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sexta-feira, 16 de julho de 2021

PARA QUE SERVE O NARIZ

 

Mais que um adorno, o nariz desempenha funções importantes para todos os humanos. Este órgão desempenha algumas funções específicas e imprescindíveis à nossa sobrevivência.

Uma dessas funções é aquecer o ar assegurando que ele chegue aos pulmões nas melhores condições de temperatura e humidade além de filtrar o ar que se respira. Quando a amplitude térmica é muito rápida, o organismo não tem tempo para se adaptar originando o desencadear de crises de alergia, asma, enfisema, renite, sinusite ou bronquite… Além de todas estas funções, é também responsável pelo olfato tão importante neste tempo de pandemia.
São de evitar tanto quanto possível estas diferenças bruscas de temperatura afim de manter afastadas muitas doenças…

FORMAÇÃO MORAL ESTÁ NA BASE

O grande número de vítimas de violência doméstica e com tendência a aumentar, pode atribuir-se ao confinamento que recomenda às pessoas ficarem em casa além de outros fatores.

A violência não escolhe extratos sociais, idade, orientação sexual, ou religião. Existem outros tipos de violência que engloba comportamentos doentios tais como o emocional ou social. Este tipo de comportamentos, podem ter variadas causas como o excesso de bebidas alcoólicas, o desemprego e as respetivas consequências, os ciúmes e sobretudo vergonha. É na família que se forma e estrutura um indivíduo. A escola apenas contribui mas já vai tarde na formação do indivíduo como pessoa.
Este não é mais um problema social ou jurídico, por isso não se resolve com a detenção do indivíduo violento mas sim com um tratamento adequado.
Muitas vezes, a violência doméstica manifesta-se quando um relacionamento acaba e não é aceite por uma das partes. Muitas vezes, a vergonha de ser “deixado” leva a hábitos de extrema violência. Quando o indivíduo possui uma forte formação moral consegue superar qualquer ato com mais ou menos dor….

quinta-feira, 15 de julho de 2021

O GRITO

Dois dias depois de 1890 o pintor Van Gogh conseguiu concretizar os seus intentos, acabar com a vida com um tiro no peito

deixando atrás de si mais de 800 obras sem contar com os desenhos.
Entre estas obras que o celebrizaram, figurava “O Grito”. Ao que sei, existem outras versões deste quadro pintado pela mão do norueguês Edward Munch… Apesar destas versões, “O Gito” de Van Gogh ficou célebre mundialmente. Embora os quadros digam muito sobre o pintor, a fama de que goza Van Gogh atribui-se ao facto deste ter cortado a orelha esquerda que o incomodava… Na minha opinião, essa orelha segredava coisas que a mente não podia suportar…
Abandonado pela família e sem amigos que outra coisa lhe podia restar…?
É de lamentar que só depois da sua morte por suicídio as sua obras tenham alcançado o sucesso que hoje conhecemos.
Não importa quem pintou o quadro original, todas as obras de Van Gogh traduzem toda a angústia que desse grito mudo….
Há gritos que ecoam cá dentro e nos incitam ao corte não uma mas ambas as orelhas para não ouvir as injustiças que estrangulam lentamente este planeta…
… e depois correr sem destino pelos Campos de Girassóis, solta-se aquele Grito surdo que chega aos ouvidos de quem o quer ouvir.

COMO CONSERTAR UM CORAÇÃO PARTIDO

Francamente, não sei. Não sei mesmo. Acho que não tem conserto.

Quem colocou esta pergunta foram diversos autores e intérpretes sendo o original dos Bee Gees que a interpretaram à sua maneira.
Ninguém ainda descobriu como “impedir a chuva de cair, o sol de brilhar, o mundo de girar e, principalmente como consertar um coração partido.”
Não é possível, acho eu, reconstruir um coração partido de um dia para o outro como que por magia. Na minha sincera opinião, há certas coisas que uma vez partidas não têm mais remédio enquanto que outras podem ser reparadas, depende do grau de destruição, mas nunca ficam iguais ao que eram.
Em jeito de aviso, deve dizer-se que todo o processo de mudança implica muito esforço e por consequência muita dor… Concertar emocionalmente o que foi partido cabe a cada um executa-lo à sua maneira. Ninguém tem o direito de delegar tamanha responsabilidade.
Mais uma vez a música ditou a presente publicação, a música que ouço ou que me acompanha onde quer que vá.
A letra desta canção, aliás como todas as canções escritas em língua estrangeira só em parte se podem traduzir mas obrigam-nos a pensar seriamente no espaço que usamos diariamente e tomamos como nosso.

RESTRIÇÕES, SUPERSTIÇÕES E TRADIÇÕES

 

Não sou muito dado a superstições, pouco a tradições e as restrições vão-se aguentado… Apesar de pensar que não tem qualquer superstição e de cumprir à risca as restrições impostas, elas já deviam fazer parte do dia a dia de toda a gente mantendo os mais velhos enclausurados em casa enquanto os mais novos convivem intimamente uns com os outros ignorando algumas das restrições ditadas pela CGS… Pensando assim ou fingindo aderir a algumas superstições e restrições que transformam a tradição familiar.

Convenhamos que tanto as restrições como algumas superstições são tão estranhas que não se compreende como é possível aderir a algumas delas… O facto é que principalmente as superstições atravessaram gerações até chegarem aos nossos dias.
Mudar de  ano respeitando a superstição de usar roupa interior de cor azul é uma superstição enraizada em muita gente que se afirma que não é supersticiosa…
Apesar desta superstição nem desta tradição da nossa família, se me perguntassem se sou supersticioso ou cumpridor de tradições, afirmaria também que não, como muita gente.
De uma forma inconscientemente ou consciente, são muitas as superstições que povoam o nosso dia a dia. No entanto, embora pareçam estranhas e se desconheça a origem, todas as superstições têm uma explicação que por vezes se confunde com tradição e que por isso já não têm explicação.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

AQUELES DIAS

Não, não é a esses dias que me refiro, desses pouco ou nada sei. Tenho por hábito falar de coisas que conheço por experiência própria ou através de uma pesquisa exaustiva desses assuntos.

Refiro-me àqueles dias em que se permite a nos próprios não fazer nada, deixar que a preguiça reine sobre todas as coisas …
Aqui que ninguém nos ouve ou antes, que ninguém nos lê, haja alguém que possa dizer que nunca teve pelo menos um dia assim?
Algumas vezes o tempo não chega para não fazer nada… Nesses dias em que se pensa que mais vale estar quieto do que fazer algo que vai de certeza ficar mal feito e as horas vão avançando lentamente sem deixar espaço necessário para fazer… nada.  Defendo esses dias em que se pensa que ao fazer nada, já se está a fazer muito. Nesses dias, a chuva pode cair lá fora criando um ambiente que convida à preguiça enquanto se recupera da energia despendida a realizar outras atividades consideradas necessárias…Fica tudo em suspenso, o único movimento percetível é o suave deslizar das nuvens num céu cinzento além daquele sorriso que aflora teimosamente aos lábios mas que ninguém vê, nada mais.
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