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segunda-feira, 23 de julho de 2018

PENSAR NA MORTE DA BEZERRA


Não é assim tão raro quanto parece, existirem várias explicações para qualquer expressão popular e esta requer um estudo mais aprofundado. Entre as diversas explicações para esta expressão, há uma que não conhecia sobre a cidade do Porto e que muito me desagradou… mas sobre essa nada direi.
Prefiro considerar verdadeira uma outra explicação que remonta à antiga tradição hebraica.  Pelo que sei, o rei Absalão decidiu sacrificar uma bezerra por quem o seu filho menor tinha grande estima. Independente do sentimento do pequeno o animal acabou por ser sacrificado tendo o pequeno passado o resto da vida a pensar na morte da bezerra.
Seja ou não verdadeira a explicação da origem desta expressão popular, usa-se sempre que se alguém apresenta um ar pensativo, alheado da realidade que o rodeia.
Quantas vezes isso já aconteceu, um alheamento ao que se passa em redor que aqui sai reforçado pela feliz coincidência da fotografia?
Diz-se que uma imagem “fala” mais alto que mil palavras e neste caso não podia “falar” mais alto…

domingo, 22 de julho de 2018

BASTA UM POUCO DE VENTO


Soprava de noroeste um vento frio a que vulgarmente chamamos nortada que me obrigou a refugiar no interior do automóvel mas não me impediu de apreciar a profusão de praticantes de kitesurf ou Windsurf, como lhe quiserem chamar.
A nortada é um fenómeno vulgar no nosso país situado à beira-mar mas é mais frequente no mês de Agosto. Só se compreende a sua permanência por estarmos a viver num ano atípico em todos os sentidos.
Uma observação mais atenta aos praticantes da modalidade uma dúvida se registe, não sei como os suportes dos paraquedas não se ensarilham uns nos outros dado o elevado número de praticantes!
Contrariamente ao que disse Mourinho, «basta um pouco de vento e eles caem», eles saíram e era vê-los na Foz do Cávado a velejar… o kitesurf está em pleno por todo o Norte particularmente ventoso e este fim de semana não foi excepção até porque a escola destas modalidades fica muito perto para quem estiver interessado.
O vento, o meu eterno inimigo, soprou de feição e os praticantes de kitesurf reuniram-se se nesta pacata terra que é Esposende.
É assim a vida, o que é mau para uns corre de feição para outros.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A MINHA RUA


Há uma certa tendência em considerar como nossa a rua onde se mora que afinal pertence mais à autarquia do que ao cidadão que nela mora. Cabe à Autarquia velar pelo conforto, limpeza e tudo mais de modo a tornar mais atraente a vida dos moradores e quem por ela passa voluntária ou forçosamente. Infelizmente, isso nem sempre se verifica. Toda a gente sabe que existe um portal onde fazer todas estas reclamações mas o que nem todos sabem é qual o site onde reclamar ou livrar-se de coisas que estão a mais nas nossas casas.
Este portal permite aos cidadãos reportar as mais variadas situações relativas a espaços públicos, desde a iluminação de jardins, passando por veículos abandonados ou a recolha de electrodomésticos danificados.
Mas falemos da “minha rua” tantas vezes calcorreada, umas vezes com passo seguro, outras com passo incerto, mas sem nunca desistir. Tirando o estacionamento caótico, as altas velocidades dos veículos que por ela passam e o aproveitamento do entroncamento para inverter a marcha… vai tudo bem. Numa rua de sentido único, encontrar um veículo automóvel ou não em contra a mão já é habitual. Deve entrar-se com todo o cuidado na “minha rua”. Onde está a polícia para regular tudo isto? Não sei, pelo menos ninguém a vê.
Entretanto aproveita-se para conduzir sem licença. Tirar a carta fica caro e nem sempre se consegue…
Fica então a saber-se que existe um portal com o mesmo nome onde nos podemos queixar de todo o mal que enferma a nossa rua mas desde já aviso que nem sempre se obtém a resposta que se esperava ouvir.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

QUEM NÃO TEM NADA A PERDER

Há dias em que, enquanto se preparam as pequenas refeições, o pensamento esvoaça incontrolável por onde quer ir, esse é o grande mal… A partir deste, pensa-se que é indiferente carregar de manteiga ou pôr demasiado mel na pouca quantidade de pão que o acompanha, excitar as glândulas gustativas semiadormecidas com o exagero de condimentos, beber até cair (força de expressão) bebidas alcoólicas proibidas pela totalidade dos médicos?
Comer e beber tudo o que dizem que faz mal, além de ser um desafio, leva a que se pense, afinal o que há a perder…?!
Não há nada que possa fazer pior do que a vida já fez… Quem não tem nada a perder, já está perdido.
Fomos criados numa sociedade competitiva mas quem nunca perdeu ou irá perder pessoas, amores, amigos, sonhos, ideais…? Não quero com isto dizer que não se deva lutar pelos sonhos e ideais do passado ou do futuro que se adivinha. Contrariamente ao que dita essa sociedade, deve cultivar-se o hábito de perder. Só não tem nada a perder quem já perdeu tudo. Perdido o passado que ficou lá atrás, a vida que se foi,… ganha-se uma outra vida mas, fica sempre a dúvida, será que a nova vida compensa a que se perdeu?
Há dias em que se pensa mais na vida que ficou lá atrás…
Há dias assim.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

VIAJAR É O MELHOR REMÉDIO


Se se sente deprimido(a), sem vontade de fazer seja o que for, cheio das quatro paredes em que se encerra, o remédio é viajar. Mas ficar só por querer e nunca ir, seja para onde for, é muito pouco comparado com a possibilidade de ir mais além. Perder essa oportunidade, numa visão mais fatalista, significa perder parte da vida e que não se fique por ir apenas ao que interessa, que às vezes não interessa nada… É preciso ir, de preferência onde nunca se foi.
Viajar apenas pelo prazer que proporciona ou por pura diversão é uma reacção muito superficial comparada com os benefícios que se pode usufruir duma viajem ao desconhecido. A um nível mais sério, viajar fornece um melhor conhecimento de si próprio essencial ao crescimento, dando-lhe outras versões da sua pessoa que nunca julgou possuir.
Caso ainda persistam ainda algumas dúvidas, faça as malas e toca a partir mesmo que o tempo não ajude ou não encontre companhia. Viajar mostra todo o potencial adormecido em si, a capacidade de se “desenrascar” em qualquer situação, apontando outros caminhos, outras soluções para o mesmo problema… Deste modo, contribui para aumentar a sua autoconfiança o que já não é nada mau.
Não interessa para onde nem de onde, o que interessa é viajar. Por outras palavras, o que interessa é ir, seja lá para onde for.

terça-feira, 17 de julho de 2018

ENTENDER DE TUDO UM POUCO


Tentar entender o que nos cerca, aquilo que está mais próximo, não é vantagem nenhuma. “Há mais coisas entre o céu e a Terra do que pode imaginar a nossa vã filosofia”… A vantagem é entender o que está mais longe, mais distante desta vida e de tudo um pouco. E há tanta coisa para entender e que não entendia… Não entendia o ciúme, a frustração, a descrença de tudo e todos aqueles que gravitavam em volta… Havia tanta coisa para entender!
Agora entendo quase tudo embora permaneça em silêncio tão próprio de quem tudo sabe. Entendo o que sei e o que não sei, por isso desculpo tantas coisas que então não entendia. Bem sei que o mundo já não é o que era, tudo mudou e há muitas atitudes que agora encontram respostas que dantes não existiam.
Muitos anos se passaram, muitas coisas evoluíram mas. Há coisas que de momento ainda não se conseguem entender e no entanto mais alguém não entendeu.
Talvez os anos tivessem que passar, talvez tivesse de acontecer o que aconteceu, talvez que só agora esteja pronto para entender coisas que na altura não entendia pela sua complexidade.
Há dias em que ainda não se está pronto para entender…!
Há dias assim.
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