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domingo, 5 de outubro de 2014

DEU-ME A LOUCA

Pois foi, este sábado deu-me a louca e decidi cortar o cabelo com máquina 1. Até o barbeiro ficou um pouco surpreendido mas como já não era a primeira vez, mudou o pente e fez deslizar a máquina pela minha cabeça em várias direcções. Fiquei ali a ver o meu cabelo, mais comprido do que o habitual, cair em tufos brancos quais flocos de neve… Enquanto a máquina deslizava ia pensando, será que me vou arrepender? E foi mesmo isso que aconteceu. Já por várias vezes tinha cortado o cabelo com máquina 1 em tempo de férias mas, desta vez, não gostei de me ver.
O cabelo muito curto ou mesmo rapado, não fica bem a toda a gente (indiscriminadamente de ser homem ou mulher). Depende muito do tipo de rosto. No meu caso, descobri há alguns anos que o cabelo curto me favorece, basta olhar as fotos em que, sendo mais novo, pareço mais velho...
Actualmente é vulgar, quase uma moda, ver muitos homens com a cabeça totalmente rapada que lhes dá um ar mais jovem. Muito melhor do que o aspecto ridículo de deixar crescer o cabelo em outras zonas da cabeça para encobrir uma calvície já avançada…
Enfim, como o cabelo cresce, em média, 1 cm por mês, antes do Natal já terei um aspecto mais normalzinho…

sábado, 4 de outubro de 2014

TIRA-TEIMAS

Podia ter sido coincidência, podia ter sido da boa disposição originada pela boa companhia, podia ter sido qualquer outro factor e nada ter a ver com a boa cozinha. Por isso, o melhor a fazer era voltar ao “local do crime” e escolher um outro prato para tirar teimas. Por esse motivo mas também por ter ficado bem impressionado da primeira vez, voltei hoje ao restaurante City Top para almoçar. Habitualmente, para conseguir mesa, convém fazer uma reserva ou aparecer cedo, cerca do meio-dia, mais tarde arrisca-se a ter que esperar por uma mesa vaga.
Durante a semana é costume o restaurante estar cheio o que já diz muito sobre a qualidade do serviço e da comida… Hoje, por ser sábado, fiquei surpreendido ao ver que havia várias mesas disponíveis embora muitas fossem sendo ocupando depois das 13 horas.
Almoçámos numa mesa com vista para o campo de golf em boa companhia (a mesma) o que pode ter contribuído para dar um melhor sabor à degustação do almoço. O prato escolhido desta vez e para variar, foi filetes de polvo enquanto os nossos amigos foram reincidentes no prato de bacalhau. Tudo muito bem confecionado e em quantidade bastante generosa.
Mais uma vez se confirmou a simpatia dos funcionários, e o bom atendimento.
Tiradas as dúvidas, há que voltar… sempre!

Aqui fica o elogio, merecido.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

HÁ GENTE QUE NÃO GOSTA DE NÓS

Há e sempre haverá gente que não gosta de nós. E porque não gostam de nós, nada do que fazemos lhes agrada e sempre lhes merecerá duras críticas… Aceitemos a realidade, há gente que não gosta de nós. E não vale a pena procurar uma razão, simplesmente não gostam de nós tal como podem não gostar do amarelo… Não gostam e pronto!
Quando se é novo, não é fácil aceitar esta realidade mas, com o passar dos anos, a gente habitua-se. O mais estranho afinal é habituarmo-nos à ideia de que a gente se habitua a tudo…
Se formos autênticos sem fingimentos, necessariamente vamos desagradar a algumas pessoas. Já lá diz o ditado, “não se pode agradar a toda a gente”. É normal, na juventude, tentar agradar à maioria por medo de ser excluído do “grupo” e, quando tal acontece, ficar profundamente triste e mesmo indignado perante a inutilidade do nosso esforço para agradar… Ao longo do tempo aprendemos que nada nem ninguém merece esse esforço com a agravante de acabarmos por não reconhecer o pessoa em que nos tornámos.
Há e haverá sempre quem não goste de nós tal como há gente de quem não gostámos. É um direito que nos assiste, a nós e aos outros.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A CRIANÇA QUE HÁ EM NÓS

Para quem nos estiver a observar, quando estou em companhia do meu neto Miguel, vai seguramente tomar-me por um perfeito atrasado mental. É assim quando estou com o Miguel. Nós fazemos corridas na galeria de acesso ao prédio, saltámos os “buracos” do passeio na minha rua, inventámos nomes (feios) para pessoas que se atravessam nas nossas brincadeiras, conversámos com o automóvel como se ele tivesse vida própria, jogamos on-line tudo que é jogo,… Enfim, este comportamento é a prova de que mantenho bem viva a criança que há em cada um de nós. Se é verdade que toda a gente tem dentro de si essa criança, não é menos verdade que todos aprendemos a reprimi-la ao atingir o estado adulto. É suposto que um adulto tenha um determinado comportamento estereotipado, que seja “sério”. Perante uma atitude mais descontraída e brincalhona, lá vem a repreensão; “deixa de ser criança”. Frequentemente sou surpreendido pela “reprensão” da minha própria filha quando as minhas brincadeiras com o Miguel ultrapassam os limites sonoros aceitáveis…
Cedo me foi exigido um comportamento muito próximo dos adultos, quando ainda usava calções. Mais tarde, quando a vida nos começou a sorrir, já não era mais criança… Por tudo isso, jamais devíamos esquecer a criança que há em nós. Mais do que todas as crianças que temos vindo a conhecer ao longo da vida, é a criança que há em nós que mais precisa da nossa atenção e do nosso carinho…

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

AS BONECAS NÃO FALAM...

Todo a gente sabe que as bonecas não falam. Mas algumas têm uma história de vida para contar. Uma história que ninguém ouve, que ninguém lê, que ninguém vê…
Lá do escuro do mais fundo de um armário onde ficaram esquecidas por alguns anos, as bonecas que foram companheiras de infância da minha filha, voltaram à luz do dia. Depois de um banho completo e vestidas com roupinha lavada, aguardam o crescimento da Rita para serem embaladas por ela tal como já foram pela mãe dela. Estas bonecas testemunharam a nossa angústia quando, manhã cedo, esperávamos a abertura do supermercado para as comprar com medo que esgotassem e não pudéssemos satisfazer o pedido da filhota ao Pai Natal... Elas poderiam contar as mil e umas brincadeiras a que se submeteram enquanto os meus filhos aguardavam que os pais chegassem do trabalho, as viagens entre a nossa e a casa da avó no Porto, as birras e as lutas entre irmãos, enfim, toda uma história de vida, da nossa vida… Minha filha cresceu, tornou-se mulher e mais tarde mãe e as bonecas acabaram esquecidas no fundo de um armário enquanto aguardavam melhores dias que teimavam em não chegar. Nasce o primeiro neto, sendo um rapaz, tudo indicava que as bonecas não mais sairiam do esquecimento a que foram votadas. Até que, um belo dia, nasceu a Rita. Aleluia, gritaram as bonecas em uníssimo.
Depois do banho e aperaltadas com a roupa lavada, quase tenho a certeza de ter escutado o “Nenuco” sussurrar para o bebé chorão; Espero que a menina goste de nós…
Quem disse que as bonecas não falam?!

O NOME DOS MESES #10

OUTUBRO
O nome deste mês deriva do latim october" e tem este nome apenas por ser o oitavo (em latim octo) mês no antigo calendário romano. Parece que os Romanos perderam de todo a inspiração e começaram a partir de agosto a batizar o nome dos meses de acordo com o número de ordem…
Outubro, mês das vindimas, prenuncio de inverno, dias frios e chuvosos...
Por alguma razão, diz o ditado:
"Logo que Outubro venha, procura lenha"
É exactamente o que vou fazer, principalmente para a casa da praia mas, com estes dias de calor e ensolarados... acho que não há pressa, será?
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