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segunda-feira, 26 de junho de 2017

EMOÇÕES E OUTRAS COISAS MINHAS...

O tempo passa depressa, mas as emoções ficam. Ficam a fazer-nos companhia durante toda a vida… As emoções acompanham-nos para onde quer que se vá, onde quer que se esteja. Não adianta fugir.
Quando falo em emoções estou a referir-me à manifestação (visível) da dor, alegria, tristeza, cólera ou medo. Não é exagero dizer que as emoções governam a maior parte da nossa vida mesmo que não se saiba defini-las. Na verdade, dependem muito das vivências que trazemos e dificilmente se explicam. Diremos apenas que as emoções são pessoais e, por isso, muito relativas.
Basta uma música, um som qualquer, e lá somos transportados a outros tempos e outros locais. É do senso comum que um medo, uma cólera, mesmo uma tristeza persistente, originam uma emoção negativa enquanto que uma alegria origina uma emoção positiva. Podem ser mais ou menos agradáveis, mas não existem emoções boas ou más. Tudo depende da forma como são recordadas.
Por estranho que pareça, deixo aqui esta certeza: as emoções estão sempre presentes e comandam passo a passo a nossa vida.

domingo, 25 de junho de 2017

ESCRITO NA ÁGUA - O LIVRO

Inexplicavelmente, Paula Hawkins decidiu iniciar o respectivo livro numa segunda-feira, dia 10 de Agosto. Aparte o ano, tudo o mais são puras coincidências…. Afinal o que é um ano? Um ano pouco interessa.
Neste livro, após quinze anos como jornalista financeira, a autora acaba por se revelar uma “fazedora” de bestsellers da literatura. Não discuto se fez mal ou bem em abandonar a sua carreira como jornalista. O que sei, é que, com o presente livro, ela afirma-se de forma triunfal. Aliás, já o tinha comprovado com A rapariga no Comboio. Adorei a leitura desse livro que continua a ser o meu preferido. Desde já o recomendo.
Relativamente a Escrito Na Água não podemos esquecer essas figuras pardas que são os tradutores. São eles afinal que reescrevem a trama que o autor elaborou. Muito do sucesso duma obra a eles se deve.
O presente livro apresenta-se dividido em quatro partes. Depois de uma primeira parte em que a autora nos apresenta, através do traço psicológico, os personagens envolvidos na estória, segue-se uma outra totalmente dedicada ao inquérito. Numa terceira parte, continua a dar-nos o traço psicológico dos intervenientes e algumas dicas sobre as afogadas.
Não é o tipo de leitura que me agrade. O avanço e o recuo no tempo, leva-me a fazer alguma confusão. Tive que recorrer a um esquema para relacionar os diferentes personagens.
Terminada esta parte, a autora dedica as várias linhas de escrita (demasiado lenta) ao desenrolar integral da história que, por motivos óbvios, não vou contar.
Página a página, o leitor tem tempo para se identificar com este ou aquele personagem e mergulha (salvo seja) nas águas calmas do Poço das Afogadas.
Aqui paro para reflectir, cuidado com as águas calmas. Não sabemos o que escondem no fundo.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

ANDO DEVAGAR

Ninguém nos avisa quando somos novos, e muito menos depois de velhos, que a nossa zona de conforto pode mudar repentinamente. É daquelas coisas que toda agente sabe, mas ninguém se atreve a verbalizar.
Três vezes por semana (pelo menos), pego na bengala e percorro a galeria no meu passo ziguezagueante, desço as breves escadas lenta e cuidadosamente que conduzem ao estacionamento onde me espera a viatura que me conduzirá ao hospital. O que dantes me parecia levar imenso tempo, actualmente, demora muito mais…
Tudo isto porque um dia adormecemos com a nossa idade e acordarmos com a idade que teria a nossa mãe, se fosse viva. Pois é, ninguém nos avisa que nos tornaríamos lentos depois de velhos. Não nos sobra tempo para uma adequada habituação à nossa nova postura. Tudo acontece depressa demais e o mal (ou bem) é que nos lembrarmos do tempo em que já fomos rápidos… Então, desprezávamos a lentidão dos que nos são próximos, e não só, e pensámos que “isso” nunca acontecerá connosco.
Hoje, sorrio quando chego à portaria, não por ter conseguido chegar, mas pelo sorriso. Sorrio ao empregado do café, a toda a gente e ando devagar sem que isso me envergonhe ou aborreça, quero crer. Ouço com frequência a canção que hoje em dia me baila na mente a toda a hora, ando devagar porque já tive pressa e levo este sorriso porque já chorei demais
Os dias em que calcorreava veloz por essas ruas fora podem ter terminado, com muita pena minha, mas decidi continuar em frente. E quando eu decido…

segunda-feira, 19 de junho de 2017

GOSTAR, NÃO SE EXPLICA

Há dias em que tentámos em vão racionalizar emoções, mas quem é capaz de explicar o que não tem explicação?
Venha o mais sábio e tente explicar cabalmente o que se encontra por trás de uma emoção!  Gostar, por exemplo. Gosta-se, ou não se gosta e, duma maneira simplista, não se discute. Gosta-se ou detesta-se e pronto…
Através das definições disponíveis online, sabe-se que gostar é sentir-se bem, ter afeição ou afinidade por alguém… e pouco mais. Mas gostar é muito mais do que isso, o que não implica definir cabalmente o que é gostar.
Gostar é demasiado relativo, incomensurável. Gosta-se sem saber porquê assim como não se gosta, pelas mesmas e variadas razões.
Enfim, há razões para gostar assim como existem mil razões para não gostar. Não se gosta de alguém só porque tem os mesmos gostos musicais ou os mesmos planos de vida. Gosta-se pelos motivos mais fúteis como o sorriso, o formato do rosto, a maneira de ser e sabe-se lá por que outros motivos!
Gosta-se porque se amam as diferenças tal como se amam as qualidades que emergem no dia-a-dia. Gosta-se e não se encontra a razão para gostar. Sabe-se apenas que essa pessoa é especial e que não vale a pena procurar o que já se encontrou….  Encontrar alguém diferente e mesmo assim não deixar de gostar é algo que não se pode explicar.
Enfim, gostar é algo que fica, que nos acompanha por toda a vida.
Há dias assim.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

DORMIR PARA EMAGRECER

Agora que ando a dormir pouco, é normal que me preocupe e leia tudo que se relacione com facilitadores do sono. Numa dessas leituras, eu que até quero engordar, deparei-me com a “Dieta da Bela Adormecida” muito em voga na actualidade.
Não é só por estar na moda que a “Dieta da Bela Adormecida” deve ou não deve ser seguida. O que terá de extraordinário esta “dieta” que faz emagrecer quem a segue?
É incontornável pensar que dormir bem é meio caminho andado para uma boa saúde física e mental, mas não é tudo. Com efeito, esta dieta começa por sugerir o recurso a longos períodos de sono que podem durar cerca de vinte ou mais horas. Ora estes períodos de sono só podem ser viáveis recorrendo a analgésicos que contribuam para o efeito. É nisto que reside o problema que esta dieta encerra. Pensando tratar-se de uma técnica aparentemente inócua, o uso indiscriminado de fármacos, condena desde logo a dieta da bela adormecida. O uso de analgésicos com o fim de prolongar o período de sono, além de responsáveis por inúmeros problemas de estômago, causa habituação obrigando, na prática, a um considerável aumento da dosagem.
Em suma, não é por dormir muito que se emagrece. Hoje sabe-se que o método desencadeia em quem recorre a ele, uma tal perturbação alimentar que origina a consequente perda de peso.

terça-feira, 13 de junho de 2017

LÓGICA MATEMÁTICA

No passado domingo a RTP transmitiu “Os gatos não têm vertigens”. Trata-se de um filme português escrito por Tiago Santos e realizado por António Pedro Vasconcelos, que já em 2015 arrecadou 9 prémios Sophia.
Para quem anda longe destas lides dos filmes, direi apenas que este relata a vida de Jó expulso de casa no dia do respectivo aniversário, pelo próprio pai. Acolhido por uma viúva de seu nome Rosa, desponta entre eles um amor improvável atendendo que aos 18 anos de Jó se opõem os 73 de Rosa… A vida tem destas coisas.
Não tivesse sido professor de Matemática para admirar recorrer ao pensamento lógico matemático com o fim de solucionar o problema que o tema encerra. Partindo do pressuposto de que os gatos não têm vertigens, posso inferir que, tendo vertigens, eu não sou gato… Grande novidade! De uma forma literal eu sei que não sou gato… ou antes, já fui mais.
Em sentido figurado, também sei que não sou gato visto pertencer (penso eu) à espécie Homo Sapiens, isto é, sou bípede e enquadro-me perfeitamente na ordem dos primatas…
Logo, não sou gato (com muita pena minha) …!

domingo, 11 de junho de 2017

CONVIDAR ALGUÉM PARA ALMOÇAR

Não sei de quem partiu a iniciativa nem isso interessa. O que importa é que fui convidado para almoçar fora. Em boa verdade reconheço que não é a primeira vez e outras, por qualquer razão que adivinho, não se veio a concretizar…. Admito que não é agradável sair com alguém que se desloca como um bêbado. Daí a escassez de convites…
Para algumas pessoas, comer bem é um dos maiores prazeres da vida. Não é o caso. A nenhum dos comensais se aplica esta máxima.
Confesso que gosto de convites, nem que seja para um almocinho entre amigos. Sobretudo comer fora dá-me imenso prazer porque não há a ingrata responsabilidade de decidir a ementa nem lavar a loiça no final da refeição. Enfim, pormenores que não deixam de ter o seu peso na hora de convidar ou ser convidado por amigos. O que realmente importa é que se lembraram da minha pessoa e não se envergonham da marcha ziguezagueante que tento controlar.
O restaurante escolhido para o dito almoço foi o Caximar em Vila do Conde, que recomendo pela qualidade do serviço, vista deslumbrante e preço convidativo.
Sem dar por isso, o domingo chegou está passado. Não fica mais a sensação de desânimo que acompanha sempre o fim-de-semana. Sensação essa que advém do dia seguinte ser segunda-feira, dia de fisioterapia, dar sangue para análise e não sei que mais.
Um (bom) hábito que certamente vai melhorar substancialmente qualquer segunda-feira é almoçar com alguém de quem goste, nem que seja um amigo ou mesmo um colega de trabalho, o que interessa é comer acompanhado.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

A CONFUSÃO ESTÁ INSTALADA

Tenho de confessar que ando um pouco baralhado o que é normal nos tempos que correm. Concretamente, sinto uma certa frustração por não saber qual o acordo ortográfico que realmente ando a seguir. A tal frustração advém da tentativa em descobrir qual o Acordo Ortográfico comum à maioria dos mortais.
Se, neste momento, me perguntassem qual o Acordo Ortográfico que sigo, ficava sem palavras. Como desenvolvo o tema dos meus textos em Word e só depois faço “paste” no blog, confronto-me com várias ortografias e demasiados acordos ortográficos… No Word deparo-me com correcções (umas automáticas outras não) de palavras que não tencionava corrigir e com a introdução de outras que nem pensava que existiam.
Efectivamente, o AO 99 tem dado comigo em doido. É que nalguns casos estou de acordo com o bendito AO no que diz respeito a alguns assentos, letras que não se leem, etc. Mas no que respeita a hífen's e até letras que nós (na nossa terrinha) lemos, bem como alguns assentos, não estou de acordo…
Não é fácil estabelecer regras que abranjam todas as situações, por isso continuo a escrever como me dá na gana.

sábado, 3 de junho de 2017

O HOMEM É UM ANIMAL POLÍTICO

Sempre disse e não me canso de repetir, este não é mais um blogue de cariz político. Quem aqui vier com essa intenção, desengane-se. O melhor é começar a procurar outro blogue. Contudo, reconheço que não é possível passar por este mundo sem ter uma opção política ou politizada perante os acontecimentos do dia-a-dia. Citando Aristóteles e sem que isso me sirva de desculpa, direi que o Homem é um animal político. Há dias que o pensamento escapa ao nosso controlo e voga por onde quer, tomando esta ou aquela opção política.
Este preâmbulo serviu para assumir que comungo de muitas das ideias expressas pela líder do BE, naturalmente com algumas (poucas) reservas. Efectivamente, já estive mais longe deste pensamento. São assuntos que, sem ser tabu, podem chamar a si bastantes votos nas próximas eleições. A ver vamos quando chegar a altura.
É recorrente dizer que o povo tem memória curta, por isso, não é demais recordar que já em Agosto de 1983, o Governo de então foi obrigado a assinar um memorando de entendimento com o FMI. Esta atitude teve consequências como o aumento dos impostos, desvalorização da moeda, congelamento do crédito, dos salários e, como não podia deixar de ser, aumento da taxa de desemprego…
Tudo afinal se repete na história de qualquer país. Quer se goste ou não do BE, é lá que reside grande parte do meu pensamento actual.
Há dias em que os pensamentos nos dão a volta e ficam virados sabe-se lá para onde.
Há dias assim.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ACONTEÇA O QUE ACONTECER, DESTA VEZ NÃO VOU CHORAR

A parte o enorme cansaço que me causa, lá fui vestindo a farda de quem vai frequentar mais uma sessão de qualquer coisa. Como vem sendo hábito, à medida que esta tarefa ia evoluindo, repetia para mim que, aconteça o que acontecer, desta vez não vou chorar. Grande parte da minha vida tem sido dedicada a tentar não chorar diante das pessoas que me amam. Quem o diz não sou eu, mas traduz perfeitamente o que penso. Por mais que se repita que não se vai chorar, acaba-se por engolir em seco, olhar a pessoa que nos ama e sorrir …. Que mais nos resta senão sorrir, além de comer e dormir? Com efeito, aguardo a noite como quem espera um analgésico que lhe tarda. É que durante o sono não penso.
Não posso falar de insónia porque adormeço pela manhã, mas como o sono é entrecortado por longos períodos de vigília, posso afirmar que foi mais uma noite mal dormida. Desde o meu internamento, deixei de saber o que é dormir bem. Aliás muita coisa mudou de lá para cá…
Para variar, há várias noites que acordo por volta das três da manhã. Por mais voltas e variadas tentativas, torna-se impossível voltar a adormecer. Acabo por ficar ali sentado à espera do pequeno-almoço, sem choro nem lágrimas.
Dizem que chorar, além de uma manifestação de tristeza faz bem à saúde. Com efeito, as lágrimas, além de libertarem certas hormonas que funcionam como analgésicos naturais, contribuem para eliminar do organismo determinadas toxinas que, caso contrário, dão origem ao chamado stress.
Resta-me essa consolação…
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