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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

AMA-ME QUANDO MENOS MEREÇO...

Encontrei por acaso esta frase no facebook que, traduzida à letra, quer dizer: “Ama-me quando menos mereço pois é quando mais preciso”. Pela sua simplicidade, este provérbio norueguês, dá que pensar… Permite-nos tomar consciência da estupidez que é a nossa intolerância perante os erros dos outros e mais ainda, perante os nossos próprios erros. De uma forma irracional, somos tanto mais intolerantes quanto mais amámos aqueles que os cometem. Mas é perante os nossos próprios erros que a intolerância assume a sua forma mais cruel ao ponto de sermos os nossos piores inimigos…
Já dizia Alexander Pope; Errar é humano, perdoar é divino. Se nos é concedido o direito de errar, por que não conceder-nos o direito de nos amarmos, ao contrário de nos odiarmos pelos nossos próprios erros…? Não é nessas ocasiões que mais precisámos de amor?!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

QUARENTENA DOS AFETOS

Na idade média, quando as autoridades de um porto suspeitavam que houvesse portadores de alguma doença infecciosa entre os passageiros ou tripulantes de um navio, este era obrigado a permanecer ao largo por um período de 40 dias. Deste facto resulta a designação de quarentena para o período de isolamento dos indivíduos portadores de algum agente patogénico. Muitas vezes o termo também é hoje usado num outro contexto, para indicar que determinado ser deve permanecer isolado por outros motivos que não apenas doenças contagiosas. Seguramente já todos experimentámos aquela sensação de ser votado ao ostracismo (de quarentena) por parte de amigos ou familiares devido a qualquer desentendimento mais ou menos grave. O curioso é que, muitas vezes, na origem da dita “quarentena”, estão motivos tão fúteis como, pequenas desavenças familiares, desentendimentos entre amigos ou atritos entre colegas de trabalho,… Não merecendo, nenhum destes casos uma relevância que justifique a “quarentena”! Contudo, o orgulho impede que ambas as partes deem o primeiro passo e lá ficam cada qual no seu canto remoendo os motivos que supostamente justificam a tomada de decisão de uma “quarentena”. E, inexoravelmente, o tempo vai passando… Os dias vão somando, 7, 14, 21… 40 dias. Aí, se o amor é forte, se a inteligência prevalece, se a amizade é sólida,… acaba-se a “quarentena”. Caso contrário, há sempre o perigo de o “agente patogénico” que a originou, vir a fulminar um deles… e por vezes, além do que foi posto em quarentena, aquele que a decretou…

terça-feira, 29 de outubro de 2013

LITERATURA COR-DE-ROSA

Não tenho qualquer preconceito relativamente à chamada literatura “cor-de-rosa” apesar de a não consumir habitualmente. Admito que em certas ocasiões também dedico algum tempo à leitura cor-de-rosa, principalmente através de revistas. Uma dessas ocasiões ocorre na sala de espera dos médicos… então devoro todas aquelas revistas que encontro à disposição. Muitas delas bastante antigas a par de outras mais atuais. Todas têm em comum o tema dos amores e principalmente dos desamores  de gente Vip (como o recente caso Barbara vc Carrilho). A notícia geralmente, é acompanhada da foto do personagem (na maioria das vezes do sexo feminino) choroso, amargurado, descrevendo os horrores ou as delícias do relacionamento que findou… Em qualquer dos casos, não posso estar mais em desacordo com essa atitude da “vítima” e sempre me vem ao pensamento a célebre frase de Gabriel Garcia Marquez: “Não chores porque acabou… sorri porque aconteceu”.
Seja qual for o tipo de relacionamento, amoroso, simples amizade ou profissional… quer tenha deixado boas ou más recordações, há sempre uma razão para sorrir quanto mais não seja porque nos foi concedido pela sorte viver esse relacionamento… E isso, só por si, é já uma boa razão para sorrir…!
É óbvio que nem todos vivemos estes acontecimentos com a mesma intensidade. Depende sobretudo da importância da relação, da vivência com ela relacionada e da nossa sensibilidade… mas, essencialmente, da forma como tudo terminou…
Se foi uma boa experiência, há que guardar essa recordação e agradecer (sorrindo) a oportunidade de a ter vivido. Se, pelo contrário, foi uma má vivência, há que guardar a aprendizagem que nos permitirá não voltar a cometer o mesmo erro no futuro.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

É TUDO UMA QUESTÃO DE INTERPRETAÇÃO

Neste espaço, onde publico muitos dos meus pensamentos, aceito perfeitamente que nem todos concordem comigo. Aliás estou sempre pronto a receber críticas e a publicar as que me são feitas, salvo raras exceções. Reservo-me o direito de não publicar críticas anónimas (principalmente quando em termos ofensivos) e reservo-me também o direito de resposta.
Não me sinto ofendido quando não concordam com a minha interpretação dos factos. Na verdade, é tudo uma questão de interpretação. A interpretação dos factos é fundamental, diria mesmo vital já que uma frase mal interpretada pode mudar por completo a vida das pessoas…
A forma como se interpreta quer seja um texto, uma palavra ou um acontecimento, depende de variadíssimos fatores embora muitas vezes, essa interpretação seja feita de acordo com as conveniências de quem nos escuta, lê ou observa. Mas nem sempre uma má interpretação é fruto de uma mente mal-intencionada, depende, por exemplo, da nossa experiência de vida. A nossa vivência anterior acaba por influenciar, positiva ou negativamente, a interpretação dos factos. É normal darmos mais importância aquilo que já conhecemos através da vivência pessoal do que ao que nos é desconhecido. Embora não muito relevante, o contexto social é também um fator importante a considerar na interpretação. Finalmente, acrescentaria a sensibilidade de quem nos lê, escuta ou observa.
Sem ter a veleidade de ser o detentor da verdade, acho normal que nem todos entendam ou concordem com aquilo que escrevo. Tudo depende da vivência, da motivação ou da sensibilidade de cada um.

domingo, 27 de outubro de 2013

MUDANÇA DA HORA

Já disse no ano passado e volto agora a dizer: odeio a mudança da hora. Odeio esta mudança tanto quanto também odeio o inverno. E não é só pela presença constante do frio e da chuva, é pelos dias curtos. Prefiro o despertar ainda de noite pela manhã e ter a luz do sol até mais tarde. Sempre achei deprimente quando trabalhava, sair de noite (às 18 horas) do emprego durante este período da hora de inverno. Por outro lado, nada me custava despertar ainda de noite com a luz elétrica ligada e a persiana ainda corrida…
E não me venham com a justificação da diminuição do consumo energético. Há mais luzes ligadas à noite por longos períodos do que as que seriam necessárias pela manhã durante o horário de verão. Até porque de manhã o período de permanência em casa, para quem trabalha, é muito menor do que aquele que se verifica depois do regresso a casa até ir para a cama. Já para não falar que esta mudança de hora perturba o meu equilíbrio psicossomático e até metabólico.
Penso que a hora de inverno é mais adequada aos países onde o horário de trabalho tem início às 8h00 da manhã (ou mais cedo como na Noruega) do que aos nossos horários em que muita gente começa a trabalhar apenas às 9h ou 9h30.

O RISO E O CHORO


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