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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ESPERAR FAZ PARTE DA VIDA...?

Viajar pelo interior do país, além de nos permitir desfrutar de belas e variadas paisagens, possibilita-nos por vezes deparar com cenas do quotidiano que para além de caricatas encerram todo o dramatismo da interioridade…
Ver alguém, vergado pelo peso da idade, sentado no banco de uma estação desactivada há já alguns anos como quem espera um comboio que jamais virá, além de desconcertante deu-me que pensar. Na verdade, passamos a vida à espera de qualquer coisa, seja o que for mesmo sabendo que não vai acontecer.
Diz-se que a esperança é a última a morrer. Talvez por isso a gente espera mesmo sabendo que nada do que se espera acontecerá. Não há dúvida de que a vida seria seguramente menos complicada se não se esperasse nada, mas a gente espera.
Faz parte da vida esperar. É o que nos mantém vivos enquanto se espera a morte chegar, neste caso, que venha tarde… Afinal sempre se espera.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

À PROCURA DO EU

Há dias em que a gente não se encontra entre aquilo que é e o que já foi. E entre uma coisa e outra acaba por não se reconhecer no que é sem que ao mesmo tempo deseje ser o que já foi. Se a escrita parece confusa que fará o que se passa na cabeça de quem acorda assim…
Há dias em que a gente não se reconhece por tudo que abdicou e deixou passar ao longo da vida por comodismo, medo ou falta de competência… Nesses dias, em que as emoções esbarram num passado demasiado presente e num presente demasiado esbatido, a gente não se reconhece no ser em que se transformou.
Há dias assim

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

NINGUÉM ENTRA NUM BARCO PRESTES A NAUFRAGAR

Não, por favor não me fales mais de futebol e principalmente de política. Às vezes o silêncio preenche muito mais os espaços vazios que há dentro de nós do que todas as futilidades que se possam dizer. Por isso, poupa-me aos discursos sobre o tempo, futebol ou política da direita do centro ou da esquerda, tanto faz. Tem dó. Se acreditas no que te dizem os políticos, mantem essa paz que a ignorância proporciona. Se outra vantagem não tiver, a ignorância permite a abstração dos problemas que nos cercam. Se não acreditas, mas algum interesse te move, poupa-me à maçada de ouvir os teus argumentos. Por mais que digas, acredita, não me convences. Há uma voz que me guia e alerta para o que está certo ou errado. Embora nem sempre lhe dê ouvidos, é verdade, mais porque me convém do que por surdez. Há verdades que preferimos ignorar para não sermos obrigados a sair da nossa zona de conforto… Pelos mares da direita, centro ou esquerda, o mesmo barco navega independentemente da bandeira hasteada. Ninguém entra num barco que está prestes a naufragar se não tiver em mente saquear algum tesouro que ainda se encontre a bordo… por pequeno que seja.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

FELIZ DIA DOS AFETOS

Há quem prefira festejar o “Dia dos Namorados”, há quem lhe chame “Dia de São Valentim”, há quem recuse torná-lo um dia especial. Sendo naturalmente avesso ao festejo destes dias especiais seja do que for não os costumo festejar através de qualquer acto simbólico. Não porque seja contra o namoro, a amizade, a criança, o professor, … e todo os outros dias que se celebram ao longo do ano. Acho que todos são dignos de serem festejados nos 365 dias do ano e não num dia específico só porque é o seu dia. Enfim, pontos de vista que não critico e respeito quem tem um ponto de vista diferente. Aceitando a necessidade ou gosto de festejar o dia de São Valentim, preferiria chamar-lhe “Dia dos Afetos”. Bem sei que o namoro envolve afetos, mas os afetos são muito mais abrangentes do que o namoro. Os afetos são os sentimentos que partilhamos com todas as pessoas ou animais que considerámos especiais e que por isso amámos. Neste sentido, seria um dia para festejar com um abraço, um beijo, uma palavra ou mesmo uma frase que expressasse a amizade, o amor pela família e pelo próximo, pelos animais e sei lá que mais! Todos os nossos afetos, mesmo os mais secretos.
Feliz Dia dos Afetos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

VOA MAIS ALTO QUEM TEM ASAS PARA VOAR

Nascemos para voos mais altos, no entanto, há quem teime em esvoaçar rente ao chão por considerar inacessíveis os seus objectivos de vida.
Ter asas, não significa saber voar já que todos, mesmo não sendo anjos, nascemos com elas. Contudo, para as tornar aptas para o voo, é preciso exercita-las, perder o medo de encetar voos cada vez mais altos. Voa mais alto quem tem asas para voar…
Estou a lembrar-me do magnifico livro que li e reli “Fernão Capelo Gaivota” e da célebre frase, “Vê mais longe a gaivota que voa mais alto”. Na verdade, à medida que nos elevamos conseguimos alargar horizontes, ver mais longe e reduzir a uma pequena escala futilidades que, para quem vive rente ao chão, assumem uma enorme dimensão.
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