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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

QUEM ME DERA...


Certamente já dissemos ou ouvimos dizer inúmeras vezes, a propósito de tudo e de nada a expressão “Quem me dera…!”
Geralmente a expressão é usada com o significado “seria óptimo se isto fosse assim”. Este “assim” pode e significa inúmeras coisas que cada um saberá…
Seria óptimo que me saísse a sorte grande, que tudo acontecesse conforme o planeado, assim como quem fecha os olhos e, quando os volta a abrir, tudo está resolvido por milagre.
Era bom que fosse assim…! Mas não é. Nunca é assim e os milagres, tal como os idealizamos, não existem. A vida não se resolve sem mais nem menos por si própria, é preciso dar as respostas certas em vários momentos e essas respostas, somos nós que as temos.
Há momentos felizes, tudo bem, mas há outros de completa desorientação em que não sabemos o que fazer. É preciso tomar uma decisão qualquer e quanto mais se pensa, menos respostas nos ocorrem. Que fazer então?
Nesses momentos deve parar-se junto ao mar e esperar que o nevoeiro se dissipe afim de descortinar o rumo certo a seguir. Esperar, apenas esperar…
E qual é o rumo certo? Ninguém sabe nem nunca o saberá. Não existe um rumo certo, o que interessa é seguir um rumo, tomar uma decisão.
De mansinho, sub-repticiamente aflora aquele desejo que esvoaça cá dentro: Quem me dera ter asas, saber voar…
Quem me dera ser mar, areia e maresia para espraiar toda a emoção que paira no coração de toda a gente…

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O FRUTO PROIBIDO


Ninguém gosta que seja proibido seja o que for e muito menos o que lhe seja imposto. É verdade que aquilo que se torna fácil perde a maior parte do interesse que possa ter. Quando as coisas são demasiado fáceis tornam-se rotineiras e correm o risco de se tornarem aborrecidas. É ponto assente que o ser humano é atraído por aquilo que não pode ter ou que se revela difícil de obter. Basta pensar no síndroma do “fruto proibido”.
Apesar de já ter sido proibido por razões sociais, perdoa-se o beijo pelos inúmeros benefícios que acarreta para a saúde, não importa o tipo de beijo. De acordo com a sociedade, o beijo tanto pode usar-se como mero cumprimento ou como manifestação de amor e carinho entre dois seres.
Por meio dum gesto tão simples e de certo modo tão banal como um beijo na boca, além dos lábios que se tocam, dá-se uma troca de bactérias que povoam o interior das bocas.
Porém, para nós, ocidentais, estar “proibido” de beijar é um suplício que não se deseja a ninguém mas que pode acontecer por diversas razões sendo uma delas a famigerada troca de bactérias…
Convém não esquecer as vantagens de um beijo na boca. Há mesmo estudos que comprovam que por este meio se libertam endorfinas responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar do ser humano.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O GRITO


Já em 1890 Van Gogh tentou acabar com a vida com um tiro no peito mas só dois dias depois o pintor conseguiu concretizar os seus intentos deixando atrás de si mais de 800 obras (não contabilizando os desenhos). Entre estas obras que o celebrizaram, figura “O Grito”. Ao que sei, existem quatro versões do quadro, o “Grito”, pintado pela mão do pintor norueguês Edward Munch. Embora os quadros digam muito sobre este pintor, “O Gito” de Van Gogh ficou célebre mundialmente. Atribui-se a fama de que goza Van Gogh ao facto de o pintor ter cortado a orelha esquerda que o incomodava. Penso que essa orelha lhe segredava coisas que a mente não podia suportar… Abandonado pela família e sem amigos que outra coisa lhe restava…?
Qualquer que fosse a solução encontrada, é lamentável que só depois da sua morte todas as obras tenham alcançado o sucesso que hoje têm.
Não importa quem pintou este quadro ou quando o fez, todas as obras acabam por traduzir a angústia que desse grito….
Longe de polémicas, quantas vezes deu vontade de soltar esse Grito, um grito surdo que ninguém escuta mas que ecoa cá dentro…
Há gritos que caiem dentro de nós e incitam ao corte não uma mas ambas as orelhas cheias da crise, da fome, da miséria, do roubo e da corrupção… e depois correr sem destino pelos Campos de Girassóis, soltado aquele Grito…

terça-feira, 27 de novembro de 2018

OS BURROS DE ONTEM E DE HOJE


Aumentar o número de burros no intuito de fomentar o aumento de humanos nem sempre resulta numa boa ideia. Infelizmente o número de burros não é directamente proporcional ao número de seres humanos…! Aumentando o número de burros não implica que se aumente a quantidade e sobretudo a qualidade do ser humano.
Com base no aspecto simpático e afável desse animal, os burros lá vão singrando e encontram-se por todo o lado ocupando lugares de chefia e infiltrando-se até nos órgãos de soberania. Está provado que há medida que os burros se instalam, aumenta também a corrupção que se descobre muitas vezes através da denuncia dos que ajudaram a instalar ou porque os média estão mais atentos…. Actualmente, vão-se conhecendo mais e mais casos de corrupção…
Ao contrário do ser humano, em caso de perigo os burros reagem parando em vez de fugir como era suposto tornando-se mais fáceis de “apanhar”. Por isso são burros…!
Este texto tanto se adapta aquela pessoa que pouco ou nada deve à inteligência como à animália a que chama “burro” representativa de uma espécie em extinção que devia merecer mais consideração mas, conforme as circunstâncias, tem outras interpretações…
A única desculpa é que com a extinção desta espécie talvez se extinga grande parte da corrupção que só serve para ocupar lugar de destaque nos noticiários televisivos…

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

A DIFÍCIL ARTE DE SER MÃE


Embora nem sempre se reconheça, a mãe é um ser humano como outro qualquer, com falhas como toda a gente e com necessidade de um tempo consigo própria o que nem sempre lhe é concedido.
Apesar da existência da mãe, existe cada vez mais o preconceito de que a avó, que também é mãe, está sempre disponível e ao serviço dos seus netos.
E qual é a mãe que não ama incondicionalmente os seus filhos…? Uns mais do que outros é verdade mas, ama todos os seus filhos.
É verdade que em certas horas a mãe, por mais extremosa que seja, se irrita com as suas crias. Isso acontece quando a criança faz birras em qualquer lado e sobretudo em pleno supermercado espolinhando-se no chão.
Mas quem conseguiria manter a calma perante uma situação como esta?
Irritar-se não é uma prova de desamor mas sim uma manifestação de que a mãe é apenas um ser humano…
Há mães que preferiam não ter filhos por razões económicas, religiosas ou simplesmente por total inaptidão para este difícil papel. Geralmente, o mais comum é a mãe procurar ter os filhos por perto e, nas horas em que isso não é possível, confia na escola para cuidar deles o melhor possível dando-lhe aquela oportunidade de gozar do tempo necessário para reflectir sobre coisas da vida ou simplesmente relaxar…
Enfim, não é fácil ser mãe. Independentemente dos defeitos que possa ter, mãe é e será sempre mãe. Perante esta realidade apetece dizer, Volta mãe, estás perdoada.
Azar é quando tal não é mais possível…
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