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domingo, 31 de janeiro de 2016

TUDO AQUILO QUE SE ESPERA

Todo o mal reside na espera, não em termos de tempo, mas de expectativas. Quando se espera muito do comportamento de alguém, o mais certo é vir a receber menos do que o que era esperado. Ou seja, depositar grandes expectativas em alguém ou alguma coisa é muito provável vir a ter uma grande decepção…
É que o mal não está na espera, mas no que se espera.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CADA UM SENTE DE MANEIRA DIFERENTE

Pode ser uma alegria esfuziante ou uma dor profunda, seja o que for. Aquilo que sentes mais ninguém pode sentir porque cada um sente de maneira diferente o que toda a gente sente… Por isso não esperes compreensão da dor que sentes, pois, os demais só farão uma pálida ideia da alegria ou da dor que sentes. Não peças compreensão a quem não te pode compreender… nem julgar. Não ouças o que dizem, segue apenas aquilo que sentes até onde te pode levar o sentimento…
Pode haver um cortejo de gente atrás de ti, mas seguirás sempre sozinho ao longo da vida por que, na verdade, aquilo que sentes é mais do que toda a gente possa compreender.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

DENTRO DE UM NADA AINDA SOBRA ESPAÇO

Quando se pergunta a alguém “O que se passa?”, se o motivo do abatimento é mesmo muito pessoal, invariavelmente recebe-se por resposta: - Nada, não se passa nada.
Na realidade, algo se passa e isso vê-se no semblante o que justifica a nossa pergunta. Por definição, “nada” é a ausência de tudo, o vazio absoluto. Ora sabemos por experiência que isso é impossível. Mesmo quando dizemos não pensar em nada, há um milhão de pensamentos a fervilhar dentro da nossa cabeça…
A resposta pode ser um “nada”, mas dentro do um “nada” cabe uma infinidade de coisas, sentimentos e emoções. Dentro do “nada” cabem pessoas, saudades, recordações, desejos, ressentimentos, frustrações e ainda sobra espaço para as lágrimas e sorrisos… E ainda sobra tanto espaço dentro de um “nada”…!

O mito é o nada que é tudo. 
O mesmo sol que abre os céus 
É um mito brilhante e mudo - 
O corpo morto de Deus, 
Vivo e desnudo. 

FERNANDO PESSOA Mensagem

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

QUEM MUITO PROCURA... NEM SEMPRE ENCONTRA

Não é por muito procurar que se encontra, seja o que for. Às vezes parece que as coisas caminham até nós para serem encontradas, outras vezes desaparecem ou simplesmente não aparecem porque não existem…. Ou então, procurar no lugar errado, leva a que se encontre o que mais tarde se revela uma péssima escolha…
Quando muito se procura acaba por se encontrar o que nos parece ser exactamente o que procurávamos, mas nem sempre contribui para a nossa felicidade.
Às vezes, quando menos se procura, encontra-se o que sempre se buscou!
Mais importante do que procurar, é deixar-se encontrar…. Mais tarde ou mais cedo, o que nos pertence acaba por nos encontrar

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

PARECE QUE O VÍCIO COMEÇOU NO PARAÍSO

Arranjar desculpas para tudo e mais alguma coisa é algo intrínseco ao ser humano. Parece que a coisa começou logo no Paraíso (não confundir com Portugal…). A Eva deu-lhe na gana comer o fruto proibido com a desculpa de ter sido tentada pela serpente (ainda hoje isso acontece). Por sua vez, o Adão, regala-se com o fruto proibido da “esposa” e acusa-a da tentação (isso também ainda acontece, mas não com a esposa…).
O hábito de arranjar desculpas seja para o que for está de tal modo enraizado no ser humano que recorremos a ele diariamente. De forma consciente ou inconsciente, arranjamos desculpas para tudo. Umas vezes para nos protegermos do medo de falhar, outras porque não nos apetece e outras, porque sim…
Inventamos desculpas para todos os gostos e ocasiões! Para não fazer algo, para ocultar os nossos erros, limitações ou fraquezas, para não aceitar um convite, para acabar uma relação sem sentimento de culpa… E quanta vezes nem era preciso inventar desculpas, bastava cingir-se aos factos, mas o hábito fala mais alto… A este propósito sempre me vem à memória a reacção de uma amiga, conhecida pela sua assertividade. Perante o fim de uma relação, dizia ela:
- Para quê tantas desculpas? Bastava dizer adeus…!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

UM CONVITE É SEMPRE UM CONVITE

Um convite, venha ele donde vier e seja para o que for… nem que seja para ir aquela parte… é sempre um convite. Cabe-nos o livre arbítrio de aceitar ou não, mas o convite fica no ar. Além do “convite” para me deslocar à mesa de voto, havia também o convite para uma apresentação das viagens Pinto Lopes no Palácio da Bolsa com direito a visita guiada. Adorei a visita guiada, a companhia, … o convite.
Devido à inércia que me caracteriza, adoro convites para sair. Não pelo convite em si, mas pelo que representa. Um convite, assim o entendo, é a confirmação de que alguém se lembrou de nós porque se sente bem na nossa companhia. Pode ter por trás outros motivos, mas isso agora não é para aqui chamado.
Um convite faz-nos sentir desejados e é sempre bem-vindo, especialmente quando andamos mais em baixo…. Pelo contrário, não ser convidado, provoca em nós aquela desilusão relativamente a uma qualquer amizade…
Já houve tempo em que me sentia ofendido e decepcionado por não ser convidado para um qualquer evento, contudo aprendi com o tempo a desdramatizar a ausência de um convite. Basta ter a capacidade de analisar os prós e os contras que levaram a não ser convidado para um evento em que não se conhecia ninguém por não frequentar o mesmo círculo de amizades. Seguramente quem não nos convidou teve em mente evitar o constrangimento de se ficar desambientado numa festa onde não se conhecia ninguém….
Pronto, admito que todo este arengar não passe de desculpas para não me sentir magoado.
Enfim, um convite, é um convite e eu gosto. Gosto de receber convites seja para o que for ou para ir onde quer que se vá, mas já não dramatizo se não for convidado.
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