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sexta-feira, 22 de junho de 2018

SABER VESTIR-SE


Agora que o calor ameaça chegar, não é totalmente descabido falar em peças de vestuário. Porém, escolher a roupa mais adequada a cada situação pode ser fastidioso senão mesmo cansativo. A primeira reacção é enfiar “qualquer coisa” ou então despender imensas horas na escolha da roupa mais acertada.
Como ponto de partida há que pensar que uma simples atitude é muito importante e faz toda a diferença. Na verdade, conforme o sítio para onde se dirige, deve usar-se o tipo de roupa mais adequado a esse local. Ninguém usa, em princípio, roupa muito curta ou apertada, decotes exagerados, transparências e maquilhagem carregada quando vai, por exemplo, a uma igreja católica…
Tudo o que se disse sobre vestuário, aplica-se também aos profissionais da área escolar bem como a todos que a frequentam. Não é admissível certo  tipo de roupa nas escolas e muito menos nos locais de trabalho. Devo dizer que considero as escolas como locais de trabalho e que, para mim, ser estudante é uma profissão.
Tanto o uso de roupas como também de comportamentos inadequados dizem muito sobre quem os adota. Com efeito, a maneira de vestir e de se comportar, pode dizer muito sobre a personalidade de quem a usa no dia-a-dia. A juventude ou a pouca experiência não servem de desculpa para o uso indiscriminado de qualquer peça de vestuário. Usar roupa adequada a qualquer situação, quer social ou profissional, é uma regra comum aplicável a qualquer idade e condição social.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

UM JOGO SEM ALMA


Mais uma vez, Portugal “venceu”, no grupo B é verdade, apesar de se festejar apenas a 2.ª jornada do Mundial. Venceu não por mérito próprio mas muito por ter à disposição o melhor jogador do mundo. Num jogo apagado, lento e sem inspiração, contaram-me porque como sempre não o vi integralmente, a equipa portuguesa conseguiu saiu-se bem. Com efeito o único golo ficou a dever-se a Cristiano Ronaldo nem sempre apreciado como merecia ser.
Deixando de lado (provisoriamente) o jogo e focando a atenção em Cristiano Ronaldo, não há palavras que o definam. Muito se disse já sobre a vida e maneira de ser de Cristiano Ronaldo nas revistas cor-de-rosa, jornais e TV e muito haveria a dizer… Felizmente não é isso que se pretende esta publicação.
Antes de continuar tenho que confessar que nem sempre mantive esta postura em relação ao CR7. Assim como Cristiano mudou a maneira de ser e de estar perante a vida, também a minha opinião evoluiu o que não deve causar estranheza se pensarmos que, no início de carreira, Cristiano era um ser mimado que fez muitas declarações consentâneas com a pouca idade do momento.
Agora que marcou os golos que empurraram Portugal para as finais, Ronaldo é o maior e não se fala noutra pessoa.
Numa entrevista que deu logo após ganhar a 5ª bola de ouro, Cristiano Ronaldo afirmou Sou o melhor jogador da história, nos bons e nos maus momentos (…).
Num país em que humildade é muitas vezes confunda com falsa modéstia ou arrogância, não admira que declarações como esta tenham caído  mal na população em geral. O tempo e as condições actuais vieram dar-me razão.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

GREVES E MAIS GREVES


Com tanta greve corre-se o risco de banalizar esta forma de luta, provocando o descrédito dos respectivos movimentos sindicais que estão na base destes movimentos. Aliás a Lei vigente diz isso mesmo, o recurso à greve é uma prerrogativa quase exclusiva das associações sindicais.
Confesso-me completamente dividido nesta como em outras questões que não vêm a propósito neste momento. Não discuto o direito nem a necessidade do recurso à greve mas pensando no transtorno que acarreta às populações, hesito que se recorra frequentemente a este direito.
Por definição e de acordo com a Wikipédia, greve é a cessação colectiva e voluntária do trabalho realizado por trabalhadores com o propósito de obter direitos ou benefícios. Neste ponto bacilo entre aceitar este direito inalienável dos trabalhadores e o interesse do público em geral… Eu próprio fui vítima de não sei quantas greves enquanto estive internado, desde os médicos, enfermeiros, auxiliares e não sei quem mais e a quem devo (penso) a situação em que me encontro… Talvez por isso fico indeciso quando vejo as longas filas de espera por transportes alternativos muitas vezes inexistentes, as cirurgias adiadas, o inglório e longo percurso de casa ao hospital mais próximo,…
O transtorno que causam na vida do cidadão normal que apenas pretende ir trabalhar não me deixa indiferente. Há profissões em que este tipo de greve não é admissível mas também não me perguntem qual é a alternativa porque também não sei qual é. Reconheço e por isso respeito quem recorre à greve como um direito consagrado na Constituição contudo não concordo com o prejuízo que causa às populações menos favorecidas.
Saímos há pouco de uma greve dos médicos, enfermeiros e auxiliares,… vivemos outra greve que se propaga como uma bola de neve a outras áreas porque (quase) todas estão mal pagas não perdendo de vista que o dinheirinho necessário à melhoria das condições de trabalho vem dos bolsos de todos nós.

terça-feira, 19 de junho de 2018

A CULPA É DO COSTA


Tudo o que de bom ou de mau  acontece nesta santa terra encontra sempre um culpado. Em última estância, o culpado é o Governo por aquilo que fez ou deixou de fazer e que só a ele competia.
Neste como em outros casos, dá muito jeito arranjar um culpado e lá está o Governo, essa entidade impessoal a quem se pode atribuir a culpa de tudo o que acontece o que implica lançar as culpas sobre o Costa.
Enquanto o tal Costa defende o alargamento dos vistos Gold, a coordenadora do BE (Catarina Martins), defende a sua imediata e completa extinção com o argumento que só criam especulação imobiliária e crime económico. Neste pormenor, a coordenadora do Bloco de Esquerda vai mais longe ao afirmar que só em 9 casos se verificou a criação de emprego num universo de 5700 casos. Com esta certeza, o partido vai baixar ao parlamento um projecto de Lei que visa acabar com a atribuição destes vistos.
Apesar de não estar ainda oficializado, a posição do PS e por conseguinte do Costa, é bem clara. Eles defendem que os vistos Gold são um chamariz para o investimento estrangeiro…
Se por um lado há quem defenda o alargamento dos vistos Gold, por outro pretende-se a sua completa extinção… Afinal em que é que ficámos?
O melhor é continuar a seguir com atenção o Mundial (de futebol é claro).
Portugal é o maior e, como tal, impõe-se ao mundo com ou sem os vistos Gold.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

COLOQUEM-ME BEM LONGE


Nem de propósito hoje está um daqueles dias em que o vento parece atirar tudo e todos pelo ar sem piedade. De uma maneira fria e pouco inspirada, diria que o vento é a deslocação do ar de uma região de altas pressões para outra em que a pressão é mais baixa. Foi assim nos ensinaram na escola.
Num ano atípico sob todos os aspectos atrevo-me a dizer que, para lá do vento, a própria temperatura está contra mim. Eu que gosto do calor sou obrigado a viver no dia-a-dia cheio de frio mesmo com o aquecimento ligado. O ano em curso ainda não deu mostras do calor próprio do mês que atravessámos.
Depois que me estriparam parte do cérebro, deixando-me as memórias intactas, o vento persegue-me para onde quer que vá fazendo com que se note ainda mais o desequilíbrio no andar.
Já não é de agora, sempre embirrei com o vento. Hoje pelo desequilíbrio que provoca, desde sempre por fazer o que lhe apetece contra a própria vontade sem me pedir permissão,. Admito que desde a antiguidade o vento foi sempre um bom aliado do ser humano como força propulsora. Era ele o responsável pelo enfunar das velas dos navios, dos moinhos, etc. mas também tem o seu lado mau ao impedir a aterragem e o levantar dos aviões que, por exemplo, se dirigem ou partem da Madeira…
Ficou bem esclarecido como detesto o vento o que não impediu que lhe fosse consagrado mundialmente um dia. A efeméride, criada recentemente pela GWEC (Global Wind Energy Council), comemorou-se no passado dia 15 de Junho.
Sob o ponto de vista energético, a Energia Eólica merece todo o meu aplauso por ser uma energia renovável e sobretudo limpa.
Bem aproveitada a energia do vento pode tornar-se útil mas, por favor, coloquem-me sempre longe, o mais longe possível do vento.

domingo, 17 de junho de 2018

O TEMPO PASSA A CORRER


O tempo passa. Correndo o risco de me repetir, recorro ao velho e muito gasto chavão dizendo outra vez que o tempo passa inexorável sem se compadecer com angústias nem urgências.
É verdade, faz já 1 ano que se deu aquela grande tragédia cuja parca vantagem foi colocar Pedrogão no mapa de Portugal. O que foi feito e está por fazer é muito, nem é possível contabilizar. No entanto surpreendeu-me a notícia de que o Estado (que somos todos nós) vai subsidiar a construção de segundas habitações. Cada caso é um caso e todos merecem um profundo estudo que ainda não foi completamente feito mas segundas habitações quando as primeiras ainda não estão todas prontas a habitar…
Um ano passou mas não se esquece a grande tragédia que se abateu sobre essas gentes que lá moram,  nem as estações de TV nem os jornais permitem que se esqueça e ainda bem, há memórias que nem o tempo consegue apagar.
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