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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

APROVEITAR BEM OS FERIÁDOS

Com a proximidade de um mês recheado de feriados, mal parecia não lhe dedicar um pouco do meu tempo. Desde aquela época em que o primeiro-ministro comunicou oficialmente a reposição dos quatro feriados que tinham sido retirados do calendário, embora esse tempo vá muito longe, ainda reside na memória de alguns.

Não tenho nada contra os feriados, nem tão pouco a favor, mas reconheço que são dias muito bem vindos, especialmente para quem trabalha e se ficam próximo dum fim de semana… é ouro sobre azul.

Um feriado a meio da semana devia ser aproveitado para descansar da azafama diária no entanto, o que se verifica, é uma corrida aos shoppings para “passear”… apesar de o sol que pode brilhar lá fora. Será então que os portugueses aproveitam integralmente os feriados? Se o orçamento familiar não permite umas justas miniférias, ficar em casa também é uma boa opção no sentido em que permite realizar algumas tarefas sempre adiadas por falta de tempo ou então dedica-lo a concretizar a levar a cabo outras atividades como, por exemplo, uma caminhada à beira mar, ler um livro, comer fora e, na pior das hipóteses, meter a família no carro e ir apenas tomar um café junto ao mar. O importante é aproveitar bem estes dias da maneira que lhe der mais gosto. Feriados há muitos ao longo do ano, mas a vida é só uma…

domingo, 29 de novembro de 2020

ESPERTEZA SALOIA

De uma maneira geral atribui-se à expressão “esperteza saloia” um sentido pejorativo que além de injusto, não corresponde inteiramente à verdade. Nada nos leva a crer que os saloios sejam menos ou pouco espertos, antes pelo contrário…

Cada vez que olho as diferentes bebidas (espumantes e aperitivos) intactos por oferecidas em diversas ocasiões festivas, a expressão “esperteza saloia” é a que frequentemente me ocorre.

É normal que se confunda esperteza com inteligência, mesmo aqueles que defendem que esperteza é também uma forma de inteligência. Esta confusão entre um termo e outro dá origem a atitudes e comportamentos pouco ortodoxos. Inteligência evidencia a rara capacidade de aprender, mesmo através do erro, enquanto a tal “esperteza” é um atributo daqueles que agem com uma certa manha destinada a enganar os outros em benefício próprio.

Sempre achei que a expressão “esperteza saloia” era adequada para designar aqueles que, usando de uma certa astúcia, ultrapassam tudo e todos mesmo os que aguardam ordeiramente a sua vez de serem atendidos.

sábado, 28 de novembro de 2020

AVISO IMPORTANTE

É natural que já tenham lido muitos dos “pensamentos” publicados alguns deles na totalidade outros só parcialmente. Alguns dos textos que achei mais interessantes foram remasterizados, (o termo não se aplica só à música), isto é, foram alvo de uma melhoria substancial e sofreram também uma adaptação aos dias que vamos vivendo.

Reescrever um texto, respeitando o seu conteúdo não defrauda, penso eu, quem ainda dispõe da paciência e tempo necessário para ler.

Note-se que a maioria dos textos, além da preocupação de os adaptar á atualidade, alternam com textos completamente novos. Este exercício de atualização e reformulação só foi possível graças às novas tecnologias que tornaram possível a sua otimização. 

Agradeço a paciência dos meus leitores.

Muito obrigado

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

AFINAL, NUNCA SE É VELHO

À medida que se vai envelhecendo é normal que se verifique uma certa decadência a nível cerebral. Qualquer tarefa, seja ela qual for, necessita da contribuição do hemisfério direito durante a fase de aprendizagem mas depois, ultrapassada esta fase, quando a tarefa se torna rotineira, passa a socorrer-se ao hemisfério esquerdo, responsável pelas tarefas que já foram aprendidas e consolidadas.

Ora, estudos mais ou menos recentes, vieram contrariar o que então se pensava. Esses estudos demonstraram que o cérebro não degenera com a idade, pelo contrário, desenvolve-se de acordo com a atividade realizada. Com efeito, ao longo da vida acumulam-se capacidades que mais tarde vão permitir que se enfrentem situações desconhecidas com alguma confiança recorrendo apenas à experiência acumulada durante a vida.

À medida que se envelhece, a actividade mental é regida por “rotinas” que acabam por ter um lado positivo na medida em que permitem pronta resolução de  problemas mais complicados que vão surgindo durante a vida. Apesar disso, não é de descurar a estimulação cognitiva que, conjuntamente com o estilo de vida, contribui para evitar que o cérebro degenere com a idade.

Afinal, nunca se é velho, o que acontece, é que temos muitas juventudes acumuladas…

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

O NOVO NORMAL

Detesto ouvir dizer que se espera que tudo volte ao “normal” em vez de admitir que já vivemos um “novo normal”. De repente, sem qualquer aviso prévio, tudo mudou, hábitos ancestrais, comportamentos, em suma, a própria vida. A mudança instalou-se paulatinamente, alterou muitos dos comportamentos e hábitos arreigados que se pensavam imutáveis.

Ao que se sabe até à data, a mudança é irreversível e desconhece-se ainda se veio para o pior ou para melhor. O futuro o dirá.

Uma coisa é certa, voltar à tal vidinha de antigamente não vai ser possível, que não se espere que a vida volte a ser como era antes da pandemia ter fustigado todo o globo.

Por outro lado, o novo normal pressupõe uma adaptação nem sempre fácil à uma nova realidade e às condições que da vida atual ainda nos permite.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

ATOS DE VIOLÊNCIA

A pandemia teve este efeito, fez com que o mundo parasse em vários aspetos mas a violência aumentou o que não admira visto as pessoas estarem mais em contacto umas com as outras.

Posso conceber um ato isolado de violência quando praticado contra uma instituição, instalações militares ou políticas…, mas não admito quando atingem a população civil completamente inocente e indefesa. Aliás, qualquer tipo de violência, física ou psicológica, é alvo de reprovação da minha parte.

No entanto, todos os dias e a toda a hora, somos confrontados com notícias sobre o número de mortos e de infetados vítimas de alguma forma da atual pandemia o que faz com que se esqueça o drama de populações em fuga e mortes ocorridas nessa fuga de guerras em países onde falta tudo ou condições mínimas de sobrevivência. Não me conformo também com as vítimas inocentes decorrentes de atentados terroristas que nos surpreendem em qualquer canto do globo. Não posso evitar de pensar que espécie de “lucro” pode advir de tais atos além do número de mortos?! Que vantagem pode advir do pânico e do medo de populações inocentes?

Por mais que ouça, leia e escute qualquer notícia sobre o assunto, não encontro uma explicação que justifique um só destes atos onde se jogam interesses puramente políticos e económicos. Não sei, não disponho de uma bola de cristal, que me indique como solucionar este problema mundial e que parece não dar tréguas.

E a vida continua após qualquer um desses atentados ou da pandemia como se nada fosse… Tudo acaba por ser esquecido exceto para a família das vítimas.

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