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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

ENQUANTO HOUVER POETAS


De uma maneira geral, os poetas não morrem. Faz-se silêncio apesar do ruído normal que advém da vida que não se compadece com a morte mas eles perduram. Sempre que desaparece um poeta ninguém chora, não há lágrimas, talvez ninguém o vai a acompanhar… porque os poetas são assim, não morrem ou seja, morrem tantas vezes durante a vida que ficam imortais.
Como toda a gente, os poetas choram de tristeza, riem de alegria, sofrem em silêncio… sem ninguém se aperceber. Mas, porque os poetas não morrem, deixam sempre atrás de si uma mensagem que se esconde em cada verso.
Os poetas não morrem, transformam-se numa estrela que fica a brilhar no firmamento… da poesia. Enquanto houver poetas também a poesia não morre, cruza o tempo, foge da mente do seu criador e inexplicavelmente cai-nos no regaço à espera de ser lida.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

CONHECER OS OUTROS... COMO A SI PRÓPRIO


Embora muita gente pense conhecer bem uma pessoa, a verdade é que um belo dia, ela nos surpreende positiva ou negativamente. A surpresa é tanto maior quanto melhor se pensava conhecer essa pessoa.
Mesmo partilhando a mesma casa, a mesma mesa e dormindo na mesma cama não se pode dizer que se conhece bem uma pessoa… A esse respeito, recordo uma célebre frase do livro O Diário de Anne Frank: “Só se conhece realmente uma pessoa depois de uma discussão. Só nessa altura se pode avaliar o seu verdadeiro carácter.” Sem comentários.
Com o passar dos anos há muita coisa que se aprende e é pena que nada sirva às gerações vindouras. Com o tempo aprendi que ele cura todas as feridas mesmo as mais profundas mas, a cicatriz que fica sempre, não permite que se esqueça o que a causou. Entre outras coisas, o tempo ensinou-me também que o "nunca mais" nunca se cumpre e que o "para sempre" também se acaba; que vou ser sempre surpreendido, senão pelos outros, comigo mesmo; que vou cair e levantar-me milhões de vezes, e mesmo assim, não vou ter tempo de aprender tudo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

QUANTO MAIS PRESSA MAIS DEVAGAR


Num mundo onde tudo se encontra à distância de um clique, andar devagar constitui um defeito e a pressa passou a ser considerada normal e até justificável. Hoje, em todos os aspectos impera a pressa, isto é, tudo se processa rápido demais. Todos têm pressa, tudo é para ontem, todos caminham depressa para o fim… da jornada.
Durante o dia repito para mim mesmo vezes sem conta a célebre frase quanto mais pressa mais devagar. É verdade que com demasiada frequência recorro aos ditados populares mas este cada vez ganha mais sentido. Efetivamente, se executar as tarefas de que estou incumbido num ritmo lento, obtenho mais resultados positivos o que não acontece quando realizadas rapidamente.
À medida que se vai tomando consciência da impossibilidade de ser tão rápido como dantes, as tarefas passam a executar-se num ritmo mais lento. A correria louca do dia a dia só conduz mais depressa para o final que se pretende evitar…

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

UMA PORTA ABERTA


Uma televisão permanentemente ligada é uma porta aberta por onde entram imensos comerciais que exploram a quadra natalícia que ainda agora começou. De entre os comerciais que nos invadem há poucos que se destacam pela sua qualidade, é o caso de uma conceituada operadora de telemóveis que une no vídeo dois irmãos desavindos… mãe é mãe.
A par da imensa publicidade às diferentes marcas de perfume que não abona nada a favor da criatividade de quem os oferece, salvo se o cheiro que alguém exala é tão desagradável que o justifique, entra-nos em casa moderadamente o vídeo da conhecida operadora.
É raro (raríssimo mesmo) que qualquer meio publicitário consiga passar qualquer mensagem pequena que seja. Aliás, a publicidade foi criada com o objectivo de divulgar um produto ou serviço e se possível, incentivar a sua compra. É esse o objectivo de qualquer campanha publicitária, estabelecer a diferença apresentando ou divulgando novos produtos ou serviços.
Parabéns a quem concebeu o argumento para esse vídeo.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O QUE HÁ DE MAIS CERTO


Nunca se falou tanto em envelhecimento e isso justifica-se num país onde o fenómeno é uma realidade actual. No entanto, além da morte, o que temos de mais certo é envelhecer a cada dia que passa. É uma características de quem não morre cedo.
Encarado como um processo natural resultante do desgaste dos diversos órgãos do corpo humano, outras teorias defendem que o envelhecimento já se encontra programado a nível genético.
Seja como for, todos caminhamos para lá e com o passar dos anos surgem inevitavelmente as chamadas rugas de expressão… Trata-se de um processo lento que acontece normalmente de forma gradual de tal modo que nem sempre o ser humano se apercebe que envelheceu. Com o passar dos anos a gente habitua-se a contornar dificuldades e a conviver com as limitações que vão surgindo.
Esta conivência entre o tempo e o natural envelhecimento do corpo é saudável e até necessária para que o processo se desenrole normalmente. O pior é quando a gente acorda muito além da idade cronológica. Aí o tempo deixou de colaborar, não houve o tal período de adaptação entre um estado e outro. O fenómeno exige mais tempo para se adaptar embora nem sempre a paciência esteja presente.

domingo, 1 de dezembro de 2019

SEGUNDO A TRADIÇÃO


De acordo com a tradição, nomeadamente a tradição cristã, a Árvore de Natal devia começar a montar-se no início do advento (30 de Novembro) e desmontar-se, no máximo, a 12 de Janeiro (este ano) visto que não há a certeza da data exacta do nascimento de Jesus …
Como já vem sendo hábito a árvore, artificial como convém, repousa ainda na caixa de cartão o seu longo sono anual. Na verdade, até se ponderou a hipótese de não a retirar da caixa onde repousa…
Por todos estes motivos, não se pode responsabilizar pelo referido atraso a árdua tarefa que constituiu a sua montagem e respectiva decoração. O facto teve mais a ver com a realidade de as crianças já terem crescido e possuírem a sua própria árvore de natal.
De facto, a árvore de natal faz-se presente em muitos centros comerciais, ruas e mesmo em casas particulares.
Só me resta ansiar que o espírito de natal se reflicta em cada bola que nela penduramos até que chegue a tão temida tarefa de guardar tudo até ao próximo Natal… segundo a tradição!
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