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sexta-feira, 29 de março de 2019

UMA MAÇÃ POR DIA


Há dias cuja incursão na cozinha tem como resultado encontrar apenas maçãs. Nada contra as maçãs embora não seja o meu fruto preferido. Observar a terrina cheia desse fruto, faz-me recordar velhos provérbios bastante conhecidos. Todos ouviram já dizer que “uma maçã por dia nem sabe o bem que lhe fazia”… E, ainda mais pertinente, todos conhecem o provérbio inglês ”one apple a day, keeps the doctor away”? Efectivamente, há estudos que o comprovam, a maçã ajuda a eliminar senão evitar doenças do coração e sobretudo, o que me agrada bastante, aumenta a esperança de vida.
Sendo uma das frutas mais abundantes em certas épocas do ano, as maçãs podem encontrar-se nos escaparates das mais humildes frutarias até aos mais glamorosos supermercados.
Apesar do respeito que me merece a sabedoria popular, nem todas as maçãs produzem o mesmo efeito… Por ser uma fruta muito rica em fibras e açúcares, precisa da cooperação das bactérias que vivem no intestino o que não impede que grande parte passe por digerir ao intestino grosso e se produzam gases que provocam aquele inchaço bem nosso conhecido bem como a chamada flatulência… Para evitar estes problemas, a maçã deve consumir-se inteira e de preferência fora das refeições principais.
Resumindo, não há dúvida de que a maçã é a responsável por imensos benefícios para a saúde, preciso é saber quando deve ser consumida. Além destes problemas, e pela mesma razão, há outras frutas que produzem o mesmo efeito no organismo…

quinta-feira, 28 de março de 2019

LER OU ESCREVER ?


Recentemente descobri que a leitura é incompatível com a escrita. Ao contrário de ficar feliz com a descoberta, fiquei ainda mais triste. Uma coisa sobrepõem-se à outra não deixando espaço para coisa nenhuma.
Escrever exige muito tempo disponível entre a escrita, a reflexão e revisão do que se escreveu. Em suma, é impossível fazer bem as duas coisas. É verdade  que não se pode escrever sobre qualquer assunto sem primeiro ler alguma coisa sobre o assunto mas é um género de leitura diferente de ler um livro.
Ultimamente tenho dedicado grande parte do tempo criativo à escrita de pequenos textos que mais tarde publico em detrimento da leitura que tanto prazer acarreta… a leitura permite transporta-me a outras paragens, vestir a pele de outros personagens e dar um outro colorido que não se encontra num mundo pintado de cinzento… Dizem, em jeito de consolo, que os escritores são os que mais leem… Concordo, mas não me consola. Na verdade tenho saudades das minhas leituras.
Não me considero um grande (nem pequeno) escritor mas, como disse, dispenso à escrita o pouco tempo livre que me resta e os livros vão ficando pacientemente em repouso sobre a mesa de cabeceira reclamando ser folheados. A actividade da leitura vai sendo adiada evitando assim que um determinado personagem se cole de tal maneira que exija algum tempo para que se dê o fenómeno inverso.
Optar por uma das actividades em vez de outra? Mas qual? E porque não manter as duas? Isso era o ideal mas como tal é impossível, há que optar.
Deixar de ler? Nem pensar. Abandonar a leitura nem que seja por uns dias é algo inconcebível…
Assumindo que as duas actividades são incompatíveis, como as entendo, o melhor é intervalar uma coisa com a outra.
Por falar nisso, hoje não escrevo mais.

quarta-feira, 27 de março de 2019

ERRAR É HUMANO


Um engano pode acontecer a qualquer um, dizem e nisto estou de acordo. O azar não acontece só aos outros, um dia toca à nossa porta. Há uma série de coisas que não controlámos e que podem acontecer quando menos se espera.
E quem é que se pode gabar de nunca ter cometido um erro por engano?
Há enganos que ficam para a história. Recorde-se o que aconteceu na atribuição dos Oscares, anunciado como melhor filme ”La La Land” afinal não foi o vencedor nesta categoria. Este facto só veio confirmar que um engano pode acontecer a qualquer um e em qualquer lugar.
Há enganos muito “convenientes” e outros deliciosos mas nada parecido com este…. Imagine-se a comprar um bilhete aéreo com destino a Dusseldorf e o avião aterrar em Edimburgo. O burburinho que se gerou quando os passageiros souberam que estavam em Edimburgo em vez de Dusseldorf compreende-se…!
Segundo a operadora que fretou o avião, foi fornecida aos pilotos e controladores aéreos documentação errada, por engano…!
Errar é humano mas, este engano só foi descoberto quando os passageiros descobriram que estavam em Edimburgo e não em Dusseldorf como pretendiam.
Mais uma vez os envolvidos descartam a culpa uns para cima dos outros. Errado é persistir no erro, não o assumir e não tentar mudar.

terça-feira, 26 de março de 2019

PEDAÇOS DE VIDA


Fotografias são momentos. Retratam apenas um instante, um estado de espírito momentâneo, nada mais. Recordam momentos felizes e outros menos felizes mas, porque retratam apenas um instante, também a mentira se pode esconder atrás do sorriso que se perpetua ao longo do tempo!
A fotografia tem esse poder, eternizar momentos que às vezes nem mesmo o próprio se recorda que aconteceram. Não passam de pequenos instantes roubados à eternidade.
Geralmente é através de um sorriso, com vontade ou sem vontade, que se conquista a eternidade aprisionando apenas um momento.
E o sorriso ali fica a recordar aquele lugar e aquele instante verdadeiro ou não.

segunda-feira, 25 de março de 2019

É TUDO UMA CHATICE


Cada um chateia-se como pode, isto é, cada um tem o chato que merece. Os chatos, literalmente, estão por todo o lado. Encontram-se nos cafés, cinemas, desportos, transportes públicos ou privados e, porque não, na própria casa… Há chatos de todas as espécies e para todos os gostos que se escondem nos mais diversos campos como a saúde, a educação, o futebol (que o diga Rui Pinto), no tempo de espera e que se dedica aos noticiários da TV, nas infraestruturas que são da inteira responsabilidade do Governo mas que assumimos como nossas enfim, tudo é uma chatice.
Quantas vezes já surgiram momentos tão aborrecidos mas, tão aborrecidos que dá vontade de fugir? O problema é saber para onde…
Mas, de chatice em chatice, a vida vai correndo como um rio, talvez não a vida que se pretendia mas a vida possível, que nos é permitido viver.
Cabe a cada um a capacidade de transformar essa chatice em algo agradável o que exige muita criatividade para o conseguir e tornar viável a tremenda tarefa que é viver. Muitas pessoas permanecem de braços cruzados perante esta realidade. Diante dela, há que dar a volta a tanta chatice, transforma-la em tarefas que se executam com muita ou, pelo menos, com alguma alegria e sobretudo… viver.

sexta-feira, 22 de março de 2019

CAÇADOR DE BORBOLETAS


Quantas vezes se perde um tempo precioso em busca daquela metade que achamos que nos completaria como quem tenta em vão caçar borboletas no imenso prado que é a vida…!
Busca essa que nunca se concretiza pela simples razão de que ninguém é o complemento de ninguém… afinal já somos completos sem saber, desde o dia em que nascemos.
As pessoas não se precisam, completam-se… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objectivos comuns, alegrias e sobretudo vida.
É pena que só depois de muitos anos se compreenda se compreenda que para ser feliz basta apenas não precisar de ninguém e seguir em frente…!
Por muito que se procure encontra-se sempre, não quem se procurava mas quem quer permanecer no mesmo percurso de vida. Nada disto importa. O importante é aprender a gostar da imagem reflectida no espelho.
O segredo? Se é que existe algum segredo, é não correr atrás das borboletas mas sim cuidar do jardim para que elas venham até nos.
(Reflexão sobre um texto de Mário Quintana)
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