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sábado, 16 de janeiro de 2016

SEGUROS, PARA QUE VOS QUERO

Se pensava que ia encontrar aqui a listagem das boas e das seguradoras menos boas, desengane-se. Em geral, as companhias de seguros gozam de má reputação junto da população em geral que é obrigada a recorrer aos seus serviços (seguro automóvel e seguro da casa no caso de crédito bancário). Esta má reputação resulta invariavelmente de más experiências aquando de algum sinistro ou outra ocorrência.
Pessoalmente já tenho tido algumas más experiências com diferentes companhias de seguros relativamente à morosidade de resolução e à complicação burocrática que envolve. A minha última má experiência foi com o seguro de viagem quando pretendi deslocar-me à Madeira como aqui referi bem como o motivo que me impediu de concretizar essa viagem. Tendo feito um seguro no momento da compra dos bilhetes de avião, o seguro foi accionado alguns dias após o impedimento. Depois da exigência de comprovativos e outros documentos, só dia 15 deste mês foi depositado na minha conta bancária a módica quantia de 173,60 €. Atente-se que a viagem estava agendada para o dia 19 de Novembro…. Foram precisos quase dois meses e muita papelada para pagar uns míseros 173,60 euros…!
A Lei prevê que, após a comunicação do sinistro ou impedimento, a indemnização deve ser paga 30 dias após a satisfação de todos os comprovativos exigidos pela seguradora. Ora a estratégia a que as seguradoras recorrem é a exigência de vários comprovativos e outros documentos de forma faseada conseguindo assim alargar este período exigido por lei. Não se pense que esta estratégia é exclusiva da companhia de seguros Allianz, ela é usada pela maioria das seguradoras. Quem não teve ainda necessidade de recorrer aos serviços de uma seguradora ficando sujeito a montes de burocracia tendo como consequência a espera de meses e nalguns casos anos para ser indemnizado?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

AGORA NÃO ME FAZ FALTA

A mim já não me faz falta
a falta que me fazia
não ter outra companhia
que não fosse só a minha…

Agora não me faz falta,
nem entendo a que fazia,
navegar em maré alta
não tendo por companhia
a não ser a maresia
de quem fica à beira-mar
a ver outros navegar…

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

QUEM IRÁ AO TEU FUNERAL?

Depois da recente partida de Natalie Cole, fomos surpreendidos pela despedida daquele a quem chamavam o “Camaleão do Rock” devido à sua enorme e peculiar capacidade de renovação da imagem e do som…
No clipe do seu último trabalho, deitado numa cama de hospital, Bowie canta o verso "Look up here, I´m in heaven"… escrito talvez já a pensar na sua morte. Não é algo que nos agrade pensar, contudo um dia calha a todos… Ninguém está livre embora se desconheça (felizmente) o dia e a hora.
Apesar de se evitar a todo custo pensar na morte, em momentos de grande pressão física e psicológica, é provável já, em algum momento da vida, ter imaginado o seu próprio funeral. Além da presença dos familiares mais próximos deve ter imaginado também a presença de um numeroso grupo de amigos todos muito chorosos tecendo-lhe os maiores elogios…. A realidade é que, se isso não trouxer um mínimo de visibilidade, é provável que o grupo de amigos não seja assim tão numeroso a menos que exerça algum cargo político ou se trate de uma figura destacada do mundo artístico ou da moda.
Há quem defenda a teoria de que, através do número de visitas que se recebe durante uma doença grave, poderá prever-se o número de pessoas que irão ao seu funeral. Embora não seja um assunto que me preocupe muito, aquando da convalescença de uma recente cirurgia, dei-me conta a imaginar quem iria estar presente no meu funeral. Devo dizer que não foi dos pensamentos mais gratificantes. Fazendo fé nesta teoria, foi-me possível imaginar um triste funeral acompanhado pelos poucos familiares mais próximos e um ou dois vizinhos e amigos…
Melhor será não se deter em tais pensamentos… nunca, em momento algum.

sábado, 9 de janeiro de 2016

MUDAR A DIETA A BEM DA SAÚDE

Nunca tantos concorreram a Belém nem nunca se gastou tanto (um total de 3,4 milhões), mas o povo ignora ou finge ignorar tendo em vista outros interesses… Por isso, também não admira a proliferação de debates televisivos entre os vários candidatos. Na passada sexta-feira assisti a mais um debate entre candidatos à presidência, mais uma decepção quanto à definição de objectivos e propostas de uma acção consentânea com os interesses do país e do cidadão comum. O ridículo dos argumentos e contra-argumentos dos candidatos metia dó. Entre o dormir pouco ou dormir muito, andar a direito (de forma coerente) ou andar aos zig-zagues, assim se passou tempo de antena.
Contudo, este debate não foi excepção embora os outros não tenham caído neste ridículo, mas também pouco adiantaram quanto às suas propostas pessoais. Limitaram-se a papaguear as linhas orientadoras dos partidos que os apoiam. Ressalve-se o discurso dos candidatos verdadeiramente independentes. Alguns mexeram em interesses económicos de diferentes sectores solidamente instalados que começaram já a reagir com sérias ameaças…
Seja qual for o candidato da sua simpatia, apesar da chuva, do frio, dos raios e coriscos, não fique em casa. Vamos todos a votos no dia 24. Lembre-se que a abstenção foi a responsável pela trapalhada que se seguiu às eleições legislativas… Não esqueça também que votar nos candidatos apoiados, directa ou indirectamente, pelos partidos políticos é “comer” mais do mesmo. Está na hora de mudar de dieta a bem da saúde do país…
Candidatos:
Edgar Silva, candidato apoiado pelo PCP,
Marisa Matias, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda,
Sampaio da Nóvoa apoiado pelo PS
Maria de Belém, apoiada por uma facção do PS
Marcelo Rebelo de Sousa, que tem recomendação de voto por parte de PSD e do CDS
E os (ditos) independentes:
Paulo de Morais
Henrique Neto
Jorge Sequeira
Cândido Ferreira
Tino de Rans

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O CALCANHAR DE AQUILES

Calcanhar de Aquiles, quem o não tem? Mesmo quem pensa não o ter, se procurar bem lá no fundo do seu íntimo, seguramente o vai encontrar. Basta para isso, ser honesto nessa procura.
Conta a lenda que a mãe de Aquiles, que por acaso se chamava Tétis, mergulhou o rebento nas águas de um lago mágico para o tornar invulnerável. Contudo deixou de fora um dos calcanhares o que, mais tarde se veio a revelar fatal durante a guerra de Tróia. Segundo consta, Páris feriu Aquiles precisamente nesse calcanhar…
Por muito cuidadosa que tenha sido a nossa mãezinha, pode ter deixado de fora um dos nossos calcanhares no primeiro banho do seu rebento...
Em política, e não só, quando se pretende aniquilar determinado indivíduo, não se abate a tiro de pistola. Nada disso, nós por cá somos pacíficos. Nesse caso, procura-se o respectivo calcanhar de Aquiles e toca a badalar a descoberta através de todos os meios que estejam à mão.
Assim se elimina qualquer indivíduo que, por qualquer razão, se começa a tornar incómodo.
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