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sábado, 30 de novembro de 2019

AS APARÊNCIAS ILUDEM


É vulgar ouvir dizer que as aparências iludem o que no fundo é verdade. Todos os dias e em diferentes contextos isso se verifica. Apesar desta realidade, é habitual que o ser humano continue a julgar pessoas e situações baseado apenas naquilo que lhe parece sem analisar os factores que lhe deram origem. Se por vezes se alcançam conclusões lógicas, na maior parte das vezes as aparências iludem-nos quando não somos enganados pelos próprios sentidos… Isso acontece com frequência, nem sempre por nossa culpa mas por culpa da sociedade que nos rodeia…
Com efeito, a sociedade actual tem por lema o “mais vale parecer do que ser” contra o que dizia a mulher de César… Para além da exagerada preocupação com o aspecto exterior a sociedade vive preocupada em passar a imagem daquilo que de facto não é.
“As pessoas tornam-se ridículas apenas quando querem parecer o que não são.” (Giacomo Liopardi)

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A DOENÇA DA MODA


Nós, os portugueses, somos tristes por natureza. Temos tendência a valorizar acontecimentos negativos que vão surgindo inevitavelmente durante a vida. Perante isto, a estado emocional antigamente designado por tristeza agora é diagnosticado, sem sombra de dúvida, por depressão. O termo, muito divulgado na década de noventa, foi assumido como a “doença do século”.
Hoje em dia tudo é depressão frequentemente confundida com tristeza… Se alguma coisa corre mal, o diagnóstico é certamente de depressão. Basta estar triste sem causa aparente que o diagnostico imediato é de forte e continuada depressão.
Deste modo alimenta-se a confusão existente entre tristeza e depressão… Todos passámos por situações que nos entristecem e angustiam durante dias, semanas, meses ou anos mas lá conseguimos seguir em frente sem o recurso imediato às drogas nem, a psicólogos… Não digo que seja a atitude correta mas era a que se nos oferecia no momento. Era assim que se conseguia ultrapassar qualquer estado de profunda melancolia. Haja vontade!

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

TUDO TEM UM PREÇO


Quem não deseja, mesmo que secretamente, ter algum sucesso quer a nível pessoal quer a nível profissional?
No meio desta confusão de sentimentos percebe-se finalmente que tudo na vida tem um preço, ou seja, tudo se paga. Nada nos é oferecido grátis, tudo tem um preço a pagar que pode variar de local para local, de pessoa para pessoa conforme as escolhas. Qualquer que sejam, é inevitável que tenham consequências que são afinal o preço a pagar. Convém não confundir o valor sentimental com o valor monetário. São coisas completamente diferentes.
Qualquer que seja o real valor das coisas ou das nossas opções há sempre um preço a pagar. Paga-se o sucesso profissional possivelmente com horas de sono, a companhia com a liberdade, a ausência seguramente com a saudade, … e por aí adiante.
De uma maneira ou doutra tudo se paga e às vezes, por um preço tão elevado, que não há reservas que os cubram…!

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

CANÇÕES NATALÍCIAS


Quem frequenta qualquer centro comercial por prazer ou por força das circunstâncias, começa já a ouvir as tradicionais canções de Natal. Aliás, qualquer lugar público que se preze, difunde esta e outras canções alusivas à quadra. Ninguém se preocupa com as sensações que elas provocam, o importante é aumentar o número de vendas comerciais…
Uma das canções muito antiga mas ainda bastante escutada é o Adeste Fidelis também conhecida por "Natal Português". A autoria da canção continua a gerar bastante controvérsia entre os intendidos, quanto a mim, as datas não deixam margem para dúvidas. Embora seja atribuída a John Wade, existem manuscritos encontrados no palácio de Vila Viçosa com data de 1640 que atribuem a autoria do célebre hino ao monarca português D. João IV denominado justamente como “rei músico” considerado um mecenas tanto da música como das artes. Por este motivo, não custa acreditar que o monarca, entre ouros hinos, tenha composto a célebre canção de Natal. De acordo com as datas, não restam muitas dúvidas sobre a autoria visto que o manuscrito só foi escrito por John Wade em 1743 (cerca de 100 anos depois). Esta discrepância explica-se pelo facto de o manuscrito ter sido introduzido por John Wade na corte inglesa e este se tenha “esquecido” de referir a respetiva autoria …
Em resumo, sempre que ouvirem o Hino do Natal português, não deixem de homenagear como seu presumível autor, El rei D. João IV.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

POLUIÇÃO

MAU FEITIO


É normal que o tema escolhido gere alguma controvérsia. Este é um conceito que depende muito do ponto de vista de quem o aborda e esse ponto de vista está sujeito às vivências de cada um e das raízes culturais em que as suportam…
Não sei nem estou preocupado em saber se possuo bom ou mau feitio apesar das minhas manias entre elas, o perfeccionismo. Durante o período laboral fui sincero e autêntico nas minhas opiniões e procedimentos daí haver quem me considere um mau feitio.
Permito-me ainda hoje emitir opiniões muito pessoais sobre este e qualquer outro assunto respeitando sempre opiniões contrárias.
Um estudo alemão já muito antigo salienta que exteriorizar sentimentos negativos aumenta, em pelo menos dois anos, a esperança média de vida. Isto acontece porque ao reprimir as emoções produzem-se alterações físicas que aumentam a probabilidade de sofrer no futuro de hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas renais ou cancro.
Dando crédito a este estudo, bora lá a exteriorizar o que se sente e o que se pensa mesmo correndo o risco de ser considerado um “mau feitio”. Viver tem destas coisas e ganhar mais dois anos de vida, compensa…!
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