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sexta-feira, 15 de abril de 2022

SEXTA FEIRA SANTA

A Sexta-Feira Santa ou Vigília Pascal, é um feriado em que a igreja recria a trilogia Pascal formada pela Quinta feira, Sexta-feira e Vigília Pascal, que representa o julgamento, paixão e morte de Cristo.

Quem não católico ou pouco, (como é o meu caso), este ano teve sorte com o tempo. E esteve um dia de sol convidativo a rumar junto ao mar.

domingo, 10 de abril de 2022

DOMINGO DE RAMOS

Comemora-se este domingo a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém onde foi aclamado pelo povo intitulando-se como sendo Filho de Deus… O dia conhecido por Domingo de Ramos assinala o inicio da Semana Santa que acaba na Páscoa. A mesma multidão que O aclamou à chegada, talvez seja a mesma que mais tarde O crucificou…

A inconstância contraditória do povo da antiga Israel é um ótimo exemplo da inconstância do ser humano que num dia atapetou as ruas com pétalas de flores e ramos para receber um Jesus que chegou montado num jumentinho apesar de se intitular “rei dos judeus”…
Católicos e não católicos, por tradição, oferecem ao padrinho um ramo de flores e os afilhados recebem o “folar”… É a tradição. A época recria o percurso de Jesus desde a sua entrada triunfal até à sua crucificação. Para os católicos representa o tempo que vai deste o domingo de ramos até à Páscoa enquanto que para outros é apenas mais um feriado em que se comem amêndoas e o tradicional cordeiro assado além de bem outras iguarias....

sexta-feira, 8 de abril de 2022

DEITAR CEDO...

Dizem os antigos que “deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer”. Como já cresci o suficiente, fico-me com a saúde. Não me deitei cedo mas acordei como é costume às sete da manhã. Uma observação mais atenta ao mostrador digital do relógio, vi que já marcava as oito horas. Então pensei com os meus botões, afinal em que ficámos? São sete ou oito horas?

Como adiantei o relógio uma hora, à uma da manhã passaram a ser duas, então às sete pela hora velha já eram oito pela hora nova…
Esta confusão era evitável se em vez de gerir o tempo de acordo com o calendário gregoriano, regulassem os relógios em consonância com os solstícios, os ponteiros marcavam sempre a mesma hora. Aliás não me consta que o Homem primitivo nem a própria Natureza usassem relógio, apesar do Homem primitivo já se preocupasse com o tempo. Nessa altura observavam o movimento do sol que pensavam deslocar-se livremente pelo firmamento e tomava como referência os solstícios que, ao menos, eram só dois (junho e dezembro). Claro que esta data varia um pouco de ano para ano mas assinala sempre a entrada do verão e do inverno. Pessoalmente, confesso que prefiro o horário de verão, detesto que ao fim de um dia de trabalho, o trabalhador seja obrigado a mergulhar em plena noite… considerando que este se encontra no hemisfério norte.

domingo, 3 de abril de 2022

O HOMEM E O BURRO

Já que estava numa de fábulas, lembrei-me desta que me pareceu, além de divertida, adequada ao momento que se vive atualmente  e a certos personagens… A fábula demonstra que não se deve seguir todas as sugestões, ainda que pareçam bem intencionadas, nem tentar perseguir objetivos de grandeza. É impossível honestamente, agradar a toda a gente.

Nesta fábula, um velho que só queria vender o burro na feira, seguia a pé e o neto montado no burro. A caminho, ouviram comentar, “Parece impossível, a criança vai toda refastelada montada no burro e o velho a pé.” Ao ouvir esta crítica, trocaram de posição, o velho montou no burro e a criança foi a pé.

Prosseguiram assim a caminho da feira até que ouviram alguns velhos criticar; “Parece impossível! A pobre criança vai a pé e o velho todo refastelado montado no burro.” Ao ouvir isto, resolveram montar os dois o burro mas nem assim deixaram de ouvir criticar; “Parece impossível, duas pessoas montadas no pobre animal!”. Depois disto, desceram do burro e resolveram seguir o caminho a puxar o burro.

Quando pensavam ter encontrado a solução mais correta, ouviram as gargalhadas dos que o viam passar; ”São mesmo burros! Vão a pé a puxar outro burro!”. Posto isto, puseram o burro às costas…!

Geralmente as fábulas são escritas para ensinar qualquer coisa…

O que quer que se faça, vai haver sempre alguém que faria muito melhor. Por isso, o que quer que faças, não sigas incondicionalmente todos os conselhos e críticas destrutivas, mesmo essas, acabam por ensinar qualquer coisa. Segue o teu caminho, não sigas às cegas o que pensas, nem o que os outros dizem… Não sejas burro.

sábado, 2 de abril de 2022

MENINO JESUS DA CARTOLINHA

O Menino Jesus da Cartolinha encontra-se atualmente na Sé de Miranda do Douro mas pensa-se que a sua origem data do início do século XVIII ou talvez seja anterior… estudiosos  apontam como origem a Guerra da Restauração ou Guerra da Sucessão.

Apesar de se desconhecer a data exata, os estudiosos inclinam-se mais para a segunda hipótese. Seja qual for a hipótese, segundo a lenda foi duranta o cerco feito a Miranda pelo exército castelhano que ele apareceu vindo não se sabe de onde, um rapazinho vestido como um cavaleiro a encorajar a população a lutar contra o invasor acabando por ganhar a guerra. Conta a lenda que durante o combate o menino ora aparecia, ora desaparecia até que por fim, quando a batalha estava já ganha, desapareceu completamente. Como agradecimento o povo ofereceu-lhe uma fatiota de cor branca, roxa, verde, vermelha ou rosa de acordo com a liturgia da época. Nos meses mais frios, durante a procissão, é frequente oferecer-lhe uma capa mirandesa para o proteger do frio… Nasceu assim o culto ao Menino Jesus da Cartolinha.
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