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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

É SAUDÁVEL SONHAR


Nunca sei. De manhã ia jurar que não sonhei com coisa alguma durante toda a noite. Às vezes, consigo recordar fragmentos dos meus sonhos. Isso só acontece quando acordo a meio da noite mas, de manhã, quase nunca recordo o conteúdo do sonho.  Não admira portanto que discorde do que afirmam alguns filósofos que garantem que todas as noites se sonha…!
Lá de vez em quando, concordo mas, todas as noites!?
Tomando como certas as teorias de certos psicólogos, os sonhos são um meio de concretizar muitos dos anseios daqueles que sonham de olhos abertos, e quem é que não tem sonhos impossíveis de realizar?
Eu sei que há pessoas que se lembram dos sonhos enquanto outras (é o meu caso) raramente se lembram do que sonharam. Como diria o poeta, “Não sei se é sonho se é realidade”. Não há dúvida que, por vezes, é difícil distinguir o sonho da realidade.
É legítimo pensar que Pessoa teve consciência da triste realidade da sua vida, mas o que aconteceu realmente foi ter concluído que os sonhos, afinal, não valem nada … Ao acordar, o sonho deixa de ser sonho e depois de sonhado, anula todos os outros sonhos…

terça-feira, 13 de agosto de 2019

EVITAR O COITADINHO


Por uma questão de orgulho e temperamento não gosto que me façam sentir o “coitadinho”. Não quer dizer que o orgulho impeça uma ajuda se necessária mas nada mais além disso. Só encarando a vida de frente é possível desenvolver a autoconfiança e autoestima imprescindível para circular de cabeça erguida por entre a gente.
O deficiente apercebe-se em qualquer situação do proteccionismo disponibilizado por alguns ou, da parte de outros, da bem conhecida fuga perante o desconhecido. Não é fácil ser diferente mas também, que eu saiba, ninguém disse que o era.
Toda a gente conhece um “coitadinho”, essas pessoas que se aproveitam de qualquer doença para chamar a atenção de quem se aproxima. Vulgarmente encontram-se pessoas assim, extremamente incómodas para quem é obrigado a conviver com elas. É o chamado e tão discutido síndrome do coitadinho. Uma das características é a capacidade de se colocar na posição de vitima, qualquer que seja a circunstância que se depare. Posicionar-se nessa situação pode ser muito cómodo para alguns na medida em que passam toda a culpa de tudo que acontece para o outro.
Com a desculpa do acidente que me afectou um olho, interrompi os “treinos” no ginásio embora sinta já a falta dessa “terapia”. Assim como o exercício acarreta benefícios para a saúde do corpo, também a mente beneficia desse efeito. Visto assim, o ginásio é uma forma de impedir o tal síndrome do coitadinho…

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O VOO DA VERGONHA 1928 PT



Depois de alguma hesitação por ser uma decisão tardia, em pleno Julho optámos por visitar as 4 Capitais da Europa Central através da Nortravel que normalmente “trabalha” com a TAP. A viagem bem como a visita correu muito bem sempre acompanhados por uma guia excepcional que excedeu em profissionalismo em prejuízo da vida pessoal. Os problemas surgiram no regresso ao Porto, viagem também da responsabilidade da TAP. Quando todas as malas giraram no tapete rolante, várias vezes, sem ninguém as recolher, comecei a suspeitar que algo estranho se passava. Mesmo assim, aguardei estoicamente o fim desta operação e na ausência das malas dirigi-me, assim como todo o grupo da Nortravel e da Abreu, ao balcão de reclamações. Aí aguardei na fila de espera num corredor repleto de outras malas empilhadas de ambos os lados…
Não é compreensível que a mesma companhia que me privou de um irmão também queira agora ficar com a minha bagagem.
Pessoalmente a TAP ou o pessoal de terra por ela contratado, deixou uma péssima impressão e pelo que ouvi na longa espera, não é caso único. Na disposição de levar o caso até às últimas consequências, eis que as malas  extraviadas apareceram na segunda-feira!

domingo, 11 de agosto de 2019

A GUERRA JÁ COMEÇOU


A guerra, com a qual concordo, continua acesa agora contra o plástico. Concordo com todas as medidas que sejam tomadas a favor deste planeta moribundo. Contudo a “doença” do planeta não se deve apenas ao recurso indiscriminado do plástico, também o consumo exagerado de carne, os carros movidos a diesel (ou outro combustível) e as viagens de avião, contribuem substancialmente para a libertação de CO2. Lá virá o dia em que a guerra que hoje se verifica contra os automóveis movidos a diesel se estenderá às viagens de avião. Estima-se, por exemplo, que o avião, numa viagem entre Porto e Lisboa, chega a lançar para a atmosfera sete vezes mais CO2 do que o comboio (Associação Ambientalista Zero). O assunto não é pacífico e já foi alvo de ampla discussão na reunião anual da Associação Internacional de Transportes Aéreos. Felizmente já há muita gente a trocar o avião pelo autocarro e comboio… A todos estes números, sobrepõe-se o poder económico que atrasa qualquer decisão mas, infelizmente, não as evita.
Também o aumento do turismo que tanto nos orgulha leva a um valor elevado do efeito de estufa que se estima contribuir em cerca de 8% a nível mundial.
Estes são apenas alguns factores que contribuem para o aumento da pegada ecológica. Cabe portanto a cada um reduzi-la ao máximo afim de evitar a morte prematura do nosso planeta.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A INCRÍVEL MÁQUINA HUMANA


Está fora de lógica, ninguém no seu perfeito juízo decide sofrer. A vida tem destas coisas, altos e baixos que têm de ser enfrentados embora com alguns (muitos) custos. A vida nem sempre é fácil. Só quem foi atingido pela adversidade compreende exactamente o sentido desta frase.
Viver é suportar estoicamente os golpes da vida assumindo que nem todos reagem da mesma maneira. Há quem apare esses golpes e mantenha a habitual alegria de viver mas também há quem os interiorize e se deixe abater. Coisas simples como uma mudança de ambiente pode produzir esse efeito…
De facto o cérebro é uma máquina maravilhosa que decide quando deve permanecer numa espécie de standby evitando deste modo o sofrimento…
É provável já ter vivido momentos muito semelhantes durante a vida. A falta de interesse tanto pelas relações pessoais como sociais, nomeadamente sexo, comida ou até música são sintomas de anedonia a ter atenção. Ela instala-se sub-repticiamente como um mecanismo de autodefesa sem que forçosamente constitua um sintoma de qualquer doença.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

NÃO IMPORTA COMO SE ESCREVE


Andei muitos anos convencido que o termo não existia em qualquer vocabulário. Estava enganado. O termo existe e, segundo apurei, tem origem italiana (Graziella) com o significado de pequena graça, pequeno dom divino ou presente amado de Deus…
Há poucos dias surpreendi-me a pensar e veio-me à mente aquele termo. Pensar é a atividade preferida de quem não tem nada ou muito pouco para fazer.
De facto ainda hoje não sei se o termo era usando conscientemente com “z” ou com “s”. De qualquer modo, parece que o significado não se altera muito. O facto é que de tanto o ouvir o termo banalizou-se a tal ponto que cheguei a considera-lo como parte integrante daqueles dois seres cuja cumplicidade era notória e consentida por inevitável. Em sentido lato, Graziela (com z ou com s), agora sei, assenta que nem uma luva naquele par.
Para mim, o nome carregava todo o carinho e afecto de um filho pelo presente querido de Deus. Trata-se de um nome (quer se goste ou não) cuja beleza residia, neste caso, essencialmente na tal proximidade com o divino…
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