Etiquetas

terça-feira, 20 de novembro de 2012

FAZER O LUTO

A forma como se lida com a perda de um ente querido e o consequente processo de adaptação à sua ausência é o que vulgarmente se chama “fazer o luto”. Não há um padrão uniforme para a forma de o fazer pois cada um passa pelas diferentes fases do processo de luto com maior ou menor intensidade de acordo com a sua própria personalidade, a natureza da relação com a pessoa que perdemos, a causa de morte (morte natural, acidente, suicídio, homicídio,…).
Segundo Kübler-Ross, no processo de luto passamos por uma fase inicial de negação em que de algum modo continuamos a aguardar um telefonema e cuidamos dos seus bens… Muitas vezes passamos por um período de raiva e revolta. Segue-se a fase da negociação, em que prometemos que nos tornamos melhores se tivermos de volta a pessoa (ou situação) perdida. Finalmente passamos para a fase de depressão.
Um "luto normal" que pode levar cerca de 1 ou 2 anos, acaba na fase da aceitação.
Para mim foi um processo difícil e moroso aceitar a morte do meu irmão até pela causa da morte… Foi longa, de anos, a fase de negação e quase passei por cima de todas as outras fases até alcançar a fase de aceitação.
Há dias em que nos despedimos pela última vez de alguém de quem gostamos.
Há dias assim…

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

TAP - O VOO TP425

A 19 de Novembro de 1977, precisamente às 21h35, faz 35 anos que o boing B727-200-TBR se despenhou ao aterrar no aeroporto de Santa Catarina no Funchal.
Foi num dia de forte temporal que se deu essa grande tragédia de que ainda hoje existem feridas por cicatrizar em muitas famílias.
Não importa agora procurar a quem imputar a responsabilidade desta tragédia. Muito se disse e se escreveu no relatório de inquérito mas também muito ficou por dizer…
A tripulação do voo TP425 realizava o 5.º voo nesse fatídico dia por isso obviamente devia estar cansada. O acidente ocorreu à terceira tentativa de aterragem o que geralmente nunca nenhum piloto insiste em fazer...
Que me perdoem as famílias enlutadas voltar a mexer na ferida. A minha também ainda não cicatrizou. A raiva foi-se diluindo com os anos. Pretendo apenas homenagear a tripulação do voo TP425 bem como os 125 passageiros que pereceram neste acidente e principalmente o meu irmão copiloto neste voo.
Capitão: João Mimo da Costa Lontrão
Copiloto: Miguel Ângelo Guimarães Leal
Tec. de Voo: Encarnação
Assistente de Bordo: Gilda Varela Cid
Comissário de Bordo: José Paiva - retomou a linha de voo até à reforma
Assistente de Bordo: Alice Neiva Vieira – sobrevivente, nunca mais voou como tripulante.
Chefe de Cabine: José António de Quental Paveia – Faleceu no acidente.

Foi preciso dar-se este trágico acidente para que a fatídica pista fosse aumentada como aqui se pode ver.
A pista original terminava aqui. Os acesos eram péssimos o que dificultou o trabalho dos bombeiros e socorristas. A circulação foi ainda dificultada pela presença dos mirones que acorreram ao local para verem  o "espectáculo" e entupiram a única entrada de acesso. Esta via foi mais tarde interdita aos particulares mas mesmo assim dificultou a ajuda aos sobreviventes.
Foram precisos muitos anos para que eu conseguisse visitar o local fatídico...
Que descansem em paz todos quantos pereceram neste acidente.
Para mais informação, ver o vídeo:

domingo, 18 de novembro de 2012

POR UM AMIGO QUE NÃO VOLTA

Quantas palavras ficaram por dizer!
Quanta mágoa abafada,
quanta revolta,
por um abraço
que ficou por dar.
 
Quanta saudade,
quanta lágrima à solta,
por um amigo que não volta.

                                                  Jorge Leal




(Em memória do amigo e colega de curso Narciso Neves)

sábado, 17 de novembro de 2012

ENCONTROS

Há dias em que, sem que nada o faça prever,  conhecidos e amigos parecem sair do nada fazendo questão de se materializarem à nossa frente. Hoje foi um desses dias. Fomos almoçar ao Mar shopping e lá estava a minha filha com o marido e o Miguelito, o casal Cardoso nosso amigo de longa data e logo a seguir a Daniela, filha da minha grande (literalmente) amiga, Cândida. A última vez que a vi era uma adolescente por isso já não a conhecia agora mulher adulta e mãe de dois filhos. Surpresa agradável este reencontro. Falámos da Cândida, da Odete, nossa amiga comum desde os tempos do Instituto Industrial… Mentalmente, recordei outro colega e grande amigo, o Narciso Neves, que mais tarde casou com a Odete. Já cá não está.
Há dias em que os vivos se materializam e com eles trazem os seus fantasmas…
Há dias assim…

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

AS MULHERES SÃO DE VÉNUS

Os homens esperam, equivocadamente, que as mulheres pensem, comuniquem e reajam da maneira que os homens o fazem; as mulheres erroneamente esperam que os homens sintam, comuniquem e respondam da maneira que as mulheres o fazem. Esquecemo-nos de que homens e mulheres devem ser diferentes.
Dr. John Gray

Ontem houve jantar de raparigas. Minha mulher foi jantar fora com algumas colegas de trabalho para homenagear uma outra que se reformou recentemente. Tudo bem. Não vi no evento qualquer problema ou impedimento que me levasse a discordar da participação dela no jantar.
Vim do Gym cerca das 20:30, aqueci o meu jantarinho no micro-ondas (restos do jantar do dia anterior) e dei por mim a pensar: e se fosse eu que combinasse um jantarinho de rapazes? E não estou a pensar num daqueles jantarinhos que terminam em desbunda… Falo de um jantarinho normal, apenas jantar e conversa de rapazes.
Qual seria a reação? Quase posso adivinhar… uma semana ou mais de ressentimento e má cara ou algo ainda pior. E se há coisa que me irrita profundamente é a má cara sem qualquer argumentação…
Não há dúvida. Homens e mulheres são intrinsecamente diferentes. Lembrei-me então do livro que li quando fui operado em 2001 – Os homens são de Marte, as mulheres são de Vénus.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A CRISE A BATER À PORTA

A crise toca a todos (menos aos principais responsáveis pelo estado em que está o país) e desta vez tocou à nossa porta. Os despedimentos sucedem-se e estou em crer que vai calhar a vez ao meu genro. Com a casa para pagar e a escolinha do Miguel não será possível fazer face à despesa só com o vencimento de minha filha. Já para não falar no meu filho, arquitecto de profissão, que se encontra em Paris, desempregado e à procura de trabalho...
Perante esta situação comum a uma grande maioria dos portugueses, cada vez me revolta mais o despesismo dos políticos com as suas mordomias inconfessadas… Ninguém lhes fale (esquerda, centro e direita) em reduzir o número de deputados e os respetivos vencimentos e reformas, a frota automóvel de luxo e nem falar em reduzir o número de juntas de freguesia…
Não há problema, a classe média paga isso tudo. A crise toca a todos mas mais a uns do que a outros...
Mas não é com greves gerais e muito menos com atos criminosos como assisti durante cerca de uma hora que este país vai para a frente. Uma greve que prejudica o direito à saúde (muitos doentes ficaram por atender nos hospitais), o direito à circulação (falta de transportes) e que diminui a produtividade numa altura de crise, na minha opinião, não leva a nada. Alternativa? Manifestações (ordeiras) ao fim de semana que não prejudica ninguém nem o país. Nem vou comentar a atuação daqueles criminosos no final do dia. Não merecem que se gaste tempo a escrever sobre a seu comportamento. Quero só esclarecer a razão de os considerar criminosos. Gente (será que são?) que agride à pedrada, com garrafas de cerveja e petardos seres humanos que estão no desempenho das suas funções, não merecem outro nome.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...