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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

OS DIAS ESTÃO MAIS PEQUENOS


Dormir mais uma hora, nem que seja só um dia por ano, pode ser tentador para a maioria da população, é o chamado “horário de Inverno”. Além da confusão que causa aos mais velhos, o organismo de toda a gente ressente-se e recusa a actual variação de horários. Enfim, há quem goste e gostos não se discutem.
Percorrer as ruas de manga curta quando o cheirinho das castanhas assadas se espalha pelo ar não ficava muito bem em Novembro.
Mais de acordo com a Estação que se vive, a neve finalmente subiu à serra e o frio desceu até às ruas da cidade, os candeeiros acenderam-se mais cedo e o tempo convidava a ficar mais por casa. As horas do dia parecem não chegar para realizar todas as tarefas de que estamos incumbidos… A presente mudança horária implica que se saia dos empregos e escolas em plena noite … o que eu detesto.
Se o dia encurtou em favor da noite, podem alegrar-se os defensores desta variação de horários visto que os dias estão a crescer cerca de 1,8 milésimos de segundo (em cada século), não é muito mas é melhor do que nada…
Entretanto, se o tempo e as tarefas o permitirem, permaneça por casa a ler um bom livro ou a ouvir música.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

VICISSITUDES DA VIDA


É comum dizer-se perante qualquer vicissitude da vida “o que não nos mata torna-nos mais fortes” o que, em certa altura da vida, não tem grande significado.
Todos sabemos que a vida é feita de momentos, mas nunca é demais relembrar que esses momentos podem ser felizes e alegres enquanto outros serão menos felizes e menos alegres numa sequência aleatória. Convinha portanto estar preparado para estas eventualidades. A verdade é que nunca se está preparado, sobretudo para os momentos menos felizes.
Há uma altura da vida em que se pensa que tudo vai correr bem, a infelicidade nunca nos toca, só acontece aos outros. É frequente ouvir a velha frase O que não nos mata torna-nos mais fortes, na qual hoje acredito, não tem grande significado até sermos atingidos por momentos mais dolorosos como uma  desilusão amorosa, uma traição ou qualquer outro momento menos feliz…
Nessa altura somos tentados a reavaliar toda uma existência e alterar a forma como nos relacionarmos com os outros. Mas será que nos somos mais fortes tornando-nos insensíveis a tudo e a todos que nos cercam? Devemos socorrer-nos de uma armadura que impeça os outros de se aproximar?
Ou será que nos tornamos mais fortes através da experiência acumulada sem evitar contudo que nos voltem a magoar, sem perder a bondade que existe lá no fundo de todos os corações, sobretudo dos mais empedernidos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

APRENDER A SER FELIZ


Ser feliz não é tão difícil como parece. Porém, há muita boa gente que procura a felicidade a vida inteira sem nunca a encontrar e afinal ela está ali tão perto ! Arrisco mesmo afirmar que, de uma forma ou doutra, essa procura é uma característica comum a toda a gente. Não há ninguém que não queira ser feliz…
Com o passar do tempo aprende-se muita coisa incompreensível há uns anos atrás. Basta aprender a ser feliz para encontrar a felicidade nas coisas mais comezinhas da vida cujo ensinamento infelizmente só se adquire ao fim de muitos anos… e ainda bem quando se aprende.
Não tenho regras nem fórmulas secretas para alcançar a felicidade, somente posso dizer que não vale a pena recorrer aos livros que ensinam como ser feliz.  Um convite inesperado, uma viagem pelo país ou outra coisa qualquer é o bastante para ser feliz.
A felicidade, como disse, encontra-se dentro de todos nós. Só é preciso encontra-la e sobretudo, vivê-la.
Com o tempo percebe-se que, para ser feliz, basta aprender que a felicidade se esconde nas coisas mais simples e sobretudo gostar, gostar muito da imagem que o espelho reflecte…
É aí precisamente que reside a maior dificuldade em ser feliz.

sábado, 3 de novembro de 2018

MANTER-SE ACTUAL


Há coisas que não se dizem, dependem do contexto em que são ditas e esse contexto, como tudo, muda com o tempo.
É recorrente dizer-se que o povo, qualquer povo,  tem memória curta embora existam coisas que não convém esquecer. Uma delas, é o memorando assinado pelo Governo de então formado pelo PS-PSD (Agosto de 1983) com o FMI. Daqui resultou um aumento de impostos, desvalorização da moeda, congelamento do crédito e dos salários e consequente aumento do desemprego…
Quer se goste ou não da figura de Mário Soares, perante a vaga de greves que hoje assolam o país, uma qualidade tem que se lhe reconhecer, ele mantém-se sempre actual. Senão vejamos, em 1 de Junho de 1984, ele declarava na RTP a propósito das greves: A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar.
Embora rejeite qualquer cariz político para este blogue não posso ficar indiferente aquela gente que se deslocou, por vezes de bem longe, ao serviço público que devia abrir-lhe as portas e que efectivamente as fechou. Há outras formas de reivindicar os mesmos direitos que são comuns às forças armadas, professores, função pública, técnicos de saúde, etc. Todos estão mal pagos, todos merecem uma actualização de salários e descongelamento de carreiras. Como diria alguém cá por casa, “isto é uma bola de neve” que não tem uma solução justa.
O mal é ler, ver televisão e pensar…
Há dias assim.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

VOAR MAIS ALTO


Quem viaja de avião assiduamente é normal ouvir uma simpática hospedeira dizer o que poucos passageiros escutam: Senhores passageiros, por favor recolham o tabuleiro, baixem os apoios dos braços e apertem o respectivo cinto de segurança. Geralmente termina com o desejo de um voo agradável. Impensado ou não, o desejo depende do número de voos que figuram no seu currículo mas não conseguem esconder o receio de que o voo não seja assim tão agradável como o desejado.
Não tenho medo de voar… excepto quando o avião levanta,… também quando aterra,… durante o voo, se não houver poços de ar,… fora isso, não tenho medo de voar. Aliás, o meu sonho era voar. Creio que já voei algures mas de pouco me recordo. A partir desse momento creio que me tornei mais humano, mais humilde e ainda mais sincero. Dei-me conta que fiquei a ganhar em humanidade, em ser diferente do que já era embora ainda longe daquele que aspiro ser. É necessário passar por diversas situações de sofrimento para se alcançar este estádio que nos permite voar mais alto.
Voar mais alto é o sonho de muita gente e também o meu. Não me refiro apenas aquelas viagens organizadas, acompanhadas pelo indispensável guia mas alcançar o segredo daqueles que voam mesmo sem asas. Creio que o segredo está em soltar as amarras que nos prendem rente ao chão… Amaras que se encontram nas ilusões, desilusões, pensamentos e emoções… São essas amarras que nos impedem de voar mais alto, mesmo sem asas…
Uma coisa é certa, voar não é só para quem tem asas, basta ter sonhos ainda por realizar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

DIA DE TODOS OS SANTOS


Excepcionalmente grande parte da população sabe que o dia um de Novembro, depois de algumas vicissitudes,  é um feriado nacional. A véspera (Halloween) e o dia seguinte, não deixam esquecer este dia. O dia 1 de Novembro foi instituído para homenagear todos os que já partiram além dos santos e mártires da igreja católica. Que me perdoem a ignorância mas durante muitos anos andei convencido que se tratava de um mesmo dia. Hoje sei que se trata de dois dias completamente diferentes embora complementares. Enquanto que no dia 1 se comemora o Dia de Todos os Santos e normalmente se enfeitam as campas dos familiares e amigos, no dia seguinte (2 de Novembro) comemora-se o dia dos Fieis Defuntos ou dia de Finados como alguns lhe chamam. Neste dia, que não é feriado, deve orar-se por todos os que partiram assistindo a uma missa pela alma desses entes.
Sempre me custou a compreender por que se referiam ao dia dos Fieis Defuntos quando era dia de Todos os Santos…
É claro que, como sempre, a igreja tratou de cristianizar esta data em cuja véspera se celebra nos países anglo-saxónicos o Halloween. Nesses países acreditava-se que as almas dos mortos desciam à Terra onde erravam de acordo com a vida que levaram em vida… e as crenças não se discutem. Aceitam-se.
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