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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CUIDADO COM O SÍTIO ONDE PÕE A MÃO

Todas as sociedades, desde os tempos mais remotos até aos nossos dias, têm sido caracterizadas pela hipocrisia. Todas primam por uma hipocrisia disfarçada de valores morais e regras de conduta que são incutidas desde os primeiros anos de vida. A partir daí, os nossos sentimentos e comportamentos passam a ser formatados de acordo com os valores morais inerentes à sociedade em que vivemos.
Contudo, as regras de conduta e os valores morais são influenciados por diversos fatores externos tais como o ambiente familiar, a escola, a religião, o trabalho e até pela política. Um bom exemplo disso mesmo é a Portaria n.º 69 035 (o número é sugestivo) de 1953, que estabelece diferentes sansões conforme aquilo onde se põe a mão… O comportamento menos penalizante ainda era a mão na mão (2$50) mas nem pensar em por a mão naquilo (15$00) …! No entanto, todos esses comportamentos eram tão ou mais presentes do que o são na actualidade. Mas nunca em público…
As sociedades evoluem, mas certas mentalidades têm alguma dificuldade em acompanhar essa mudança.
Os costumes são a hipocrisia de uma nação (Honoré Balzak)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

ANO MAU - ANO BOM

Considerar/Classificar de ano Bom ou Mau depende muito da concretização dos objectivos de vida de cada um.
O aumento dos impostos, rendas, portagens, tabaco e o despedimento generalizado originou um clima de contestação social nunca visto em terras lusitanas...
Para mim 2016 foi um ano péssimo. Dizer que foi mau seria demasiado “meigo”, já que passei meio ano entre hospital e casa (apenas Novembro e Dezembro). Não admira, já que se trata de um ano bissexto – dirão alguns... Muitos são os que acreditam que o ano bissexto traz azar o que nem sempre corresponde à verdade. Para quem não sabe o ano é bissexto quando o número de dias é divisível por 366.
Por conseguinte, 2016 foi ano bissexto. E daí? Dirão alguns. Podia ser um ano qualquer e tudo correria do mesmo modo. O mal, a ser que exista, não está no ano mas em cada um de nós.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O TIQUE-TAQUE ENERVANTE

Por definição, andarilho é uma estrutura metálica assente em quatro pernas. Sobre ele, uma pessoa com dificuldades de locomoção apoia-se e desloca-se com estabilidade.
É neste e com este aparelho que “ando” e me desloco ao longo de toda a casa. Nele vou até ao WC e vice-versa, vou à cozinha... e me estatelo. Enfim, muito útil para quem tem dificuldades de locomoção.
Aconselho, agora sinto-me com autoridade para aconselhar, se tiverem oportunidade é melhor que optem por um andarilho com rodas em detrimento de um apenas com “pés”. Evita-se assim o ruidoso “tique-taque” do pousar dos pés, além de uma maior facilidade de deslocação do utente...

domingo, 1 de janeiro de 2017

PARA SER FELIZ É PRECISO SER-SE PARVO


Às vezes, faço-me de parvo, coisa que decididamente não sou. Finjo que não entendo, que não se passa nada, que está tudo bem…
Não se tome por hipocrisia esta atitude. O pior que se lhe pode chamar é cobardia. Quem, pelo menos uma vez na vida, não se fingiu de parvo por conveniência, comodismo ou com o intuito de preservar uma dada situação?
Convenhamos que às vezes dá jeito fingir-se de parvo. Como diria Miguel Esteves Cardoso, “Para se ser feliz é preciso ser-se um bocado parvo.”
Conclusão, parece que a felicidade depende em parte da capacidade de se fingir de parvo.
Contudo, esta competência se usada com frequência, acarreta alguns perigos. Acaba por convencer os outros de que se é mesmo parvo, mas o maior perigo, é convencer-se a si próprio de que o é.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

HÁ COISAS QUE NEM VALE A PENA RECORDAR

Há cerca de um mês (mais coisa, menos coisa) que não vinha aqui. Mas isso agora, não interessa nada (onde é que já ouvi isto...). Estou em casa, a casa é que não está comigo. Não me reconhece, não me diz muito... Aliás não foi assim que a sonhei mas na altura sonhei tudo bem diferente... Mas isso agora não interessa nada.
Pois bem, cá estou. Mais para provar que o pensamento continua a “jorrar” tal como outrora (infelizmente) mas para provar que estou aqui, vivo da costa e a pensar...
Podia falar da CGD (para ficar por cá) ou do que penso sobre a morte do Comandante – Fidel de Castro mas vou resistir a essa tentação. Cada um tire daí as suas justas conclusões. Eu cá fico com as minhas. E ninguém tente fazer-me mudar de opinião e creio estar certo... Esperemos para ver ou para não ver... Há coisas que não convém ver.

Há dias assim…

domingo, 31 de julho de 2016

O BILHETE DE IDA E VOLTA

Quando aqui cheguei
trazia o bilhete de ida.

Toda a gente traz
quando entra nesta vida.
(por isso não me zanguei)

Dirigi-me ao guiché
aí eu perguntei:
Só queria saber
a data da partida.


É que ainda não sei…
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