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domingo, 29 de outubro de 2017

ESCAPADINHA NO PARADOR DE BAIONA

Como não há duas sem três, ao terceiro quarto acertámos. A reserva foi feita através de um site especializado para um deficiente motor. Se calhar foi esse o mal. O primeiro quarto, com um WC perfeitamente adaptado, dava para a piscina. Pensando no ruído das vozes das criancinhas, foi pedido outro quarto. O novo quarto dava para um pátio interior e o WC dispunha de uma banheira para a qual era preciso subir. Servindo-se do meu problema em subir e descer escadas e comprometendo-se a pagar mais, foi-nos atribuído um quarto virado para o mar com WC adaptado.
Enfim, reservar quarto só a partir do 33, seja em que piso for. Fora esse pequeno pormenor, gostei da estadia e recomendo o Parador de Baiona um pouco envelhecido mas bem conservado, até pela simpatia e paciência das recepcionistas.
Uma estadia neste Parador dá para descansar ou conviver intensamente além de oferecer uma vista deslumbrante sobre o mar.
Se quer andar, está no sítio certa, pode deslocar-se ao longo da muralha (como eu fiz) ou pelo passadiço que se encontra mais abaixo.
Em direcção à cidade propriamente dita há imensos restaurantes onde se pode degustar por preços bastante acessíveis os pratos típicos da Galiza. Ao mesmo tempo pode passear-se pelas ruas da pequena cidade, vale a pena.
A caminho da cidade existem imensos restaurantes a preços acessíveis
Escadas que conduzem a um mirante sobre o mar

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

MUDA A HORA, MUDA A SORTE, MUDA A VIDA

Não é que seja muito complicado andar para trás ou para a frente com os ponteiros do relógio, aliás, todos os anos se faz isso com a maior facilidade, mesmo assim atrevo-me a explicar como se faz. Já agora não se esqueça que este ano o fenómeno dá-se por volta do último domingo de Outubro. Nessa data, às 02:00 horas deve atrasar-se o relógio para as 01:00 hora.
À muitos anos, diz-nos a tradição que os relógios se devem atrasar uma hora no solstício de inverno. Pelo facto é expectável ouvir dizer que se trata do dia mais longo (25 horas) do ano já que se “ganha” uma hora… de sono. A partir daqui, os dias começam a ficar mais curtos e a anoitecer mais cedo para mal dos meus pecados.
Não gosto que os dias se tornem mais curtos e com isso constatar que anoitece mais cedo! Não gosto do escuro que se abate sobre todas as coisas nesta época do ano. Acho a época triste não só pelo facto de escurecer mais cedo mas por obrigar quem trabalha  a sair dos empregos já de noite.
A favor da mudança da hora devo dizer que a medida não é recente, já tem alguns anitos. Começou em 1794 na voz de  Benjamin Franklin com o intuito de poupar nas velas uma vez que empurrava mais cedo as pessoas para a cama …. Tal medida porém, foi implementada só em 1916 para poupar os parcos recursos energéticos existentes em tempo de guerra. Mas será que uma medida implementada em 1916 ainda faz sentido nos nossos dias?
A dúvida persiste.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A DOCE REVOLTA

Há dias em que a revolta se faz sentir, está mais presente nas coisas do dia-a-dia. São apenas dias, momentos… ocasiões, mas existem. A minha vida (ou como lhe queiram chamar) resume-se a comer, ir ao ginásio no intuito de baixar o colesterol, fazer análises e ler. De tanto criticar este e outros livros fica a pensar-se que não faço outra coisa senão ler. Com efeito, dedico à leitura as últimas horas do (meu) dia ou da tarde, quando me deixam. Aliás as restantes horas reparto-as como já disse. Podem perguntar-me onde isso me leva, que responderei: a parte nenhuma, pelo menos de momento. E não me venham com resultados práticos nem com outras teorias sobre a minha maneira de ser e de estar. Se existem progressos, a mim se deve, ao não baixar os braços perante a adversidade, à revolta que me assalta a toda a hora.
Há dias assim em que a revolta prevalece… felizmente são apenas dias, momentos, ocasiões.
Há dias assim.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O OUTRO CAMINHO

Sem querer entrar por caminhos mais obscuros, o conhecimento do “caminho” é essencial já que possibilita a compreensão deste e doutros percursos de vida. Além disso,  quem faria a apologia do Caminho da Mão Esquerda? Note-se que esta é a mão da razão por oposição à mão direita dedicada à emoção…
Quando se deixa à mão direita as tarefas ditas finas, a mão esquerda tem tendência a torna-se preguiçosa, já que se destina a executar as tarefas consideradas menores. Como mera ajudante da mão direita, corre-se o perigo de a pensar dispensável. Ora isso não é verdade. Basta um momento para perceber a importância da mão esquerda ao impedi-la de colaborar nas tarefas mais elementares do dia-a-dia.
É verdade que, com as duas mãos com que Deus nos brindou, deixa-se para a mão direita a maior parte do trabalho. Com ela desempenhamos (quase) todas as tarefas diárias deixando para segundo plano a mão esquerda. Ora isto também é errado. Hoje sou apologista de treinar a mão esquerda no desempenho de todas as tarefas que, em princípio, estão destinadas à mão direita. Estou a pensar na escrita que considero essencial e no caso de ferimento grave ou outro impedimento embora temporário, há que treinar a outra mão na execução dessas tarefas.
Não esquecendo que o uso de uma ou outra mão depende dos hemisférios, direito ou esquerdo, do cérebro, há muitos cientistas que defendem o uso da outra mão para melhorar a inteligência cognitiva, criatividade e até o pensamento abstrato.
Vamos então treinar a mão oposta à que é costume usar no desempenho das tarefas do dia-a-dia.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

BODAS DE ESMERALDA

Não é todos os dias que se celebram as bodas de um casamento, sejam elas quais forem. A poucos dias de celebrar as Bodas de Esmeralda, interrogo-me por que motivo passei em branco as Bodas de Mármore. A justificação é simples, estava internado e, embora não esquecesse a data, em momento algum deixei de pensar em a celebrar.
Mea-culpa então às bodas de Mármore e prossigamos com a celebração das chamadas Bodas de Esmeralda.
E porquê Esmeralda…?
Por mais voltas que dê à cabeça, não consigo encontrar uma resposta satisfatória para divulgar aqui esta data. Acho que não é fundamental o “material” que caracteriza a boda, o que importa é celebrar, de preferência… todos os dias.
Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui fica uma fotografia da celebração de outras bodas, um outro tempo que já não volta…
A esses  tempos de outrora os meus sinceros sorrisos… de hoje.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

BENDITA CHUVA

Afinal a tão desejada e ansiada chuva veio só ao fim da tarde. Uma chuvinha fraca, hesitante que não deu para quase nada. Tanta gente de nariz no ar com o intuito de a ver chegar e ela lá veio envergonhada e hesitante. Talvez a vergonha seja devido ao facto de chegar tão atrasada,  de ser tão necessária para acabar com os fogos que devastam o país e sobretudo vidas humanas que se perderam.
Já aqui tive oportunidade de dizer que detesto a chuva no que sou apoiado pela nossa fiel empregada. O frio aguenta-se, com mais uma ou duas camisolas, mas a chuva… detesto.
Por esse motivo, nunca me imaginei a fazer a apologia da chuva mas, atendendo às contingências actuais,  desejo-a com todas as forças do meu ser. Diziam que chegava no princípio da semana e trazia consigo a reboque o já ansiado outono. Pois que venha. Depois dos dias de verão que a antecederam com temperaturas a rondar os 30.º é normal que a deseje.
Que venha a chuva para acabar com os incêndios e as mortes que lhe estão associadas, que venha a chuva para arrefecer as mãos criminosas que os acendem e reacendem, que venha a chuva e encha as albufeiras à míngua de água que lhe humedeça as margens, que venha a chuva para que não apareçam mais peixes mortos por tudo quanto é sitio…
Que venha a chuva… já.
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