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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

QUAL O SEU MAIOR DEFEITO?

Se lhe perguntassem qual o seu maior defeito saberia dizer qual é sem hesitar? A pergunta já é um cliché nas entrevistas de emprego daí a sua pertinência. É normal sentir alguma dificuldade em reconhecer que se tem defeitos. É que aos nossos olhos somos perfeitos, não temos defeitos e mesmo reconhecendo que os temos, ninguém se sente confortável a falar dos seus defeitos.
Quer do ponto de vista social quer do profissional, todos temos defeitos, o difícil é identifica-los e mais ainda catalogá-los.
Foi com esta pergunta que me confrontei hoje nem sei a propósito de quê. Tenho de admitir que tive dificuldade em identificar o meu maior defeito na mesma media em que a sentiria se me pedissem para identificar a minha maior qualidade. Qualquer defeito, aliás como qualquer sentimento, em determinadas circunstâncias pode considerar-se uma qualidade e vice-versa. Catalogar um sentimento como defeito ou qualidade é tarefa altamente subjectiva. Estou a lembrar-me, no meu caso, do perfeccionismo. Ser perfecionista pode ser uma qualidade em determinada profissão e ao mesmo tempo, ser um defeito no âmbito familiar. Mas não será esse o meu maior defeito. Depois de criteriosa introspecção, cheguei à conclusão de que é o orgulho. Neste momento estarão a relacionar orgulho com o seu lado mau, isto é, nariz empinado, complexo de superioridade, desprezo pelos outros, …. Ora, como todos os sentimentos, o orgulho vale o que vale, ou seja, não é mau nem bom. A forma de o expressar é que faz toda a diferença.
O meu é mais um orgulho estilo inglês Pride que se traduz por um forte sentido de dignidade. É aquele orgulho que sufoca o grito de dor, que seca as lágrimas nos olhos, que amordaça o pedido de ajuda quando é mais preciso. Enfim, é um orgulho no seu melhor, que não chateia e que nos poupa ao sentimento de piedade.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O VÍCIO DA LEITURA

Pois é, ninguém diria que com 19 meses apenas já consegue ler apesar de ainda não falar correctamente. É assim a Princesinha, muito precoce em variadíssimos aspetos, mas no gosto pela leitura, convenhamos sai ao avô. Para já são só revistas, mas lá para os dois anitos e meio, tenciono iniciá-la nos clássicos da literatura universal. Claro que se trata de uma brincadeira da minha parte, mas a curiosidade e poder de observação da pequenita promete. A ver vamos.
O vício da leitura só traz vantagem a quem o tem e é tão prejudicial para quem gosta e quer manipular a vontade das massas… Efectivamente, através da leitura acumula-se conhecimento, enriquece-se o vocabulário, estimula-se a criatividade além de nos permitir viajar através de lugares desconhecidos pondo-nos em contacto com diferentes culturas e diferentes hábitos. Isso protege-nos de fundamentalismos e ajuda a manter a mente aberta à diferença. Ora são precisamente estas aptidões que muitos governantes não querem ver desenvolvidas nas suas populações. Os livros são armas de libertação que podem alterar realidades e mudar sociedades.

Ler é verdadeiramente viciante e, como todos os vícios, pode mesmo tornar-se doentio se descontrolado ao ponto de não ter outros interesses. Eu sou do tipo de pessoa que tem necessidade de ter sempre um livro para ler à cabeceira. Contudo, não pode ser um livro qualquer, de preferência que seja um best seller o que não é de todo garantia que seja um bom livro. Já tenho tido decepções que ficaram registadas neste blogue. Actualmente, o meu livro de cabeceira é “O quarto de Jack” de Emma Donoghue. Com apenas 75 páginas lidas das cerca de trezentas é ainda cedo para emitir uma opinião sobre a obra. Desde já declaro a minha intenção de assistir ao filme que em breve estreia em Portugal.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

EM CADA DIA UM NOVO RECOMEÇO

Por mais escura e longa que seja a noite há sempre um amanhecer. E ainda bem que assim é. É bom amanhecer, saber que nos foi concedido mais um dia e mais uma hipótese de recomeçar.
Todos sabemos que não é possível voltar atrás e começar de novo seja o que for. O que está feito, está feito. Não há forma de o desfazer. Contudo, é-nos permitido em cada novo dia, já que não é possível construir um novo princípio, construir um novo fim.
Há quem se recuse a amanhecer e queira permanecer na sua zona de conforto. E quem pode jurar que já não lhe aconteceu ficar na cama com medo de acordar?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

UMA HORA FELIZ

Uma hora feliz (ou uma boa hora) é o que se deseja habitualmente a uma grávida numa qualquer conversa informal que ocorra em plena rua, no supermercado, café da esquina,… muitas vezes sem mesmo conhecer a futura parturiente. Com esta expressão pretende-se desejar que a dita senhora tenha um bom parto.
As coisas mudam, evoluem, surgem novas modas e a expressão “hora feliz” acabou por se inglesar e ganhar um outro significado para além do desejo de uma hora feliz. A “hora feliz” passou a designar-se happy hour, convertendo-se numa estratégia de marketing com a finalidade de, durante um certo período de tempo, vender determinado artigo (geralmente bebidas) abaixo do seu preço normal. A moda, originária dos Estados Unidos, difundiu-se rapidamente através de vários países da Europa. Em Portugal, a happy hour é hoje bastante comum em bares e restaurantes onde se podem consumir bebidas e cocktails a preços promocionais.
Num país tradicionalmente conservador como o nosso, a confusão está instalada. Desejar a uma senhora uma happy hour pode dar origem ao embaraço de ouvir como resposta:
- Não estou grávida. Isto são só gases.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

É POR ISSO QUE SÓ COMO FRUTA DESCASCADA

Ter ciúmes é normal, dizem. É normal sentir receio de perder o que se tem e aqui é que reside o cerne da questão, o ter medo de perder o que se tem… Na realidade nada nos pertence em definitivo assim como não pertencemos a ninguém. Tudo nos foi emprestado para usufruirmos durante esta vida.
Se eu tenho ciúmes? Claro. Como diria o meu amigo João Negreiros, "Tenho um ciúme doido de quem não tem medo de perder o que tem". Sim já tive ciúmes até ao dia que compreendi que “controlar o outro é exactamente o impossível por isso descontrolo o outro para que a minha influência seja o que quero para mim”.
Ter ciúmes é normal, dizem. Dizem para se desculpar do doentio sentido de posse, da falta de capacidade para o desapego. Mas também o desapego tem os seus perigos. Se muito praticado, corre-se o risco de o ténue elo de ligação se quebre ao mínimo sopro de uma contrariedade na relação. Tudo tem o seu perigo quando em excesso…
Ainda assim tens ciúmes?
“Tens ciúmes do namoradinho, és parva.
Tens ciúmes do primo que tinha mais brinquedos, és um triste.
Tens ciúmes da bandeira de outro país, emigra… palhaço.
Tens ciúmes da gaja boa… vai pôr umas mamas. 
Tens ciúmes do carro do Armindo… vai tirar o passe.
Tens ciúmes porque é giro, arranjaste um par de cornos.
……….
“O ciúme é o caroço do amor. É por isso que só como fruta partida e sem casca.”
In "O Manual da Felicidade" de João Negreiros

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

UM "NÃO", ÀS VEZES, É PRECISO

Ao longo da minha actividade profissional como formador tive oportunidade de ler, reler e partilhar a importância de um não na formação da criança. Ao contrário do que muita gente pensa, um “não” deve ser entendido como um ato de amor. Está provado que a criança precisa de conhecer e aceitar que existem limites para quase tudo na vida. Uma criança a quem não foram impostos limites torna-se um adulto com dificuldade em enfrentar as vicissitudes da vida, menos tolerante e por consequência, mais infeliz. O “não” na hora certa contribui para a formação de um adulto mais saudável.
Mas não são só as crianças que precisam de ouvir um não. O mesmo se adapta entre adultos. Não raras vezes somos solicitados para tarefas que alteram os nossos planos de vida e, o que é mais grave, prejudicam a própria saúde. Às vezes é preciso dizer não. Dizer sim quando está cheio de tarefas por realizar ou quando a sua saúde está mais debilitada, não ajuda. Depois ninguém vai fazer por si as tarefas que ficaram por fazer nem ninguém vai ter tempo para lhe prestar os cuidados mínimos que a sua saúde exige… Lembre-se disso.
Um não, às vezes, fica bem… e é preciso!
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