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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

TREMER DE FRIO


Tremer pode ter muitas causas e uma delas é o frio mas também pode ser sinónimo de  medo ou outras causas que alertam para algo que não está bem com o nosso corpo.
A principal causa que nos faz tremer como varas verdes, na ausência de qualquer doença que o justifique, é evidentemente o frio. É ele o responsável por aquela sensação constante de quem vive cheio de frio e com as mãos geladas…
Tremer até pode ser benéfico, a contração muscular faz com que o corpo aumente a sua temperatura. Mas essa “tremideira” involuntária pode ser uma reação do corpo a outras doenças, menos ao frio. Convém por isso estar atento a esse tremor. Há doenças que se manifestam através do tremor acompanhadas ou não de problemas de equilíbrio. São doenças neurológicas mas muitas vezes indiciam simplesmente momentos de ansiedade ou o efeito secundário de alguns medicamentos…
Tremer, inclusivamente de frio, acentua-se com o avançar da idade e quando tudo está bem, pode considerar-se mesmo normal.
Abstraindo-nos de doenças, a perda de gordura que nos protege contra o frio, pode ser uma explicação para esse tremer  constante.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

POR UM MOMENTO DE GLÓRIA


Não sei (não sabe ninguém) do que se é capaz para sair do anonimato. Desde o acenar por trás do/a apresentador/a à chamada feita lá para casa, tudo é válido desde que se apareça na TV. O que importa é aparecer no pequeno ecrã (com cara de parvo ou com a cara que Deus lhe deu), acenar para a cara metade, amigo ou outro familiar que se encontre do outro lado.
E quem pode, em determinado momento da sua vida, dizer que já não sentiu uma forte vontade de sair do anonimato?
Ver no pequeno ecrã a nossa cara, mesmo em plano secundário, provoca aquela sensação que se sobrepõe a quem está a apresentar o programa. É evidente que estou a falar desses programas em directo, transmitidos a partir de várias regiões do nosso país e com os mais diversos apresentadores.
Não deixa de ser curioso constatar que aparecer no pequeno ecrã, mais que a fama que (inconsciente) se persegue, ocasiona finalmente o reconhecimento de alguém, que se atingiram os objectivos pessoais e profissionais… Mas aparecer na televisão a acenar de telemóvel colado à orelha não significa ser famoso.
Na vida, para chegar a esse efémero momento de fama é preciso saber parar para refletir, o que permite prosseguir rumo a outros destinos e outras vitórias.
Antigamente, aparecer na televisão, estava reservado a destacadas figuras políticas e apenas a alguns artistas que actuavam sem cachet mas assim alcançavam o tal momento de fama além de se promoverem deste modo. Actualmente, com o recurso aos “directos”, esta atitude está ao alcance de qualquer um fazer aquelas figuras tristes que nos é dado observar…

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

VEM AÍ O GABRIEL


Está aí a depressão chamada Gabriel mas não veio só. Trouxe consigo a chuva, neve nas terras altas e vento forte que vão afectar o nosso país até ao próximo fim de semana. De acordo com o IPMA, além do agravamento causado pelos elementos do clima já descritos, as temperaturas mínimas vão oscilar entre um e os nove graus Centígrados. Quanto às máximas vão estar compreendidas entre os nove e os 19º C esperados no Algarve…
Perante este cenário, não se pode considerar que o frio já lá vai.
Mas nem tudo é mau. Há sempre um lado positivo em qualquer coisa que ocorra na vida apesar de muito procurada e nem sempre encontrada.
Tudo isto por que Gabriel foi  o nome atribuído a um arcanjo considerado como Príncipe da Igreja, portador de boas novas, promovendo grandes mudanças. Com esta perspetiva, aceita-se a intempérie que o rodeia e, como  ainda estamos no primeiro mês do ano, guarda-se a secreta esperança de que tal aconteça.
Apesar de tudo, sejas bem vindo Gabriel…!

domingo, 27 de janeiro de 2019

NÃO É FÁCIL DIZER ADEUS


Seja ao que for, não é fácil dizer adeus. Isso implica enfrentar com muita coragem o desapego daquilo que já foi ou ainda é importante para nós.
Mais tarde ou mais cedo, surge na vida a necessidade de dizer adeus seja ao que for, pôr pontos finais, fechar etapas, encerrar capítulos… É necessário estar preparado para essa eventualidade o que não acontece de ânimo leve. Ou se nasce já “desapegado” ou então não é fácil desfazer-se daquilo que ainda vale a pena, compreender que está na hora de iniciar uma nova fase na nossa vida.
Dizer adeus não é fácil, assumo essa dificuldade excepto aos que já nascem com esse dom. Para esses, é fácil desfazer-se (o tal desapego) de tudo e de todos, compreender que nada nos foi dado definitivamente, apenas emprestado.
Para esses, dizer adeus é assim uma espécie de libertação daquela tristeza que se sente ao ver partir o que se pensava ser para sempre.

sábado, 26 de janeiro de 2019

SÓ QUANDO FALTA É QUE SE LHE DÁ VALOR


É tão normal abrir a torneira e vê-la jorrar sem qualquer problema que ficamos perplexos quando ela falta. Aliás, só quando nos falta compreendemos a imensa e terrível importância da água. E pensar que grande parte da população mundial se debate com o problema da falta de água (já não digo potável) !
Na verdade, estima-se que o ser humano pode viver cerca de 200 dias sem comer mas, sem beber aguenta pouco mais de 36 horas. Aqui cabe refletir na importância  da água. O estado de saúde de qualquer indivíduo depende da presença ou ausência desse precioso líquido. Tudo isto dá-nos uma ideia da importância da água para os seres humanos mas também para todos os seres vivos que habitam o planeta. Cerca de 60% do peso corporal humano deve-se à presença de água. É inegável que a falta de água é indispensável à sobrevivência de animais e vegetais.
Devido aos inúmeros desmandos da atividade humana, a água começa a escassear devido aos incêndios, poluição dos rios, desenfreada produção industrial, etc. Todos os dias se é testemunha do vazar para os rios, lagos ou águas subterrâneas, detritos tóxicos produzidos pelas indústrias locais.
Também as cidades contribuem para a diminuição da infiltração da água no solo com o asfalto das autoestradas, o cimento dos edifícios que, deste modo, impede o abastecimento dos cursos de água subterrâneos, tornando-se cada vez mais escassa.
Cabe a todos nós poupar a água que, infelizmente, se vem tornando cada vez mais num líquido precioso.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

EM DEFESA DA POESIA


Ou não fosse eu um poeta (*) que não defendesse a poesia… Estudos mais ou menos recentes defendem que um bom livro de poesia faz mais pelo seu cérebro que muitos livros de autoajuda que por aí circulam. De facto, um bom livro de poesia e isso depende do gosto de cada um, activa o lado direito do cérebro onde se alojam as lembranças autobiográficas do indivíduo.
Através destas pesquisas, sabe-se que o cérebro humano fica mais activo quando se detém em palavras que não conhece ou em frases mais complicadas na sua estrutura. Isso é precisamente o que faz a poesia. Ela ajuda a reflectir sobre diversos temas e a intendê-los numa outra perspectiva
(*)
Tive um amor e perdi-o,
tive um sonho que acabou.
Fui as velas de um navio
que nenhum vento enfunou

Fui as velas de um navio
parado no alto-mar.
Tive um amor e perdi-o,
jamais o vou encontrar…

Tive um sonho, despertei
perdido numa ilusão.
Tive um amor que perdi
por que perdi nem eu sei…
Bate inútil coração
sem saber que já morri.

Não sei bem por que razão
tive um amor e perdi-o
fechado na minha mão…
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