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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

ÀS VEZES FICO CALADO

Às vezes não encontro mais palavras para dizer e então, fico calado. Posso permanecer assim durante horas, dias, semanas até… Não fora conviver com familiares e esqueceria que tenho voz…
Às vezes encontro a palavra certa e digo aquilo que faz bem ouvir dizer;
aquilo que ajuda a suportar um desgosto;
aquilo que os outros querem ouvir;
aquilo que nunca devia ser dito mas que é verdadeiro…
Às vezes, não encontro outras palavras para dizer e então, fico calado. Podia permanecer assim durante horas, dias, semanas até… mas nem sempre quero. E então digo aquilo que é suposto dizer em certos momentos mas o que me apetece mesmo é dizer aquilo que efectivamente penso. Não é fácil dizer o que se pensa. Por vezes magoa por ser verdade, outras vezes desperta em nós a consciência do que não queríamos ver, do que em nós anda escondido…
Às vezes não encontro mais palavras para dizer e então, fico calado.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A BELEZA PASSA MAS O ESTILO PERMANECE

Ora aqui está uma mulher com estilo, alguém dizia na mesa ao lado.
Concordo, pensei cá para mim sem comentar fosse o que fosse... Sempre esta mania de pensar as mais das vezes em silêncio, mas raras vezes em voz alta.
Passeei de novo o olhar pelas fotos de Bob Willoughby: Audrey Hepburn, 20 anos depois, em exposição na Fnac. Surpreendeu-me constatar que já passaram 20 anos depois da sua morte! O tempo passa vertiginosamente embora às vezes nos pareça ter parado ou andar mais devagar. Mas de facto, ele passa e a prova-lo surpreendem-nos estas datas de acontecimentos mais marcantes.
Voltando às fotos, é-nos dado observar Audrey Hepburn em várias poses, em diferentes momentos da sua carreira. Em todas elas transparece aquela distinta elegância, duma sofisticação inconfundível. Sem ser uma beleza bombástica, antes pelo contrário, frágil e discreta, ela tinha inquestionavelmente aquele não sei quê que muitos chamam – estilo. Um estilo que a acompanhou dentro e fora do ecrã como embaixadora da UNICEF onde desenvolveu um trabalho notável.
Mais importante do que a beleza é o estilo.
A beleza passa mas o estilo permanece…

domingo, 27 de setembro de 2015

COM UM VESTIDO PRETO...

O circo está montado e já percorre o país em turné, de terra em terra. Os “artistas” fazem de tudo para “distrair” o seu público; eles saltam, cantam, fazem malabarismos e sobretudo prometem, prometem, prometem… São assim os comícios políticos e seus representantes. Por princípio, vestem de cores escuras, muitas vezes recorrem ao preto. Como diria a saudosa actriz Ivone Silva, "Com um simples vestido preto, nunca me comprometo." Neste sentido, a todos assentaria como luva um vestidinho preto… Nos seus discursos nada de propostas concretas, permanecendo as mesmas na generalidade. É que convém não se comprometer, não dar uma explicação cabal sobre como iriam concretizar as suas promessas… Em vez disso, empenham-se no insulto e acusações mútuas sobre quem atirou o país para a situação em que se encontra. Pura demagogia que só engana quem não tem a capacidade de dedução. Desde o 25 de Abril estiveram alternadamente no poder o PS e o PSD, sendo fácil concluir a quem cabe a culpa… O Governo, seja ele qual for, é tal qual uma tartaruga no cimo de um poste:
Ninguém entende como ela lá chegou;
Ninguém acredita que ela esteja lá; 
Ninguém sabe que ela não chegou lá sozinha;
Ninguém entende porque a colocaram lá.
Ninguém sabe que ela não devia nem poderia estar lá; 
Ninguém sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá; 
Então, há que ajudá-la a descer, e tomar medidas para que nunca mais suba, porque lá em cima, seguramente não é o seu lugar!"

sábado, 26 de setembro de 2015

O SENHOR EMBAIXADOR

Como que por acaso, num daqueles acessos revivalistas de que raramente sou acometido (graças a Deus) revisitei um livro de Erico Veríssimo: “O Senhor Embaixador”. Este velhinho romance, publicado em 1965, curiosamente mantém a actualidade no que se refere à sua trama política e social. Para quem já leu outros livros do autor, é natural que estranhe a escrita de Érico Veríssimo neste livro. O autor adopta aqui um tipo de escrita muito diferente daquela a que nos tinha habituado em obras anteriores.
A acção deste romance desenrola-se entre Washington e Sacramento, uma república imaginária da América Central caricaturando algumas repúblicas latino-americanas, corruptas, instáveis e ditatoriais. É curiosa a semelhança entre Sacramento e Cuba ao tempo em que o romance foi escrito, principalmente na descrição que faz de uma revolução liderada por uma figura messiânica que, na realidade, é controlado por um comunista radical, e que tira do poder o ditador com o apoio dos EUA… Curiosa é também a referência ao livro War Is a Racket, onde um ex-militar diz que todas as guerras são feitas por motivos económicos.
E não são?!
Gravura de Pawel Kuczinski
O principal objectivo de qualquer guerra é usurpar os recursos dos vencidos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CANIVETE SUÍÇO

Às vezes dou comigo a pensar. Pensar é o que fazem as pessoas que não têm mais nada de importante para fazer. Na lufa-lufa do dia-a-dia não há lugar para pensar. Há que tocar a vida para a frente e seja o que Deus quiser… se é que Ele existe!
Hoje dei por mim a pensar no que seria um bom amigo… Pois é. Cada vez que alguém nos desilude damos por nós a pensar naquele rol de qualidades que caracterizam o que consideramos ser um bom amigo. Exigimos que seja alguém com quem partilhar alegrias e tristezas, com quem seja divertido estar e que tenha grande senso de humor, que esteja sempre disponível, que encontre sempre a palavra certa para nos animar,… E a lista parece não ter fim pois sempre encontrámos mais uma qualidade que faz falta a um bom amigo…
Após enumerar todas essas funcionalidades exigidas a um bom amigo, dei por mim a pensar: mas isso não é um bom amigo, isso é mais um canivete suíço…
Convenhamos que, ser um bom amigo nem sempre é fácil. Ao longo da vida, muitas pessoas ficam ao nosso lado para sempre enquanto muitas outras se afastaram mas, cada amizade que fica é uma mais-valia inestimável. Em vez de procurar o amigo tipo canivete suíço não devemos esquecer que para manter qualquer amizade é preciso também ser um bom amigo…

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

OUTONO

Homenagem àquela a quem um dia permiti
um breve olhar sobre a minha alma
a partir do qual as nossas almas se irmanaram…
Em pleno Outono, tempo de recordar, faço esta singela homenagem
àquela que foi minha única irmã.

Outono
O sol é brando e morno… E não aquece
as nossas almas sós, enregeladas…
E as folhas secas gemem, desgarradas
por fresca brisa que nos arrefece…

Já se não ouve pelas madrugadas
o despertar das aves… Emudece
a voz em nossas vidas quebrantadas,
e opressa solidão nos entristece…

Na rara melancolia do horizonte,
há um pedaço de sol em cada monte,
resumindo, saudosa, a luz dos céus…

Não sei que sinto em mim chegado o Outono!
- Folha morta levada no abandono
onde eu não sou da terra nem de Deus!...

Maria Bernardette

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

OUTONO... AINDA

Tempo de nostalgia e de reflexão.
Tempo de recordar, de paz e harmonia.
Ponto de encontro
onde a vida se resume ao nada
do que já foi na dúvida do que há-de vir…
Paira um silêncio no ar
quando o sol brilha e a temperatura é amena.
Parece que tudo se acalma no tempo…!
Tempo de esquecer o que já foi
e dar valor ao que foi, ainda é e será…
Paira um silêncio no ar
que apenas poetas conseguem ouvir…
Bem-vindo Outono,
minha estação preferida.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

ARRANHÕES SUPERFICIAIS... OU NÃO?

Há dias em que a gente sente que algo nos afecta mal grado a nossa vontade. Somos levados então por aquele impulso a fazer um balanço dos acontecimentos mais recentes sem contudo se conseguir determinar qual deles teria sido capaz de afectar o nosso bem-estar interior. Começa então a especulação: Terá sido o desagrado de não ser convidado para o convívio daquele jantar, ter sido ignorado naquela roda de amigos, não ter merecido mais atenção deste familiar ou daquele amigo, por este ou por aquele motivo… ou qualquer outro não identificado?
A custo, vai-se fazendo os possíveis por nos convencermos de que nenhum dos motivos recordados é de importância capital a ponto de ser capaz de abalar a nossa paz interior, nem tampouco conseguir ferir-nos no fundo do nosso ser. Não passam afinal de meros arranhões superficiais. Mas o simples facto de não deixar de sentir essas agressões é já por si um motivo de desagrado, por serem um sinal de que não somos tão imunes como pensávamos e desejávamos ser…
Há dias assim.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A ORIGEM DAS BODAS DE CASAMENTO

A um mês e alguns dias de festejar as bodas de carvalho, justifica-se a minha curiosidade em saber qual a origem deste hábito tão peculiar. Impunha-se por isso uma pesquisa mais profunda sobre a sua origem.
Pelo que me foi possível averiguar, a tradição das bodas de casamento não teve a sua origem na Alemanha como muita gente pensa, mas remonta a épocas mais longínquas… Segundo parece, a tradição de festejar as datas de casamento (bodas) teve origem no Sacro Império Romano-Germânico (Ler aqui). Nessa época competia às esposas coroarem os respectivos maridos com uma coroa de prata no vigésimo quinto aniversário de casamento e com uma coroa de ouro no quinquagésimo aniversário. Esta tradição manteve-se nalguns povoados da Alemanha continuando a festejar apenas os 25 e os 50 anos de casamento. Só mais tarde, em pleno século XX, é que se adquiriu o hábito de festejar todos os aniversários sendo atribuindo a cada um deles, determinado material (Ler aqui). A comemoração de todos os anos de casamento teve, como se compreende, um intuito puramente comercial...
Uma vantagem desta simbologia é a ajuda que dá na sempre difícil escolha dos presentes a oferecer e, em certos casos, servirem até de tema para a decoração da festa.

domingo, 20 de setembro de 2015

OS INDECISOS

Cada vez que me mostro indeciso quanto a ir votar nas próximas eleições legislativas, dizem-me que votar não é apenas um direito mas principalmente um dever cívico.
- Depois, não te queixes. Dizem.
Para mais tarde não me vir a queixar, armo-me de toda a pachorra possível e lá vou ouvindo todos os debates transmitidos pela TV. Aqui, que ninguém (ou quase) me lê, confesso que acabo cada vez menos esclarecido.
Não consigo detectar grandes diferenças entre os “maiores” partidos políticos portugueses. Entre PSD e PS encontro apenas uma diferença... o D. Quanto ao PCP mais me parece um Partido dos Conservadores Portugueses. O BE parece ser uma Boa Escolha embora não lhe reconheça “energia” suficiente para levar avante a sua ideologia…
E os debates sucedem-se mais parecendo rounds de uma luta de boxe. Embora não cheguem a vias de facto, as agressões verbais são comuns. Perante este cenário e por ter uma antipatia visceral por políticos, pergunto-me qual o interesse para os próprios de toda esta luta?
Dizem-me que, por cada voto obtido os partidos recebem cerca de 3€ …
Porque não me sinto na disposição de financiar partidos políticos, fica a dúvida:
Em quem votar?
Tenciono votar no partido que se propõe:
- Reduzir em 50% o orçamento da Assembleia da Republica e da Presidência da Republica;
- Reduzir em 50% as subvenções estatais dos partidos políticos;
- Cortar as subvenções vitalícias aos deputados;
- Cortar em 30% os vencimentos e mordomias dos políticos, assessores e secretários…;
- Cortar os apoios às Fundações bem como os benefícios fiscais às mesmas;
- Reduzir em média 1,5 vereadores por cada câmara;
- Renegociar as Parcerias Público Privadas e as Rendas Energéticas;
Deste modo e segundo o sociólogo Boaventura Sousa Santos*, o país reduziria a despesa em mais de 2 100 MILHÕES DE EUROS
Alguém me sabe dizer qual o partido que se propõe implementar estas medidas da mais pura e elementar justiça?
*Boaventura de Sousa Santos é um Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

NÃO É VERGONHA ERRAR...

Quem nunca errou? É costume dizer-se, que atire a primeira pedra. Ao que consta, a frase terá sido proferida por Jesus em defesa da “mulher adúltera”. Errar é humano mas grave, grave é não assumir o erro e não o tentar remediar.
Vem isto a propósito das famigeradas “lombas” colocadas no acesso ao condomínio onde habito. Durante a sua já (demasiado) longa existência está mais que provada a sua prejudicial inutilidade. Quem circulava a uma velocidade inadequada para o local, continua a fazê-lo. Por outro lado, quem tem amor à suspensão das suas viaturas e à saúde da sua coluna, passou a circular a baixíssima velocidade o que obriga quem pretende entrar a uma longa espera no portão onde não é possível o cruzarem-se duas viaturas. Além disso, tenho verificado (eu próprio o faço) que quando possível, a maioria dos utentes contorna as benditas lombas, se calhar, até quem votou a favor das ditas….
É pertinente dizer-se que vergonha não é cometer um erro. Vergonha é insistir no erro e não tentar remediar o que foi um verdadeiro equívoco na escolha do perfil das ditas lombas mais apropriadas a grandes estradas do que a uma pequena via de acesso particular.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DIAS DE CHUVA

Hoje o Verão agoniza debaixo de um dia de temporal, de chuva intensa e rajadas de vento da ordem dos 90 km/h e, segundo os senhores da meteorologia, não o esperam melhores dias. Só espero que o Verão não sucumba debaixo deste temporal…
Com um dia assim, é uma bênção ficar em casa na companhia de um bom livro a ouvir a chuva cair. Há lá coisa melhor do que ler um livro em dias de chuva?
Admito que estes dias são deprimentes na medida em que despertam a nostalgia de outros dias do passado. Contudo, nem sempre a nossa nebulosidade interior é o reflexo da meteorologia, cabe-nos a decisão de transformar estes dias de chuva num dia especial de calmia interior… Por que não, lendo um bom livro que nos ajuda a abstrair de maus pensamentos e a criar o clima propício à concentração na leitura?

terça-feira, 15 de setembro de 2015

HÁ SITUAÇÕES EM QUE O MELHOR É NÃO DIZER NADA

Há situações na vida em que nos faltam as palavras. Queremos dizer qualquer coisa para animar ou aconselhar alguém e ficámos sem saber o que dizer.
Eu sei que não é fácil animar quem está em baixo, mas a maior maldade que se pode fazer é ignorar quem precisa de um ombro amigo mas também sei que há quem não tenha vocação para ser "o ombro amigo"…
Também sei que, em certas situações, o melhor é não dizer nada.
A este propósito sempre me lembro de uma anedota que um dia me contaram sobre um louco que estava num hospital psiquiátrico. Um certo dia ele recebe uma carta e os outros loucos, curiosos, acercaram-se dele para ver. Quando abriu a carta esta apenas continha uma folha em branco. Perante o espanto dos outros, ele disse:
- É do meu irmão.
- Como é que sabes?
- Ele não sabe escrever.
Embora não soubesse escrever, a folha em branco dizia:
Estou aqui. Estou presente. Conta comigo…
Às vezes não dizer nada, diz mais do que tudo que se possa dizer…

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O MILAGRE DA CASCA DA MAÇÃ

É sobejamente conhecido o ditado “uma maçã por dia mantém o médico à distância” na medida em que reduz o colesterol e diminui a obesidade. Até hoje, ainda ninguém tinha falado nos benefícios deste fruto ao nível muscular. Pois é, acabo de saber que segundo cientistas da Universidade de Iowa, a casca das maçãs e também dos tomates verdes, consegue rejuvenescer os músculos das pessoas idosas em apenas dois meses. Garantem os mesmos cientistas que, esse espaço de tempo é o suficiente para que um idoso fique com uma massa muscular idêntica à de um jovem…!
Este milagre deve-se ao ácido ursólico presente na casca destes frutos. O ácido ursólico consegue reduzir a actividade da proteína ATF4, responsável pela atrofia muscular. Para chegar a esta conclusão, os cientistas realizaram testes com ratos idosos. Estes testes mostraram que, pela acção do ácido ursólico, a massa muscular dos ratos aumentou em 30% ao fim de dois meses!
Ando eu há já alguns anos a correr para o ginásio, a suar e a gemer na mira de conseguir fortalecer os músculos e afinal a solução sempre esteve aqui tão perto, à distância da fruteira na mesa da cozinha!

domingo, 13 de setembro de 2015

O ANEL DE GIGES

Trata-se de um anel mágico que Giges (1), um simples pastor, encontra por acaso. Este anel possui a magia de tornar completamente invisível quem o possui para o que basta rodar a pedra do anel para a palma da mão e, rodando no sentido inverso, volta a ficar-se visível. Esta capacidade de se tornar invisível é um anseio antigo da humanidade largamente ficcionado em séries televisivas, filmes e na literatura. Ficar invisível esporadicamente aos olhos dos outros, até que poderá ser uma dádiva…
Se por um lado existe o desejo de se tornar invisível, por outro também existe o anseio de rodar a pedra do anel em sentido contrário, isto é, tornar-se visível. A visibilidade é algo intrínseco à natureza humana. Quem não anseia pela visibilidade no emprego, no meio artístico ou mesmo na vida privada?
Há dias, ou serão apenas momentos? em que se fica completamente invisível aos olhos dos outros… As pessoas com quem nos cruzámos só demonstram que existimos porque se desviam à nossa passagem… Ninguém repara se vestimos aquela fatiota que tão bem nos fica ou se enfiamos à toa algumas peças de roupa,… Muito menos reparam se o seu sorriso vem lá de dentro ou se é apenas aquela máscara que tão bem o imita.
Há dias assim em que se fica completamente invisível aos olhos dos outros…
Será um dom ou maldição?
Há dias assim.
(1) Ver o vídeo

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

AINDA SOBRE O DEBATE

As sondagens continuam brotar através de todos os canais televisivos e jornais diários. Uns dão a vitória a Passos Coelho outros, a António Costa… Francamente, eu que não estive muito atento mas que já assisti vezes sem conta aos excertos mais relevantes que os meios de comunicação nos impingem, ainda não sei quem saiu vencedor. Não sei nem me interessa. Se não sei quem ganhou o debate, sei seguramente quem o perdeu: PORTUGAL.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

ALGUÉM SE LEMBRA?

Alguém se lembra (ou sabe) quem são os verdadeiros responsáveis pela actual crise que o país atravessa?
Quem chamou a Troika?
Quem fez os cortes salariais e das pensões?
Quem aumentou os impostos?
…….
António Barreto aponta a elite política como a principal responsável pela crise que se instalou em Portugal nos últimos anos e acrescenta que alternância entre PSD e PS no poder só piora ainda mais a situação.
(In TVI24 24/03/2015)
Continuo a insistir na frase de Emília Viotti da Costa: “Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

UM POVO SEM MEMÓRIA

A frase que aqui serve de título é por demais conhecida e usada como exemplo da falta de conhecimento da nossa história recente (e não só) por parte da população mais jovem e direi mesmo da mais idosa. Se é verdade que a culpa não lhes cabe inteiramente uma vez que a escola não lhes transmite esse conhecimento não é menos verdade que existe também muita falta de interesse pela informação. E assim se vão perdendo memórias e experiências que poderiam contribuir para evitar erros futuros.
Ao contrário do que acontecia com a geração mais velha, hoje vive-se a cultura do imediato e do desapego (no mau sentido). Já lá dizia Jean-Jacques Rousseau há séculos atrás: “o ser humano é fruto do meio em que ele vive”…
video
Depois de ver este vídeo não admira que a “Lei da Alternância”, entre os dois maiores partidos, continue a vigorar neste país.
“Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”. (Emília Viotti da Costa)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

SAUDADE, NOSTALGIA OU SEJA LÁ O QUE FOR

A gente sente o que sente e, às vezes, nem sabe bem o que sente. Há quem não se preocupe com o que sente. Sente porque sente e não importa o quê nem o porquê. Eu importo-me, se bem que nem sempre consiga definir exactamente o que sinto. Mas o sentir porque sim, não faz sentido. Sempre me preocupei em saber o porquê das coisas. Chega a ser doença e se calhar é mesmo, não sei… Cá está mais uma coisa a investigar!
Uma música, um cheiro, um sabor, uma paisagem,… são por vezes o bastante para se estabelecer uma associação com momentos já vividos que despertam um sentimento difícil de explicar. Não se pode dizer que é saudade porque a saudade sente-se de alguém ou de algum momento do passado mas que se pode mitigar com o regresso ou o revisitar de algo ou alguém. O que sinto tem mais a ver com aquela sensação agridoce a que chamam nostalgia já que se relaciona com momentos que de antemão se sabe serem impossíveis de repetir porque se relacionam com pessoas que já partiram ou com momentos irreversíveis do passado…

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ESCAPADINHA AO SOAJO - GERÊS

Esta é uma sugestão para um fim de semana diferente podendo optar por pernoitar de sábado para Domingo nas casas do Soajo ou, como nós fizemos, passear numa tarde de Domingo já que a viagem do Porto ao Soajo demora apenas cerca de 1h30.
Até chegar à bonita Vila do Soajo, desfrutam-se de belas paisagens ao longo do percurso através da Serra do Soajo e da Peneda.
Florestas de Carvalhos
O rio corre lá em baixo
E lá vai ele...
Pequenos aglomerados de casas pelos vales e encostas das serras
Além das estradas serem sinuosas e estreitas, há que contar com animais à solta
Bois pastam livremente e atravessam a estrada
Chegados à bonita Vila do Soajo
A Vila do Soajo, situada numa das vertentes da serra da Peneda, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês é uma das mais típicas aldeias portuguesas. Esta Vila é famosa pelo vasto conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária. É imperdoável não visitar este magnífico conjunto.
Espigueiros
De regresso, aproveite para visitar o Santuário da Peneda, construído em honra da Senhora das Neves. Este Santuário que faz lembrar o do Bom de Jesus do Monte em Braga, destaca-se pela lindíssima paisagística envolvente.
Santuário da Peneda
Infelizmente não nos foi possível chegar até lá devido a um acidente que bloqueou a estrada. Fica para outra vez. Havemos de lá voltar porque vale mesmo a pena.

sábado, 5 de setembro de 2015

ANTES QUE BORRES A PINTURA...

Tudo o que tens de fazer
é melhor fazer agora.
Para ontem já vai tarde,
o amanhã ainda demora,
pode nem acontecer…

Lembra-te do que diz a Bíblia, (Eclesiastes 9.10):
“Tudo quanto te vier à mão para fazer
faze-lo  conforme as tuas forças,
porque no além para onde vais,
não há obra, nem projectos,
nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”
E é para lá que tu vais…

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

EM QUE MOMENTO DEIXAMOS DE SER HUMANOS?

Hoje esta foto está profusamente divulgada em todas as redes sociais, jornais e TV e já arrefeceu a polémica gerada aquando da sua publicação. Quando pela primeira vez foi mostrada na TV gerou uma onda de indignação por uma parte, não sei se grande ou pequena, da população deste quintal à beira-mar… Argumentavam esses tantos que a divulgação de imagens como esta devia ser evitada a fim de não ferir sensibilidades mais susceptíveis. Se por um lado compreendo esta posição, trata-se de uma imagem violenta de grande impacto, sem dúvida, mas retrata uma realidade que não podemos, nem temos o direito de camuflar. Há também quem considere a publicação da foto como uma falta de respeito pela dignidade da criança! Falta de respeito pela dignidade desta e de todas as crianças que acorrem à Europa é não mexermos uma palha para criar condições de paz e prosperidade nos seus países de origem de forma a não terem necessidade de abandonarem a sua pátria em precárias condições e com risco de vida.
Ou será que teria mais sentido vermos as imagens de milhares e milhares de migrantes mortos só daqui a 70 anos como fizemos com o holocausto dos judeus na Alemanha Hitleriana?
Perante a imagem de milhares de mulheres, crianças e homens mortos em naufrágios ou encurralados em autênticos campos de concentração pergunto-me: em que momento deixámos cair a nossa humanidade e nos tornámos insensíveis ao sofrimento dos nossos semelhantes?

Cada vez se torna mais actual e pertinente o apelo do Papa Francisco para o “despertar das consciências” para combater a “globalização da indiferença”.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

VERBORREIA

Em plena pré-campanha eleitoral é espectável que, os representantes dos diferentes partidos políticos, se esforcem para convencer o eleitorado através de uma incontida verborreia. Note-se que o recurso à palavra - verborreia – não se trata de uma mera confusão com a parónima, muito parecida mas que se refere ao produto expelido através de um orifício diferente do corpo humano embora o cheiro seja o mesmo…
Os discursos são quase sempre os mesmos com algumas variantes conforme se trate de partidos de esquerda ou mais à direita. Todos prometem aquilo que não têm a contar com o dinheiro dos nossos impostos ou dos subsídios comunitários.
Por mais habituado que se esteja a esta verborreia de políticos e comentadores a quem pagámos balúrdios para nos impingirem a sua opinião pessoal, não é possível deixar de sentir náuseas perante o chorrilho de velhas propostas restauradas como sendo as novas soluções para a crise económica e desemprego.
Até ao momento, esta verborreia resume-se a puros exercícios de retórica que se resumem à maledicência uns dos outros e à total ausência de propostas concretas que permitam de facto uma melhoria de vida dos cidadãos mais desprotegidos.
Enfim, no próximo dia 4 de Outubro seremos chamados a dar o nosso voto para eleger a Assembleia da República, vulgo Eleições Legislativas. Quando me pergunto em que partido votar, só me lembro que todos, mas mesmo todos os partidos, aprovaram a substituição do Tribunal de Contas pelo Tribunal Constitucional logo após aquele ter detectado irregularidades nas despesas relativas às mordomias dos políticos e juízes, tais como carros de serviço individuais, cartões de crédito, etc., etc. …!
Não me consigo esquecer que todos, mas mesmo todos os partidos políticos votaram contra a redução do número de deputados na AR…!
Como cidadão de um país endividado (para não dizer falido) que dispensa e despede funcionários públicos, mesmo admitindo que nalguns casos fossem excedentários ou desactualizados, não compreendo por que não seguir o mesmo critério começando por reduzir as centenas de deputados que, embora muito trabalhadores (lá por fora da AR) ao que se consta e ainda por cima, segundo dizem algumas vozes, tão mal pagos… coitados!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

DESTINOS DE FÉRIAS - VILARINHO DAS FURNAS

A manhã de quinta-feira apresentou-se chuvosa envolvendo a paisagem em nevoeiro.
Apetecia ficar no aconchego da Pousada mas como se aproximava a hora de almoço, tomámos o rumo de Vieira do Minho onde se chega através de uma estrada com bom piso e largura razoável.
Depois de almoço e apesar do tempo, tomámos a estrada para Vilarinho das Furnas com passagem obrigatória pelo Santuário de São Bento da Porta Aberta. Sendo o segundo destino de peregrinação de Portugal depois de Fátima é normal encontrar uma enorme afluência de peregrinos nesta altura do ano motivo pelo qual não parámos e também por já conhecermos de visitas anteriores.
Por uma estrada sinuosa, estreita e por isso bastante perigosa, lá chegámos à barragem de Vilarinho das Furnas.
 Barragem de Vilarinho das Furnas

Albufeira da barragem
Devido ao nível da água na albufeira não foi possível ver as ruínas da aldeia submersa de Vilarinho das Furnas. Ficará para outra viagem.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

DESTINOS DE FÉRIAS -CASCATA DO ARADO

Mais um amanhecer, o segundo, na pousada da Caniçada porque o dia de ontem foi dedicado ao convívio dos amigos de sempre que nos visitaram e com quem passámos o dia.
Chegada do casal Cardoso
Nesta manhã de quarta-feira, após um pequeno-almoço bufet bastante variado embora eu não vá além do café com leite e o pão com manteiga, revisitámos Vilar da Veiga mesmo ali em baixo junto às pontes. Almoçamos na antiga pensão, hoje hotel, onde passámos férias com os filhos ainda crianças em tempos menos abonados…
A ilhota quase em frente à pensão onde ficávamos hospedados quando os filhos eram crianças
A praia logo ali ao lado da ilhota que em tempo de seca é possível acessar a pé.
Depois do almoço, fomos até à Cascata do Arado. Apesar do mau estado da estrada é um percurso que recomendo conforme testemunham as fotos.
Na volta, impunha-se visitar a Vila do Gerês. Um breve passeio a pé com paragem no comércio local para comprar o bom mel do Gerês.
A água da cascata, pouco visível devido à vegetação e de difícil acesso, cai num lago de águas de um puro azul
Na volta, impunha-se uma visita à Vila do Gerês e foi o que fizemos. Um breve passeio a pé com paragem em vários estabelecimentos do comércio local para comprar o afamado mel do Gerês.
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