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sábado, 6 de julho de 2019

ESSA MALDITA DOENÇA - O CANCRO

Milhões de pessoas por esse mundo fora vivem sob a ameaça constante dessa terrível doença que é o cancro. O diagnóstico, para quem nunca passou pela experiência, tornou-se banal de tal maneira a doença se expandiu. Os efeitos secundários da terapia de combate são dolorosos e desastrosos apesar dos estudos em curso de forma  a encontrar novas terapias de forma a prevenir, detectar e tratar esta doença. Embora tenha rondado por perto o cancro, seja onde for, é sempre motivo de susto uma vez diagnosticado.
Foi em choque que recebi a notícia de que Françoise Hardy provavelmente não voltará a cantar por este motivo. Desde muito cedo que me habituei a ouvir esta interprete e compositora francesa que muito aprecio. Traz-me à lembrança os jardins outonais da Rotunda da Boavista e os dourados anos oitenta. Como se compreende, foi com redobrado pesar que soube que a cantora foi acometida por um cancro da faringe que a deixou surda de um ouvido devido aos efeitos secundários da terapia.
Apesar dos tratamentos terem resultado é sempre possível uma recaída por isso a sua voz irá silenciar-se de futuro, não fora os imensos CD´s que possuo…
Quanto ao futuro, disse a cantora para quem não restam ilusões: “Tenho 75 anos e penso que já cantei o suficiente. Não tenho a certeza de voltar a cantar”. Lamento que o cancro tenha vencido mais esta batalha.
Aqui fica o meu pequeno tributo a (mais) uma cantora e compositora francesa a que o futuro dará o justo valor… Pena que já seja tarde.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

SENSO DO RIDÍCULO


Parece que vivemos num país de abeutalhados, isto é, pessoas sem um mínimo de senso do ridículo. É certo que é preciso um grande senso de humor para aceitar a tentativa de ilibar pessoas que toda a gente sabe ser culpados. A televisão, por exemplo, em vez de ser uma fonte isenta de informação, transformou-se numa fonte de desinformação. O senso do ridículo posto à prova enquanto se esperam as notícias é uma qualidade que muito prezo e só peço a todos os santos que o conservem o que não quer dizer que não se façam coisas ridículas durante a vida! O senso do ridículo implica saber que para além do próprio umbigo existe mais vida.
Hoje em dia existe uma tendência generalizada de manipular a informação de acordo com a cor politica da fonte ou então segundo o interesse económico quer de países quer de pessoas. Embora custe admitir-se, todos acabam por ser manipulados em maior ou menor grau modificando o modo de pensar e até a forma de agir.
No meio de tudo isto conservar a competência para não se levar muito a sério e de se rir de si próprio sem abandonar a noção de que tudo o que foi feito era o melhor com as armas que se possuía no momento, exige um verdadeiro senso do ridículo.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

OS CINCO SENTIDOS


Deu-nos a Natureza (há quem lhe chame Deus) cinco sentidos que nos habituamos a usar e abusar desde que nascemos. Com efeito, dispomos de cinco capacidades, diria eu, através das quais conseguimos interagir com outras pessoas, objectos, cheiros, sabores… Enfim, interagir com o mundo exterior. Por este motivo é impossível dizer qual dos cinco é o mais importante, tão importante que na falta de um, todos os outros se especializam e apuram para compensar o sentido ausente.
Só quando sentimos na pele a ausência de um deles, qualquer que seja, é que lhe damos o real valor. Eles fazem parte do sistema sensorial comum a todo o ser humano, que está encarregado de enviar ao cérebro as informações obtidas em cada momento. É para isso que dispomos de cinco sentidos. Olhar, ouvir, cheirar, saborear e sentir tornaram-se actividades tão banais que deixámos de lhe dar o real valor, a não ser quando algum deles nos falha.
Ir à praia, apanhar sol, por exemplo, para as pessoas portadoras de qualquer deficiência ou mobilidade reduzida pode ser mesmo uma aventura mas acima de tudo um direito comum à saúde de todo o cidadão. Há coisas que só se compreendem quando se passa pela mesma experiência.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

ESPANTALHOS, PARA QUE SERVEM?


Encontram-se um pouco por todo o lado nas hortas e culturas recentes. Os espantalhos devem o nome à sua função, espantar as aves das culturas e frutos. Esta função não é nova,  remonta a tempos imemoriais (antigos egípcios?) mas que nem sempre a cumprem como deve ser.
Para construir um espantalho qualquer trapo serve para vestir um boneco que depois de cheio com palha dá-se uma forma mais ou menos humana colocando-lhe um chapéu ou algo semelhante na cabeça. Infelizmente, este boneco perdeu muito da sua eficácia afugentando mais o ser humano do que os pássaros, principalmente ao fim do dia…
Nunca tivemos um destes bonecos no pequeno terreno onde plantamos árvores de fruto mais pela beleza da folhagem do que propriamente pelos frutos. Claro que os frutos são sempre bem-vindos pelo prazer do sabor e de os ver crescer. Servimo-nos de tudo quanto mexia para afugentar os pássaros o que não resultou. Acho que se habituaram a esses objectos com os quais conviviam em alegre chilrear. Resultado, em anos anteriores, da ameixieira provei-lhe um só fruto, os pássaros encarregaram-se do resto…

terça-feira, 2 de julho de 2019

SOMOS PERITOS EM ARRANJAR DESCULPAS


A vida dá muitas voltas independentemente da nossa vontade. Costuma dizer-se que a vida é caprichosa e decide o futuro a seu belo prazer. Apesar dessas características, arranja-se sempre um pretexto que justifique a nossa infelicidade, é o que se chama arranjar sarna para se coçar, ou seja, armar confusão na simplicidade, arranjar problemas desagradáveis onde eles não existem…Tudo serve de motivo para que se sinta infeliz, nem que seja uma simples palavra... É certo que as palavras comportam-se como as cerejas. Por mais cuidadoso que se seja, uma cereja nunca vem só. Agarrada a ela vêm outras mais. Também uma só palavra sem grande significado para quem a diz, pode ferir de morte quem a escuta.
As palavras têm esse poder, dar o ânimo necessário para enfrentar os problemas do dia a dia mas também podem retirar toda a alegria e principalmente, a saúde de quem as escuta. É preciso muito cuidado com o que se diz mas problemas estão lá, não fogem. Pensar positivamente não quer dizer que se fuja dos problemas nem tampouco das dificuldades que se encontram todos os dias, é uma filosofia de vida.
Se é verdade que ninguém arranja por gosto sarna para coçar, também os problemas existem e surgem quando menos se espera mas que isso não seja desculpa para desistir de perseguir os motivos necessários para ser feliz, por mais insignificantes que pareçam.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

ÉTICA, MORAL E CIVISMO


Embora se confundam e pareçam uma só e a mesma coisa, existem algumas diferenças entre elas. A ética e moral contribuem indiscutivelmente para a cidadania já que estão relacionadas com muitos dos comportamentos humanos. Na verdade a ética depende muito da moral de cada um. Em resumo, ética tem tudo a ver com o que designamos vulgarmente por “maneira de ser” ou “carácter” de um indivíduo. A cidadania como complemento da ética reúne todos os deveres do cidadão para com a sociedade onde vive.
Por sua vez, também o civismo reúne comportamentos fundamentais para a vida em sociedade respeitando valores, instituições e práticas necessárias a uma vida harmoniosa em sociedade…
A liberdade de cada um devia acabar quando começa a liberdade cívica dos outros. O conceito é tão importante que logo se nota a falta nas pequenas coisas do dia a dia.  Por estar mais exposto aos olhares de quem conserva um mínimo de civismo verifica-se frequentemente a sua falta no parque de estacionamento do condomínio…
Em suma, ética, moral e civismo apesar de não serem sinónimos andam frequentemente de braço dado e concorrem para a harmonia da sociedade em que se vive.
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