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quinta-feira, 5 de julho de 2018

O REGRESSO DO PRÍNCIPE


Desde muito cedo que me habituei a ouvir o nome de Aga Khan associado à obra notável sob vários aspectos, desenvolvida no nosso país. Certamente, depois de tantos anos, não devemos estar a falar do mesmo personagem mas isso pouco importa, o homem morre mas a obra fica.
Agora que cresci, uma pergunta se impõe: Quem foi ou quem é afinal Aga Khan?
Pouco tempo decorreu desde que deitei mão aos meios informáticos à minha disposição a fim de encontrar alguma informação sobre este misterioso personagem que povoou o meu imaginário de criança.
O título que ainda hoje usa foi atribuído em 1817 pelo então Xá da Pérsia atribuído a título hereditário. Por isso não sei a que príncipe se referiam lá por casa quando elogiavam a obra deixada pelo príncipe. Sim, porque se trata de um príncipe embora sem principado e não de um conto das Mil e Uma Noites como parece. Com efeito, embora recebido com honras de chefe de estado, não possui Estado algum. Descendente directo do Profeta Muhammad e apesar de ser um dos homens mais ricos do mundo, é conhecida a sua simplicidade.
Julho aproxima-se a passos largos e, se mais não vier a acontecer nesta santa terra, vai festejar-se em Lisboa o jubileu deste príncipe. Efectivamente comemora-se nos princípios de Julho (entre 5 e 11) o jubileu de diamante de Aga Khan para o que são esperadas cerca de 40 mil pessoas.
Muito mais havia a dizer sobre o império construído por Aga Khan muitas vezes associado ao epíteto de  playboy. Com efeito chegou a casar-se com Rita Hayworth…

quarta-feira, 4 de julho de 2018

VOAR

A MELHOR DO MUNDO


Há dias em que a chuva, o vento e o frio não deixam aquecer o coração da gente, não foram as boas notícias dimanadas pelos média. Esta semana fomos agradavelmente surpreendidos pela notícia de que Lisboa foi galardoada com o Óscar do Melhor Destino Europeu de 2018. Receber este Óscar pela segunda vez consecutiva é preciso ser mesmo bom.
A gala decorrida na Grécia, mais propriamente em na Atenas, atribuiu ao nosso país trinta e seis prémios rivalizando com países tradicionalmente turísticos. Ninguém pôe em causa as qualidades gastronómicas nem o clima aprazível que fizeram esta cidade merecedora de tais prémios. Além de poder desfrutar de um clima excecional o turista goza de uma gastronomia  muito variada e de franca qualidade. O pior é a instabilidade do clima que este ano oferece temperaturas que se situam abaixo da média para esta época do ano. Com efeito, estando tão perto do verão, vive-se uma situação meteorológica fora do normal.
Apesar das temperaturas bastante baixas relativamente a outras capitais da europa, o clima da nossa capital continua agradável, estando virada para o Atlântico e banhada por um rio como outras cidades. A par de tantas belezas naturais e outras tantas qualidades, Lisboa tem realmente um clima tão aprazível que até o inverno veio passar cá o verão.
Há dias em que as boas notícias conseguem aquecer corações gelados pelo frio e pela chuva que teima em cair.
Há dias assim.

terça-feira, 3 de julho de 2018

O SEU PIOR INIMIGO


Há dias em que tudo corre mal, tudo em que se toca se transforma num verdadeiro desastre cujas consequências invariavelmente caem sobre si. São dias em que nada dá certo e mais valia recolher ao leito ou não sair de lá rezando a todos os santos para que o tecto não nos caia em cima.
Para onde quer que vá, onde quer que se esconda, os pensamentos lá estão como se tivessem adquirido vida própria e mais ninguém os conseguisse controlar, nem mesmo o próprio. Dizia Buda com alguma propriedade, «nem os teus piores inimigos conseguem fazer tanto mal como os teus próprios pensamentos». Mas quem pode travar o pensamento?
O pior é quando se é o pior dos inimigos…! Por incrível que pareça isso pode acontecer. Nesse caso a quem atribuir a culpa do pior que pode acontecer?
Onde encontrar um bode expiatório para tanta desgraça que acontece?
Há sempre um dia em que se deseja todo o mal ao pior dos inimigos, não desejar é uma pura balela que nos impingem desde cedo. Cá está um ditado que não dá certo ou, se calhar, requer mais esforço da minha parte. Ao fim de algum tempo em que o mal se repete, porque não desejar o mesmo ao pior dos inimigos? Porque não?
Há dias em que não se deseja o mal que nos assola, nem ao pior dos inimigos.
Há dias assim.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

NEM TUDO É VERDADE


Disseram-nos na escola que o cabo das tormentas ficava muito longe, lá para a África do Sul, aproximadamente junto à Cidade do Cabo. Nesse tempo, nem sequer sabíamos muito bem onde ficava a África do Sul quanto mais a Cidade do Cabo…! Mas eram assim os programas e os professores tinham que os cumprir. É verdade que tínhamos uma vaga ideia de que este Cabo se localizava onde os oceanos Atlântico e Índico se encontravam se bem que se desconhecesse a localização exacta do oceano Índico por se situar mais longe…
Devido às imensas dificuldades que enfrentaram os marinheiros baptizaram-no de Cabo das Tormentas mas, mais tarde o rei D. João II ordenou que se rebaptizasse este cabo com o nome de Cabo da Boa Esperança o que, no meu entender, não vem nada a propósito da realidade. No meu pequeno mundo, o cabo das tormentas fica mesmo ali mesmo, ao fundo da rua.
Basta caminhar até ao café da esquina e entrar na rua principal. Ao dobrar da esquina, a brisa transforma-se em vento forte e a chuva, quando há, cai do céu com mais intensidade e batida pelo vento.
Curiosamente a esquina parece-se bastante com o Cabo das Tormentas devido à sua configuração. E pensar que todos os dias sou “obrigado” a dobrar esse cabo e enfrentar a tormenta que me espera do lado de lá a caminho do almoço.
Estes são os elementos do clima que aguardam do outro lado daquela esquina.

domingo, 1 de julho de 2018

NÃO É MUITO NORMAL


Não é muito normal não gostar de futebol numa época em que até as mulheres estão a aderir ao desporto rei. Admito que já tentei gostar de futebol atenção ao irmão, padrasto, à sociedade em geral mas não resultou.
Nunca gostei verdadeiramente de futebol. É claro que fico contente quando o resultado dos jogos da selecção são favoráveis e pouco mais, o que é legítimo que se confunda com patriotismo. Descobri que afinal não gosto de futebol, pelo menos ao ponto de sacrificar qualquer outra tarefa ao chamado desporto rei. E não é por pertencer ao género masculino que vou forçar-me a gostar de futebol só porque toda a gente acha que devo gostar.
Ando enjoado de tanto futebol. Assumo publicamente que não gosto de futebol e pronto. Além dos jogos, sou “obrigado” a ouvir os comentários, sempre discutíveis, dos comentadores desportivos, sejam eles de que clube forem.
Ouço os gritos dos vizinhos numa situação de perigo ou perante os golos marcados pela nossa selecção ou a adoptada e continuo calmamente a ver o filme da semana sem que me entusiasme sobremaneira esse ou qualquer jogo. O máximo que faço é mudar momentaneamente de canal para me assegurar do resultado.
Não empreendo qualquer campanha contra o futebol em casa ou no círculo de amigos. Cada um é livre de gostar e de pensar, logo que não interfira com outrem. Admiro a coragem dos que aproveitam esses 90 minutos de jogo para executar outras tarefas, quanto mais não seja, passear o cão no espaço destinado pelo condomínio.
Vem-me à memória aquelas tardes junto ao rio e as curtas viagens de automóvel embalado pelo relato infindável de qualquer clube de futebol de que nem me lembra o nome. Acho até ridículo o entusiasmo exacerbado por qualquer clube, falar durante horas no profissionalismo ou na vida privada de determinado jogador ou então de um jogo que já aconteceu.…
Qualquer fanatismo, seja ele qual for, dá-me volta às entranhas…
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