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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A PERGUNTA CERTA


São múltiplas as perguntas que diariamente nos passam pela mente. Todas elas gritam por respostas que muitas vezes não queremos ou, na sua maioria, não sabemos dar.
A verdade é que não existe uma resposta certa para esta ou aquela questão que de momento nos atormenta a mente. Muitas dessas perguntas ficam sem resposta à espera de um momento que forneça a melhor.
Não existe a resposta certa assim como não existe uma pergunta correta. São meras palavras que devidamente analisadas podem dizer muito sobre a mente da pessoa em questão. O facto é que até hoje ninguém conseguiu desvendar totalmente a mente humana.
Para quê então procurar uma resposta certa para tanta pergunta?
Muitas vezes a resposta certa está mesmo ali ao lado só que não se quer ver,  outras vezes não se sabe a resposta certa sobretudo quando ocorre um acontecimento imprevisto.
Além de misteriosa, a mente humana sabe o que faz e para onde vai… Digo novamente que nada acontece por acaso, tudo tem um fim que nem sempre merece ser descortinado.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

AS TAREFAS QUE NINGUÉM VÊ


Estima-se que existam em Portugal milhares de dependentes e igual número de cuidadores que ninguém se preocupou em ensinar nem remunerar o que se traduz numa enorme economia para o Estado. Apesar de amplamente discutido no Parlamento, o Estatuto do Cuidador Informal, não foi contemplado no OE para 2019.
Por definição, cuidador é aquele que cuida de alguém que pode ser ou não um familiar seu. Ser cuidador, seja de quem for, não é tarefa fácil. Conforme o grau de dependência, cabe ao cuidador preparar refeições, ajudar o seu dependente quando é preciso, auxiliar diariamente na higiene pessoal, prestar apoio nocturno, etc. tudo isto sem receber qualquer preparação nem remuneração…
Como já disse, não é cuidador quem quer mas quem sabe cuidar.
Embora existam diferentes tipos, o cuidador temporário depois de ajudar o seu dependente a sarar, vai-se retirando pouco a pouco de modo a provar ao seu dependente que não precisa no futuro mais de apoio.
Como o nome indica, o cuidador presencial oferece apenas a sua presença assumindo todas as tarefas que estavam a cargo do seu dependente. O facto de se limitar a estar presente e conforme a autonomia do dependente, sobra-lhe tempo para tratar da sua vida pessoal.
O cuidador informal, no meu entender, engloba todos os tipos de cuidadores mas, mais uma vez, permanece esquecido encerrando em casa as tarefas e a exaustão que ninguém vê.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

PARABÉNS A VOCÊ...


Há quem não goste de festejar a data de nascimento, uma opção a respeitar. Festejar implica mais um ano de vida, ser o alvo principal de toda a sorte de comemorações. Mesmo assim, conheço pouca gente que não gosta de festejar o próprio aniversário mas é uma opção a respeitar.
Perde-se no tempo este costume. Crê-se que já era celebrado 3000 a.C. nas antigas civilizações Gregas e Egípcias mas, só para pessoas importantes…. Mais tarde, com o nascimento de Cristo, a igreja católica passou também a festejar este costume que acabou por se generalizar.
Certamente já concluíram que não me refiro ao meu aniversário, ainda faltam alguns meses. Festejou-se o aniversário de Tintim que na passada quinta feira fez 90 anos. Pessoalmente encaro este assunto da mesma maneira que foi descrita no poema de João de Deus magistralmente recitada pela voz que ainda agora ecoa nos meus ouvidos.
Podia ter nascido Rato ou, pior ainda, Víbora de acordo com um outro calendário mas quis o destino que nascesse sob o signo de Peixes, apenas por uma questão de calendário mas não há aniversário sem que um bolo decorado por umas quantas velinhas de acordo com a idade do aniversariante acompanhado pela tradicional canção “Parabéns a Você”. Canção que ficou a dever-se às americanas Mildred e Patrícia Hill que criaram em 1875 a melodia “Good Morning to All”. O tão apreciado bolo e as velas de aniversário chegaram até nós através da antiga Grécia onde serviam para homenagear Artemis. Segundo a lenda, era por este meio que a deusa se exprimia.
Atualmente fazer anos com saúde e tendo à volta da mesa aquelas pessoas de quem se gosta é o maior presente que se pode esperar e o mais apreciado.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

PALAVRAS SOLTAS AO VENTO


É tão fácil dizer “amo-te”!  São só palavras que se podem repetir as vezes que for necessário e em diversos contextos. Difícil é demonstrar por meio de actos o verdadeiro amor. E não é preciso agir de forma inédita e bombástica, qualquer coisa serve por mais simples que possa parecer. Um pequeno gesto em benefício de outrem desde que provoque de novo aquele brilho num olhar apagado pelas funestas nuances da vida, é o bastante.
Qualquer coisa serve como fazer palhaçadas na hora ou num lugar menos próprio, arrancar gargalhadas a desproposito, também pode servir. Ouvir, ouvir aquela canção entediante ou o desabafo de quem pretende ser ouvido, ser todo ouvidos perante aquela história de vida já mil vezes repetida… também serve.
Dar-se, dar-se sem reservas, sem esperar qualquer retorno é fundamental, é um dos pequenos gestos através dos quais o amor se manifesta.
É destes pequenos gestos que pouco a pouco se constrói aquele amor que sobrevive para lá do tempo e das voltas que a vida possa dar…

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

ESTRANHA ATRACÇÃO


Desde que Isaac Newton fez passar a luz branca através de um prisma em 1666, já lá vão alguns anitos.
Por ser uma cor que prende facilmente o olhar mais distraído, o vermelho é a cor predominante na decoração. A cor está presente desde as cadeiras da sala até à colcha da cama passando por numerosos e variados objectos decorativos.
Dizem que gostar de vermelho é indício de uma pessoa extrovertida e de fortes convicções, características que nem sempre correspondem à verdade. Contudo é inegável que as cores exercem uma grande influência tanto no comportamento físico, mental e até emocional dos indivíduos. Não é à toa que se escolhem determinadas cores de acordo com o espaço a decorar.
A comprová-lo, está o efeito que o vermelho exerce no cérebro humano. Previamente a agitarem a minha tranquilidade cerebral, nunca senti ou então não reparei no efeito do vermelho sobre o cérebro humano. A atração desta cor que se faz sentir principalmente pela manhã que me obriga muitas vezes a sentar na cama para não cair…
Habitualmente sou um pouco cético relativamente à Teoria das Cores mas a estranha atracção do vermelho faz-me pensar que certamente existirá alguma relação entre o comportamento cerebral e as diferentes cores.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

ASSIM NASCE UMA CANÇÃO


Ouve-se, ou se gosta ou não se gosta e pronto. Umas vezes é a letra que nos toca de perto, outras é a melodia que mexe com a sensibilidade de cada um. É o que acontece com a maioria das canções cujos autores nos merecem geralmente pouca atenção. É o que acontece com a célebre canção que recebeu, em português, o nome de Noite Feliz.
Nos dias que antecedem o Natal e mesmo durante o ano, a canção mora na cabeça de muito boa gente (falo por mim) sem qualquer preocupação em conhecer quem compôs a música e muito menos a letra.
A velhinha canção, cuja data é anterior a 1818, foi apresentada ao público em plena missa do galo na pequena aldeia de Oberndorf na Áustria. Com efeito, foi na igrejinha de São Nicolau que se ouviu pela primeira vez a canção “Stille Nacht” que deixou uma impressão muito favorável em todos os presentes.
São muitas as histórias que se contam sobre o nascimento desta canção mas infelizmente nem todas verdadeiras. A letra que evoca o nascimento de Jesus, ficou a dever-se ao pároco José Mhor  Mais tarde, Franz Gruber compôs a música que ainda hoje baila nos ouvidos de toda a gente.
A comprovar tudo o que foi dito, está a imagem dos dois coautores nos vitrais da pequena igreja de São Nicolau que podem ser apreciados durante todo o ano por quem se deslocar até lá.
No mês de Dezembro de cada ano, o túmulo de Gruber encontra-se decorado muito justamente, com uma enorme árvore de natal.



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