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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O QUE OS SEPARA?

O Porto disputou esta tarde com 16 cidades a nova sede da EMA. Não sei se fique triste ou alegre com o resultado desta votação. Ganhar, significaria uma rápida e grande mexida na cidade com o consequente aumento do movimento da cidade. Perder, como se verificou, significa que tudo se manterá na mesma, com o normal e lento evoluir da cidade ao ritmo de novos forasteiros.
Mais uma vez reitero o meu afastamento de tudo quanto é “política” mas não posso, como aficionado invicto, ficar indiferente a este importante evento. Na mesma proporção em que sou bombardeado com notícias sobre a corrupção que grassa no nosso país, tenho que ingressar pelo tortuoso caminho da política.
Não sou de esquerda nem tão pouco de direita ou centro, aliás não sou de coisa nenhuma. Ando a cirandar estre esquerda e direita em busca de “justiça”, Justiça essa que não encontro em lado nenhum, daí o meu cirandar. Não ignoro os partidos de Direita, Esquerda ou Centro assim como não me revejo em nenhum deles, permitindo-me cirandar.
O que mais me preocupa são as desigualdades sociais que me puxam mais para a esquerda do que para a direita. O chamado Centro que devia usufruir das melhores decisões dos outros partidos deixa muito a desejar. Depende de quem se encontra à frente do partido e dos objectivos que persegue.
Completamente baralhado, vou circulando entre partidos mesmo sendo alvo de inúmeras e duras críticas. O que não posso, nem quero, é concordar plenamente com Esquerda, Direita ou Centro embora reconheça que todos os partidos defendem prioridades diferentes. Apenas nisso reside aquilo que os separa.

sábado, 18 de novembro de 2017

TODOS OS DIAS MERECEM SER VIVIDOS

Há dias em que os pensamentos surgem do nada numa catadupa incontrolável, de tal maneira que se torna quase impossível dar vasão a tanto pensamento relevante. Outros dias, não surge nada além daquela rotina diária que não merece registo. Não tenho nada contra a rotina, aliás as rotinas têm o seu lado positivo se nos fazem poupar tempo das tarefas mais monótonas do dia-a-dia.
São dias assim o que se chama de dias para esquecer, em que nada se escreve nem se pensa.
Contudo, por mais rotineiro, nenhum dia merece ser esquecido. É como passar em branco esses dias, como se não existissem ou não merecessem ser vividos. Ignorá-los  seria o mesmo que recusar a dádiva suprema que é a própria vida.
Qualquer dia, por mais insignificante que pareça, merece ser vivido e lembrado como um patamar para alcançar objectivos mais elevados.
Há dias assim.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A VACA QUE VIVIA CÁ EM CASA

A vaca que vivia na minha casa de banho fugiu, pelo menos já não se faz ouvir. Na verdade, o animal a que chamo de vaca, não era literalmente uma vaca. Era apenas um ruído que fazia lembrar uma vaca quando se accionava o autoclismo. Desde que experimentei outra posição para a torneira, deixou de se ouvir.
Agora que se foi, sinto saudades da vaca que presumivelmente vivia no meu WC. Pouco ou mesmo nada tínhamos em comum, exceptuando aquelas lesões a nível cerebral que descoordenavam os nossos movimentos mais comuns. E, enquanto ao animal lhe chamam louco, a mim não me chamam nada… só pensam. A descoordenação só é visível quando me empresta aquele ar de bêbado bem bebido.
Se vivesse na Índia o animal, como animal sagrado, circulava livremente invadindo ruas, lojas e centros comerciais e podia até comer os alimentos ali expostos para venda. Contudo, a “minha vaca” vivia fechada no WC e não saía de lá sob nenhum pretexto. Fazia-se ouvir, mas nunca se mostrou a ninguém.
A vaca que vivia na minha casa de banho, já não vive. Cheguei à conclusão que sai muito mais barato comprar leite no supermercado do que ter uma vaca fechada na casa de banho.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O FOGO QUE ASSOLOU O PAÍS

O fogo passou por aqui. Não estou só a pensar em Pedrogão Grande, no Pinhal de Leiria ou quaisquer outros sítios e lugares de que, provavelmente, nunca antes ouviu falar. O pior é que o fogo passou e levou com ele casas, instrumentos que existiam ao redor das casas e principalmente vidas. Essas ninguém paga. Não há moeda que consiga substituí-las. Os intensos fogos que lavraram por todo o país deixaram marcas tanto na floresta como nas habitações e sobretudo na vida das pessoas já para não falar nas vidas que se perderam.
Olha-se em volta e vê-se logo que o fogo andou por ali pelas marcas que deixou. Árvores que eram verdes pintadas de preto assim como habitações, instrumentos dedicados ao trabalho e não só.
E que foi feito ao nível de quem pode decidir e quem pode legislar?
Que medidas foram tomadas no sentido de ordenar o território?
Que me conste, nada foi feito além de se debaterem exaustivamente as condições que originaram estes incêndios.
As condições climatéricas estão a mudar, é um facto, por isso nada garante que o mesmo fenómeno não se venha a repetir no futuro. Há que evitar que tal aconteça.
As casas, voltam a construir-se, a floresta volta a pintar-se de verde mas as vidas, não há volta a dar-lhe. As vidas essas, não voltam mais.

sábado, 11 de novembro de 2017

PERGUNTAR AO CEGO SE QUER VER

Perguntar a um cego se quer ver é uma questão que, além de mórbida, encerra uma extrema maldade, contudo é expectável que ele dê uma de duas respostas: ou ele diz NÃO e está tudo resolvido, continua cego e não se fala mais nisso ou então diz SIM, (excluindo a hipótese do talvez) e nesse caso, há um longo caminho a percorrer.
Desde o deslocar-se a um local específico ao atravessar a rua uma ajuda pode ser bem-vinda apesar de não ser solicitada. Nem sempre a ajuda que nos parece ser a melhor é a mais adequada. Durante uma simples deslocação, é preciso que haja a sensibilidade de verificar se a ajuda é útil ou não e, caso ela se torne necessária, às vezes basta um braço para que a pessoa deficiente se sinta acompanhada.
A incapacidade física nem sempre ataca de igual forma o mesmo ser. Enquanto uns manifestam apenas ligeiras alterações de postura, outras há em que se notam graves alterações dessa postura.
Em qualquer dos casos, convém não recusar a ajuda quando ela é de todo necessária. Como diz a lenda: O pior cego é aquele que não quer ver...!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

DIA DO CUIDADO

Como há dias para tudo e para todos os gostos, devia haver um Dia consagrado ao Cuidado. Não, não me enganei nem troquei os termos acidentalmente. Estava mesmo a referir-me àquele que recebe todos os cuidados do seu cuidador o que convenhamos, não é nada fácil. Um bom cuidador é aquele que consegue colocar-se no lugar do cuidado, compreender a sua essência, as suas limitações, dores… e amores.
Há cuidadores que o são por opção. É essa a profissão que escolheram e para quem vai, desde já, a minha sincera admiração. Além deles permitam-me mencionar os outros, aqueles que são cuidadores por devoção ou por obrigação. Não sei em que (de) grau me insiro, mas nunca o relativo a um cuidador de profissão. Para isso é preciso muita paciência que não tenho. Seja em que grau for, para esses aqui fica também uma palavra de apoio e a minha simpatia.
Tenho pena, sinceramente tenho pena daqueles cuidadores que se entregam de alma e coração a quem cuidam, sobretudo aqueles que são totalmente dependentes. Para esses cuidadores há sempre uma palavra, um carinho, uma pena especial dirigida a quem “estragou” uma vida para se dedicar a outrem.
Quando existe uma certa autonomia por parte do cuidado, a vida de cuidador fica muito facilitada. Recai sobre ele a maior parte das tarefas que se dividiam pelos dois, é certo, mas em tudo o resto a vida fica mais facilitada.
Como ser cuidado, encontro-me à vontade para dizer que é com muita luta que se consegue evoluir para estádios superiores nesta triste hierarquia. E uma só palavra vinda de fora fazia toda a diferença no universo do cuidado… com alguma autonomia.
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