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quarta-feira, 28 de março de 2012

PEDRAS NA MÃO


A rua que me deste era vazia,
nem mesmo os cães queriam lá passar!
A rua era sombria,
ensombrou-me o olhar.
                                             
Ao dobrar cada esquina sinto o bafo
que tem a solidão.
Nas pedras da calçada onde me estafo,
as mesmas pedras que trago na mão.
                                            
E nessa mão, o gesto,
(ambos sós).
E nesse gesto, às vezes,
minha voz.
                                           Jorge Leal

1 comentário:

  1. Gostei muito! Infelizmente não tenho o dom da palavra como tu...
    Beijinho grande!

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