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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

ANJOS DA GUARDA


Tomando como certa a teoria da relatividade e a própria física quântica, os anjos existem. Sempre ouvi dizer durante a infância que, a partir do momento em que se nasce, um espírito celeste é designado para nos guardar daí chamar-se “anjo da guarda”.
Então por que acontecem tantos factos desagradáveis durante a vida?
É uma pergunta para a qual só existe uma resposta, esses seres não são de todo um seguro contra todos os riscos. Todos são livres de construir o próprio futuro.
Para dizer a verdade, abordar o tema e a ser verdade quanto ficou dito, quem me protege é seguramente um anjo sem asas. Se calhar os anjos não têm asas… ou então existem anjos que não são anjos e, por isso, não têm asas…
Lá em cima deve haver um anjo… penso eu! Um anjo que não foi expulso nem que a morte ceifou, os anjos não morrem. No meio do silêncio escuto os móveis que estalam (referência à célebre canção), uma forma de assinalarem a sua presença. É assim que se manifestam os anjos, é esse o segredo…
Na minha opinião, por isso vale o que vale, penso que há anjos e anjos, uns têm asas e outros não, mas também não precisam…
Lá em cima todos têm um anjo… que seguramente sempre vela por nós.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

AS COISAS DE QUE GOSTO


Há coisas que prezo e gosto e uma delas é reencontrar velhos amigos que não via há algum tempo. Por vezes a vida leva-nos por caminhos não previstos que forçam afastamentos indesejados.
É já um cliché dizer que a amizade não conhece distâncias nem esmorece com longas ausências. A prova-lo, está aquela sensação de alegria mutua que decorre durante um reencontro. A conversa flui saltitando entre temas antigos e outros mais recentes. Não se reparam nas mudanças que o tempo operou no rosto dos que se reencontram os mesmos rostos que guardamos na memória.
Na despedida fica a promessa de outros encontros, promessa que muitas vezes não passa disso mesmo o que não quer dizer que a dita amizade esmoreça. Efectivamente há amizades assim, do mesmo modo que existem amigos que, apesar da distância e do tempo, nunca deixaram de o ser.
Não importa quanto tempo durou o afastamento, em cada reencontro revivem-se momentos e emoções que, independentemente da sua importância, ficaram gravados na memória.
Há amigos que transformam anos, dias em horas…
Há dias assim.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

CLIMA E ESTADO DE ESPÍRITO


É inegável que o tempo tem alguma influência sobre o nosso estado de espírito mas não é menos verdade que, às vezes, não tem importância nenhuma. Isso não significa que não concorde que o tempo tenha uma certa influência na disposição do ser humano.
Existem vários estudos que relacionam os efeitos do clima tanto no plano físico como psíquico. Existe mesmo uma ciência (*) que comprova essa relação. Toda gente sente como é deprimente um dia de chuva e a euforia que se sente num dia de sol…
Felizmente nem sempre é assim. Não é obrigatório ficar-se de mau humor num dia de chuva nem bem humorado num dia de sol. Basta um problema, principalmente ao nível da saúde, profissional ou sentimental, para que nem o mais radioso dia de sol faça o milagre de transformar o mau em bom humor… Pelo contrário, nem a maior tempestade consegue arrasar a boa disposição que reina num dado momento. A relação entre clima e estado de espírito, somos nós que a fazemos. Não importa o tempo que faz, o que importa realmente é o que nesse momento se sente.
*biometeorologia

domingo, 3 de novembro de 2019

NUNCA PEÇA A REFORMA...


Se está a pensar em pedir ou se já pediu a reforma julgando que vai ter mais tempo livre para fazer aquelas “coisas” sempre adiadas, desengane-se. A reforma é uma treta.
A partir do momento em que se pede a reforma fica-se com mais tempo livre mas, como se fica mais disponível, todos contam com a sua preciosa ajuda nas situações difíceis, nem que seja simplesmente para fazer companhia…
Na realidade, enquanto não se é reformado, realizadas todas as tarefas profissionais, é justo ambicionar-se por um resto de dia calmo e sossegado. Era o mínimo que se pode desejar mas, volto a repetir, desengane-se.
Depois que se pede a reforma, além das tarefas domésticas que subsistem, como fica mais disponível, familiares e não familiares contam consigo em qualquer emergência. Além disso, acrescentem-se aquelas tarefas burocráticas que surgem no dia a dia da família e que têm de ser realizadas…
Caso ainda não tenha pedido a reforma, deixe-se estar onde está. Não passa pela cabeça de ninguém pedir seja o que for para além daquele horário pré-estabelecido.

sábado, 2 de novembro de 2019

RESERVAR TEMPO SÓ PARA SI


Repartir o tempo por diferentes tarefas (família, amigos médicos, etc.) deixa muito pouco para si próprio. É recorrente ouvir-se dizer que toda a gente precisa de um certo tempo a sós que varia de pessoa para pessoa e também com a idade. Na verdade, conforme as circunstâncias, uns precisam de mais ou de menos tempo para dedicar à mesma tarefa.
Estou convencido que pertenço ao grupo de pessoas que precisam de mais tempo para estabelecer o tal equilíbrio interior que se consegue apenas após arrumar o turbilhão de pensamentos que surgem durante o dia. Se esse tempo é essencial em épocas normais, imagine-se o tempo necessário em épocas de crise, seja ela de que natureza for.
É vital usufruir daquele tempo necessário para ficar em silêncio, longe de tudo e de todos deixando a mente vaguear por onde quiser…

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

A RELIGIÃO E O PAPA


Qualquer crente, quer seja ou não católico tem, neste caso, o legítimo desejo de baptizar o novo rebento segundo as antigas escrituras. Começam então as incansáveis diligências da escolha dos padrinhos, do local onde se vai realizar o evento e fundamentalmente, a escolha da igreja onde se realizará o baptizado. Tudo isto se resolve com maior ou menor dificuldade mas a partir daqui esbarra-se com a burocracia levada ao extremo por alguns ministros da Igreja Católica.
A boa intenção esbarrou com os entraves postos pelo padre da freguesia porque o padrinho escolhido não é crismado, não frequenta a igreja, não foi apresentado ao padre, etc., etc. Por todos estes motivos não foi possível passar-lhe um “atestado de idoneidade” seja lá o que isso for… apesar de, segundo dizem os especialistas, não existir nada no Código de Direito Canónico que impeça o baptismo nestas condições…
Ainda me lembro de ter lido nalgum diário que o actual papa baptizou, na Capela Sistina, o filho de uma mãe solteira e o filho de dois militares casados apenas pelo civil…!
Apesar destes entraves e recorrendo a outra “igreja” tudo  se veio a resolver e hoje a pequenita é um ser baptizado. Resta saber se mais tarde, como ser mais consciente, quererá ou não ser crismada… É que nesse tempo ainda existirão padres mais papistas que o Papa responsáveis principais pelo afastamento cada vez maior dos crentes da igreja católica.
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