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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

NINGUÉM SABE QUANDO NASCE


Como diz o fado (sabe-se lá), ninguém sabe quando nasce, pro que nasce uma pessoa. Não se escolhe o local nem a hora de nascimento, penso eu. Nesse instante, o que interessa é nascer… Isto sou eu a pensar.
Bem sei que, por esse país fora, há mil recantos de inigualável beleza que ninguém pode nem deve esquecer sobretudo se é a terra onde se nasceu.
Não esqueço a cidade onde nasci à qual me ligam sentimentos, uns positivos, outros nem tanto, mas que o tempo jamais apaga. Foi lá que dei os primeiros passos, onde frequentei as escolas primárias e vivi durante alguns anos. Nasci em plena cidade do Porto, numa freguesia situada no centro da cidade.
Ainda hoje, cada vez que me desloco até lá, redescubro um ou outro pormenor nunca antes visto mas que lá permanece ao dispor para ser desfrutado por um qualquer turista mais aventureiro.
Já não existe a casa onde nasci (nesse tempo nascia-se em casa) e pouco resta da rua que existia em frente e me levava até ao Rio. O tempo e as necessidades urbanísticas alteram tudo. O Largo ainda existe, mais pequeno é certo. Aliás, tudo me parecia mais pequeno do que então era. Não imaginava nesse tempo que era a minha dimensão que variava e não a dimensão das coisas. Estas conservam ao longo do tempo a sua real  e inemutável dimensão.
O Largo, que na altura me parecia uma autêntica floresta, afinal não era mais que um simples canteiro da cidade no dia em que lá voltei em busca de um passado que se perdeu no tempo.
Resumindo, nasci no Porto e isso nem eu nem ninguém pode alterar.
Existem coisas de que gosto e outras, nem tanto. Gosto da Ribeira, das pontes, do Rio que sempre me acompanha, das francesinhas, das tripas, da Foz e sobretudo do mar.
Não gosto muito desse sotaque tão próprio da região e que inexplicavelmente se encontrava ausente na minha família nem tampouco das lembranças que por vezes me assaltam… e de outras coisas que nem ouso descrever.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

CHORAR A RIR...


Está assim estipulado: as lágrimas servem para ilustrar momentos de tristeza enquanto a alegria se festeja com risos ou, melhor, com uma sonora gargalhada. Como para toda a regra há sempre uma excepção, neste caso eu personalizo essa excepção.
Isto não significa que seja sempre assim. Rir e chorar nem sempre resultam de momentos completamente distintos, podem aparecer misturados num mesmo momento… Contudo, chorar a rir nada tem a ver com rir a chorar. Parece que se trata de um simples trocadilho sem qualquer significado mas acaba por se explicar a si próprio conforme os diferentes momentos que a vida nos obriga a atravessar.
É possível chorar de tanto rir. As lágrimas acodem aos olhos de quem ri com vontade e por longos períodos sem precisar da participação de emoções e afectos relacionados. Já o rir a chorar acontece quando se chora por dentro e se pretende camuflar a dor que realmente se sente. É um rir com vontade de chorar…
Embora não tenham chegado ainda a acordo, os cientistas acabam por comprovar este facto. Há pessoas que riem e choram sem motivo aparente, é o que geralmente acontece a quem sofreu recentemente um AVC ou qualquer tumor cerebral não esquecendo o famigerado Alzheimer…

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O QUARTO


Se está a braços com aquela (bendita) hora de mudar de casa ou simplesmente remodelar toda a decoração do quarto, esbarrou certamente com o móvel principal deste espaço que é a cama. Existem no comércio uma infinidade de modelos de cama que vão do dossel aos mais diversos materiais, articuladas ou não, etc. Nessa escolha, convém não perder de vista o estilo que se pretende dar ao quarto, o tamanho e o tipo de móveis já existentes (caso queira aproveitar alguns) bem como a própria luz.
Tirando os aspectos meramente decorativos, a cama e o roupeiro são as peças principais da decoração o que nos leva a crer que a tarefa da escolha fica simplificada mas não muito…
Com efeito, o quarto é a divisão onde o apelo ao conforto e ao descanso é esperado. Actualmente, devido ao exíguo espaço disponível nas nossas casas, o quarto destina-se a outras actividades que eram destinadas a outras zonas. Infelizmente, quem pode considerar outra função do quarto, além de dormir ?
É conhecida a minha preferência pelo branco mas, independentemente dessa preferência, optei por um sommier que, além de facilitar a decisão natural de escolher o tipo de cama, oferece também o conforto que se espera encontrar nesta divisão. Se o sommier seleccionado for do tipo elevatório, melhor ainda. Além de se ganhar mais um espaço para arrumação, fica facilitada a escolha do material e da cor uma vez que se destina ao quarto.
Posto isto, só me resta desejar que este texto tenha contribuído para a sua decisão.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CELEBREMOS A PÁSCOA


O Carnaval já lá vai e agora ? O que vamos celebrar ?
A questão é pertinente. Que festividade se sucederá à celebração do Carnaval ? Sim, porque somos um povo pobrezinho mas sempre em festa…
Não esquecendo o Domingo de Ramos destinado aos padrinhos, celebremos a Páscoa.
Este ano (2018) a Páscoa calha no primeiro dia de Abril, dia dedicado às mentiras ou Dia dos Bobos como se diz em França que lhe está na origem, ao que se pensa.
Voltando à celebração da Páscoa não é mentira nenhuma dizer que nesta data, os Cristãos e não só, celebram este evento.  Trata-se de um feriado móvel, também conhecido como Domingo da Ressurreição por se comemorar sempre num domingo. Calhou assim. Recorde-se que a ressurreição de Jesus ocorreu três depois que foi crucificado.
Mais uma vez a Igreja camuflou uma festa de origem puramente pagã numa festividade religiosa… Prometo que não vou explorar a origem da Páscoa que se encontra sobejamente documentada na Internet. Direi apenas que, em inglês, a Páscoa se diz Easter em honra da deusa Eoster ou Ostara com o fim de celebrar o início da Primavera.
Desde pequeno tinha instalada uma dúvida acerca dos ovos requintadamente decorados e que se viam em diversas montras comerciais. A par dos ovos, apareciam sempre os coelhos como símbolos da Páscoa o que só contribuía para aumentar as minhas dúvidas. Por mais fofos que sejam os coelhos e por melhor que os ovos sejam decorados, em nada contribuíam para diminuir a minha confusão. Toda a gente sabe que os coelhos não se reproduzem por meio de ovos…!
Agora compreendo que os ovos e os coelhos têm reminiscências pagãs. São afinal mais uma das heranças dos povos germânicos.
No equinócio de primavera era costume oferecer à deusa ovos coloridos e decorados como desejo de uma próspera estação que se avizinha. Vem daí a tradição dos ovos decorados. Quanto aos coelhos, eram um símbolo da fertilidade o que se compreende se atentarmos que se encontram no máximo período de reprodução…
Afinal, com o passar do tempo sempre se encontra uma explicação cabal para tudo… ou talvez não. Depende do ponto de vista.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

NUNCA MAIS...


Por ser Dia de São Valentim, estipulou-se mais uma vez, (manda o comércio) que ocorra hoje Dia dos Namorados. Já manifestei como sou avesso a estes Dias… Primeiro porque não gosto que me imponham um determinado dia para festejar sei lá o quê, depois porque acho que são dias para celebrar todo o ano. Que mundo seria este se tal se verificasse !
Mais uma vez me deixei-me arrastar pela tradição e, na minha inocência, rumei a um centro comercial na intenção de comprar uma prenda alusiva à data. Neste dia é costume oferecer à cara metade e vice versa uma prenda alusiva ao amor e afeição, dos afectos que se manifestam na alegria indescritível que é sentir que se é amado…
O Dia de São Valentim é mais uma das muitas tradições anglo-saxónica assimiladas pelo comércio do nosso país. Por todo o lado se vêem corações insufláveis, saldos alusivos, uma panóplia de “ofertas” ao fiel consumidor.
Por fim, sem grandes dificuldades, lá encontrei a prenda que tinha em mente oferecer à fiel companheira do meu infortúnio. O pior estava para vir. Em cima da hora de jantar revelou-se extremamente difícil sair daquele centro comercial. Era um pára-arranca interminável até chegar à rua… obrigou-me a circular por zonas impróprias mas fim, lá cheguei a casa jurando que nunca mais me apanhariam, neste dia, num centro comercial.
A “tradição” cumpriu-se.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

FESTEJAR O CARNAVAL


Aproxima-se a passos largos mais uma data em que se celebra o Carnaval ou, em bom português, o Entrudo. Este ano, o evento de origem puramente pagã, celebra-se a 13 de Fevereiro.
Mais uma vez, a Igreja se apoderou de uma festa que já era celebrada na antiga Grécia cerca de seiscentos anos antes de Cristo. Naquele tempo, os festejos dirigiam-se exclusivamente aos deuses como agradecimento  das boas colheitas auferidas. Só muito mais tarde foi instituído o Carnaval que marcava a diferença entre o inicio da quaresma e a despedida da carne, ou seja, o começo de um longo período de jejum…
É lamentável que se deixe ao critério dos municípios conceder ou não este dia como “feriado”… O Carnaval, embora seja uma festa facultativa, não deixa ninguém indiferente.
Atualmente o Carnaval conserva muito pouco das antigas tradições religiosas cingindo-se unicamente a uma época que se aproveita para usar coloridas fantasias ao som de “escolas de samba” que desfilam pelas ruas principais, numa triste imitação do que se passa do outro lado do Atlântico.
Nesse aspeto, pouco ou nada mais haveria para dizer. Com efeito, os desfiles carnavalescos são um dos pontos fortes do festejo do Carnaval… Mas isto sou eu a desabafar !
Uma vez que passo o ano mascarado, está na hora de arrancar a máscara e ser apenas eu. E como é Carnaval, “ninguém leva a mal”.
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