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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

ANTES E DEPOIS


Acredito numa segunda chance seja para o que for e começo também a crer que nada, mas mesmo nada, voltará a ser como dantes. O antes e o depois são duas faces da mesma moeda contudo muito diferentes…
Não sei se por uma segunda chance ou por pura teimosia, estou aqui mas ainda não descobri “porquê”. Continuo, sem saber por que razão o destino, no qual não acredito, me poupou ou se devo isso à teimosia que me caracteriza e impede de fazer o que é suposto em  cada ocasião.
Pouco a pouco, o passado vai-se diluindo no presente a tal ponto que se torna difícil distinguir o antes do depois. Existe sempre a tendência de comparar o presente com o passado embora, a certa altura, o passado apareça muito ficcionado face à situação actual.
Depois que o fio condutor entre passado e presente é eliminado, ficam apenas os sinais que comprovam que já lá estivemos, em qualquer sitio no passado.
Esses sinais são a prova de que já se foi conforme mostra a memória…

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

DISTINGUIR UMA COISA DE OUTRA

Estava aqui sentado a pensar no que havia de escrever quando relampejou a ideia de escrever sobre esse assunto. Por que não?
Existem milhares de assuntos que podia abordar mas, tirando a política e o futebol, pouco resta… Já abordei aqui assuntos que considerei interessantes e que me perpassaram pela cabeça mas ainda tenho dificuldade em separar uma coisa de outra, daí a pertinência deste assunto.
Mas agora reparo, ainda não disse qual o assunto que pretendo abordar…! Seja qual for, não é possível que fuja muito ao tema…À partida, não parece haver real dificuldade em distinguir o assunto do tema abordado mas, quanto mais se pensa no assunto, maiores são as dificuldades que ameaçam tornar-se intransponíveis. Melhor do que eu, já o disse S. Francisco de Assis através desta notável oração:
Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado…
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado…
Sabedoria para distinguir uma coisa da outra.
Com efeito, existem coisas que não podem ser mudadas como o passado ou mesmo o futuro. Há que aceitá-las  como são e como vierem. Existem coisas e pessoas que não podem nem convém mudar. As coisas são como são e as pessoas vão continuar a reagir à sua maneira como sempre fizeram em diferentes situações. Há que aceitá-las.
Que me seja permitido então transformar todas as minhas emoções em esperança, coragem e amor… Estas são coisas que eu posso mudar através da inteligência e compreender finalmente a diferença entre uma coisa e outra.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

RESPIRAR NÃO É VIVER...


O ser humano consegue longos (?) períodos sem comer ou ingerir líquidos mas pouco tempo sem respirar.
Respirar é vital, embora o façamos constantemente sem disso termos consciência. Mas apenas respirar não é o mesmo que viver.  Não é exagero dizer que respirar é um ato vital para qualquer ser vivo.
Como disse, o ser humano aguenta pouco tempo sem respirar, sendo um meio natural todo o sítio onde o ar exista. Viver não é só respirar, é mais do que isso. Além de fornecer a energia vital ao nosso corpo, respirar possibilita manipular emoções e pensamentos responsáveis pela muito ou pouca lucidez…
… é sobretudo ser feliz !

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O CHEIRO NA VIDA DE CADA UM


Não menosprezando os outros sentidos, o olfacto desempenha um dos papeis mais importantes na vida de cada um. Deu-nos Deus cinco sentidos (visão, paladar, olfacto, audição e tacto) para usarmos apenas um?
Não era justo que tal acontecesse nem cabia na cabeça de ninguém usar apenas um dos sentidos esquecendo todos os outros. Graças a eles interagimos com o mundo à nossa volta através dos órgãos respectivos. Desde o momento que acordámos usam-se todos os sentidos sem dar conta para nos relacionarmos com o espaço que nos rodeia.
De todos, o sentido mais usado pelo prazer que proporciona é o paladar. Usa-se constantemente por meio da língua para provar e degustar os mais diversos sabores além das sensações de quente ou frio que nos proporciona…
Enfim, todos os sentidos são importantes e a falta de um só apenas é o bastante para tomar consciência de quão incompleta ficaria a vida sem ele.
Não desprezando a importância de todos os sentidos, o olfacto desempenha um papel fundamental na vida de cada um. É ele com a sua capacidade de acordar memórias há muito adormecidas que brinca com as emoções e nos conduz a locais totalmente desconhecidos além de permitir distinguir diferentes pessoas entre a multidão… Efectivamente cada um tem o seu cheiro muito característico que o acompanha constantemente apesar de mudar durante a vida. Com efeito, o tipo e a quantidade de neurónios torna exclusivo o “cheiro” de cada um. A genética e o ambiente têm uma palavra a dizer sobre este factor.
O perfume torna-se assim um complemento essencial no uso diário de qualquer indivíduo o que justifica a permanência de tantas “casas” que o vendem.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O MEDO DA DIFERENÇA


É normal sentir medo de tudo que é diferente aliás este medo sempre acompanhou o ser humano desde tempos imemoriais. É natural que ninguém se sinta confortável perante um indivíduo que não reage segundo os cânones normais da sociedade ditados pela maioria. Desde que não atinjam o “estatuto” de fobia é até útil ter medo de qualquer perigo, real ou imaginário, contribuindo para a conservação da espécie…
Apesar de ser um sentimento normal, o preconceito e o medo de qualquer desvio do normal funcionamento do organismo, motiva e desculpa o afastamento de qualquer indivíduo acabando por provocar aquela dor calada que fica com quem a sente. É certo que os verdadeiros amigos estão lá, sempre presentes nos bons e nos maus momentos. Se por acaso desaparecem em certos momentos da vida, talvez seja melhor assim…
Na realidade, perante a doença tudo se torna diferente o que suscita um certo recuo, uma certa recusa impeditiva de aceitar o presente. É preciso passar por uma experiência similar para compreender esta atitude.
É pois natural ter medo das doenças, sobretudo das mentais, acabando por se compreender e desculpar o afastamento tanto de familiares como de amigos.
Se o facto não atinge um determinado dramatismo, continuo a dizer que não deve ser motivo de preocupação, caso contrário, há excelentes médicos que se ocupam desta faceta do ser humano.

sábado, 1 de dezembro de 2018

QUANDO A SAUDADE APERTA


Difícil não é lutar por aquilo que se quer, mas desistir do que se ama.
Há dias em que a saudade aperta mais do que outros e quando ela toma as rédeas e galopa incontrolável pelo passado, lembro-me sempre daquela frase que diz que a saudade além de pernas também deve ter braços, uma vez que aperta…
Dizem, não me lembro mas reconheço, que sempre fui muito inconstante nas emoções que raramente deixo transparecer, agora menos do que no passado.
De vez em quando lá vem aquela saudade das coisas e das pessoas que de algum modo acompanharam a infância, adolescência e mesmo ao longo da vida e que por força do pensamento não é possível esquecer… Por vezes tenho saudades daqueles momentos, bons ou maus, das gargalhadas que dei e até das lágrimas derramadas, de tudo que o passado guardou ciosamente no cofre do tempo.
Há dias em que é difícil comandar a saudade passando ela a dirigir o barco em que navegámos.
Há dias assim.
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