Não, por favor não me fales mais de futebol e principalmente de
política. Às vezes o silêncio preenche muito mais os espaços vazios que há
dentro de nós do que todas as futilidades que se possam dizer. Por isso,
poupa-me aos discursos sobre o tempo, futebol ou política da direita do centro
ou da esquerda, tanto faz. Tem dó. Se acreditas no que te dizem os políticos,
mantem essa paz que a ignorância proporciona. Se outra vantagem não tiver, a
ignorância permite a abstração dos problemas que nos cercam. Se não acreditas, mas
algum interesse te move, poupa-me à maçada de ouvir os teus argumentos. Por
mais que digas, acredita, não me convences. Há uma voz que me guia e alerta
para o que está certo ou errado. Embora nem sempre lhe dê ouvidos, é verdade,
mais porque me convém do que por surdez. Há verdades que preferimos ignorar
para não sermos obrigados a sair da nossa zona de conforto… Pelos mares da
direita, centro ou esquerda, o mesmo barco navega independentemente da bandeira
hasteada. Ninguém entra num barco que está prestes a naufragar se não tiver em
mente saquear algum tesouro que ainda se encontre a bordo… por pequeno que
seja.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
FELIZ DIA DOS AFETOS
Há quem
prefira festejar o “Dia dos Namorados”, há quem lhe chame “Dia de São Valentim”,
há quem recuse torná-lo um dia especial. Sendo naturalmente avesso ao festejo
destes dias especiais seja do que for não os costumo festejar através de qualquer
acto simbólico. Não porque seja contra o namoro, a amizade, a criança, o
professor, … e todo os outros dias que se celebram ao longo do ano. Acho que
todos são dignos de serem festejados nos 365 dias do ano e não num dia
específico só porque é o seu dia. Enfim, pontos de vista que não critico e
respeito quem tem um ponto de vista diferente. Aceitando a necessidade ou gosto
de festejar o dia de São Valentim, preferiria chamar-lhe “Dia dos Afetos”. Bem
sei que o namoro envolve afetos, mas os afetos são muito mais abrangentes do
que o namoro. Os afetos são os sentimentos que partilhamos com todas as pessoas
ou animais que considerámos especiais e que por isso amámos. Neste sentido,
seria um dia para festejar com um abraço, um beijo, uma palavra ou mesmo uma
frase que expressasse a amizade, o amor pela família e pelo próximo, pelos
animais e sei lá que mais! Todos os nossos afetos, mesmo os mais secretos.
Feliz
Dia dos Afetos
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
VOA MAIS ALTO QUEM TEM ASAS PARA VOAR
Nascemos
para voos mais altos, no entanto, há quem teime em esvoaçar rente ao chão por considerar inacessíveis os seus objectivos de vida.
Ter
asas, não significa saber voar já que todos, mesmo não sendo anjos, nascemos
com elas. Contudo, para as tornar aptas para o voo, é preciso exercita-las,
perder o medo de encetar voos cada vez mais altos. Voa mais alto quem tem asas
para voar…
Estou a
lembrar-me do magnifico livro que li e reli “Fernão Capelo Gaivota” e da
célebre frase, “Vê mais longe a gaivota que voa mais alto”. Na verdade, à
medida que nos elevamos conseguimos alargar horizontes, ver mais longe e
reduzir a uma pequena escala futilidades que, para quem vive rente ao chão, assumem
uma enorme dimensão.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
A RAZÃO POR QUE ESCREVO
Tinha acabado a leitura do livro “A Rapariga no Comboio”, um
best seller escrito por Paula Hawkins (Ler aqui). O livro, editado a 5 de junho
em 2015, tornou-se rapidamente um sucesso de vendas. Este sucesso, mais do que
merecido, tem muito a ver com a análise psicológica que a autora faz dos seus
personagens. Toda a gente comporta no passado algo de que não se orgulha e que ensombram
o seu presente. Quando confrontados com determinadas situações toda a gente é
capaz dos mais incontrolados acessos de fúria podendo mesmo chegar ao ponto de
matar… (?). Na verdade, ninguém é perfeito. Ao longo do livro, Paula Hawkins
atinge o âmago das relações humanas através dos seus personagens. Há quem
queira ver neste livro apenas um tríler policial, mas a autora vai mais além ao
descrever magistralmente os conflitos emocionais dos seus personagens que estão
na base das suas reacções e comportamentos.
Era inevitável, face ao sucesso atingido, uma adaptação ao
cinema da obra. Com efeito, a Disney já anunciou a estreia mundial de “A
Rapariga no Comboio” para 7 de outubro deste ano. Sempre que acabo a leitura de um livro como este,
interrogo-me por que razão insisto no solitário acto de escrever.
Durante alguns anos
escrevi poesia, agora escrevo mais prosa porque a poesia é o que é e nem sempre
os pensamentos cabem num verso… Às
vezes encontro as palavras certas para dizer o que sinto, mas a vergonha ou
medo impede-me de as dizer… Por isso, escrevo! Escrever, para mim, acaba por
ser uma espécie de catarse do pensamento o que permite dar espaço a novos
pensamentos…
Numa
frase e repetindo o que já escrevi (Ler aqui), diria que escrevo porque sou
péssimo a dizer o que sinto.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
OS MARIDOS DAS OUTRAS FICAM SEMPRE A GANHAR
Toda a gente sabe que os homens são feios
Mas os maridos das outras não
diz a
canção de Miguel Araújo.
E remata com os versos,
Porque os maridos das outras são
O arquétipo da perfeição
O pináculo da criação.
Dóceis criaturas, de outra espécie qualquer
Que servem para fazer felizes as amigas da mulher.
Sempre me ocorrem ao pensamento estes
versos a propósito dos elogios que invariavelmente as senhoras aproveitam para
tecer ao marido de uma outra amiga ausente. É frequente vir à baila todo um rol de qualidades que
sabemos não existirem porque, conhecendo ou não o dito cujo, a nossa
experiência de vida nos diz ser impossível tal harmonia conjugal principalmente
ao fim de uns bons anos de convívio. Quase receio que se ouçam as estridentes gargalhadas interiores (sim porque também existe o riso interior) que tais elogios me despertam.
Ninguém é perfeito e
muito menos aos olhos daqueles que mais de perto convivem connosco. Todos
sabemos que manter em equilíbrio um relacionamento não é tarefa fácil. E não se
pense que as reclamações das “camas por fazer, as mesas por levantar, o jantar
por fazer, a falta de mimos e atenções” fazem parte apenas do universo
feminino. Já muitas vezes as ouvi saídas da boca de alguns homens. Talvez não sejam o arquétipo da perfeição...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
MENTIR PARA NÓS PRÓPRIOS PARECE QUE RESULTA
Estou bem, digo a mim próprio mesmo sabendo que não estou. Dizer
que estou bem faz-me pensar que efectivamente estou mesmo bem sem estar. Mentir
para nós próprios é um comportamento a que recorremos todos os dias, ao longo de
um dia de forma mais ou menos inconsciente. Do ponto de vista moral, porque se
trata de uma mentira, é uma atitude reprovável mesmo sendo para nós próprios.
Então por que continuámos a mentir mesmo admitindo tratar-se de um hábito reprovável?
São muitos e variados os motivos que
nos levam a mentir para nós próprios. Muitos são também os psicólogos que se têm
dedicado ao estudo do que estará na essência deste bizarro comportamento
humano. Através desses estudos científicos, chegaram à curiosa conclusão de que
as pessoas que mentem para si próprias são mais bem-sucedidas nas diferentes
áreas da actividade humana além de serem mais felizes o que se torna
compreensível através do aumento da auto estima. Não me custa acreditar na validade
desta conclusão, basta observar o que se passa com a nossa classe política…
O problema está no momento em que se
descobre que afinal não estamos tão bem como nos convencemos estar, nem somos
tão eficientes e importantes como nos fizemos crer…
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