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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

EM TOM DE DESPEDIDA

Agora que Agosto se retira com vento e chuva dando um arzinho da sua graça, despeço-me de Agosto. Despeço-me por que o mês está de saída, por ser o oitavo mês do ano e… por ser Agosto. Na sua agonia final ainda estrebucha de dor ou saudade dos dias de sol e canícula que nos proporcionou. Contudo, deixá-lo ir.
Já toda a gente sabe (não escondo) que não gosto de Agosto. É com alívio que vejo o mês chegar ao fim. Por tudo que ficou dito, despeço-me do “silêncio”, o mesmo silêncio que me amordaçou a voz quando precisei de chamar alguém em meu auxílio. Despeço-me da desculpa esfarrapada, da falta de tempo e principalmente da falta de coragem…
Despeço-me do meu pequeno mundo onde lutei pela linha recta e só encontrei o medo de correr. Despeço-me do tempo que fez e, sobretudo, de Agosto.
Bem-vindo Setembro...

terça-feira, 29 de agosto de 2017

ANDAR SEM NORTE

Andar desnorteado nem sempre significa andar sem Norte. Pode-se andar desnorteado sem deixar de ter um Norte, perdido no caminho, na direção a tomar. É nisto que reside a minha discordância com o significado atribuído ao termo.
Concordar ou não com a definição a dar é assunto secundário. O principal, e isso nada tem a ver com a definição, é andar desnorteado. E é assim que me sinto neste momento.
Sempre ouvi dizer que andar desnorteado significa estar confuso ou, o que dá no mesmo, que não se tem a certeza do que se afirma… Sem pretender fazer concorrência ao livro (à venda desde maio), “Qui a tué Lady Di?”, atrevo-me a optar pela hipótese de estar perante um atentado e não de um acidente.
Já lá vão (quase) vinte anos e ainda pouco se sabe sobre o acidente que vitimou a princesa e o seu namorado Dodi Al-Fayed. Passaram-se vinte anos que morreu a “princesa do povo” e ainda se fala em dor e consternação de quem ficou e a admirava. Há mortes assim.
Há pouco, foi muito badalado o motorista de serviço, Colin Tebbutt, que prometia declarações esclarecedoras sobre o que não tem explicação. A morte de Lady Di deve-se a um conjunto de factores sem explicação.
Não esqueço que, nessa noite, Colin Tebbutt foi substituído por Henri Paul que apresentava 1,81 g de álcool no sangue.
A Colin resta apenas o sentimento de culpa por não estar ao volante daquela viatura... a mesma que embateu num dos pilares do túnel D'Alma.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

UMA GUINADA NA VIDA

Dar guinadas nem sempre significa mudar de rumo, digo eu que sou literalmente especialista em guinadas. Não se trata aqui de dar guinadas em sentido literal, mas às outras, as chamadas guinadas que nunca deveriam ser dadas ou que há muito era preciso dar…
Guinar, isto é, mudar subitamente o rumo normal da própria vida é algo que se impõe e quase sempre dá sinais. O pior é não estar receptivo a esses sinais, dando preferência à chamada zona de conforto.
Toda a gente conhece pessoas assim. Pessoas insatisfeitas com a vida e que, talvez por isso, reclamam por tudo e por nada.
Do mesmo modo, existem muitos livros e inúmeros autores que se debruçam sobre o assunto. Uma preciosa ajuda (para quem gosta pouco de ler) está na Internet onde se encontra resposta para tudo embora nem sempre a mais adequada. Permito-me sugerir o saudável hábito de ler. Por meio dos livros, é possível contactar com outras mentes e adquirir novos conhecimentos que, de outro modo, não teríamos acesso. Claro que é preciso compreendê-los. Não chega apenas “ler”. Mas isso é outra “guerra” que deixo para outros escritos.
Voltando ao mesmo, está sempre na hora de mudar…. É um virar de página ou, em casos extremos, por que não mudar de livro…

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

PARTILHO SÓ OS MEUS

Quem me vir a criticar sem dó nem piedade amigos e conhecidos, até pode pensar que não tenho defeitos. Mas tenho e não são poucos.
Perfilho como meus os defeitos que são meus. Os outros, que procurem outro “pai” que é como quem diz, vão chamar pai a outro.
Agradeço comovidamente a quem ainda acredita que não tenho defeitos. Penso que chegam os dedos da mão para os contar. Mas, claro, sou eu a pensar.
Tenho defeitos e carrego com eles sem complexos. Quem tem defeitos e os assume, tem cem anos de perdão, dizem…
Já dei por mim a criticar defeitos que eu próprio possuo, mas como não são bonitos, o melhor é não os concretizar. Afinal, ninguém é perfeito. Já é uma qualidade saber e reconhecer que se tem defeitos. Assumo que os tenho (desde que não prejudiquem ninguém).
Toda a gente carrega consigo algum defeito na medida em que possui imensas qualidades. A questão é procurar. Ninguém é destituído de defeitos e qualidades.
Quem pensa não ter não defeitos não tem mais nada ou então, o que é mais grave, simplesmente não existe.
É dessa mistura de sentimentos, qualidades e defeitos, que se faz a personalidade de cada um.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

MALDITO AGOSTO

Quem me conhece minimamente, não se admira ao ouvir-me dizer que não gosto do mês de Agosto. Não me perguntem porquê, mas não gosto.
Certamente que já me debrucei sobre esta repulsa e não encontrei um só motivo que o justifique. Se ainda estivesse no activo, talvez pensasse melhor, contudo lembro-me que mesmo nesse tempo não gostava do mês de Agosto. Talvez por não gostar de ventania e Agosto, por natureza, ser o mês das nortadas, por não existir este mês até César Augusto se lembrar de o inventar ou então, porque detesto multidões…. Seja qual for o motivo, não gosto deste mês.
Bem diz o povo, que tem sempre razão…, Agosto é mês de desgosto. Basta recordar que, durante este mês foram lançadas sobre Hiroxima e Nagasaki as bombas tristemente célebres que destruíram cidades e muitas vidas humanas. Foi também durante Agosto que tiveram início as duas guerras mundiais cada qual na sua data. Lembro-me, entre outros motivos, que foi durante o mês de Agosto que se deu a construção do muro de Berlim bem como a morte da princesa Diana…. Já nem menciono o comércio e as repartições encerrados durante o mês…. Motivos mais do que suficientes para não gostar de Agosto.
Desde os romanos até aos nossos dias o mês de Agosto foi temido por muito boa gente. Ainda hoje algumas mulheres não casam no oitavo mês do ano já que, durante este mês, partiam as naus em busca de novas terras…. O que justifica o ditado casar em Agosto sinal de desgosto.
Motivos não faltam para não gostar do mês de Agosto… 

sábado, 19 de agosto de 2017

NÃO SEI MAIS NADA

Houve um tempo em que pensava saber tudo sobre o que se encontrava sob o Céu. Pensava eu que já não existiam mais segredos a desvendar, que tudo sabia. Estava enganado.
Numa época em que se descobrem novos sistemas e, no mínimo, novos planetas, não sei mais o que existe sobre mim e ainda menos sob os meus pés. Confesso-me bastante baralhado quanto a isso. Há bem pouco tempo descobriram mais um sistema composto por sete planetas em tudo semelhantes à Terra… E já não falo a nível do Universo…!
Que hei de então dizer do que se passa debaixo dos meus pés? Aí a coisa complica-se. Tsunamis, os recentes incêndios e todos os movimentos da Crusta Terrestre, deixam-me completamente baratinado.
Não sei mais para onde ir, em quem confiar, que caminho seguir…. Há um aproveitamento das condições adversas da própria natureza e que nada têm a ver com a política (ou terão?) nem com outra coisa que não seja a própria política. É preciso “eliminar” na origem o próprio mal e continuar a luta contra os fogos.
Hoje, correndo o risco de imitar o poeta, direi só sei que nada sei.
Há dias assim.
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