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quinta-feira, 8 de abril de 2021

APRENDER A VOAR

 

Na terra do nunca onde não se cresce ou melhor, onde se volta a ser criança, tudo é possível. Lá é possível ser quem se quiser, qualquer um pode ser o personagem que mais gosta. É Frequente usar-se o lema “terra do nunca” como uma metáfora destinada aqueles que se recusam a crescer e enfrentar a cinzenta realidade…

Ao contrário do simpático personagem da história, não estou minimamente interessado em ensinar a voar seja quem for até porque não se ensina a voar. É um dom que já nasce com a gente. Guardo esse segredo para mim,  só o partilho é claro com a fada sininho… Qual Peter Pan é possível voar pela mão que nos conduz através do tempo… e das histórias. Mas o tempo não pára e volta para buscar aquela criança a quem se negou a oportunidade de crescer.
Nessa ilha encantada o tempo realmente passa… mas duma maneira diferente que nem a todos é permitido sentir…

quarta-feira, 7 de abril de 2021

MUSA

AQUELE BARULHINHO...

Talvez seja desta pandemia ou das alterações climáticas as melgas este ano ainda não me vieram atormentar. Confesso que tenho uma verdadeira paranoia no que se refere aquele bichinho. Basta ouvir o zumbido característico da “bicha” logo que se desliga a luz para não conseguir adormecer.

Embora saiba que o único bichano que pica é a fêmea que a natureza dotou, além das duas asas, uma tromba que picar e suga o nosso sangue qual vampiro. Ao picar, a bicha inocula a própria saliva que desencadeia em certos indivíduos uma reação alérgica. A malvada introduz-se em nossa casa ao entardecer atraída pelo calor corporal, anidrido carbónico exalado durante a respiração além de outras substâncias constituintes do suor.
À noite, quando ouço aquele som que assinala a presença da melga a querer atacar, começo por esbracejar para afastar a “vampira”, acendo a luz, perscruto todo o quarto no intuito de acabar com a maldita. É claro que nunca a encontro, a única solução é dormir no sofá da sala…

terça-feira, 6 de abril de 2021

AUSÊNCIA

OS CHOUPOS

á lhe chamei vários nomes entre muitos o de “malditas árvores” e outros nomes que nem me atrevo a repetir. As árvores crescem sem culpa nenhuma em busca da luz embora limitam o horizonte e roubem o sol e o calor. Não interessa o nome científico, a espécie ou o porte, sabe-se apenas que os choupos como vulgarmente são conhecidos crescem rapidamente, razão da sua escolha. Felizmente, como se trata de uma planta de folha caduca possibilita que alguns raios do sol de inverno consigam chegar até nós.

Durante a primavera cobrem o chão com uma espécie de algodão branco que sugere neve em plena primavera… Algumas pessoas atribuem a estas árvores a culpa de eventuais alergias o que afinal não é verdade, as alergias são provocadas pelo pólen de outras espécies vegetais.
No verão, a profusão de folhas agitadas pelo vento, impedem que o sol aqueça demasiado a fachada do prédio. Ao que sei, as tais árvores além da altura e a idade que pode atingir os 100 anos,… muito mais do que a minha esperança de vida.
Como em tudo na vida, plantar choupos não tem só inconvenientes nem só vantagens, há que escolher o local, a espécie e ponderar muito bem as vantagens e os inconvenientes que o ato acarreta.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

ONDE SE ESCONDE A FELICIDADE?

Há dias mais propensos a um balanço dos gestos do passado só até ao presente porque o futuro ainda não chegou… Nesse balanço é admissível que se questione, afinal o que me faz feliz?

O que me faz feliz não sou eu nem ninguém… O que me faz feliz é tudo que de bom está cá dentro por isso se diz que a felicidade vem de dentro… e o que guardo cá dentro pode vir de mim, de ti, do ambiente ou seja lá do que for.
Mas o que me faz feliz, verdadeiramente feliz, é um pôr-do-sol à beira mar, um bom livro para ler, o sorriso dos pequenitos, os amigos, a saudade dos que partiram, rir à toa de coisas sem nexo, viajar, conduzir sem rumo nem destino, uma música que me alegra ou me faz chorar… O que me faz feliz são coisas tão simples como certos locais, certas pessoas, eu, tudo e nada…!
Há quem defenda que as pessoas se podem catalogar em dois grandes grupos, as que optam por serem felizes e as que optam por serem infelizes. Outros afirmam que a felicidade se conquista à custa de alguma dor… mas o importante é ser feliz!
Há dias em que reina o otimismo, outros não...
Há dias assim.
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