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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

HÁ COISAS QUE NEM VALE A PENA RECORDAR

Há cerca de um mês (mais coisa, menos coisa) que não vinha aqui. Mas isso agora, não interessa nada (onde é que já ouvi isto...). Estou em casa, a casa é que não está comigo. Não me reconhece, não me diz muito... Aliás não foi assim que a sonhei mas na altura sonhei tudo bem diferente... Mas isso agora não interessa nada.
Pois bem, cá estou. Mais para provar que o pensamento continua a “jorrar” tal como outrora (infelizmente) mas para provar que estou aqui, vivo da costa e a pensar...
Podia falar da CGD (para ficar por cá) ou do que penso sobre a morte do Comandante – Fidel de Castro mas vou resistir a essa tentação. Cada um tire daí as suas justas conclusões. Eu cá fico com as minhas. E ninguém tente fazer-me mudar de opinião e creio estar certo... Esperemos para ver ou para não ver... Há coisas que não convém ver.

Há dias assim…

domingo, 31 de julho de 2016

O BILHETE DE IDA E VOLTA

Quando aqui cheguei
trazia o bilhete de ida.

Toda a gente traz
quando entra nesta vida.
(por isso não me zanguei)

Dirigi-me ao guiché
aí eu perguntei:
Só queria saber
a data da partida.


É que ainda não sei…

quinta-feira, 28 de julho de 2016

AS COISAS ACONTECEM

As coisas, boas ou más, acontecem por alguma razão, dizem… às vezes, ao longo da vida as coisas vão-se sucedendo, não todas de uma vez, mas umas atrás das outras sendo que cada uma é sempre pior do que a anterior. E é geralmente assim que as coisas acontecem…
Há dias em que só acontecem coisas boas, noutros só coisas más e noutros ainda, aquelas coisas assim assim.
As coisas acontecem por qualquer razão que nem sequer vislumbramos:
Talvez por que ultrapassámos o prazo de validade;
Talvez por que a estrutura que habitámos não aguente mais;
Talvez por que a nossa missão tenha terminado;
Talvez por todas ou apenas por uma dessas razões
Ou talvez por razão nenhuma… só porque a vida gosta de pregar partidas…
Há dias em que a vida gosta de jogar xadrez e nós somos os peões!?
Há dias assim

segunda-feira, 25 de julho de 2016

ONDE MORAM OS FANTASMAS?

Virginia Woolf 
Virginia Woolf, no início da sua carreira de escritora começou por escrever pequenos textos jornalísticos vindo a tornar-se uma das mais proeminentes escritoras do modernismo. Numa das suas múltiplas palestras, Virgínia contou que quando escrevia um texto, a sombra de um anjo soprava-lhe ao ouvido os padrões que ela deveria seguir para que os seus textos tivessem sucesso.  De tal modo a atormentou que preferiu matá-lo, e só assim conseguiu ser mais autentica na sua escrita.
Evidentemente, Virgínia Woolf não matou ninguém nem nunca existiu o tal anjo. Usou apenas essa figura de retórica numa alusão aos seus próprios fantasmas.
É na infância e por vezes mais tarde, durante a adolescência que travámos conhecimento com alguns dos nossos fantasmas. Os anos passam, a vida dá voltas e chegamos a pensar que eles nunca existiram, por isso mesmo é que são fantasmas… Mas alguns ficaram lá se bem que não saiba concretamente onde fica esse “lá”. Um dia, sem que nada o faça prever, eles acordam e surgem do nada assim como se nunca tivessem deixado de existir.
Todos temos os nossos fantasmas. Há quem lhe chame “medos”. Não me venham com essa treta de que há quem não tenha medo de nada, que precisamos matar os nossos fantasmas.
Na verdade, todos temos os nossos fantasmas vindos de algum tempo remoto da nossa juventude. Coisas do passado que nos assaltam a memória e que ficaram por resolver ou foram mal resolvidas. Não é verdade que os fantasmas surjam do nada, simplesmente estavam adormecidos. Há uns mais dorminhocos do que outros mas todos teimam em acordar, mais tarde ou mais cedo.
Apesar de todas as “receitas” e tratados filosóficos, nunca conseguiremos ver-nos livres deles.

domingo, 24 de julho de 2016

SEMPRE ACTUAL

É recorrente dizer-se que o povo tem memória curta, por isso nunca é demais relembrar que já em Agosto de 1983, o Governo do Bloco Central PS-PSD, foi forçado a assinar um memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional com a consequente subida dos impostos, desvalorização da moeda, congelamento do crédito e salários, o aumento do desemprego…. Convém não esquecer que nessa altura, o primeiro-ministro era Mário Soares.
A crise que travessamos actualmente é em tudo idêntica à de 1983, contudo pasme-se com a consonância das declarações de Mário Soares com o tempo que agora vivemos! Quer se goste ou não de Mário Soares, uma qualidade tem que se lhe reconhecer: ele mantém-se sempre actual na sua linha de pensamento… Senão vejamos:
A propósito das medidas de austeridade, Mário Soares declarava ao DN, a 27 de Maio de 1984: Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto.
A 1 de Junho dizia à RTP Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos…!
Acerca do desemprego, declarava: “isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego. O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidado. JN, 28 de Abril de 1984
Como solução para a crise, a 6 de Dezembro, declarava na 1.ª página do JN: Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos.
Sobre as greves, fazia esta curiosa afirmação: A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar RTP, 1 de Junho de1984
Depois de recordar estas declarações, digam lá se o homem não merece ser homenageado?!

sábado, 23 de julho de 2016

PORQUE HOJE É SÁBADO

Há coisas que por mais que sejam ditas ninguém as vai entender. E não é por falta de palavras para as definir ou de capacidade para as exprimir. Simplesmente porque cada um sente de maneira diferente, isto é, à sua maneira. Por isso se diz, há coisas que não se explicam, sentem-se. Mas às vezes há a tentação de explicar como e em que medida se sente.
Já alguma vez tentou explicar a alguém um sentimento, um gesto, um sorriso?
Certamente, se já o fez, sentiu a frustração, a desilusão, o desespero de não conseguir traduzir por palavras (ou por gestos) toda a intensidade do sentimento. É que os sentimentos não são mensuráveis como qualquer outra grandeza. Por essa razão, nunca ninguém saberá a verdadeira dimensão dos seus sentimentos, quer se trate de amor, amizade, raiva ou seja que outro sentimento possa ser.
Os sentimentos são assim. Surgem de forma imprevista numa escala de diferente intensidade de acordo com o tipo de sentimento e da pessoa visada.
Há coisas que acontecem porque têm de acontecer. Não se explicam nem se medem.
Porque hoje é sábado, amanhã, inevitavelmente, será domingo… E alguém consegue mudar esta realidade?
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