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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

FUGIR AO FRIO


Durante muitos anos a conviver com gente calorenta, fiz uma jura a mim mesmo que nunca iria sofrer de frio o resto da vida. Costuma dizer-se “Quem mais jura mais mente” e é bem verdade. O ditado popular quase me convenceu e cada vez me lembro mais dele. Recordo com saudade o tempo já tão distante em que a saúde pairava no ar…
Cada vez que circulo por uma casa por aquecer nestes dias frios que vão correndo recordo a jura feita em vão. A jura ficou por cumprir pelo menos no tempo mais recente.
Pertenço aquele género de pessoas que são de tal modo friorentas que até em pleno verão tremem de frio o que não admira atendendo à porcaria de verão que tivemos. O frio persegue-me, desde tenra idade que tenho aquela sensação de perda do calor corporal independentemente temperatura que faz no exterior.
Uma avaria na caldeira do aquecimento ou por estar rodeado de pessoas pouco ou nada friorentas, fez com que tudo voltasse a acontecer, ou seja, que a temperatura baixasse tanto que essa perda de calor implicasse uma perda significativa de calorias. Para evitar isso acontecesse, há que recorrer às famigeradas e detestadas bambinelas… além de uma alimentação adequada. Mas nem uma coisa nem outra conseguiram colmatar este frio que sinto!
Há quem tente explicar a sensação de frio, calor ou mesmo dor, através de um sistema corporal existente no organismo mas que em nada atenua o frio que sinto cada vez que entro numa determinada divisão da casa que sou obrigado a frequentar. Aí vem os espirros, o pingo no nariz além do frio intenso que me acompanha sempre que a temperatura “desce”, são testemunhas disso as minhas mãos geladas.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

SORTE... MUITA OU POUCA ?


Como em todas as profissões, há bons médicos, maus médicos e outros assim, assim. Não sei se foi sorte ou se os médicos são mesmo assim mas, pessoalmente, não tenho razões de queixa. Falo com conhecimento de causa visto que já fui submetido a diversas intervenções cirúrgicas e sempre fui acompanhado por profissionais competentes e bastante optimistas. Alguns até deixaram saudade quando se ausentaram para bem longe e inesperadamente…
Sorte ou não, os médicos que me seguiram não se limitaram a tratar a doença em si mesma nem se empenharam a demonstrar um conhecimento profundo da doença em causa mas, acima de tudo, revelaram competência.
Não é fácil estabelecer uma diferença clara entre um bom e um mau profissional na difícil área da saúde, mesmo assim diria que além da competência, a empatia e a experiência são as características que mais se esperam encontrar num bom médico. Não admira pois que num inquérito realizado pela Forbes já em 2014, se tenha concluído que a profissão de médico é a mais prestigiante.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

EXPIAR OS PECADOS


Cada vez que ouço a notícia das falsas presenças na Assembleia, mais me recordo da expressão popular, “bode expiatório”, que se refere a qualquer pessoa sobre quem recaem as culpas alheias. Assumir finalmente todas as culpas por parte de uma deputada que ainda por cima afirma ser prática corrente tal atitude já não me espanta. Finalmente arranjou-se um bode expiatório.
A expressão “bode expiatório” tão banalizada nos nossos dias, é usada sempre que se quer atribuir a qualquer inocente uma culpa que não tem…
Fiel à opinião de me afastar de qualquer política, é quase impossível resistir a esta notícia e conservar a distancia necessária desta autêntica telenovela… principalmente se nos assalta frequentemente nos últimos dias.
Infelizmente este método é bastante comum a outros casos de corrupção nunca se chegando a conhecer o verdadeiro culpado, isto se o montante do “desfalque” o justificar… A estratégia cria uma tal nebulosa que impede ao comum dos mortais ver claramente o verdadeiro culpado. Enfim, para estes casos nunca chegará o Dia da Expiação celebrado à época nesse no Templo de Jerusalém. A expressão “bode expiatório” perpetuou-se pela mão do sacerdote que, nesses dias, escolhia dois bodes do rebanho sendo um deles sacrificado e o outro tinha como destino expiar todos os pecados da população…

sábado, 10 de novembro de 2018

UM ARZINHO QUE LHE DEU


Deus sabe, o que eu duvido (não se pode saber tudo), que não sou rancoroso. Não se trata de uma qualidade adquirida ou desenvolvida ao longo dos anos mas duma característica inata. Simplesmente não sou rancoroso por natureza. É uma qualidade que já nasceu comigo embora se manifeste mais na fase actual. Nem sequer me posso envaidecer por ser assim.
Apesar de tudo que foi dito, há gente que, se nos deixasse agora mansamente partindo para bem longe, ninguém daria pela sua falta. É triste mas existe gente assim,  pessoas que todos recordam e que se encaixam perfeitamente nesta descrição.
Há muitos anos atrás, uma partida inesperada era designada pela sociedade da época como um arzinho que lhe deu. Nesse tempo, a medicina não possuía uma resposta plausível como hoje dispõe para este fenómeno. Sempre que alguém partia repentinamente e para a qual nem a medicina nem a sociedade possuíam resposta, dizia-se que foi um arzinho que lhe deu… Esse “arzinho” podia ser qualquer doença súbita, ataque, velhice ou simplesmente cansaço de viver.
Assim, sempre que se fala num “arzinho que lhe deu” isso significa, em sentido figurado, que morreu de uma doença causada pela falta de mecanismos de defesa.
Existe gente assim, uns que deixam muita falta e outros que não deixam falta nenhuma.
Há gente assim…

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O NÚMERO 4 E A NOSSA VIDA


Nas sociedades orientais não existe o número 4. Elevadores, pisos, quartos de hotel, camas de hospitais, etc. passam imediatamente do 3 para 5, por isso digo que o número 4 não existe. Muitas vezes este número impõe-se por força das circunstâncias mas é um número a evitar sempre que possível. Há sociedades que vão mais longe evitando todos os números em que o algarismo 4 figure como o 14, 24, 34, etc. Esta superstição baseia-se na semelhança entre o nome do numeral na língua original e a palavra morte.
Para nós, ocidentais, o número do azar concentra-se no 13 por razões relacionadas com a Bíblia e não só. O número quatro passa quase despercebido, não tem a conotação negativa que lhe dão os orientais,.
Pelo contrário, o número 4 representa tudo que é sólido e estável, digno de confiança o que não admira visto que na base a pirâmide quadrangular tem 4 lados… São 4 (Mateus, Marcos, Lucas e João) os autores dos escritos que hoje conhecemos sobre a vida de Jesus. Também são 4 os pontos cardeais, as Estações do ano, os elementos fundamentais da Natureza (ar, fogo, água e terra)… Até as fases da vida humana (infância, adolescência, fase adulta e velhice) são em número de quatro.
Quem teve a sorte ou o azar de nascer num dia 4 possui fortes motivos para se alegrar visto que na Numerologia, essas pessoas são detentoras de um enorme poder de organização, racionalidade e fidelidade ou não tivesse nascido num dia quatro…
Motivos não faltam para que se orgulhe de nascer num dia 4.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

PERFECIONISTA? ATÉ QUE PONTO?


Isto de ser perfecionista não facilita nada a vida, antes pelo contrário, só complica. Como o próprio nome indica, o perfecionista pretende realizar todas as tarefas na perfeição, que não haja falhas nem erros qualquer que seja a tarefa. Quando isso acontece, e tem de acontecer, é um motivo mais do que suficiente para se sentir frustrado. O perfecionista exige demasiado das coisas e das pessoas que o rodeiam. Para ele ninguém é perfeito. Mas a perfeição não existe e quanto mais se procura maior é a probabilidade de mergulhar na dor e frustração.
É mais ou menos esta a ideia que se tem do perfecionista, o tal que não concebe o erro, que pretende ser o melhor em tudo o que faz.
Convém não esquecer que há diversos graus de perfeccionismo, sendo considerado um comportamento “normal” quando o indivíduo se empenha em realizar na perfeição as tarefas que lhe competem ou “neurótico” se a pessoa demonstra um comportamento compulsivo ao ponto de repetir n vezes a mesma actividade. Digamos que me situo entre o estado normal e o neurótico… Não chego ao ponto de repetir as actividades que me competem mas complica-me ver diversos papeis espalhados pela casa, corrigir a simetria de alguns objectos, distribuir por tamanho os diferentes talheres na máquina de lavar, ver algum objecto fora do local habitual, etc.
É demasiado simplista considerar o perfeccionismo como uma patologia a ser combatida por todos os meios não esquecendo que muito boa gente o inclui nos transtornos comportamentais…
Nem tudo é condenável num perfecionista, o facto de não conviver bem com o erro, torna-os disciplinados, determinados e persistentes, características muito apreciadas tanto na vida pessoal como profissional.
Contudo, tal comportamento não permite que o perfecionista consiga descansar a mente levando-o, nalguns casos, ao desenvolvimento das tais compulsões…
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