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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

ONDE PÔR A MÃO

 

Desde tempos que se escapam da memória, quase todas as sociedades caracterizam-se pela hipocrisia, sentimento que não é novo nem exclusivo das sociedades atuais. Aliás, quase todas disfarçam a hipocrisia atrás de valores morais e regras de conduta com raízes na sociedade em que se vive. A partir deste ponto, todos os comportamentos são ditados quer por valores morais tais como o ambiente familiar, a religião, a escola, o trabalho e até pela política. Existiu mesmo uma legislação (Portaria n.º 69 035), que explicava as sansões a aplicar de acordo com aquilo onde se podia pôr a mão…

De acordo com essa portaria, a menor penalização (2$50) referia-se a colocar a mão na mão mas, pôr a mão naquilo, nem convém pensar em tal coisa, a multa rondava os 15$00…! Uma verdadeira fortuna na época.

Estes comportamentos que nos parecem já tão distantes são muito atuais quando se observa o que se passa à nossa volta. Relativamente ao uso obrigatório e correto das máscaras contra o covid-19, verifica-se que as sociedades pouco evoluíram em certos aspetos nomeadamente no que respeita às mentalidades revelando dificuldade em acompanhar essa mudança mantendo o nariz a descoberto ou a ausência completa da máscara em total desrespeito pelos outros. Destes exemplos pode concluir-se que determinados comportamentos só se explicam através da ignorância ou então de grande estupidez já que a informação é muita e plenamente difundida.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

MORRER DE AMOR

 

Agora que se contabiliza diariamente o número de mortes devido ao covid-19, não parece tão estranho que aborde o mesmo tema mas por outras causas. É notório que não morro de amores por toda a gente independentemente da  profissão ou de outros fatores, depende mais da postura que se assume ou então não tem a ver com coisa nenhuma em particular, simplesmente não gosto.

Há pessoas por quem não morro de amores mas, morrer de amor, na opinião de alguns especialistas é mesmo possível… De acordo com a investigação desses cientistas, ficou provado que é possível morrer de amor, no sentido restrito da palavra. Entre “morrer de amores” e “morrer de amor”, embora pareça uma mera questão semântica, existe uma grande distância que separa estes dois termos. É possível “morrer de amores” por alguém ou alguma coisa fruto da nossa afeição mas que se fica por aí. Por outro lado, “morrer de amor” é um sentimento mais profundo que abrange a capacidade de gerir emoções que nem sabíamos que existiam. Explicam os cientistas que além de outras, o nosso organismo produz certas hormonas que obstruem as artérias e levam à morte de uma pessoa.

Está provado cientificamente que “morrer de amor” não é apenas uma questão semântica, pode mesmo acontecer …

Está longe a hipótese em que se julgava impossível “morrer de amor”!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

DESTRALHAR

 

Achei graça ouvir de novo o termo “destralhar” que já não ouvia há muitos anos. Agora, no rescaldo da época festiva do Natal e do Ano Novo que convida a uma séria reflexão sobre todo o ano que passou. Ao longo do tempo acumularam-se montes de tralhas, coisas que já há muito deixaram de se utilizar mas que se guardam por uma questão sentimental. Umas, porque deixaram de se usar outras, pela impossibilidade de enfiar o corpo atual dentro delas, os quadros porque já não existe uma parede disponível, os móveis que ao longo do tempo se transformaram em trastes que se foram acumulando a tal ponto que o espaço entre eles não permite que se circule sem correr alguns riscos e por aí adiante…

O ano que agora começa é a altura indicada para destralhar, isto é, excluir esse amontoado de objetos, desocupar o guarda-roupa cheio de trapos que já não servem, dos móveis que já não se usam, enfim toda a tralha acumulada, aquelas coisas velhas sem qualquer serventia apesar do valor afetivo e pelos “trastes que são os móveis que só servem para ocupar espaço e que não fazem falta nenhuma no dia a dia.

A vida não nos pertence, ninguém decide se o seu percurso vai ser longo, muito longo ou demasiado breve. Numa fração de segundo esse percurso pode ser interrompido e toda a tralha guardada e acumulada durante anos, apesar do seu valor real, pouco significado tem para quem os recebe…

domingo, 3 de janeiro de 2021

AS MITRAS E OS MITRAS

Não há dúvida que se está sempre a aprender. Até há bem pouco, o termo “mitras” servia para designar aquele “chapéu” usado pelo papa, pelos bispos ou por outros clérigos em certas cerimónias. Não admira portanto que me surpreenda outro significado senão este. O termo era sempre aplicado a
qualquer individuo, geralmente jovem, proveniente de uma sociedade algo desfavorecida. Estes indivíduos caraterizam-se por um comportamento ruidoso que se manifesta pela falta de respeito pelos outros e que, muitas vezes, podem tornar-se violentos quando contrariados. Num mundo em constante mudança não é difícil deparar com este tipo de indivíduos. É normal também que, neste mesmo mundo, a língua portuguesa sofra influência de outras línguas e evolua no sentido de atribuir novos significados a alguns termos o que os torna completamente fora de moda. Perante este panorama, o termo “mitras” reserva-se aqueles indivíduos que numa terminologia mais antiga eram designados por “gunas” ou “chungas” que se encontram nos grandes eventos ou manifestações de rua, por vezes sob máscaras… e em qualquer parte.
qualquer individuo, geralmente jovem, proveniente de uma sociedade algo desfavorecida. Estes indivíduos caraterizam-se por um comportamento ruidoso que se manifesta pela falta de respeito pelos outros e que, muitas vezes, podem tornar-se violentos quando contrariados. Num mundo em constante mudança não é difícil deparar com este tipo de indivíduos. É normal também que, neste mesmo mundo, a língua portuguesa sofra influência de outras línguas e evolua no sentido de atribuir novos significados a alguns termos o que os torna completamente fora de moda. Perante este panorama, o termo “mitras” reserva-se aqueles indivíduos que numa terminologia mais antiga eram designados por “gunas” ou “chungas” que se encontram nos grandes eventos ou manifestações de rua, por vezes sob máscaras… e em qualquer parte. 

sábado, 2 de janeiro de 2021

GORDURA É FORMOSURA

Sempre ouvi dizer em defesa dos gordinhos que a gordura era sinal de formosura o que aumentava o desgosto perante a minha magreza. Na verdade, já houve um tempo em que o expoente máximo de beleza era ser portador de alguma gordura harmoniosamente distribuída pelo corpo. Hoje, pelo contrário, considera-se que a magreza, sem excessos, é o que está na moda.

Enfim, as modas mudam de acordo com as épocas, as sociedades e a educação. Pondo de lado o aspeto cognitivo e social, há quem ache que o aspeto físico tem pouca importância em qualquer situação mas, perante a sociedade atual, verifica-se o contrário. Ser gordo já não é sinónimo de beleza. Com efeito, com o passar dos anos a gordura já não é um padrão de beleza mas ainda é tida como um indício duma boa saúde ao passo que ser magro passou a considerar-se uma boa qualidade para o desempenho de determinadas tarefas… Quer se queira quer não, o aspeto físico acaba por ter uma grande importância para quem pretende vencer na vida. Para complicar ainda mais a dieta que se tencionava iniciar, com o novo ano veio outra vez o Pão de Ló, o Bolo Rei, os frutos secos, as rabanadas, os chocolates… tudo alimentos contra a boa intenção de dar inicio a uma dieta. Enfim, cada um é como é. Independentemente das dietas, ser gordo ou magro é uma questão genética que se herda. Ninguém tem culpa de ser como é e, se existe um culpado, a culpa é da genética…

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

PASSAGEM DE ANO

Passados que foram os excessos alimentares do Natal, por razões inconfessadas ou simplesmente porque me dá na gana, comi. Que importa o excesso açúcar, os muitos ovos consumidos para preparar cada uma das guloseimas, a dieta, …?

A maior parte das guloseimas ficaram sobre a enfeitar a mesa como enfeite natalício mas que enfeitam, lá isso é verdade.

O Natal já lá vai assim como o Ano Velho de fraca memória…! Agora há que esperar que o Novo Ano nos traga tudo o que de bom desejámos ao soar das doze badaladas e das passas deglutidas à pressa acompanhando o som de cada badalada…

Entre o Natal e o Ano Novo vai uma longa caminhada empreendida pelos Reis Magos que, segundo consta, afinal nem eram reis e só chegaram a Belém a 6 de Janeiro mas, sem a ajuda (?) de um GPS que os guiasse, que outra coisa se podia esperar…?

Apesar da discrepância entre datas e de acordo  com o “nosso” calendário, Jesus faria anos nesse dia …

É inevitável que ao Natal se suceda um Novo Ano cheio de esperança. Está na hora de dizer adeus a 2020 carregado de problemas e dar as Boas Vindas a 2021, como se ele tivesse a obrigação de concretizar todos os nossos sonhos e desejos...!

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