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domingo, 6 de dezembro de 2020

A MAGIA DO ARCOIRIS

Não é novidade nenhuma dizer que tudo muda ao longo da vida e com o correr do tempo. Muda o planeta, a vida, as cores,… enfim, tudo.

Este “tudo” abrange cada um de nós e, tal como no arco iris, apesar das múltiplas cores, tudo volta a ser igual só que noutro local… contudo sempre sobre a Terra. Considerar que o arco iris um mero fenómeno ótico, não impede que se revisitem outros lugares pedidos no passado num outro tempo. Nesses lugares, recordo com saudade o antigo “arco da velha”, que se podia observar quase sempre depois de ter chovido e o sol conseguia brilhar por entre as nuvens… fenómeno raro observável apenas quando se verificam todas as condições.

Realmente, o arco iris não passa de um fenómeno ótico que separa a luz solar em várias cores luminosas que vão do vermelho até ao violeta (passando pelo laranja, amarelo, verde, azul e anil). Apesar dessa definição fria e técnica, naquela idade o arco iris representava toda a magia sugerida por aquela luz estranha que precede o fenómeno e que envolve todas as coisas realçando-lhe a cor.

sábado, 5 de dezembro de 2020

QUEM NÃO SABE PERDER...

Por muito que se diga o que importa é ganhar, não me convence o recurso habitual ao paliativo quando dizem o mais importante é participar. Na realidade o que toda a gente quer é ganhar.

Diz a experiência que a vida demonstrou amplamente que é impossível ganhar sempre, todos a gente sabe que a vida é feita de vitórias e derrotas que atingem desde o cidadão mais humilde até ao mais alto dirigente do país mais poderoso… É espectável que ,perante a derrota, reajam demonstrando um sentimento de desgosto e inconformismo à sua maneira.

A vida é assim, umas vezes ganha-se, outras perde-se, apesar da geração mais velha ter originado uma juventude que parece ignorar ou lidar mal com a derrota. Por consequência, os mais velhos torna-se alvo frequente do estafado cliché, os jovens não sabem perder, não querem ouvir os mais velhos, acham que tudo lhes é devido e, se for possível, a custo zero.

Recentemente, há estudos que demonstraram que o sentimento de frustração perante a derrota está intimamente relacionado com a insegurança gerada por uma vida familiar conturbada. Não admira pois, que perante a recente da derrota, uma parte da sociedade se recuse a aceitar a derrota ignorado deliberadamente o sentimento que esta gera.

Por muito que custe, é preciso aceitar que a vida é feita de vitórias e derrotas e quem não sabe perder, jamais merece ganhar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

 ESPERA...

Espero, espero embora sentado.

Por que estou sentado? Sei lá, talvez para descansar ou então porque é uma tradição de família. Não sei o verdadeiro motivo desta espera mas, qualquer que seja, espero sentado à cautela, não vá ficar cansado de esperar…

O que espero? Tanta coisa que só se aprende ao longo da vida, assim como esperar… sentado. Francamente não sei o que espero. Antigamente, diria que espero o autocarro, o comboio, melhores dias, um sorriso, … Atualmente, sempre que posso, distribuo sorrisos que afivelo pela manhã e… continuo à espera.

Esperar sentado qualquer acontecimento é conveniente armar-se de toda a paciência possível, afinal também se esperou durante os nove meses da praxe para nascer! Depois de tanta espera, já me considero um verdadeiro expert na difícil e árdua arte de esperar.

Os milagres tardam ou nunca acontecem entretanto, enquanto se espera, deve-se viver cada dia o melhor possível e morrer lá muito mais tarde,… Estes são motivos por que vale a pena esperar desde que se espere sentado. Enquanto espero olho para o céu, sabendo que há uma coisa que ainda não disse: agora acredito que os milagres podem acontecer.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

A IMAGEM REFLETIDA

Todos os dias vemos refletida num espelho qualquer a nossa imagem quer em casa, no elevador, na montra dos estabelecimentos comerciais e até no WC, …

Em qualquer parte, lá está à nossa espera um espelho onde é possível (ad)mirar a nossa imagem. Apesar desta profusão de espelhos, a maioria das pessoas não se vê de uma forma consciente. Apenas observa parte do corpo e quase nunca o corpo inteiro. Dá-se especial atenção certos pormenores para ver se está tudo bem com o cabelo, se algum pelo escapou à lâmina de barbear, se a roupa está perfeitamente alinhada e geralmente a observação fica por aí.

Se fosse possível ver lá ao longe, tal como na história, e perguntar espelho meu, espelho meu, existe alguém mais belo do que eu?

É melhor nem esperar pela resposta. O que acontece geralmente é ninguém se reconhece na imagem refletida no espelho. A maioria das vezes, essa imagem não corresponde de todo à imagem mental que conservámos. De facto, não nos reconhecemos (e ainda bem) na imagem refletida quando no espelho.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

AS MENSAGENS DAS FÁBULAS

Qualquer fábula contém um ensinamento ou uma conduta a evitar. Geralmente são histórias curtas que encerram uma lição de moral transmitida através de animais que falam.

Cada vez que sou posto à prova na hora das refeições mais complicadas, recordo aquela fábula sobre a “A raposa e a cegonha”. Não é que me identifique com alguma das personagens da história, se penso nessa fábula é apenas porque vem a propósito das dificuldades que enfrento nessas situações.

Estabelecendo um paralelismo com os personagens da historia, devo dizer que me identifico mais com a cegonha do que com a sabida raposa. Não que se disponibilize qualquer refeição em pratos rasos mas pela dificuldade com que encontro na ingestão de certos alimentos. Nessas alturas vem-me à memória a cegonha, cheia de fome a tentar comer num prato raso a refeição que lhe foi servida.

É claro que esta fábula tem antecedentes. Num convite anterior, foi a raposa que ficou esfomeada quando uma sopa deliciosa foi servida num recipiente alto e estreito…

Desta fábula depreende-se que as vinganças, seja qual for o mal que nos tenham feito, não vale a pena. A qualquer ofensa deve responder-se com esquecimento e perdão interrompendo assim todo o mal.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

UMA MÃO INDEPENDENTE

Á falta de um tema mais interessante ou de maior importância e para variar, vou falar… de mim. Bem, prometo que não vou além da mão, aquela mão que muitas vezes não obedece às ordens do cérebro, aquela mão que parece ter vontade própria. Se o cérebro a encarrega de uma tarefa tão simples como é a escrita, mostra-se incapaz de a executar. O melhor que a coitada consegue é desenhar umas garatujas parecidas com o meu nome…

Nunca sei quando posso contar com ela. Por vezes executa algumas tarefas, outras agride-me com alguma força mas diga-se, em abono da verdade que, às vezes, se revela útil durante com a condução do automóvel ou simplesmente no auxílio que presta à outra mão.

Basta um olhar mais atento ao meu redor para ver a falta que fazem as mãos. Nunca é demais agradecer quando, bem ou mal, elas estão presentes, que se encontrem onde devem estar…

Chega de dizer mal de uma mão independente que só faz o que quer, mas o que faria sem a preciosa ajuda dessa mão?

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