Etiquetas

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

BENDITA CHUVA

Afinal a tão desejada e ansiada chuva veio só ao fim da tarde. Uma chuvinha fraca, hesitante que não deu para quase nada. Tanta gente de nariz no ar com o intuito de a ver chegar e ela lá veio envergonhada e hesitante. Talvez a vergonha seja devido ao facto de chegar tão atrasada,  de ser tão necessária para acabar com os fogos que devastam o país e sobretudo vidas humanas que se perderam.
Já aqui tive oportunidade de dizer que detesto a chuva no que sou apoiado pela nossa fiel empregada. O frio aguenta-se, com mais uma ou duas camisolas, mas a chuva… detesto.
Por esse motivo, nunca me imaginei a fazer a apologia da chuva mas, atendendo às contingências actuais,  desejo-a com todas as forças do meu ser. Diziam que chegava no princípio da semana e trazia consigo a reboque o já ansiado outono. Pois que venha. Depois dos dias de verão que a antecederam com temperaturas a rondar os 30.º é normal que a deseje.
Que venha a chuva para acabar com os incêndios e as mortes que lhe estão associadas, que venha a chuva para arrefecer as mãos criminosas que os acendem e reacendem, que venha a chuva e encha as albufeiras à míngua de água que lhe humedeça as margens, que venha a chuva para que não apareçam mais peixes mortos por tudo quanto é sitio…
Que venha a chuva… já.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

E SE FOSSE COMIGO?

Gosto de ver E Se Fosse Consigo?, não perco um programa a não ser por motivos de força maior. Gosto de ver, não por simpatia para com a jornalista que nem conheço, mas pelos temas que aborda. Este programa, na opinião de quem gosta de desafios, merece ser visto pelos motivos já apontados.
Da autoria da jornalista Conceição Lino, o programa permite por à prova a nossa capacidade de intervenção em defesa do próximo. As situações retratadas são ficcionadas evidentemente mas, mesmo assim põe-se a pergunta: e se fosse comigo? Como seria a sua reacção perante tais situações?
Embora ficcionadas, estas situações são o bastante para que se tome consciência daquele grau de intolerância, preconceito e mesmo violência que existe em cada um de nós.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SUPERSTICIOSO, EU?

Se dia 13 já é mau, calhar a uma sexta-feira, ainda é pior. Nem me teria apercebido que o dia 13 calhava a uma sexta-feira, não fora a fisioterapeuta referir-se ao facto. Dá azar, diz a crença popular.
Há imensas teorias que justificam o azar relacionado com o número 13. Estas teorias têm por base o número de pessoas presentes na última ceia ou porque (dizem) Jesus Cristo foi crucificado a uma sexta-feira. Reunindo estas datas num só dia pode imaginar-se o mal que daí pode advir.
Seja qual for o motivo e porque não sou supersticioso, gosto das sextas-feiras. É o último dia de fisioterapia e o primeiro da minha breve liberdade.  Às vezes a sexta-feira é melhor do que o sábado e com o domingo nem se compara porque, à medida que o domingo morre, a segunda fica mais perto e à espreita…
Como ponto de partida de uma nova semana de trabalho, não pode ser considerado um dia simpático. Atendendo à sua situação, logo a seguir a um fim de semana, a eterna segunda-feira espera pacientemente por nós onde quer que vá e onde quer que se encontre. E há sempre uma segunda-feira que espera por si.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A PARTE MELHOR

É sempre difícil tomar uma posição e muito discutível qualquer opção que se tome a esse respeito. Não sei qual das partes é a melhor, tudo depende do sexo, da idade, da cor, etc. e o que pode parecer verdade, às vezes não é. E não me refiro apenas à parte do corpo que se opõe à parte ventral, vulgarmente designada por nádegas ou traseiro…
É sempre muito subjectivo optar pela parte melhor, cada um sabe de si. Se é difícil falar do ser humano o que gera confusões, é ainda mais difícil falar das “coisas” pelo seu abstractismo. As coisas devem ser observadas de diferentes ângulos mas, qualquer que seja o ângulo, todas apresentam invariavelmente uma parte da frente e uma parte de trás. O modo de ver a vida é que varia e tudo depende da forma como a vivemos. Neste momento lembro-me sempre da história do macaco…
Passo a contar em breves palavras visto que nem todos receberam o respectivo e-mail.
Uma vez um macaco vendo um peixe no seu mundo debaixo de água, pensando que ele se estava a afogar, retirou-o. Fora da água, o peixe morreu.
Moral da história: É preciso entender o mundo do outro.
Aqui se expõem diferentes concepções da mesma realidade. Insistir em ver só a parte da frente de qualquer coisa é um erro que muitos de nós cometemos.
Acredite-se ou não, a lei do livre arbítrio permite-nos fazer da vida o que quisermos desde que se assumam as consequências das nossas escolhas.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

NADA - O LIVRO

Logo que nascemos estamos condenados a morrer, é esta uma verdade insofismável que Janne Teller explora ao longo de todo o livro.
Enervado com o livro anterior, iniciei uma leitura mais amena e sobretudo mais rápida. Não admira pois que esteja aqui a fazer uma crítica a um novo livro. Até à data nunca tinha lido NADA desta autora mas, como estava em sétimo lugar no Top de Vendas, veio comigo para casa.
A história é curta, conta-se em poucas palavras, contudo não é isso que interessa nem o que o leitor pretende saber. Aliás, uma das características da autora é escrever histórias curtas como esta. Por outro lado, o facto de anunciar cobrir uma variedade enorme de questões filosóficas, o livro acabou por me atrair.
Quanto à obra, o personagem principal (Pierre Anthon), sentado sobre uma ameixeira, declara a quem o quer ouvir que vai dar um (novo) sentido à vida enquanto atira ameixas a quem segue o caminho das aulas. Aqui entram os seus colegas da turma do 7A decididos a trazer o rapaz para baixo para o que fazem uma monte de “coisas” que realmente importam a cada um e à sociedade em geral. A certa altura a escolha recai sobre o que de mais tétrico se pode considerar. Dá que pensar!
Não é tanto a história em si que interessa mas os problemas existenciais que ela levanta.
Confesso que, através da leitura da sinopse, estava à espera de mais. Talvez não tenha gostado tanto por se destinar, como todas as suas obras, a jovens adultos…?
O sétimo lugar no top de vendas, quanto a mim, acaba por ser merecido.
Assaz premiada, terei que lhe dar lugar na minha pequena biblioteca já que adquiri o livro…

terça-feira, 10 de outubro de 2017

OBRIGADO A TODOS

Só agora me apercebi que ultrapassamos as 100 000 visitas a este blog... Obrigado a todos que contribuíram para que tal fosse possível.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...