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sábado, 23 de janeiro de 2016

BURRA ERA A MÃE...

Talvez a tenham insultado, não sei, não ouvi. Contudo, ouvi a resposta. Tinha de ouvir dado a escala sonora em que foi dita: – Burra era a tua mãe e mais casou-se.
Fiquei a pensar no sentido que ela quereria dar a esta frase. Dizer que burra era a mãe já por si era um insulto à senhora que por ausente, não se poderia defender. Mas acrescentar que, para além de burra, se casou, isso não entendi muito bem. Teria sido burra por se ter casado ou, apesar de burra, teve a “sorte” de se casar? Ou seria tão burra, mas tão burra que até se casou…? Francamente fiquei sem saber.
De qualquer modo, sendo ou não um pretenso insulto, até que foi um dos mais suaves que lhe ouvi e não foi por falta de outros mais picantes que já tive oportunidade de escutar. Devo esclarecer que a minha relação com a “senhora” se limita a frequentar o mesmo supermercado onde ambos fazemos compras. Pelo que tenho observado, trata-se de alguém com resposta pronta face a alguma agressão real ou imaginária. O insulto é a sua arma de arremesso sempre que se sente ameaçada sendo que essas ameaças existem muitas vezes dentro da sua cabeça e são fruto de um complexo de inferioridade. Julgar esta pessoa como “mal-educada” seria uma atitude preconceituosa, é não querer assumir parte na culpa de uma sociedade discriminatória cultural e economicamente que acaba por gerar indivíduos revoltados.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

ELES ESTÃO DE PARTIDA

Há toda uma geração que dia após dia nos está a deixar… A cada dia que passa há sempre alguém que parte e nos deixa a pensar que também pertencemos a essa mesma geração. Então, fica aquela sensação de estar à beira do abismo, isto é, sente-se a falta da barreira biológica que nos protegia da queda eminente no abismo.
O mesmo acontece quando perdemos os pais. Enquanto estão vivos, pensamos que a nossa partida está longe porque biologicamente é normal eles partirem primeiro. Após a sua partida, damos por nós a pensar: a seguir é a nossa vez! Como muito bem disse Jankélévitch: «Quando desaparecem os nossos pais, desaparece a última barreira biológica. Depois, é a nossa vez. E essa não é uma ideia muito agradável».

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

ÀS VEZES A VIDA PÁRA PARA ARRUMAR ALGUMAS COISAS NO LUGAR CERTO

Às vezes a vida pára… Não, não falo da morte (já falei que chegue…). Simplesmente a vida parece que se detém, que nada acontece. Efectivamente, não acontece nada. Até as pessoas à nossa volta parecem ter parado no tempo, ficam estáticas nas mais estranhas poses como se fossem estátuas humanas. Parece que tudo e todos aguardam uma sacudidela da vida para retomar o corre-corre habitual.
Há realmente dias assim, dias em que a vida pára talvez para arrumar algumas coisas no lugar certo… E quando tal acontece, as pessoas impacientam-se e tentam a todo o custo empurrar a vida para a frente de tal maneira estão habituadas à correria do dia-a-dia. De nada adianta esta impaciência porque a vida está demasiado ocupada a arrumar aquelas coisinhas que ficaram pendentes e fora de sítio e que é preciso arrumar. Por mais esforços que se faça, nada acontece. Quem partiu, não volta, quem se espera não chega, a dor que se espetou no peito não passa, a sorte não acontece, …
É preciso aprender a respeitar estas pausas da vida e dar tempo ao tempo. Há um tempo certo para aceitar, para desistir, esquecer, respirar, … viver!
Não é fácil, demora mesmo muito tempo a aprender que, às vezes, a vida pára para arrumar algumas coisas no lugar certo…
Há dias assim.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

VAMOS A VOTOS

Numa campanha caracterizada pela maledicência entre candidatos, fez falta explicitar o compromisso dos candidatos em fazer frente aos corruptos e às decisões governamentais que eventualmente possam penalizar ainda mais a classe média. Por este ou por outros motivos, é expectável alguma indecisão por parte dos eleitores quanto à escolha do candidato em quem votar. Acabar por votar nos candidatos apoiados, directa ou indirectamente, pelos partidos políticos é “comer” mais do mesmo. Naturalmente esses candidatos vão estar em sintonia com os partidos que os apoiaram e em que estão filiados, não tendo a coragem de vetar as leis penalizadoras dos mais desprotegidos. Está na hora de mudar de dieta a bem da nossa e da saúde do país votando nos candidatos verdadeiramente independentes.
Vamos a votos no próximo dia 24. Lembre-se que a abstenção foi a responsável pela trapalhada que se seguiu às eleições legislativas…
Seja qual for o candidato da sua simpatia, apesar da chuva, do frio, de raios e coriscos, não fique em casa …
Consulte aqui a lista de candidatos:Lista

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A MALEDICÊNCIA COMO DISTRATIVO

Não me admira, aliás já poucas coisas me causam admiração, que alguns candidatos a PR tenham menos visibilidade do que outros. Refiro-me como é óbvio aos candidatos independentes. Não tendo por trás o apoio de uma máquina partidária, raramente aparecem nas televisões e, quando aparecem, são passagens fugidias…
De entre todos candidatos independentes, há quem se destaque devido à frontalidade com que aponta o dedo aos corruptos deste país e pela perícia com que desmonta os esquemas de corrupção dos próprios políticos. Provavelmente não será eleito à primeira nem à segunda volta e, mesmo que o fosse, a manter essa linha de conduta, não lhe auguraria uma boa saúde durante o mandato. É que neste país, manda quem pode…. Tentar acabar com a promiscuidade entre os poderes políticos e os poderes económicos, pode sair caro, mesmo muito caro a qualquer candidato…. Daí que todos os outros usem como “distractivo” dizer mal dos adversários a bem da sua saúde…

domingo, 17 de janeiro de 2016

UM PANO ENCHARCADO NAS TROMBAS...

Não sou um espectador muito assíduo de televisão. Além dos noticiários, são raras as séries a que assisto com um mínimo de atenção. A morte de Fernando de Ávila traz-me à memória alguns episódios do recente trabalho DDT. Esta série tem o mérito de, além de enquadrar excelentes actores, caricaturar figuras da actual política portuguesa tanto da esquerda como da direita sem favoritismos. Dos vários sketches o que mais aprecio é aquele em que Ana Bola interpreta uma tradicional dona de casa que se metamorfoseia na Super Heroína que “dá com um pano encharcado nas trombas de quem está mesmo a pedi-las”.  Sempre que vejo este sketche não consigo evitar de pensar que faz falta, aqui onde moro, de uma heroína para dar com um pano encharcado nas trombas de quem está mesmo a pedi-las. Isto a propósito das benditas lombas colocadas no acesso ao condomínio...
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