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sexta-feira, 8 de abril de 2016

UMA CERTA AUSÊNCIA

Não é que não pense porque esse, o pensamento, ninguém consegue parar. Tenho é falta de tempo. Quem é que acredita que um aposentado tem falta de tempo?! Ninguém mas acreditem ou não, essa é a verdade. Na verdade, tempo arranja-se sempre, haja vontade. Sempre se arranja um tempinho seja para o que for desde que a tarefa nos agrade. O que tem faltado é aquele recolhimento que me é tão necessário para fazer escorrer para o papel o que me vai no pensamento. E são tantas as emoções que fervilham cá dentro! Umas vezes emocionam-me, outras indignam-me e fazem-me zangar, outras ainda me enternecem. São estas últimas que mais têm prevalecido com a presença mais assídua dos netos.
Claro que os netos e afazeres familiares não são desculpa para tudo. Outros afazeres têm impedido que reine aquela paz tão necessária à escrita. Paciência, valha-nos que tem sido por uma boa causa. 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

UM PAR DE BOFETADAS... QUEM AS MERECE?

A polémica está instalada e quem tem um mínimo de ética e educação indignou-se e permanece indignado enquanto nada for feito em prol da reparação deste acto inqualificável. Refiro-me obviamente às recentes declarações do ministro da Cultura (o m minúsculo não é erro ortográfico, mas intencional). O dito “senhor”, que por ironia desempenha o cargo de ministro da Cultura, prometeu um par de bofetadas a Augusto Seabra segundo escreveu no seu facebook e tudo por este ter dito que o ministro não tinha qualificações para o lugar. Pelos vistos, afinal não tem mesmo…
De um ministro da cultura o mínimo que se pode exigir é que tenha “cultura”, subentenda-se “educação”. Ninguém pode dar o que não tem.
É triste que este senhor, ocupando o cargo que ocupa, não tenha a capacidade de reagir às críticas a que está sujeito de uma forma civilizada que não seja a violência…
São estes os políticos que temos.

terça-feira, 5 de abril de 2016

DEUS NOS LIVRE DE BOCAS ABERTAS

Quem me lê (salvo seja) regularmente sabe do meu gosto peculiar por provérbios. Talvez por ser filho de uma senhora conhecedora de um vasto leque de provérbios populares, eles ficaram-me gravados na memória e curiosamente, há sempre um que ilustra na perfeição qualquer acontecimento do quotidiano.
A propósito da minha propensão para o bocejar contínuo em determinados ambientes, vem-me sempre à memória a frase popular “Deus nos livre de bocas abertas e de maus vizinhos ao pé da porta” frequentemente repetida por minha mãe. Nesse tempo nunca lhe compreendi muito bem o sentido. Lá os maus vizinhos ao pé da porta, ainda se compreende a necessidade de os evitar, mas nunca entendi que as “bocas abertas” fossem tão perigosas ao ponto de ser necessário evitá-las.
Para compreender o poderá estar na causa do bocejo é necessário entender que para além do corpo físico nós somos consciência que habita esse mesmo corpo. Dessa composição resulta energia também designada por aura. Bocejar, para além do seu carácter fisiológico (sono, fome, fadiga …), tem essa componente espiritual que não se pode ignorar. O acto contínuo de bocejar significa que a nossa aura ou energia está a tentar um equilíbrio entre as energias (positivas e energias) circundantes daí que alguns cientistas defendam que o bocejar é contagiante.
Entrar num shopping, loja ou outro ambiente onde circula muita gente e começar a bocejar, significa que a energia positiva está a ser “sugada” por aquele ambiente onde geralmente se acumulam energias negativas. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

ÀS VEZES TAMBÉM ME ZANGO

Às vezes zango-me… zango-me com Deus mas também com o diabo. O que quer dizer que me zango com toda a gente. Não significa que seja um ser irascível, antes pelo contrário, quem me conhece considera-me um ser afável, amigo do seu amigo, etc., etc., enfim, só qualidades. Claro que não é verdade até porque às vezes também me zango… Volta e meia, ando zangado com Deus embora ele me persiga e me faça voltar ao bom caminho, seja isso o que for… Permitam-me aqui uma inconfidência, estou convencido que Ele não me liga nenhuma e que afinal quem me apoia e orienta é uma luzinha que tenho lá em cima. Mas quando me zango, digo sempre que é com Deus.
Zango-me com Deus quando assisto às atrocidades que se abatem sobre as crianças como a doença, fome, frio, violência, …. Zango-me quando não me poupa à dor, à doença e limitações que ela me impõe… Mas como não quero ser injusto, também me zango com o diabo por proteger tantos corruptos que há neste país, por ter o poder de reverter o que Deus faz, por fazer falir os nossos projectos (leia-se: boas intenções) de mudar o rumo às nossas vidas…
Às vezes, também me zango, por isso, não acreditem no meu ar afável e pacífico. Isso é fruto de um enorme e longo treino de autocontrole.

domingo, 3 de abril de 2016

NEM AUSENTE NEM DISTANTE

Há alguns dias apenas escrevia eu aqui que a ausência de quem gostamos tem a vantagem de nos fazer perceber a falta que nos faz a sua amizade.
Por motivos de saúde, uma nossa amiga foi forçada a ausentar-se do ambiente familiar e da roda de amigos de que orgulhosamente fazemos parte. A propósito das ausências, dizia eu, não há ausência na distância e é verdade, porque ela esteve sempre presente quer em pensamento, à distância de um telefonema ou de uma breve visita.
Mesmo assim, sentimos-lhe a falta para partilhar sentimentos, receios e planos do dia a dia. Sentimos a falta das nossas viagens de fim de semana, da partilha de momentos alegres, das loucuras e ataques de riso desses momentos e até dos silêncios.
A nossa amiga voltou. Seja bem-vinda, que a recuperação seja breve

sexta-feira, 1 de abril de 2016

HÁ DIAS DE PAZ E DIAS DE GUERRA

Há dias de sol e dias de chuva. Há dias de paz como há dias de guerra… Todas as guerras são de evitar, mas a pior é a que se desenrola dentro de cada um de nós. Não estar em paz consigo mesmo desencadeia uma série de guerras entre o bem e o mal, entre o querer e o não querer, o ser e o não ser, amar ou odiar… Quem está em guerra com o mundo não pode ser feliz porque só a paz traz felicidade. Acredite que o mundo não está contra si. Provavelmente você é que está contra o mundo…
Num dia de sol primaveril parece que todas as nossas guerras fazem tréguas e a paz lampeja nos olhos de quem nos cruzamos na rua, nos transportes, nas viaturas...
Hoje finalmente o sol primaveril conseguiu brilhar.
Há dias assim.
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