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terça-feira, 19 de junho de 2018

A CULPA É DO COSTA


Tudo o que de bom ou de mau  acontece nesta santa terra encontra sempre um culpado. Em última estância, o culpado é o Governo por aquilo que fez ou deixou de fazer e que só a ele competia.
Neste como em outros casos, dá muito jeito arranjar um culpado e lá está o Governo, essa entidade impessoal a quem se pode atribuir a culpa de tudo o que acontece o que implica lançar as culpas sobre o Costa.
Enquanto o tal Costa defende o alargamento dos vistos Gold, a coordenadora do BE (Catarina Martins), defende a sua imediata e completa extinção com o argumento que só criam especulação imobiliária e crime económico. Neste pormenor, a coordenadora do Bloco de Esquerda vai mais longe ao afirmar que só em 9 casos se verificou a criação de emprego num universo de 5700 casos. Com esta certeza, o partido vai baixar ao parlamento um projecto de Lei que visa acabar com a atribuição destes vistos.
Apesar de não estar ainda oficializado, a posição do PS e por conseguinte do Costa, é bem clara. Eles defendem que os vistos Gold são um chamariz para o investimento estrangeiro…
Se por um lado há quem defenda o alargamento dos vistos Gold, por outro pretende-se a sua completa extinção… Afinal em que é que ficámos?
O melhor é continuar a seguir com atenção o Mundial (de futebol é claro).
Portugal é o maior e, como tal, impõe-se ao mundo com ou sem os vistos Gold.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

COLOQUEM-ME BEM LONGE


Nem de propósito hoje está um daqueles dias em que o vento parece atirar tudo e todos pelo ar sem piedade. De uma maneira fria e pouco inspirada, diria que o vento é a deslocação do ar de uma região de altas pressões para outra em que a pressão é mais baixa. Foi assim nos ensinaram na escola.
Num ano atípico sob todos os aspectos atrevo-me a dizer que, para lá do vento, a própria temperatura está contra mim. Eu que gosto do calor sou obrigado a viver no dia-a-dia cheio de frio mesmo com o aquecimento ligado. O ano em curso ainda não deu mostras do calor próprio do mês que atravessámos.
Depois que me estriparam parte do cérebro, deixando-me as memórias intactas, o vento persegue-me para onde quer que vá fazendo com que se note ainda mais o desequilíbrio no andar.
Já não é de agora, sempre embirrei com o vento. Hoje pelo desequilíbrio que provoca, desde sempre por fazer o que lhe apetece contra a própria vontade sem me pedir permissão,. Admito que desde a antiguidade o vento foi sempre um bom aliado do ser humano como força propulsora. Era ele o responsável pelo enfunar das velas dos navios, dos moinhos, etc. mas também tem o seu lado mau ao impedir a aterragem e o levantar dos aviões que, por exemplo, se dirigem ou partem da Madeira…
Ficou bem esclarecido como detesto o vento o que não impediu que lhe fosse consagrado mundialmente um dia. A efeméride, criada recentemente pela GWEC (Global Wind Energy Council), comemorou-se no passado dia 15 de Junho.
Sob o ponto de vista energético, a Energia Eólica merece todo o meu aplauso por ser uma energia renovável e sobretudo limpa.
Bem aproveitada a energia do vento pode tornar-se útil mas, por favor, coloquem-me sempre longe, o mais longe possível do vento.

domingo, 17 de junho de 2018

O TEMPO PASSA A CORRER


O tempo passa. Correndo o risco de me repetir, recorro ao velho e muito gasto chavão dizendo outra vez que o tempo passa inexorável sem se compadecer com angústias nem urgências.
É verdade, faz já 1 ano que se deu aquela grande tragédia cuja parca vantagem foi colocar Pedrogão no mapa de Portugal. O que foi feito e está por fazer é muito, nem é possível contabilizar. No entanto surpreendeu-me a notícia de que o Estado (que somos todos nós) vai subsidiar a construção de segundas habitações. Cada caso é um caso e todos merecem um profundo estudo que ainda não foi completamente feito mas segundas habitações quando as primeiras ainda não estão todas prontas a habitar…
Um ano passou mas não se esquece a grande tragédia que se abateu sobre essas gentes que lá moram,  nem as estações de TV nem os jornais permitem que se esqueça e ainda bem, há memórias que nem o tempo consegue apagar.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O PASSEIO DOS TRISTES


Um velho costume que hoje recordo com saudade era, sobretudo ao domingo, dar uma voltinha de carro com a família. Geralmente era o final de um passeio por uma das zonas mais bonitas a que se chama Foz. Soube mais tarde que esse era o passeio dos tristes. Na época não conseguia perceber quem eram os tristes, se os que se deslocavam até essa bonita zona do Porto ou quem circulava no Passeio Alegre. O semblante quer duns, quer doutros era o bastante para lançar a confusão. Não fugirei muito à verdade se disser que esta designação assentava como uma luva aos que se deslocavam como eu conduzidos até à Foz.
Actualmente, existem os Centros Comerciais para absorver essa onda humana especializada em fins de semana ou “pontes” mas nesse tempo havia apenas o chamado Passeio dos Tristes que felizmente ainda não passou de moda. Seja pelo preço dos combustíveis ou pelos baixos salários é até onde o carro nos conduz…
Fechando os olhos consigo ouvir no nosso autoritário ou no do vizinho aquela voz que fazia o relato do futebol o que felizmente travava qualquer tentativa de conversa… vejo ainda os dois pequenitos a brincar pelo Jardim onde até havia um café para as crianças lanchar ao mesmo tempo que os adultos se podiam extasiar a ver o encontro do Rio Douro com o mar.
Por tudo isso compreende-se o meu contentamento quando soube que o Jardim cujo inicio remonta aos finais do século XIX, foi considerado Imóvel de Interesse Público.
É que o Passeio dos Tristes nunca passa de moda… vá se lá saber porquê.
Sugestão de um passeio muito agradável

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A JANELA DA COZINHA


Da janela da cozinha não se vê o mar, meu eterno aliado mas, lá ao longe, vê-se um mundo todo feito de alegria ou tristeza, de memórias que no momento assolam o pensamento de tempos que já lá vão… e as camélias quase sempre presentes nestas andanças.
Da janela da cozinha vê-se, além da cerejeira que sofreu um incremento espectacular depois que foi submetida a uma poda drástica, uma cameleira que provocaria a admiração e principalmente a inveja de qualquer coleccionador. Todos os anos a cameleira enche-se de botões que mais tarde se transformam em flores magnificas. O arbusto, agora mais  árvore, não fica na rota das camélias, penso eu, mas é digna dessa classificação.
Seja pela qualidade do solo, da água, ou por qualquer outro factor improvável, as cameleiras, tenho reparado, desenvolvem-se bem nesta  região. Pelo que sei, o clima muito húmido e o solo ácido da Galiza são o ideal para o cultivo desta planta originária da Ásia (mais concretamente a China e do Japão) mas aqui é possível encontrar essas características do solo.
Hoje são conhecidos um sem número  de camélias adoptada pela cidade do Porto onde prolifera em jardins e varandas.
Cada um tem a sua mas a minha janela da cozinha é especial. Ela consegue, na sua magia, transportar com toda a facilidade qualquer um até tempos idos.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

SABER ESPERAR


Esperar não é para todos, treina-se. Só com muita espera é que se aprende a esperar.
Esperar é uma verdadeira Arte que não é para qualquer um, o que quer dizer que nem todos sabem esperar.
Vivemos num mundo em que reina o imediatismo, tudo parece feito para ontem contudo, seja o que for, implica uma espera mais ou menos longa. Se não vejamos, espera-se nove meses para nascer, o príncipe encantado(a) que não existe, o filho que não vem no tempo certo, aquela pessoa muito amada que não vem, a promoção não reconhecida, o prémio de quem jogou e não acertou, o autocarro que não chega, o milagre que (ainda) não aconteceu, ser atendido no público ou no privado, ou outra situação qualquer que escapou a este registo.
Seja o que for, esperar devia ser normal. Mas não é. Espera-se qualquer coisa muito parado, muito quieto, dando a ilusão de que nada acontece à sua volta mas um turbilhão de emoções rodopiam lá por dentro sem que nada transpareça.  Apesar dessa aparência de pura calma, fervilha lá dentro a raiva, a angústia, o nervosismo, a impotência de quem espera e daqueles que o acompanham. Mesmo por breves minutos que parecem horas, não é fácil esperar.
Na sua sabedoria popular toda feita de experiência, diz o povo que quem espera sempre alcança mas também diz que quem espera, desespera… Espero que se concretize o primeiro ditado popular…
Esperar é como ficar em standby aguardando qualquer coisa que não se sabe se vai acontecer. Não é só uma questão de paciência, é uma Arte que se alcança através de muito treino.
E você, sabe esperar?
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