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terça-feira, 21 de junho de 2016

PALÁCIO DO BOLHÃO

Do Terminal de Cruzeiros de Leixões, rumámos ao Palácio do Bolhão. Este edifício mandado construir em 1844 pelo comerciante António de Sousa, Conde do Bolhão, situa-se em plena Baixa do Porto. Esteve ao abandono por mais de duas décadas passando, entretanto por muitas e variadas histórias. Tendo sido recuperado há pouco tempo fazia parte da lista dos edifícios aderentes a esta edição do Open House. Alberga actualmente a companhia de teatro ACE Escola de Artes.
A visita a este palácio situado mesmo ao lado do célebre mercado, esvaziado do seu recheio original, justifica-se mesmo assim pela beleza dos seus tetos, estuques e pelas madeiras e soalhos.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

VISITA AO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LEIXÕES

O Open House é um evento internacional que foi criado em 1992 em Londres ao qual acabaram por aderir mais de 30 cidades em todo o mundo. O Porto foi a segunda cidade portuguesa, depois de Lisboa, a aderir ao evento.
Este fim de semana, dias 18 e 19 de Junho, realizou-se a segunda edição do Open House havendo 51 propostas distribuídas pelas cidades do Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos.
Visitar o Terminal dos Cruzeiros de Leixões era um dos meus desejos secretos e nada me poderia ter agradado mais do que saber que fazia parte das 51 propostas desta segunda edição do Porto Open House.
O projecto do Terminal de Cruzeiros, da autoria do arquitecto Luís Pedro Silva, foi distinguido com o prémio internacional de arquitectura e design da AZAwards entre as 826 candidaturas de mais de 50 países. Esta distinção veio aguçar ainda mais a minha curiosidade e vontade de visitar o edifício. Finalmente o meu “sonho” concretizou-se.
O meu bem-haja aos nossos amigos pelo desafio e pela companhia antes, durante e depois da visita, não esquecendo o magnífico jantar que nos ofereceram.

sábado, 18 de junho de 2016

QUEM ME DIZ ONDE É A ESTRADA?

Onde me leva esta estrada… ainda não sei. Ainda que não me leve a parte nenhuma é por ela que seguirei… É essa apenas a minha certeza.
Há estradas assim em que, pela beleza da paisagem ou pelo agreste do envolvente, a gente sente … sente que é por aí que tem de seguir. Mesmo que não nos leva a nada.
É como que um “destino” traçado por qualquer força superior ou, mais modernamente, como se um GPS que naquela voz um tanto irritante nos diz: siga em frete até à próxima rotunda… Continuámos seguindo em frente na ansiedade de alcançar a bendita da próxima rotunda que nunca chega ou, se chega, a mesma voz continua dizendo: siga em frente… até à próxima rotunda…
E lá vamos seguindo em frente, incapazes de alterar o rumo por alguém traçado como o destino fatalista de um fado, como algo incontrolável.
Tudo depende afinal da beleza da paisagem ou do agreste do envolvente…. Há quem tenha a sorte de seguir por estradas que conduzem a paisagens paradisíacas plenas de sol e calor… enquanto outras nos transportam através de tempestades onde a cada curva nos espreita um dos nossos fantasmas. Por umas, ou por outras, teremos de seguir sob pena de nos perdermos irremediavelmente.
Quem me leva os meus fantasmas?
Quem me diz onde é a estrada?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

ESTOU NUMA DE NÃO TE IMPORTES

A história não dizia com a “careta”, mas não me importo. Não me importo porque isso foi ontem e hoje, já é passado. Também me parece que o provérbio não é bem assim, seria mais “não diz a cara com a careta”, mas isso também não importa.
A chuva que persiste em cair e que, segundo dizem, veio para ficar, também não importa. Estou numa de não me importar. Agora vivo o momento presente (como se isso existisse…!). Se pensarmos bem, o presente é apenas presente por uma fracção do segundo porque, no segundo seguinte, já é passado.
E quem se importa com o passado? Muito boa gente, o que não me parece ser uma prática muito saudável. O passado não se repete nem se pode modificar por isso, o que está feito, está feito.
Foi bom? É para recordar.
Foi mau? É para esquecer e, de algum modo, retirar algum ensinamento para o futuro porque o presente, apenas o é numa fracção de segundo.
Se não entendeu o meu ponto de vista, melhor será recorrer a esta magistral definição do tempo:
O que é, pois, o tempo? Se ninguém mo pergunta, sei o que é; mas se quero explicá-lo a quem mo pergunta, não sei: no entanto, digo com segurança que sei que, se nada passasse, não existiria o tempo passado, e, se nada adviesse, não existiria o tempo futuro, e, se nada existisse, não existiria o tempo presente. De que modo existem, pois, esses dois tempos, o passado e o futuro, uma vez que, por um lado, o passado já não existe, por outro, o futuro ainda não existe? Quanto ao presente, se fosse sempre presente, e não passasse a passado, já não seria tempo, mas eternidade. Logo, se o presente, para ser tempo, só passa a existir porque se torna passado, como é que dizemos que existe também este, cuja causa de existir é aquela porque não existirá, ou seja, não podemos dizer com verdade que o tempo existe senão porque ele tende para o não existir? (Santo Agostinho, Confissões- Livro XI)
Ainda mais confuso? Deixa lá, fica numa de não te importes...

quarta-feira, 15 de junho de 2016

DISFARÇAR O MEDO

Quando se é pequeno, tem-se medo do escuro, de monstros, do desconhecido, enfim, tem-se medos pequeninos que parecem enormes. Depois de crescidos, os medos também são maiores e mais se agigantam. Como toda a gente, mesmo aqueles que dizem não os ter, tenho os meus medos.
Ter medo não é vergonha nenhuma. Atrevo-me mesmo a dizer que é um sentimento normal e até saudável na medida em que nos protege de qualquer perigo real. Sem me prender com a necessidade de definir o “medo”, direi que toda a gente, em algum momento ou situação na vida, já sentiu medo. Daí que toda a gente guarda no mais íntimo de si próprio os seus medos, sejam de que natureza forem. O medo de viajar de avião, de andar de elevador, do escuro, de perder, de falhar, da traição, da doença, do futuro… De todos, o mais grave, é o medo de nós próprios. O medo das nossas emoções e das nossas reacções em determinadas situações é real e, por vezes, perfeitamente justificável.
Se alguém me perguntasse agora, já não tens medo?
Diria sim, ainda tenho medo. A única diferença é que aprendi a disfarça-lo…
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