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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

O POVO PORTUGUÊS

Anda por aí sozinha, destinada a morrer solteira por mais que se enfeite e alardeie as suas qualidades. Recusar a culpa de qualquer coisa não é uma caraterística exclusiva do povo português, se bem que lhe atribuam essa fama. É evidente que se trata de uma das caraterísticas do povo português que já se habituou a reclamar por tudo e por nada sem contribuir para alterar a situação. Apesar desta caraterística, tem que se admitir que se trata de um povo especial. É um povo melancólico, tolerante que se distingue de outros povos apesar do sangue latino que lhe corre nas veias.

A tolerância que lhe valeu a fama de povo de brandos costumes, define magistralmente este povo. Mas, quanto à culpa, a coisa é diferente, este povo nunca assume a parte que lhe pertence. As coisas acontecem porque têm que acontecer e maior que seja a indignação do momento é encarado como um destino fatídico contra o qual nada há a fazer.

A culpa é sempre de alguém mas nunca deste povo que cedo se esquece. No desporto, quando alguém ganha, o orgulho é tanto que não se cabe em si. Quando se perde, resta-lhe a consolação de uma vitória moral… Se os alunos não transitam de ano a culpa é da da(o) professor(a) que é incompetente, se o médico não acerta no diagnóstico, a culpa é da escola que não forma bons médicos ou então da clinica que não dispunha dos aparelhos necessários, e por aí adiante… Não faltam exemplos.

Uma coisa é certa, somos bons a atribuir a culpa a alguém mas nunca ao povo de brando costumes.

PENSAMENTOS, ADIVINHAS E....

 

domingo, 10 de janeiro de 2021

AS PAUSAS DA VIDA

De vez em quando, a vida obriga a alguns momentos de pausa. Umas vezes para recuperar folego e continuar outras, além do descanso tantas vezes desejado, para escolher o caminho a seguir.  Todas as pausas permitem uma análise profunda sobre o percurso percorrido de forma a decidir continuar ou então mudar radicalmente de rumo.

Seja qual for motivo, de vez em quando as pausas são necessárias tendo em vista a diminuição do número de óbitos causados pela inconsciência de algum povo que ajudou a disseminar o contágio desta pandemia e que deviam ser aproveitadas para alcançar o necessário equilíbrio interior.

Na correria atual nem sempre há oportunidade para se deter a pensar nas melhores decisões. Por esse motivo, cometem-se tantos erros nas escolhas que se fazem e cuja consequência é a desarmonia física e mental do indivíduo…

Sempre que a vida exigir que se faça uma pausa não reclame, aproveite, se necessário, para mudar de caminho.

sábado, 9 de janeiro de 2021

RECORDAÇÕES QUE NÃO SE APAGAM

As recordações não andam de braço dado com o tempo. O tempo vai passando mas as recordações ficam. Há lembranças que, a cada curva da estrada, assaltam-nos como meros viajantes enquanto outras acompanham-nos durante a vida… Cada uma delas, parecendo adormecidas despertam emoções incontidas.

Efetivamente, existem recordações de todos os tipos, podem provocar dor, alegria, tristeza, cólera, medo,… mas todas dependem das vivências que se traz de trás que as justificam mas não as explicam. Toda a recordação, por muito pessoal que seja, acaba por ser por isso é possível afirmar que cada recordação desperta uma emoção que condiciona todos os nossos atos mesmo aquelas que pensávamos adormecidas contudo, basta uma música, um cheiro, um som, e lá vamos nós transportados a outros tempos, outros lugares.

Qualquer recordação, mesmo as mais agradáveis, despertam emoções boas ou más, tudo depende da forma como se encaram.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

OS FILHOS, OS AVÓS E OS NETOS

A diferença está num simples acento que parece não ter grande importância mas faz toda a diferença. Com efeito, um único acento pode mudar completamente o sentido de um texto o que evita muitas confusões. A língua portuguesa é muito rica em exemplos de palavras homófonas mas, como professor de Matemática, embora reformado, é normal que privilegie o exemplo dos termos avos e avós. A palavra “avos” tem um significado muito diferente do significado da palavra “avós” apesar da escrita diferir apenas num acento… Matematicamente, o termo “avos” indica que o denominador de uma fração é superior a dez. Já quando nos referimos aos progenitores de qualquer pessoa, usa-se o termo “avós”. Este exemplo evidencia a importância que tem um sinal  gráfico. Aos avós, reservam-se aquelas tarefas tais como, ir recolher ou entregar as crianças na escola, cuidá-las enquanto os pais estão a trabalhar ou ausentes por qualquer motivo, orientar os trabalhos de casa, alimentá-los e entretê-los nos tempos disponíveis. No tempo de férias, acresce a todas as tarefas anteriores, fazer-se acompanhar do(s) neto(s), dando alguma folga ou aos pais. No entanto, o estatuto de avó ou de avô, tem outras compensações que só os avós podem entender.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

A ESTÓRIA DO MACACO

 

Conta a estória que um macaco, ao ver debaixo de água um peixe a nadar, pensou que ele se estava a afogar e retirou-o da água. É claro, cá fora o peixe morreu. Moral da estória, É preciso entender o mundo do outro. Qualquer opção que se tome numa dada situação acaba por ser muito subjetiva. Todas as decisões que se possam tomar padecem da influencia de vários fatores nomeadamente o sexo, a idade, a cor da pele,... ou seja, o que parece ser a melhor opção naquela situação, nem sempre é uma efetiva ajuda!

Todos os factos devem ser observados de diferentes ângulos admitindo sempre que, de qualquer ângulo, obtém-se uma imagem diferente. O modo de ver todas as coisas varia conforme as vivências que as suportam. Se já é difícil falar concretamente do ser humano, ainda é mais difícil falar de “coisas” abstratas apesar das boas intenções... Falando de coisas mais concretas, vem a propósito a estória do macaco.

Resumindo, cada realidade apresenta diferentes aspetos que convém analisar friamente apesar das boas intensões.

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