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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

HÁ COISAS QUE NEM VALE A PENA RECORDAR

Há cerca de um mês (mais coisa, menos coisa) que não vinha aqui. Mas isso agora, não interessa nada (onde é que já ouvi isto...). Estou em casa, a casa é que não está comigo. Não me reconhece, não me diz muito... Aliás não foi assim que a sonhei mas na altura sonhei tudo bem diferente... Mas isso agora não interessa nada.
Pois bem, cá estou. Mais para provar que o pensamento continua a “jorrar” tal como outrora (infelizmente) mas para provar que estou aqui, vivo da costa e a pensar...
Podia falar da CGD (para ficar por cá) ou do que penso sobre a morte do Comandante – Fidel de Castro mas vou resistir a essa tentação. Cada um tire daí as suas justas conclusões. Eu cá fico com as minhas. E ninguém tente fazer-me mudar de opinião e creio estar certo... Esperemos para ver ou para não ver... Há coisas que não convém ver.

Há dias assim…

domingo, 31 de julho de 2016

O BILHETE DE IDA E VOLTA

Quando aqui cheguei
trazia o bilhete de ida.

Toda a gente traz
quando entra nesta vida.
(por isso não me zanguei)

Dirigi-me ao guiché
aí eu perguntei:
Só queria saber
a data da partida.


É que ainda não sei…

quinta-feira, 28 de julho de 2016

AS COISAS ACONTECEM

As coisas, boas ou más, acontecem por alguma razão, dizem… às vezes, ao longo da vida as coisas vão-se sucedendo, não todas de uma vez, mas umas atrás das outras sendo que cada uma é sempre pior do que a anterior. E é geralmente assim que as coisas acontecem…
Há dias em que só acontecem coisas boas, noutros só coisas más e noutros ainda, aquelas coisas assim assim.
As coisas acontecem por qualquer razão que nem sequer vislumbramos:
Talvez por que ultrapassámos o prazo de validade;
Talvez por que a estrutura que habitámos não aguente mais;
Talvez por que a nossa missão tenha terminado;
Talvez por todas ou apenas por uma dessas razões
Ou talvez por razão nenhuma… só porque a vida gosta de pregar partidas…
Há dias em que a vida gosta de jogar xadrez e nós somos os peões!?
Há dias assim

segunda-feira, 25 de julho de 2016

ONDE MORAM OS FANTASMAS?

Virginia Woolf 
Virginia Woolf, no início da sua carreira de escritora começou por escrever pequenos textos jornalísticos vindo a tornar-se uma das mais proeminentes escritoras do modernismo. Numa das suas múltiplas palestras, Virgínia contou que quando escrevia um texto, a sombra de um anjo soprava-lhe ao ouvido os padrões que ela deveria seguir para que os seus textos tivessem sucesso.  De tal modo a atormentou que preferiu matá-lo, e só assim conseguiu ser mais autentica na sua escrita.
Evidentemente, Virgínia Woolf não matou ninguém nem nunca existiu o tal anjo. Usou apenas essa figura de retórica numa alusão aos seus próprios fantasmas.
É na infância e por vezes mais tarde, durante a adolescência que travámos conhecimento com alguns dos nossos fantasmas. Os anos passam, a vida dá voltas e chegamos a pensar que eles nunca existiram, por isso mesmo é que são fantasmas… Mas alguns ficaram lá se bem que não saiba concretamente onde fica esse “lá”. Um dia, sem que nada o faça prever, eles acordam e surgem do nada assim como se nunca tivessem deixado de existir.
Todos temos os nossos fantasmas. Há quem lhe chame “medos”. Não me venham com essa treta de que há quem não tenha medo de nada, que precisamos matar os nossos fantasmas.
Na verdade, todos temos os nossos fantasmas vindos de algum tempo remoto da nossa juventude. Coisas do passado que nos assaltam a memória e que ficaram por resolver ou foram mal resolvidas. Não é verdade que os fantasmas surjam do nada, simplesmente estavam adormecidos. Há uns mais dorminhocos do que outros mas todos teimam em acordar, mais tarde ou mais cedo.
Apesar de todas as “receitas” e tratados filosóficos, nunca conseguiremos ver-nos livres deles.

domingo, 24 de julho de 2016

SEMPRE ACTUAL

É recorrente dizer-se que o povo tem memória curta, por isso nunca é demais relembrar que já em Agosto de 1983, o Governo do Bloco Central PS-PSD, foi forçado a assinar um memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional com a consequente subida dos impostos, desvalorização da moeda, congelamento do crédito e salários, o aumento do desemprego…. Convém não esquecer que nessa altura, o primeiro-ministro era Mário Soares.
A crise que travessamos actualmente é em tudo idêntica à de 1983, contudo pasme-se com a consonância das declarações de Mário Soares com o tempo que agora vivemos! Quer se goste ou não de Mário Soares, uma qualidade tem que se lhe reconhecer: ele mantém-se sempre actual na sua linha de pensamento… Senão vejamos:
A propósito das medidas de austeridade, Mário Soares declarava ao DN, a 27 de Maio de 1984: Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto.
A 1 de Junho dizia à RTP Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos…!
Acerca do desemprego, declarava: “isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego. O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidado. JN, 28 de Abril de 1984
Como solução para a crise, a 6 de Dezembro, declarava na 1.ª página do JN: Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos.
Sobre as greves, fazia esta curiosa afirmação: A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar RTP, 1 de Junho de1984
Depois de recordar estas declarações, digam lá se o homem não merece ser homenageado?!

sábado, 23 de julho de 2016

PORQUE HOJE É SÁBADO

Há coisas que por mais que sejam ditas ninguém as vai entender. E não é por falta de palavras para as definir ou de capacidade para as exprimir. Simplesmente porque cada um sente de maneira diferente, isto é, à sua maneira. Por isso se diz, há coisas que não se explicam, sentem-se. Mas às vezes há a tentação de explicar como e em que medida se sente.
Já alguma vez tentou explicar a alguém um sentimento, um gesto, um sorriso?
Certamente, se já o fez, sentiu a frustração, a desilusão, o desespero de não conseguir traduzir por palavras (ou por gestos) toda a intensidade do sentimento. É que os sentimentos não são mensuráveis como qualquer outra grandeza. Por essa razão, nunca ninguém saberá a verdadeira dimensão dos seus sentimentos, quer se trate de amor, amizade, raiva ou seja que outro sentimento possa ser.
Os sentimentos são assim. Surgem de forma imprevista numa escala de diferente intensidade de acordo com o tipo de sentimento e da pessoa visada.
Há coisas que acontecem porque têm de acontecer. Não se explicam nem se medem.
Porque hoje é sábado, amanhã, inevitavelmente, será domingo… E alguém consegue mudar esta realidade?

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A ESTRADA

Há dias em que a gente se sente meio perdido por qualquer razão, seja ela concreta, imaginária ou mesmo sem razão nenhuma. Lá estou eu meio embrulhado e a confundir o leitor mais corajoso e atento. Mas é mesmo assim o que se sente quando, ao longo da vida, se nos depara uma nova encruzilhada. Usando o velho cliché, direi que a vida é feita de escolhas e regularmente nos confronta com nova encruzilhada. Nessa altura do percurso, é imperioso tomar a decisão de optar por um dos vários caminhos que se nos oferecem correndo até o risco de se perder. Toda a gente, em algum momento, já foi confrontado com essa escolha.
A escolha da estrada que nos leva foi aquela que, no momento, nos pareceu ser a estrada certa tendo em vista os objectivos do momento. E por ela vamos seguindo até ao dia em que nos interrogámos se teria sido a melhor escolha. Mas, será que existe uma estrada certa? E por que não ser esta mesmo por onde vamos caminhando?
Por vezes a dúvida nasce apenas do tédio, da rotina instalada, da ausência de diálogo, de pequenos detalhes mal interpretados… dos nadas de que a vida é feita e que afinal são tudo o que nos resta para construir o futuro.
Há dias assim.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O MUNDO VAI ACABAR CEGO

Sempre que ocorre mais um atentado à vida de seres humanos inocentes, há uma voz que se levanta em defesa do velho código de Hamurabi cuja máxima é “olho por olho, dente por dente”. Num daqueles seus polémicos discursos à multidão dos seus apoiantes, Donald Trump defendeu a prática desta máxima como sendo a solução para combater o Estado Islâmico.   O que este código preconiza essencialmente, é que se faça aos agressores algo em tudo semelhante ao mal que eles executaram. Isto é, à morte de inocentes, como aconteceu recentemente em Nice, responderíamos com a morte de outros inocentes…
Face a estes actos de uma brutalidade gratuita, é grande a tentação de por em prática a máxima “olho por olho, dente por dente”, se não nos lembrássemos de que, do outro lado, também há gente inocente.
Por vezes cedo à tentação de defender que se aplique a lei de Hamurabi relativamente aos assassinos e autores de qualquer outra violência exercida sobre outrem. Mas, como Gandhi muito bem lembrou, “Olho por olho e o mundo acabará cego”.

terça-feira, 19 de julho de 2016

NÃO ESCREVO, MAS PENSO

Não escrevo, mas penso. E há tanta coisa que penso, mas não escrevo…! Se não escrevo ainda penso. Penso que vai haver amanhã, que o sol veio para ficar, que as férias estão a chegar… Sim, porque férias só considero aqueles dias em que me afasto de casa. Entenda-se por casa a terra onde vivo, o edifício que habito, o café que frequento, a caixa do correio onde moram as contas para pagar,... Podem ser apenas uns 10 ou 15 dias mas é o tempo suficiente para me certificar de que há mais mundo para além deste cantinho onde circulo (mas pouco) durante o resto do ano.
Não escrevo há alguns dias, mas nem por isso deixei de pensar, logo este blogue tem um filão inesgotável… até ao dia em que efectivamente se esgote. É a lei da vida.
E por que razão não escrevo?
Valores mais baixos (literalmente) se impõem…

domingo, 17 de julho de 2016

MAIS UM ARTISTA QUE DESPONTA

Penso que não será exagero da minha parte afirmar que estamos perante mais uma obra prima saída das mãos de Ricardo Leal.

Por mim, sou fã não por uma questão de parentesco, mas pelo valor artístico das poucas peças que me foi permitido observar. Que o bom gosto impere e lhe seja dado o devido valor.
Repare-se neste pormenor do trabalho.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

DO LADO CERTO PARA O LADO ERRADO

Porque não entrei palavras que melhor traduzam o meu “luto” perante este acto cobarde contra mulheres, homens e crianças (!) desarmados, sirvo-me deste texto de Pedro Rolo Duarte:

“… por mais liberais que sejamos, há ainda, e sempre, para quase tudo, um lado certo e um lado errado. Assisto, estupefacto e chocado, à tragédia de Nice, e consola-me um único facto: a maioria de nós persiste no lado certo. A tentação pode ser grande, mas não podemos ceder ao lado errado.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

OS MITRAS E AS MITRAS

Até há bem pouco tempo, por mitras só conhecia as usadas pelos mais altos representantes religiosos, Católicos e Ortodoxos, em ocasiões solenes. Ultimamente tenho sido surpreendido com o uso do termo num contexto totalmente diferente.
Num mundo em constante e rápida mudança não é difícil correr o risco de ficar desactualizado em questão de meses ou mesmo até de dias. O que hoje é tido como certo, amanhã pode estar completamente ultrapassado; o que hoje é moda, amanhã pode cair em desuso ou mesmo ser considerado cafona. Nem sei até se o termo cafona continua em (bom) uso, isto é, se não é considerado possidónio… É que, como tudo, também a língua falada passa por modas e, determinados termos que faziam parte do vocabulário da nossa juventude, encontram-se completamente fora de moda.
Quem contacta com jovens na família ou profissionalmente, é sempre uma boa ideia conservar-se bem informado acerca da evolução do linguajar indispensável a uma boa comunicação entre diferentes gerações. Por isso, apressei-me a consultar diversos dicionários online tendo em vista conhecer o significado de mitra na terminologia actual. Por definição e por oposição aos chamados betos, trata-se de um jovem (entre os 20 e os 35 anos), de comportamento ruidoso, desrespeitoso, ameaçador ou mesmo violento, que é vaidoso, mas tem gostos considerados vulgares.
São afinal aqueles a quem, numa terminologia mais antiquada, eu designava de Gunas ou Chungas… Espécime que, ao que parece, prolifera principalmente nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra e se encontram quase sempre nos jogos de futebol, manifestações… e ginásios. Há-os de todos os géneros e feitios. Alguns até têm cursos superiores graças aos sacrifícios que os pais fizeram para os mandar para a universidade; uns são cultos, outros ignorantes; uns são de esquerda, outros de direita.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

SABER PERDER, SABER GANHAR

Por mais que se diga que não importa ganhar, o importante é participar, na realidade toda a gente quer é ganhar.
Todos sabemos, porque a vida nos ensinou, que tal é impossível. A vida é feita de vitórias e derrotas. Umas vezes ganha-se, outras perde-se e isto em todos os campos, quer profissional, quer emocionalmente.
Contudo, talvez por culpa nossa (dos mais velhos), criou-se uma geração de jovens que lidam mal com a derrota. É frequente ouvir o cliché: “os jovens não sabem perder, não sabem ouvir os mais velhos, querem que tudo lhes corra de feição”. E na verdade, muitos dos jovens não sabem porque não admitem perder. Alguns, perante a derrota, demonstram um sentimento de desgosto e inconformismo exagerado e doentio.
Sabe-se, através de estudos de conceituados psicólogos de todo o mundo, que o sentimento de frustração perante a derrota está intimamente relacionado com o medo, a insegurança e principalmente com uma vida familiar conturbada.
Não admira, pois, que a recente derrota no Euro, tenha provocado por parte de alguma sociedade francesa um profundo mal estar o que talvez possa ser explicado pelo medo e insegurança que têm vivido nos últimos tempos devido aos atentados terroristas.
Por muito que custe, é preciso aceitar esta dura realidade, a vida é feita de vitórias e derrotas e quem não sabe perder, jamais merece ganhar.

terça-feira, 12 de julho de 2016

FICAR BEM OU MAL NA FOTOGRAFIA

Isto de ficar bem ou mal na fotografia, em política, tem muito que se lhe diga. Voltando ao tema do Brexit já velho, mas ainda actual, há quem tenha ficado mal e outros menos bem. Quem ficou mesmo mal na fotografia foi David Cameron o primeiro-ministro demissionário. Ao apostar no referendo sobre a permanência na União Europeia como trampolim para a sua reeleição acabou por ficar mal na fotografia. Saiu-se mal.
Menos bem ficou o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn que, por ter apoiado a permanência na EU, acabou por não ficar bem na fotografia embora já tivesse anunciado que não se demitia.
Não ficaram nada bem na mesma fotografia, Jean-Claude Juncker e Donald Tusk, responsáveis pelo falhanço das negociações com o Reino Unido tendo em vista assegurar a sua permanência na EU.
Por fim e lá muito na retaguarda, ficou Angela Merkel responsável por uma estratégia orçamental recheada de medidas de austeridade que muito contribuiu para o Brexit.
E já agora, eu que não tive nada a ver com essa tal fotografia, acabei por não ficar nada mal nesta fotografia…

segunda-feira, 11 de julho de 2016

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS

Há jogos que já estão decididos logo à partida, nem precisavam de se realizar… Os deuses, reunidos no Olimpo, decidem quem vai vencer a “batalha” e tudo se conjuga para que o vencedor seja o eleito dos deuses. A esta hora os deuses devem estar coléricos porque a teimosia e a tenacidade dos adversários ousaram alterar os seus desígnios.
Descendo à Terra, foi com imensa tristeza que vi ontem a Cidade Luz mergulhar na mais profunda escuridão das almas dos responsáveis por alguma imprensa francesa. Nem a tentativa trapalhona e frustrada de iluminar a Torre Eiffel com as cores de Portugal conseguiu iluminar aquelas almas de quem não sabe perder. Bem se diz que quem não sabe ganhar também não sabe perder. No fundo, faz-me pena a atrapalhação do técnico de iluminação da Torre Eiffel. Não estava previsto que outra selecção que não a francesa fosse Campeão Europeu. E lá ficou colorida com as corzinhas da bandeira francesa. Mas apenas por acaso, nada de maus pensamentos...
Contra tudo e contra todos, Portugal sagrou-se Campeão Europeu de futebol.
Viva Portugal.
Se concordas, partilha

sábado, 9 de julho de 2016

"SE PERDERMOS, QUE SE FODA"

Com as novas tecnologias, e não só, torna-se perigoso sussurrar e muito menos gritar seja o que for. Basta alguém que saiba ler nos lábios estar por perto para que o maior segredo seja divulgado… Claro que, para ser notícia, é preciso que seja da autoria de alguém famoso ou simplesmente VIP. Nessa lista de gente famosa pode incluir-se sem dúvida Cristiano Ronaldo. À custa disso, tem andado a circular no Youtube um vídeo que se está a tornar viral. Nele podem ler-se, já que está legendado, as palavras de incentivo de Ronaldo para Moutinho no jogo com a Polónia. No momento da execução de um penalti, Ronaldo grita para Moutinho: “Anda bater, tu bates bem, se perdermos que se foda”. Ver video
A expressão traduz precisamente o meu pensamento acerca do próximo jogo da Selecção Portuguesa com a França. O importante é Portugal ter chegado à final.
Se perdermos, que se f***.
E que nos sirva de lição a atitude da selecção e do povo Islandês…

quinta-feira, 7 de julho de 2016

A MÚSICA E O SILÊNCIO

Gosto do silêncio, mas não de todos os silêncios. Há os silêncios positivos, que nos trazem paz e a acalmia, assim como há silêncios negativos que nos causam desconforto e mesmo algum embaraço. Gosto do silêncio principalmente quando escrevo apesar de, mesmo nesses momentos, conseguir perceber os vários sons à minha volta. O ruído do trânsito ao longe, o chilrear dos pássaros, o som de vozes humanas, o toque do sino da igreja, etc.
Embora goste do silêncio, são momentos apenas que alterno com aqueles em que dou asas à música que inunda o meu espaço ou então com uma agradável conversa entre amigos. Apesar dos silêncios, conto sempre com a presença da música que, por sua vez, também precisa de silêncio para que a melodia tenha um maior impacto em quem a escuta ou para que os “silêncios” da própria música se tornem perceptíveis…

quarta-feira, 6 de julho de 2016

AMAR NÃO É FÁCIL

A toda a hora somos bombardeados através das redes sociais, jornais e revistas com artigos da autoria desde conceituados psicólogos até ao mais comum dos mortais sobre a melhor forma de amar. De repente, parece que toda a gente descobriu a receita mágica para uma vida amorosa perfeita e duradoura.
Toda a gente sabe que amar não é fácil. Mas mais difícil ainda é ser amado segundo as nossas espectativas… É que cada um tem a sua forma muito própria de amar, demonstrar carinho, dar atenção ao outro, de expressar enfim, as suas emoções e sentimentos. Este jeito todo próprio de amar, como diria Bethânia na canção*, depende muito dos fantasmas que trazemos do passado e das vivências que vamos acumulando ao longo da vida. Há aqueles que são mais tímidos no momento de expressar os seus sentimentos, enquanto outros encontram facilmente formas criativas de expressar perfeitamente tudo o que sentem.
Enfim, amar não é fácil e não existem “receitas” para amar na perfeição.
Se amar fosse fácil não existiam tantos desgostos de amor…

terça-feira, 5 de julho de 2016

CHEGOU O VERÃO, VAMOS À PRAIA

Parece que finalmente o verão já chegou a avaliar pelas temperaturas dos últimos dias. Além da temperatura amena, o sol tem brilhado num convite irresistível para ir até à praia. Aí começa o drama de quem já teve problemas de pele ou de quem tem pele muito clara. Apesar do desejo de ter uma pele bronzeada, sabe-se hoje que uma exposição exagerada ao sol, mais propriamente aos raios UV, é um factor de risco no que diz respeito ao cancro da pele. Contudo, para obter um óptimo bronzeado, não é necessário passar horas a torrar ao sol. Existem alimentos ricos em betacaroteno que possibilitam adquirir um bronzeado natural e saudável.
O betacaroteno encontra-se principalmente nos alimentos de cor alaranjada ou encarnada tais como tomate, cenoura, laranja, manga, uva, espinafre, … Este composto favorece a produção de melanina, substância responsável pela pigmentação da pele.
Tomar diariamente um sumo de frutos rico em betacaroteno é um óptimo “remédio” caseiro que, além de favorecer um bronzeado mais rápido, evita a posterior descamação da pele.
A título de exemplo, deixo aqui uma receita fácil de executar e que, segundo afirmam os autores, de rápidos resultados desde que ingerida a partir de uma semana antes da exposição solar.

Receita: misture num liquidificador 2 cenouras partidas em pedaços com metade de uma manga e duas laranjas. Prepare um sumo com estes alimentos e beba pelo menos um copo por dia.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O BRANCO NA DECORAÇÃO

Já por diversas vezes referi e assumo a minha preferência em termos de cor pelo amarelo. Contudo, em decoração, vou pelo branco já que é uma cor que vai com tudo. Há quem considere o branco como a ausência de cor o que se pode aceitar ao nível dos pigmentos, já que no âmbito do espectro luminoso não é bem assim. O branco é afinal o conjunto de todas as cores do espectro pelo que também encerra todos os aspectos positivos e negativos das outras cores… mas isso é outra história.
A minha preferência pelo branco como elemento decorativo não se resume apenas a uma questão de gosto pessoal. Há muito que os decoradores de interiores descobriram os efeitos benéficos do branco na decoração. Não é por acaso que, nos espaços turísticos, predomina o branco na decoração, roupas de cama e casas de banho. É que o branco, além de transmitir uma sensação de tranquilidade, higiene e conforto, dá também a ideia de maior espaço e liberdade.
Há quem defenda que um ambiente predominantemente branco transmite uma sensação de frieza tornando o ambiente muito impessoal. Para contrariar essa sensação é que existe a possibilidade de recorrer a objectos coloridos que combinam perfeitamente com o branco.
Basta observar as fotos que dou como exemplo para sentir a tal sensação de conforto, frescura e higiene. Ou não?

domingo, 3 de julho de 2016

PALÁCIO DAS ARTES - EXPOSIÇÃO DOS MARTELINHOS

Sábado, foi o dia de visitar a exposição dos martelinhos de São João que nos escapou por falta de tempo no dia Open House. A exposição, sediada no Palácio das Artes consta de 2000 martelos, verdadeiras obras de arte executadas por cerca de 250 participantes.
Uma exposição a visitar e apreciar a criatividade dos participantes.



sábado, 2 de julho de 2016

A CASA DA ARQUITECTURA

O estado em que se encontrava o antigo edifício da Real Vinícola
Como pai de um arquitecto seria por demais vergonhoso continuar a ignorar a existência de uma Casa da Arquitectura, com a agravante de se localizar mesmo aqui ao pé da porta, ou seja, em Matosinhos.
Actualmente sediada num edifício residencial do século XIX que foi pertença do arquitecto Siza Vieira, está a poucos meses de se mudar para o antigo edifício da Real Vinícola, que está a ser totalmente recuperado. Nos dias 1 e 2 de Julho a obra cuja inauguração está prevista para Dezembro, vai estar aberta ao público. Do evento, designado “Be a Part Of” constam, além da visita guiada ao edifício e de várias palestras, um concerto pela Orquestra Jazz de Matosinhos.
Mais uma vez, aceitando o desafio da nossa amiga Lena, lá fomos até Matosinhos. Do programa optámos por assistir apenas ao concerto de jazz pelas 10 horas da noite. Para nossa surpresa, teve lugar num dos edifícios em fase de recuperação ainda com portas e janelas por concluir. Imagine-se a corrente de ar numa noite fria como a de ontem. Quanto à Orquestra Jazz de Matosinhos, adopta um tipo de jazz puro e duro onde predominam os instrumentos de sopro. É um tipo de jazz de difícil “acesso” à maioria do público melómano no qual eu me incluo. Mesmo assim, assistimos até ao final do concerto.
Há quem tenha preferido ficar a ver o jogo de apuramento do próximo adversário da nossa Selecção de futebol, nós preferimos o concerto de jazz. Pessoalmente, não apreciei este tipo de jazz mas acabou por ser uma noite diferente. E viva Portugal.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O DIREITO A MUDAR DE OPINIÃO

Por diversas vezes tenho manifestado a minha preferência por livros impressos em papel e o meu desagrado por livros digitais, os chamados e-books. Prefiro o contacto dos dedos com as folhas, o cheiro a tinta e do papel, transportar o livro e ler onde quer que me encontre… excepto na praia ou na piscina. Aí a minha opinião muda face aos inconvenientes da leitura nestes locais. Detesto a areia que o vento introduz entre as folhas do livro, o persistente virar de páginas devido às rajadas de vento mais fortes, os salpicos de água provocados pelo mergulho acrobático de alguma criancinha na piscina… Nestas situações, reconheço algumas vantagens dos ditos e-books em detrimento do livro tradicional. Tenho alguns e-books (grátis) no meu iPad que penso ler este verão pela facilidade de leitura em viagem e na praia aliados à versatilidade do iPad.
Mudar de opinião não significa forçosamente inconstância ou falta de personalidade. Reservo-me o direito de mudar de opinião sem que por isso possa ser considerado inconstante e muito menos de falta de personalidade. Ressalvo, no entanto, que mudar de opinião não implica mudar de princípios. Nesta base, mudar de opinião revela afinal abertura de espírito. É esta postura que faz o mundo girar e evoluir.
Desde que não prejudique ninguém, todos temos o direito a mudar de opinião.
Qualquer que seja a preferência, livro tradicional ou e-book, o importante é ler.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A PRANCHA É O QUE ESTÁ A DAR

 Ao contrário do que o título possa sugerir, não vou fazer a apologia nem sugerir dicas para a prática de surf. Aqui a designação de “prancha” tem tudo a ver com a postura do nosso próprio corpo. A prancha abdominal, como é chamada, não é um exercício destinado apenas a emagrecer. Ela desenvolve e fortalece os músculos abdominais, das costas, braços e pernas melhorando deste modo substancialmente a postura.
Dizem os defensores deste exercício que a sua prática equivale a mais de 1000 exercícios abdominais clássicos. Toda aquela sorte de máquinas e maquinetas existentes nos ginásios deixaram de fazer sentido com a prática destes exercícios.
Vou experimentar e dentro em breve darei o meu testemunho sobre a sua eficácia. Entretanto deixo aqui um esquema da variante mais simples que pode ser praticada em casa durante 5 minutos apenas. Existem outros esquemas mais complexos que podem ser pesquisados na Net.
Em casa ou no ginásio não deixe também de experimentar.

terça-feira, 28 de junho de 2016

UM AVÔ COMO TODA A GENTE

Como toda a gente, também tive avós, avós paternos e avós maternos. E mais do que toda a gente, também tive uma avó postiça que não era avó de ninguém, mas que cuidava de mim e do meu irmão quando chegávamos da escola até os nossos pais regressarem do trabalho. Dito assim, pode parecer que convivi com uma multidão de avós o que não é de todo verdade. Não sei se feliz ou infelizmente só conheci a avó paterna que, ao que me lembre, não morria de amores pelos netos. Quanto aos outros, partiram primeiro antes da chegada dos netos… Espertos!
Agora que estou numa de avô até ao fim do mês, já me avisou o Miguel, não vou cair nesse velho cliché de dizer, ser avô é ser pai duas vezes porque não é. Pelo menos, para mim, não funciona assim. Já me bastou ser pai uma vez, mais concretamente, duas vezes.
Talvez que a visão que tenho sobre o papel dos avós tenha algo a ver com a relação ou a ausência dela com os meus avós. Ou talvez seja apenas uma questão de temperamento… sei lá. Ser avô, é simplesmente ser avô.
Isso significa menos… menos clima para a escrita menos tempo para dedicar à minha pessoa, menos paciência para… para quezílias. Mas também significa mais… mais atenção às traquinices dos netos, mais tempo para lhes fazer companhia, mais coragem para fazer do cansaço mais vontade de colaborar nas brincadeiras, mais disponibilidade para responder a todas as questões até à exaustão… enfim, isso é ser avô.
Se tudo o que ficou dito é verdade, se tudo isso acontece, de forma alguma, ser avô é resumir toda a nossa existência numa completa disponibilidade para os netos. Os avós têm direito a ter vida própria, os seus momentos de relaxe destinados a cuidar de si próprios, de conviver com os amigos, de trabalhar se for caso disso…
Isto, é ser avô.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

UM EXPERT NA ARTE DA MARCHETARIA

Não se trata de uma filosofia, seita religiosa, partido político ou afim e também nada tem a ver com a minha habilidade pessoal. Marchetaria é a arte de decorar peças de madeira tais como móveis, tectos ou soalhos, utilizando a técnica de embutir diversos materiais. Não se sabe ao certo qual a origem desta técnica sendo o mais antigo que se conhece, uma bacia de pedra calcária na Mesopotâmia datada de cerca de 3000 anos a. C. A arte de embutir madeiras foi amplamente utilizada no antigo Egipto como se pode comprovar através de peças até hoje preservadas.
Trata-se, pois, de uma técnica que exige, para além de formação específica, uma enorme sensibilidade e poder de criação.
Na verdade, não sou eu o expert nesta nobre arte, mas sim o meu filho. É com enorme orgulho que ilustro esta sua “habilidade” com um trabalho executado por ele.

sábado, 25 de junho de 2016

UMA ESTRELA CADENTE

O ser humano, na sua complexidade, necessita acreditar seja no que for, natural ou sobrenatural. Mesmo aqueles que se dizem cépticos não dispensam formular um desejo quer atirando uma moeda para a fonte, ao soprar as velas do bolo de aniversário ou ao observar uma estrela cadente.  Com gestos como estes, espera-se que os desejos se concretizem.
Com a saída do Reino Unido da União Europeia, por analogia, impõe-se a dúvida: Não seria de formular também um desejo perante esta queda como se de uma estrela cadente se tratasse…?
Como quase toda a gente, já formulei um desejo ao observar uma estrela cadente e aguardei cheio de esperança que ele se concretizasse. O tempo foi passando e com ele a descrença foi crescendo. Não acredito em estrelas cadentes. Até porque as estrelas cadentes afinal não são estrelas. Não passam de meteoritos que deixam um rasto luminoso ao deslocarem-se no espaço…
Seja como for, é preciso ter muito cuidado com o que se deseja para não sofrer uma decepção. É conveniente formular um desejo que seja viável, tendo sempre presente que às vezes os desejos precisam de uma ajudinha para se tornarem realidade.
Ah, e sobretudo nunca se deve contar a ninguém o desejo sob pena de ele não se realizar.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

UMA AVENTURA NUM CENTRO DE SAÚDE

De três em três meses recorro ao Centro de Saúde da minha área para requisitar e posteriormente recolher as receitas de medicação crónica. O nome é um tanto dramático, mas é assim que lhe chamam.
Lá estavam os utentes do costume. Até podiam ser outros, não decoro caras, mas tinham a mesma idade e fisionomias habituais da maioria dos que frequentam este C.S. Todos permaneciam sentados a aguardar pacientemente a sua vez naquele estado de torpor próprio de quem acordou cedo para ali se dirigir. O som do Bip do quadro electrónico despertou a atenção de todos os presentes. Um dos que permaneciam de pé encostado a uma parede resmungava para si próprio, palavras sem nexo que eu, e se calhar nem ele, conseguia entender… Pelo aspeto, imagino que seriam insultos, palavrões e toda a sorte de impropérios resultantes da impaciência de quem se encontra há muito tempo à espera de ser atendido.
Observando a maioria dos presentes fica-se com a convicção de que vivemos numa sociedade predominantemente envelhecida com dificuldades de locomoção e de compreensão a vários níveis o que explica de certa modo a demora no atendimento.
Ao fim de uma hora de espera aproximadamente, fui despertado pelo som do quadro electrónico que chamava a senha número oito, a minha. Devo dizer que fui atendido por um funcionário competentíssimo e com a máxima simpatia.

terça-feira, 21 de junho de 2016

PALÁCIO DO BOLHÃO

Do Terminal de Cruzeiros de Leixões, rumámos ao Palácio do Bolhão. Este edifício mandado construir em 1844 pelo comerciante António de Sousa, Conde do Bolhão, situa-se em plena Baixa do Porto. Esteve ao abandono por mais de duas décadas passando, entretanto por muitas e variadas histórias. Tendo sido recuperado há pouco tempo fazia parte da lista dos edifícios aderentes a esta edição do Open House. Alberga actualmente a companhia de teatro ACE Escola de Artes.
A visita a este palácio situado mesmo ao lado do célebre mercado, esvaziado do seu recheio original, justifica-se mesmo assim pela beleza dos seus tetos, estuques e pelas madeiras e soalhos.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

VISITA AO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LEIXÕES

O Open House é um evento internacional que foi criado em 1992 em Londres ao qual acabaram por aderir mais de 30 cidades em todo o mundo. O Porto foi a segunda cidade portuguesa, depois de Lisboa, a aderir ao evento.
Este fim de semana, dias 18 e 19 de Junho, realizou-se a segunda edição do Open House havendo 51 propostas distribuídas pelas cidades do Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos.
Visitar o Terminal dos Cruzeiros de Leixões era um dos meus desejos secretos e nada me poderia ter agradado mais do que saber que fazia parte das 51 propostas desta segunda edição do Porto Open House.
O projecto do Terminal de Cruzeiros, da autoria do arquitecto Luís Pedro Silva, foi distinguido com o prémio internacional de arquitectura e design da AZAwards entre as 826 candidaturas de mais de 50 países. Esta distinção veio aguçar ainda mais a minha curiosidade e vontade de visitar o edifício. Finalmente o meu “sonho” concretizou-se.
O meu bem-haja aos nossos amigos pelo desafio e pela companhia antes, durante e depois da visita, não esquecendo o magnífico jantar que nos ofereceram.

sábado, 18 de junho de 2016

QUEM ME DIZ ONDE É A ESTRADA?

Onde me leva esta estrada… ainda não sei. Ainda que não me leve a parte nenhuma é por ela que seguirei… É essa apenas a minha certeza.
Há estradas assim em que, pela beleza da paisagem ou pelo agreste do envolvente, a gente sente … sente que é por aí que tem de seguir. Mesmo que não nos leva a nada.
É como que um “destino” traçado por qualquer força superior ou, mais modernamente, como se um GPS que naquela voz um tanto irritante nos diz: siga em frete até à próxima rotunda… Continuámos seguindo em frente na ansiedade de alcançar a bendita da próxima rotunda que nunca chega ou, se chega, a mesma voz continua dizendo: siga em frente… até à próxima rotunda…
E lá vamos seguindo em frente, incapazes de alterar o rumo por alguém traçado como o destino fatalista de um fado, como algo incontrolável.
Tudo depende afinal da beleza da paisagem ou do agreste do envolvente…. Há quem tenha a sorte de seguir por estradas que conduzem a paisagens paradisíacas plenas de sol e calor… enquanto outras nos transportam através de tempestades onde a cada curva nos espreita um dos nossos fantasmas. Por umas, ou por outras, teremos de seguir sob pena de nos perdermos irremediavelmente.
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me diz onde é a estrada?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

ESTOU NUMA DE NÃO TE IMPORTES

A história não dizia com a “careta”, mas não me importo. Não me importo porque isso foi ontem e hoje, já é passado. Também me parece que o provérbio não é bem assim, seria mais “não diz a cara com a careta”, mas isso também não importa.
A chuva que persiste em cair e que, segundo dizem, veio para ficar, também não importa. Estou numa de não me importar. Agora vivo o momento presente (como se isso existisse…!). Se pensarmos bem, o presente é apenas presente por uma fracção do segundo porque, no segundo seguinte, já é passado.
E quem se importa com o passado? Muito boa gente, o que não me parece ser uma prática muito saudável. O passado não se repete nem se pode modificar por isso, o que está feito, está feito.
Foi bom? É para recordar.
Foi mau? É para esquecer e, de algum modo, retirar algum ensinamento para o futuro porque o presente, apenas o é numa fracção de segundo.
Se não entendeu o meu ponto de vista, melhor será recorrer a esta magistral definição do tempo:
O que é, pois, o tempo? Se ninguém mo pergunta, sei o que é; mas se quero explicá-lo a quem mo pergunta, não sei: no entanto, digo com segurança que sei que, se nada passasse, não existiria o tempo passado, e, se nada adviesse, não existiria o tempo futuro, e, se nada existisse, não existiria o tempo presente. De que modo existem, pois, esses dois tempos, o passado e o futuro, uma vez que, por um lado, o passado já não existe, por outro, o futuro ainda não existe? Quanto ao presente, se fosse sempre presente, e não passasse a passado, já não seria tempo, mas eternidade. Logo, se o presente, para ser tempo, só passa a existir porque se torna passado, como é que dizemos que existe também este, cuja causa de existir é aquela porque não existirá, ou seja, não podemos dizer com verdade que o tempo existe senão porque ele tende para o não existir? (Santo Agostinho, Confissões- Livro XI)
Ainda mais confuso? Deixa lá, fica numa de não te importes...
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