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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O DIA DE REIS JÁ CHEGOU!


Pois é, ainda há pouco se festejava o nascimento de Jesus e eis que chega o Dia de Reis. Neste dia celebra-se a chegada dos “reis magos do oriente“ ao “presépio onde Jesus nasceu. Segundo consta, eles transportavam presentes que ofertaram ao menino na pessoa dos pais de Jesus. Seguindo o exemplo do que se passa aqui tão perto, na vizinha Espanha, defendo que se entreguem os presentes às crianças neste dia. Faz todo o sentido a entrega de presentes neste dia a exemplo do que fizeram os reis magos.
De acordo com a tradição católica, só neste dia se devia desmontar a árvore de Natal e o presépio. Em Dia de Reis guardam-se as bolas, as fitas, a estrela e também a iluminação da árvore iniciando-se o  longo sono que durará até ao próximo natal.
Faço votos que o ato de guardar a árvore na caixa de cartão não seja um ato simbólico, isto é, que o “Espírito de Natal” não se ausente da vida de toda a gente. Que a árvore e demais enfeites, não fiquem fechados na caixa da indiferença, até ao próximo Natal…

domingo, 5 de janeiro de 2020

SENTADO EM SILÊNCIO


Há dias em que me acho uma óptima companhia, bom ouvinte e razoável comunicador e, noutros dias, nem tanto. Mas hoje é um daqueles dias, por isso fiquei ali sentado a sós… comigo. Ali sentado, também penso que estou só. Na verdade, embora esteja ali sentado, não estou sozinho. Tenho-me a mim constantemente por companhia. Fico em silêncio, imóvel no escuro, não vá quebrar-se a paz aparente que de mim emana. Para lá da janela, vejo as nuvens que flutuam num céu onde, de quando em vez, passa um avião no seu percurso habitual a caminho do aeroporto. Talvez esse avião transporte alguém a sós consigo próprio, alguém que julga estar só…
Ali sentado, em silêncio, repreendo-me com palavras que se aproximam de um insulto, tentando justificar o que não tem justificação. Então prometo a mim próprio alterar comportamentos, reprimir emoções, acreditando que no futuro se irão concretizar…!
Ali sentado, a sós comigo, olho através da janela o céu onde já não há nuvens, somente o céu de um azul deslavado. De quando em quando, há dias em que ouço os aviões que levam alguém que julga estar só.
Há dias assim.

sábado, 4 de janeiro de 2020

SAUDADES DO MAR


De repente, sem aviso prévio, de modo imprevisível assaltam-me as saudades do mar. Era normal sentir saudade dos amigos, dos almoços no shopping, fazer compras, conduzir sem rumo nem destino,… mas foi do mar que senti saudade! Tive saudades da brisa fresca que às vezes abomino, do ruído das ondas que se espraiam na areia da praia, da união improvável entre céu e mar lá ao longe no horizonte, da cor purpura do céu ao pôr-do-sol…
Podia ter sentido saudade de mil e uma coisas, de imensa gente mas foi do mar, quando nada o fazia prever, que senti saudade…
Sentir saudades é apenas uma força de expressão, basta que me afaste do mar por algum tempo ou por uma curta distância e lá vem esse velho sentimento desde há muito conhecido.
Gosto do mar na medida em que temo a sua fúria. Jamais me deixo abraçar totalmente pelas ondas, nunca me aventuro mar adentro. No entanto, não concebo a ideia de me afastar muito dele. E neste jogo de gato e rato, do mar e da areia, abandono o olhar e deixo-o navegar entre a areia e o horizonte.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

NEM TANTO AO MAR, NEM TANTO À TERRA


Às vezes gosto de ficar só no meu cadeirão a pensar, a ler um livro ou então ficar numa esplanada junto ao mar a pretexto de um café,… Apesar dessa solidão voluntária não me levar a lado nenhum, sinto que são saudáveis os longos diálogos que travo comigo. Nesses diálogos, ora me insulto, ora me elogio por ter tomado esta ou aquela decisão… Evito chamar-lhe monólogos já que “escuto” as respostas. São diálogos interiores que contribuem para espantar preconceitos, alterar juízos de valor sobre factos, atitudes ou pessoas.
Na minha opinião, toda a gente devia ficar só de vez em quando. É extremamente útil refletir sobre as coisas que nos rodeiam de modo a reduzir algumas ideias à sua real dimensão e leva-las a ocupar o lugar que lhes cabe na vida de cada um.
Às vezes gosto de ficar só vendo os casais que passeiam de mãos dadas, mães a passear com os filhos, amigos que conversam e riem à mesa do café, e concluo então que embora goste de ficar só, não gosto nada de estar sozinho…!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

QUAL A ATITUDE MAIS CERTA?


Há acontecimentos que põem a nu a capacidade da barbárie humana. São acontecimentos que, além de um sentimento de revolta, fazem-nos sentir completamente impotentes perante esta triste realidade. Nessas ocasiões pensa-se tomar uma atitude embora sem saber muito bem, qual atitude tomar… Uma atitude errada pode pôr em risco parte ou todos os projectos idealizados para o futuro. Convém ponderar muito bem o que se vai decidir pois uma má decisão leva a tomar uma péssima atitude que se pagará muito caro no futuro.
Vendo bem, a própria vida é um conjunto de decisões, umas erradas outras mais acertadas sem esquecer que qualquer decisão que se tome é consequência de qualquer atitude.
Durante a vida somos forçados a tomar decisões sem medir as consequências pois, pior que uma má decisão, é a indiferença que advém dessa indecisão. A indiferença mata, destrói bons e maus sentimentos.
Há dias em que o que importa é tomar uma atitude sem a preocupação de ajuizar se é ou não uma atitude errada.
Há dias assim.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

TEMPO DE BALANÇO


Agora que passaram as festas de Natal e Ano Novo bem como a loucura das compras que se segue, está na hora de fazer um balanço do ano que terminou perspectivando o que agora se espera do ano que começou. É um tempo propício à reflexão em que se analisam comportamentos quer a nível pessoal quer social bem como as inevitáveis consequências desses comportamentos. Esta análise tem por fim anular ou pelo menos atenuar os efeitos negativos que possam originar e evitar que se voltem a repetir no futuro. É afinal o momento de analisar em que medida contribuímos para melhorar a nossa e a vida dos que nos rodeiam, a altura propícia para pensar no tempo dedicado a si próprio, à leitura de um livro, a conversar com amigos e familiares… Pensar sobretudo em como anular ou minimizar possíveis faltas cometidas involuntariamente ao longo do ano que findou.
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