O voo dos humanos, estou em crer, é fruto duma vontade férrea de imitar outros seres da Natureza. Só pode ser. Perante as tragédias que se abatem sobre vítimas inocentes dos fogos e não só, posso concluir: o Homem não foi feito para voar.
Se não foi feito para voar, tão pouco foi feito para viver na água. 
Que que dizer então do que se passa debaixo dos nossos pés? Que mundos encerram os oceanos, os rios e os mares?
Perante as gentes que abandonam as suas terras e se fazem ao mar, que posso eu dizer?
O Homem não foi feito para voar nem tampouco para viver na a água.
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