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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A DOCE REVOLTA

Há dias em que a revolta se faz sentir, está mais presente nas coisas do dia-a-dia. São apenas dias, momentos… ocasiões, mas existem. A minha vida (ou como lhe queiram chamar) resume-se a comer, ir ao ginásio no intuito de baixar o colesterol, fazer análises e ler. De tanto criticar este e outros livros fica a pensar-se que não faço outra coisa senão ler. Com efeito, dedico à leitura as últimas horas do (meu) dia ou da tarde, quando me deixam. Aliás as restantes horas reparto-as como já disse. Podem perguntar-me onde isso me leva, que responderei: a parte nenhuma, pelo menos de momento. E não me venham com resultados práticos nem com outras teorias sobre a minha maneira de ser e de estar. Se existem progressos, a mim se deve, ao não baixar os braços perante a adversidade, à revolta que me assalta a toda a hora.
Há dias assim em que a revolta prevalece… felizmente são apenas dias, momentos, ocasiões.
Há dias assim.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O OUTRO CAMINHO

Sem querer entrar por caminhos mais obscuros, o conhecimento do “caminho” é essencial já que possibilita a compreensão deste e doutros percursos de vida. Além disso,  quem faria a apologia do Caminho da Mão Esquerda? Note-se que esta é a mão da razão por oposição à mão direita dedicada à emoção…
Quando se deixa à mão direita as tarefas ditas finas, a mão esquerda tem tendência a torna-se preguiçosa, já que se destina a executar as tarefas consideradas menores. Como mera ajudante da mão direita, corre-se o perigo de a pensar dispensável. Ora isso não é verdade. Basta um momento para perceber a importância da mão esquerda ao impedi-la de colaborar nas tarefas mais elementares do dia-a-dia.
É verdade que, com as duas mãos com que Deus nos brindou, deixa-se para a mão direita a maior parte do trabalho. Com ela desempenhamos (quase) todas as tarefas diárias deixando para segundo plano a mão esquerda. Ora isto também é errado. Hoje sou apologista de treinar a mão esquerda no desempenho de todas as tarefas que, em princípio, estão destinadas à mão direita. Estou a pensar na escrita que considero essencial e no caso de ferimento grave ou outro impedimento embora temporário, há que treinar a outra mão na execução dessas tarefas.
Não esquecendo que o uso de uma ou outra mão depende dos hemisférios, direito ou esquerdo, do cérebro, há muitos cientistas que defendem o uso da outra mão para melhorar a inteligência cognitiva, criatividade e até o pensamento abstrato.
Vamos então treinar a mão oposta à que é costume usar no desempenho das tarefas do dia-a-dia.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

BODAS DE ESMERALDA

Não é todos os dias que se celebram as bodas de um casamento, sejam elas quais forem. A poucos dias de celebrar as Bodas de Esmeralda, interrogo-me por que motivo passei em branco as Bodas de Mármore. A justificação é simples, estava internado e, embora não esquecesse a data, em momento algum deixei de pensar em a celebrar.
Mea-culpa então às bodas de Mármore e prossigamos com a celebração das chamadas Bodas de Esmeralda.
E porquê Esmeralda…?
Por mais voltas que dê à cabeça, não consigo encontrar uma resposta satisfatória para divulgar aqui esta data. Acho que não é fundamental o “material” que caracteriza a boda, o que importa é celebrar, de preferência… todos os dias.
Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui fica uma fotografia da celebração de outras bodas, um outro tempo que já não volta…
A esses  tempos de outrora os meus sinceros sorrisos… de hoje.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

BENDITA CHUVA

Afinal a tão desejada e ansiada chuva veio só ao fim da tarde. Uma chuvinha fraca, hesitante que não deu para quase nada. Tanta gente de nariz no ar com o intuito de a ver chegar e ela lá veio envergonhada e hesitante. Talvez a vergonha seja devido ao facto de chegar tão atrasada,  de ser tão necessária para acabar com os fogos que devastam o país e sobretudo vidas humanas que se perderam.
Já aqui tive oportunidade de dizer que detesto a chuva no que sou apoiado pela nossa fiel empregada. O frio aguenta-se, com mais uma ou duas camisolas, mas a chuva… detesto.
Por esse motivo, nunca me imaginei a fazer a apologia da chuva mas, atendendo às contingências actuais,  desejo-a com todas as forças do meu ser. Diziam que chegava no princípio da semana e trazia consigo a reboque o já ansiado outono. Pois que venha. Depois dos dias de verão que a antecederam com temperaturas a rondar os 30.º é normal que a deseje.
Que venha a chuva para acabar com os incêndios e as mortes que lhe estão associadas, que venha a chuva para arrefecer as mãos criminosas que os acendem e reacendem, que venha a chuva e encha as albufeiras à míngua de água que lhe humedeça as margens, que venha a chuva para que não apareçam mais peixes mortos por tudo quanto é sitio…
Que venha a chuva… já.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

E SE FOSSE COMIGO?

Gosto de ver E Se Fosse Consigo?, não perco um programa a não ser por motivos de força maior. Gosto de ver, não por simpatia para com a jornalista que nem conheço, mas pelos temas que aborda. Este programa, na opinião de quem gosta de desafios, merece ser visto pelos motivos já apontados.
Da autoria da jornalista Conceição Lino, o programa permite por à prova a nossa capacidade de intervenção em defesa do próximo. As situações retratadas são ficcionadas evidentemente mas, mesmo assim põe-se a pergunta: e se fosse comigo? Como seria a sua reacção perante tais situações?
Embora ficcionadas, estas situações são o bastante para que se tome consciência daquele grau de intolerância, preconceito e mesmo violência que existe em cada um de nós.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SUPERSTICIOSO, EU?

Se dia 13 já é mau, calhar a uma sexta-feira, ainda é pior. Nem me teria apercebido que o dia 13 calhava a uma sexta-feira, não fora a fisioterapeuta referir-se ao facto. Dá azar, diz a crença popular.
Há imensas teorias que justificam o azar relacionado com o número 13. Estas teorias têm por base o número de pessoas presentes na última ceia ou porque (dizem) Jesus Cristo foi crucificado a uma sexta-feira. Reunindo estas datas num só dia pode imaginar-se o mal que daí pode advir.
Seja qual for o motivo e porque não sou supersticioso, gosto das sextas-feiras. É o último dia de fisioterapia e o primeiro da minha breve liberdade.  Às vezes a sexta-feira é melhor do que o sábado e com o domingo nem se compara porque, à medida que o domingo morre, a segunda fica mais perto e à espreita…
Como ponto de partida de uma nova semana de trabalho, não pode ser considerado um dia simpático. Atendendo à sua situação, logo a seguir a um fim de semana, a eterna segunda-feira espera pacientemente por nós onde quer que vá e onde quer que se encontre. E há sempre uma segunda-feira que espera por si.
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