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domingo, 7 de janeiro de 2018

AFINAL JÁ ERA INDEPENDENTISTA

Apesar de ter adquirido outros significados acabando noutros contextos, eis uma palavra que apesar de não muito actual, conserva ainda alguma actualidade. Certamente já todos perceberam que me refiro à palavra “independentista”.
Continuo fiel à (peregrina) ideia de não entrar pelo campo da política mas não podia ficar indiferente ao mapa publicado num dos nossos periódicos. Não é que concorde com aquele grupo de arquitectos que se deu ao “trabalho” de redesenhar o mapa da Europa segundo critérios independentistas que por aí circulam assolapados. Segundo esse mapa, a Espanha não se encontraria a braços apenas com a Catalunha mas terminava retalhada em doze países diferentes…
Nesse estudo, chamemos-lhe assim, só Portugal manteria as fronteiras atuais.
Então e as diferenças entre Norte e Sul...?
Que dizer do Interior e do Litoral…?
A Madeira e os Açores, foram esquecidos?
Seguramente estes senhores não conhecem Portugal e a realidade portuguesa…!
Observando o actual mapa da Europa, ressalta logo a verdade de todos os países possuírem causas independentistas escondidas…
Quem não sabe ou não é um independentista em potência tendo em conta a definição de autonomia atribuída a Kant? Segundo esta definição, que dizer de quem desempenha (quase) todas as tarefas diárias sem recorrer a ajuda de terceiros…?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

LIBERDADE E LIVRE-ARBÍTRIO

Farto de ouvir dizer que a nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros, acabo por respeitar mais a liberdade alheia em detrimento da própria liberdade e nem sempre resisto à tentação de fazer tudo ao contrário…
O que é isso de liberdade? Quando começa a nossa e onde acaba a dos outros?
Quais os seus limites?
A resposta a estas e outras questões depende muito das escolhas que se fazem. Dizem que Deus nos concedeu a liberdade de seleccionar as escolhas (livre-arbítrio) de acordo com o que se considera ser o melhor para a nossa vida sem esquecer a influência que essas escolhas podem ter no próprio destino. Diria que é preciso muito cuidado com as escolhas que se fazem…
Entendendo por livre-arbítrio o conjunto de escolhas, é possível pensar que o próprio destino é construído por nós. Por outras palavras, não existe um destino pré-traçado, somos nós que o construímos passo a passo durante a vida.
Não esquecendo que, se Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança, somos a imagem de um Deus, seja Ele quem for, com a capacidade de escolha (livre-arbítrio) e selecção dessas mesmas escolhas..

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A LONGA CAMINHADA

Entre o Natal e o encontro com o Deus Menino (seis de Janeiro) vai uma longa caminhada encetada pelos Reis Magos. Ao que consta, embora o nascimento de Jesus ocorresse a 25 de Dezembro, os Reis Magos só chegaram a Belém a 6 de Janeiro. Não há dúvida que foi uma longa e árdua caminhada. Sem a preciosa ajuda (!) de um GPS que os guiasse, que mais se pode exigir…?
É certo que, por um triz, não reinou sobre todo o mundo cristão mas acabou reinando cá por casa… o que de todo não é nada  mau !
É assim o dia quatro, não importa de que mês nem que estranha magia, acompanha para sempre quem nasce neste dia…
Como é costume dizer-se, Feliz Aniversário, se bem que cada vez menos siga os preceitos do politicante correto…

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

MUITO AÇÚCAR

Muito açúcar, muitos ovos, muita tentação espalhada pela mesa. Deixo-me tentar e como. Como sempre mais do que era suposto mas como sempre mais. A tentação é grande e até dizem que preciso ganhar peso… Então, como. Além disso, para quê e por quem resistir? Por tudo isso, como o que me dá na gana. Não se nota nada, essa é a vantagem, mas já cá cantam mais uns quilitos.
Bastante açúcar e muitos ovos foram gastos nesta quadra…! A maior parte fica sobre a mesa, mas que fica uma mesa bonita, lá isso fica.
O Natal já lá vai juntamente com o Ano Velho, é assim que se referem a 2017…! Agora há que esperar que o Novo Ano traga tudo que desejámos com as doze passas deglutidas à pressa com as doze badaladas ausentes em muitos casos. Com o advento dos relógios digitais é mais uma tradição que se perde.
Adeus 2017, bem-vindo 2018 como se o ano novo tivesse a obrigação de carregar com ele todos os nossos sonhos e desejos...
Que 2018 venha acompanhado de muita saúde e que permita concretizar todas as nossas aspirações de acordo com o que fizermos por isso, são os meus votos para o ano que agora começou.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

NUNCA SE DEVEM VER FILMES...

Vi o filme. Confesso que não conhecia o livro (que não li), mas vi o filme.
Não devia ter visto, mas vi. Entristeceu-me, emocionou-me, fui lá dentro (por alguns segundos), voltei… e vi o filme até ao fim. Não devia ter visto ou se calhar, devia.
É o acontece com alguns filmes sobretudo os que são adaptações de bons livros. Há sempre qualquer coisa que fica. Ensinam-nos sempre algo que já sabíamos mas que nos recusamos acreditar. Com este filme ficam explicados certos afastamentos, o cansaço de cuidar enquanto  a vida continua lá fora, inexorável e igual a si própria.
Em conformidade, o filme aguçou a curiosidade para a leitura do livro. É (quase) sempre melhor ler o livro e depois ver o filme ou então, vice-versa como neste caso.
Vi o filme e fiquei a saber o que já sabia. Há sempre pior… E isso consola-me?
Digamos que, momentaneamente, serve de consolo mas depois, confrontado com a triste realidade… É verdade que toda a gente passa por períodos, mais ou menos longos, em que é preciso algum consolo, venha ele donde vier, mas isso não substitui aquilo que se chama de consolo. Segundo a própria definição, consolo é tirar ou aliviar as mágoas, dores sentimentais de alguém. Dar tranquilidade, acalmar.
É isto o consolo. Será? Nada melhor que terminar com um texto retirado da Bíblia:
Seja o teu amor o meu consolo, conforme a tua promessa ao teu servo (Salmos 119:76).

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

ALGUÉM PASSOU POR MIM

Cada poema é um pedacinho de mim que vou deixando pelo caminho (como no conto) ficando apenas um rasto de saudade e muita coragem para enfrentar o futuro.
Depois do enorme sucesso que fez um dos meus últimos poemas, não podia deixar de aproveitar a oportunidade de publicar outro que, embora não seja inédito também nem muito actual, aqui fica..
Alguém passou por mim
Alguém passou por mim e me perdeu,
passou tão perto e nem sequer me viu…!
Alguém passou por mim e aconteceu
o que jamais em sonhos conseguiu…

Tão perto estava e mesmo assim prendeu
meu ser inteiro que levou consigo.
Alguém passou por mim e me esqueceu
quem lembro a toda a hora por castigo…

Alguém passou por mim no seu caminho
jamais olhou para trás e não me viu…
Alguém passou… e eu fiquei sozinho.

                                                        Jorge Leal
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